Diferenças entre edições de "Possessão demoníaca"

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A possessão demoníaca não é um diagnóstico [[Psiquiatria|psiquiátrico]] ou [[Medicina|médico]] válido e reconhecido pelo [[Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais|DSM-IV]], sendo "reconhecido" pelo [[Classificação internacional de doenças|CID-10]]: item F44.3 (Estados de transe e de possessão) - "Transtornos caracterizados por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados, '''excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso''' do sujeito." (Grifo nosso).<ref>http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/f40_f48.htm</ref>
 
Aqueles que professam a crença em possessões demoníacas por vezes descrevem sintomas que são comuns a várias [[Doença mental|doenças mentais]], como [[histeria]], [[mania]], [[psicose]], [[síndrome de Tourette]], [[epilepsia]], [[esquizofrenia]] ou [[transtorno dissociativo de identidade]].<ref name="How Exorcism Works">[http://science.howstuffworks.com/exorcism5.htm How Exorcism Works]</ref><ref>[{{Citar web |url=https://scholarsbank.uoregon.edu/dspace/handle/1794/1530 |titulo=J. Goodwin, S. Hill, R. Attias "Historical and folk techniques of exorcism: applications to the treatment of dissociative disorders"] |acessodata=2011-03-07 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20060908134757/https://scholarsbank.uoregon.edu/dspace/handle/1794/1530 |arquivodata=2006-09-08 |urlmorta=yes }}</ref><ref>[http://www.leaonline.com/doi/abs/10.1207/s15327752jpa6603_4 Journal of Personality Assessment (abstract)]{{Ligação inativa|1={{subst:DATA}} }}</ref> Em casos de [[transtorno dissociativo de identidade]] em que a [[personalidade]] é questionada quanto à sua identidade, 29% são relatados como possessões de [[demônio]]s.<ref>[http://www.rcpsych.ac.uk/pdf/erlendsson_01_jun_03.pdf Microsoft Word - Haraldur Erlendsson 1.6.03 Multiple Personality]</ref> Além disso, há uma forma de [[monomania]] denominada "demoniomania" ou "demonopatia" em que o paciente acredita que está possuído por um ou mais demônios.
 
A ilusão de que o exorcismo funciona em pessoas com sintomas de possessão é atribuída por alguns ao [[efeito placebo]] e ao poder da [[sugestão]].<ref>[http://www.livescience.com/strangenews/050830_emilyrose.html Voice of Reason: Exorcisms, Fictional and Fatal]</ref> Algumas pessoas supostamente possuídas são realmente [[Narcisismo|narcisistas]] ou sofrem de baixa [[auto-estima]] e agem como uma "pessoa possuída por um demônio" com o propósito de ganhar atenção.<ref name="How Exorcism Works"/>
 
Historicamente, a possessão demoníaca era considerada a causa da [[loucura]].<ref>[http://www.abpbrasil.org.br/sala_imprensa/manual/img/Cartilha_ABP_2009_light.pdf Manual para a Imprensa - Boas Práticas de Comunicação e Guia com recomendações para um texto claro e esclarecedor sobre doenças mentais e psiquiatria] {{Wayback|url=http://www.abpbrasil.org.br/sala_imprensa/manual/img/Cartilha_ABP_2009_light.pdf |date=20101007204737 }}, ''site'' da [[Associação Brasileira de Psiquiatria]]</ref> Um dos livros embora um clássico documento, relegado à segundo plano por sua opção religiosa sobre o tema é "[[A Loucura sob novo prisma]]" do médico [[homeopatia|homeopata]] e [[cirurgião]], [[espírita]], [[Bezerra de Menezes]] (1831 — 1900). No desenvolvimento da psiquiatra no Brasil esse tema também foi abordado sobretudo pela escola baiana, entre outros) sobretudo por [[Nina Rodrigues]] (1862 — 1906) que apesar da carga de preconceitos e patologização de manifestações religiosas (interpretando estas como manifestações epilépticas ou histéricas) conseguiu reunir e produzir considerável material etnográfico sobre as religiões africanas tendo como continuadores vultos como [[Estácio de Lima]] (1897 — 1984), [[Arthur Ramos]] (1903 -1949) entre outros.
 
A interpretação psicanalítica inaugurou uma forma de estudo até hoje válida, na perspectiva da relação entre o conteúdo religioso e manifestações criminosas. Pode-se tomar como marco dessa abordagem o trabalho de [[Sigmund Freud]] “Uma neurose demoníaca do século XVII” (1922).<ref>Freud, Sigmund. Uma neurose demoníaca do século XVII (1922), Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro, Imago, 1976.</ref>
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