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Revertendo uma das tendências do Mings, o governo Qing interferiu muito na economia. O monopólio do sal foi restaurado e se tornou uma das maiores fontes de receita para o estado. Os funcionários da dinastia Qing tentaram desencorajar o cultivo de culturas de rendimento a favor dos cereais. Desconfiados do poder dos comerciantes ricos, os governantes Qing limitavam suas licenças comerciais e geralmente lhes recusavam permissão para abrir novas minas, exceto em áreas pobres. As corporações mercantis proliferaram em todas as cidades chinesas em crescimento e freqüentemente adquiriram grande influência social e até mesmo política. Mercadores ricos com conexões oficiais construíram enormes fortunas e patrocinaram a literatura, o teatro e as artes. Produção de tecidos e artesanato cresceu.
 
No final do século XVIII a China dominava mais de um terço da população mundial, possuía a maior economia do mundo e, por área, era um dos maiores impérios de todos os tempos. Porém após a morte do imperador [[Qianlong]] a economia chinesa começou a declinar devido a corrupção e desperdício em sua corte e a uma sociedade civil estagnada.
 
O [[século XIX]] testemunhou o enfraquecimento do governo Qing, em meio a grandes conflitos sociais, estagnação econômica e influência e ingerência [[mundo Ocidental|ocidentais]]. O interesse [[Reino Unido|britânico]] em continuar o comércio de [[ópio]] com a China colidiu com éditos imperiais que baniam aquela droga viciante, o que levou à [[Primeira Guerra do Ópio]], em [[1840]]. O Reino Unido e outras potências ocidentais, inclusive os [[Estados Unidos]], ocuparam "concessões" à força e ganharam privilégios comerciais. [[Hong Kong]] foi cedida aos britânicos em [[1842]] pelo [[Tratado de Nanquim]]. Também ocorreram naquele século a [[Rebelião Taiping]] ([[1851]]–[[1864]]) e o [[Levante dos Boxers]] ([[1899]]–[[1901]]). Em muitos aspectos, as rebeliões e os [[tratado]]s que os Qings se viram forçados a assinar com potências [[imperialismo|imperialistas]] são sintomáticos da incapacidade do governo chinês em reagir adequadamente aos desafios que enfrentava a China no século XIX. Para se ter idéia da estagnação tecnológica da China (o país inventor da [[pólvora]]), armas de fecho de mecha ainda estavam sendo usadas por soldados do exército imperial em meados do século XIX, enquanto os europeus já haviam abandonado esta tecnologia em favor da [[Pederneira (arma de fogo)|pederneira]] e estavam começando a utilizar a tecnologia do mecanismo de [[Percussão (arma de fogo)|percussão]], com o advento dos [[cartucho]]s.<ref>{{citar livro|último1 =Jowett |primeiro1 =Philip |título=Imperial Chinese Armies 1840–1911 |data=2016 |publicado=Osprey Publishing Ltd. |página=19}}</ref>
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