O Crime do Padre Amaro: diferenças entre revisões

336 bytes adicionados ,  08h56min de 10 de maio de 2019
Resgatando 2 fontes e marcando 0 como inativas. #IABot (v2.0beta14)
Etiqueta: Desfazer
(Resgatando 2 fontes e marcando 0 como inativas. #IABot (v2.0beta14))
}}
{{Quadrocitação|Foi no domingo de Páscoa que se soube em Leiria, que o pároco da Sé, José Miguéis, tinha morrido de madrugada com uma apoplexia. O pároco era um homem sanguíneo e nutrido, que passava entre o clero diocesano pelo comilão dos comilões. Contavam-se histórias singulares da sua voracidade. O Carlos da Botica – que o detestava – costumava dizer, sempre que o via sair depois da sesta, com a face afogueada de sangue, muito enfartado:<br />– Lá vai a jiboia esmoer. Um dia estoura!<br />Com efeito estourou, depois de uma ceia de peixe – à hora em que defronte, na casa do doutor Godinho que fazia anos, se polcava com alarido. Ninguém o lamentou, e foi pouca gente ao seu enterro. Em geral não era estimado. (...)|''O Crime do Padre Amaro (1875)''}}
'''''O Crime do Padre Amaro''''' é uma das obras do escritor português [[Eça de Queirós]] mais difundidas por todo o mundo. Trata-se de uma obra polêmica, que causou protestos da [[Igreja Católica]], ao ser publicada em 1875, em [[Portugal]].<ref>{{citar web|url=http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/literatura/materia_409866.shtml|titulo=O Crime do Padre Amaro - resumo e análise da obra de Eça de Queiroz|autor=[[Guia do Estudante]]|data=|publicado=[[Editora Abril]]|acessodata=14-12-2010|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141228201135/http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/literatura/materia_409866.shtml|arquivodata=2014-12-28|urlmorta=yes}}</ref>
 
Esta obra é mais um documento humano e social do país e da sua época escrito com a maestria de Eça de Queirós. É também a primeira realização artística do [[realismo]] português.<ref>{{citar web|url=http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/o-crime-do-padre-amaro.html|titulo=O Crime do Padre Amaro, Resumos Literarios|autor=Algo Sobre|data=|publicado=|acessodata=14-12-2010}}</ref>
Eça de Queirós terá aproveitado o facto de ser nomeado administrador do [[concelho]] de [[Leiria]] para aí durante seis meses, conhecer e estudar aquele que seria o cenário de ''O Crime do Padre Amaro'', uma obra que mais de cem anos depois mantém o interesse de diferentes gerações <ref>{{citar web|url=http://fredb.sites.uol.com.br/amaro.html|titulo=O Crime do Padre Amaro, O Enredo|autor=Frederico Barbosa & Sylmara Beletti|data=|publicado=|acessodata=14-12-2010}}</ref>.
 
Com a chegada de um novo pároco à cidade, o mesmo passa a frequentar a casa de Amélia. Ambos nutrem uma paixão que não pode ser consumada devido à batina. A solução encontrada foi o encontro às escondidas. Esse caso resulta numa gravidez inesperada, que é a causa da morte de Amélia. Após sua morte, Amaro vai embora da cidade, mas não abandona a batina. Fátima Bueno, professora da [[Universidade de São Paulo]] e especialista na obra de Eça de Queirós, aponta que Amaro fora levado à vida religiosa por circunstância, e não por vocação - e que, pelo seu temperamento sensual, podia excitar-se com as imagens das santas - um sacrilégio para a tradição católica portuguesa. Não surpreendentemente, "o livro causou escândalo e foi atacado por jornais católicos portugueses e brasileiros", conta a pesquisadora<ref>{{citar web|url=http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/resumo-eca-de-queiros-647337.shtml|titulo=Resumo das obras de Eça de Queiroz|autor=Educar para Crescer|data=|publicado=[[Editora Abril]]|acessodata=08-05-2013|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120123231215/http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/resumo-eca-de-queiros-647337.shtml|arquivodata=2012-01-23|urlmorta=yes}}</ref>.
 
==Personagens==
230 309

edições