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Stalin casou-se com [[Ekaterina Svanidze]] em uma cerimônia na igreja em [[Senaki]] em julho de 1906.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=64}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=159}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=105}}.</ref> Em março de 1907 ela deu à luz um filho, [[Yakov Djugashvili|Yakov]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=64}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=167}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=106}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=25}}.</ref> Naquele ano — segundo o historiador [[Robert Service]] — Stalin se estabeleceu como "o principal bolchevique da Geórgia".{{sfn|Service|2004|p=65}} Participou do [[V Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo|V Congresso do POSDR]], realizado em Londres entre maio e junho de 1907.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=41}}; {{harvnb|Service|2004|p=65}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=168–170}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=108}}.</ref> Depois de voltar a Tíflis, organizou o [[Assalto ao banco de Tíflis|roubo de uma grande entrega de dinheiro ao Banco Imperial]] em junho de 1907. Sua gangue emboscou o comboio armado na [[Praça da Liberdade (Tbilisi)|Praça de Erevã]] com armas de fogo e bombas caseiras. Cerca de 40 pessoas foram mortas, mas toda a sua gangue escapou viva.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|pp=41–42}}; {{harvnb|Service|2004|p=75}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=113}}.</ref> Após o assalto, estabeleceu-se em Baku com sua esposa e filho.<ref>{{harvnb|Montefiore|2007|p=180}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=114}}.</ref> Lá, mencheviques confrontaram Stalin sobre o roubo e votaram em expulsá-lo do partido, mas ele não tomou conhecimento deles.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|pp=43–44}}; {{harvnb|Service|2004|p=76}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=184}}.</ref>
 
Em Baku, assegurou a dominação bolchevique do ramo local do POSDR{{sfn|Montefiore|2007|p=190}} e editou dois jornais do partido, ''Bakinsky Proletary'' e ''Gudok'' ("Apito").{{sfn|Montefiore|2007|p=186}} Em agosto de 1907, ele participou do [[Congresso de 1907 da Internacional Socialista de 1907|SétimoVII Congresso]] da [[Segunda Internacional]] — uma organização socialista internacional — em [[Estugarda|Stuttgart]], na Alemanha.{{sfn|Montefiore|2007|p=189}} Em novembro sua esposa morreu de [[tifo]]<ref>{{harvnb|Montefiore|2007|p=191}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=115}}.</ref> e ele deixou seu filho com a família em Tíflis.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=44}}; {{harvnb|Service|2004|p=71}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=193}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=116}}.</ref> Em Baku, ele havia reagrupado sua gangue, a Roupa,{{sfn|Montefiore|2007|p=194}} que continuava a atacar os Centenas Negras e aumentava as finanças, executando esquemas de proteção, falsificando moeda e realizando roubos.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=74}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=196}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=115}}.</ref> Eles também sequestraram os filhos de várias figuras ricas para extrair dinheiro do resgate.<ref>{{harvnb|Montefiore|2007|pp=197–198}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=115}}.</ref> No início de 1908, viajou para a cidade suíça de [[Genebra]] para se reunir com Lenin e o proeminente marxista russo [[Gueorgui Plekhanov]], embora o último o exasperasse.{{sfn|Montefiore|2007|p=195}}
 
Em março de 1908 foi preso e internado na prisão de Bailov.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=44}}; {{harvnb|Service|2004|p=68}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=203}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=116}}.</ref> Lá, ele liderou os bolcheviques presos, organizou grupos de discussão e ordenou o assassinato de informantes suspeitos.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=45}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=203–204}}.</ref> Foi condenado a dois anos de exílio na aldeia de [[Solvychegodsk]], [[Oblast de Vologda]], chegando lá em fevereiro do ano seguinte.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=45}}; {{harvnb|Service|2004|p=68}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=206, 208}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=116}}.</ref> Em junho, ele escapou da aldeia e chegou a [[Kotlas]] disfarçado de mulher e de lá para São Petersburgo.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=46}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=212}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=117}}.</ref> Em março de 1910, ele foi preso novamente e enviado de volta a Solvychegodsk.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=46}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=222, 226}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=121}}.</ref> Lá ele teve casos com pelo menos duas mulheres; sua proprietária, Maria Kuzakova, mais tarde deu à luz seu segundo filho, [[Konstantin Kuzakov|Konstantin]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=79}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=227, 229, 230–231}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=121}}.</ref> Em junho de 1911, Stalin recebeu permissão para se mudar para [[Vologda]], onde permaneceu por dois meses,<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=47}}; {{harvnb|Service|2004|p=80}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=231, 234}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=121}}.</ref> tendo um relacionamento com Pelageya Onufrieva.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=79}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=234}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=121}}.</ref> Fugiu para São Petersburgo,<ref>{{harvnb|Montefiore|2007|p=236}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=121}}.</ref> onde foi preso em setembro de 1911 e condenado a mais três anos de exílio em Vologda.<ref>{{harvnb|Montefiore|2007|p=237}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=121–22}}.</ref>
 
{{Caixa de citação |largura=25em |posição=esquerda |citação=O governo existente de latifundiários e capitalistas deve ser substituído por um novo governo, um de trabalhadores e camponeses. O pseudo-governo existente que não foi eleito pelo povo e que não é responsável perante o povo deve ser substituído por um governo reconhecido pelo povo, eleito pelos representantes dos trabalhadores, soldados e camponeses e responsabilizado perante os seus representantes. |autor=—Editorial de Stalin no ''Pravda'', Outubro de 1917{{sfn|Service|2004|p=144}}}}
Stalin ajudou a organizar a insurreição das [[Jornadas de Julho]], uma demonstração armada de força pelos partidários bolcheviques.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=65}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=319–320}}.</ref> Depois que a manifestação foi suprimida, o Governo Provisório iniciou uma repressão aos membros do partido, atacando o ''Pravda''.{{sfn|Montefiore|2007|p=32}} Durante esse ataque, Stalin tirou Lenin do escritório do jornal e assumiu a segurança do líder bolchevique, movendo-o entre as casas seguras de Petrogrado antes de contrabandea-lo para [[Estação de trem de Razliv|Razliv]].<ref>{{harvnb|Montefiore|2007|pp=322–324}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=203}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|pp=48–49}}.</ref> Na ausência de Lenin, Stalin continuou editando o ''Pravda'' e serviu como líder interino dos bolcheviques, supervisionando o SextoVI Congresso do partido, que era secretamente realizado.<ref>{{harvnb|Montefiore|2007|p=326}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=204}}.</ref> Lenin começou a pedir aos bolcheviques que tomassem o poder derrubando o governo provisório num [[golpe de Estado]]. Stalin e seu colega bolchevique [[Leon Trótski]] endossaram o plano de ação de Lenin, mas foi inicialmente contestado por Kamenev e outros membros do partido.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=68}}; {{harvnb|Service|2004|p=138}}.</ref> Lenin retornou a Petrogrado e obteve maioria em favor de um golpe numa reunião do Comitê Central em 10 de outubro.{{sfn|Montefiore|2007|pp=332–333, 335}}
 
Em 24 de outubro, a polícia invadiu os escritórios do jornal bolchevique, destruindo máquinas e prensas; Stalin recuperou parte desse equipamento para continuar suas atividades.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=144}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=337–338}}.</ref> Na madrugada de 25 de outubro, juntou-se a Lenin em uma reunião do Comitê Central no [[Instituto Smolny]], de onde foi dirigido o golpe bolchevique — a [[Revolução de Outubro]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=145}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=341}}.</ref> A milícia bolchevique apoderou-se da central elétrica de Petrogrado, dos principais correios, do banco estatal, da central telefônica e de várias pontes.{{sfn|Montefiore|2007|pp=341–342}} Um navio controlado pelos bolcheviques, o ''[[Aurora (cruzador)|Aurora]]'', abriu fogo ao [[Palácio de Inverno]]; os delegados reunidos do Governo Provisório renderam-se e foram presos pelos bolcheviques.{{sfn|Montefiore|2007|pp=344–346}} Embora tivesse sido encarregado de informar os delegados bolcheviques do [[Congresso dos Sovietes de Toda a Rússia#Segundo Congresso|SegundoII Congresso dos Sovietes]] sobre a situação em desenvolvimento, o papel de Stalin no golpe não foi publicamente visível.{{sfn|Service|2004|pp=145, 147}} Trótski e outros bolcheviques opositores de Stalin usaram isso como evidência de que seu papel no golpe fora insignificante, embora mais tarde os historiadores rejeitassem isso.<ref>{{harvnb|Service|2004|pp=144–146}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=224}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=52}}.</ref> Segundo o historiador [[Oleg Khlevniuk]], Stalin "desempenhou um papel importante [na Revolução de Outubro]... como um importante bolchevique, membro do Comitê Central do partido e editor de seu principal jornal";{{sfn|Khlevniuk|2015|p=53}} o historiador [[Stephen Kotkin]] notou, de maneira semelhante, que ele estivera "no meio dos acontecimentos" na construção do golpe.{{sfn|Kotkin|2014|p=177}}
 
== Governo de Lenin ==
121 000

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