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|lema_nacional = Liberdade, Igualdade, Humanidade
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A '''República Rio-Grandense''', também conhecida como '''República de Piratini''', foi um [[Estado-nação]] não-reconhecido formado no extremo sul do [[Império do Brasil]], em território equivalente ao atual [[Unidades federativas do Brasil|estado]] do [[Rio Grande do Sul]]. O período constituiu sendo a mais longa revolta brasileira da história.<ref>[http://movimentogauchoindependente.blogspot.com/search/label/A%20Rep%C3%BAblica A República - Movimento Gaúcho Independente]</ref> Foi proclamada em [[11 de setembro]] de [[1836]], pelo general [[Antônio de Sousa Neto]], como consequência direta da vitória obtida por forças oligárquicas gaúchas na [[Batalha do Seival]] (1836), durante a [[Revolução Farroupilha]] (1835-1845).<ref>{{Citar web|url=http://www.portaldasmissoes.com.br/site/view/id/1409/11-de-setembro-de-1836---proclamacao-da-republica-.html|titulo=11 de Setembro de 1836 - Proclamação da República Rio-Grandense. - Sites - Portal das Missões|data=11 de setembro de 2018|acessodata=10 de novembro de 2018|obra=www.portaldasmissoes.com.br|publicado=|ultimo=|primeiro=|lingua=pt-BR}}</ref> No entanto, o objetivo principal nunca foi proclamar um estado-nação próprio, e, portanto, separado do [[Estado brasileiro]], mas sim mostrar ao Império do Brasil que as [[oligarquia]]s gaúchas não estavam nem um pouco satisfeitas com os altos impostos.
 
A República Rio-Grandense foi dissolvida em [[1 de março]] de [[1845]], pelo [[Tratado de Poncho Verde]], que manteve em vigor algumas leis derivadas da constituição rio-grandense. Teve ao todo seis capitais durante os seus nove anos de existência: [[Piratini]], [[Caçapava do Sul]], [[Alegrete (Rio Grande do Sul)|Alegrete]] e [[São Gabriel (Rio Grande do Sul)|São Gabriel]] (capitais oficiais), [[Bagé]] (somente por duas semanas) e [[São Borja]]. Os seus presidentes foram [[Bento Gonçalves]] e [[Gomes Jardim]].<ref name=":1" />
 
== Cisma religioso ==
[[Imagem:MuseuJulio5.jpg|thumb|220px|left|''Alegoria Farroupilha'', acervo do [[Museu Júlio de Castilhos]], em Porto Alegre.]]
As paróquias gaúchas estavam vinculadas ao bispado do Rio de Janeiro, o que trazia vários entraves para a República Rio-Grandense. Para romperem com o Império do Brasil, os farroupilhas separaram-se completamente da corte. Em [[22 de junho]] de [[1838]], nomearam o [[Francisco das Chagas Martins Ávila e Sousa|padre Chagas]] como [[vigário apostólico]], negando obediência ao bispo do Rio de Janeiro, criando um cisma na [[Igreja Católica]] da então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. O vigário apostólico tinha verdadeira autoridade religiosa: [[crisma]]va, nomeava [[padre]]s e dava dispensas matrimoniais.<ref name = fc":2">{{citar livro web| editora = Fórum da igreja católica | url = http://www.forumdaigrejacatolicasnh2013.anpuh.org.br/artigosresources/anais/rs_no_tempo_brasil_imperio27/1370381911_ARQUIVO_AIgrejaaeConstrucaodoEstadonoBrasilimperialANPUH-REV.pdf |titulo=A últimoIgreja =a Hastenteufele |construção primeirodo =Estado Zenono Brasil imperial|data=Julho titulode 2013|acessodata=17 Ode Riomaio Grandede do Sul no tempo do2019|publicado=ANPUH Brasil|ultimo=Domingos Império }}{{Ligação inativaSantirocchi|1primeiro={{subst:DATA}} Ítalo|lingua=pt-BR|obra=www.snh2013.anpuh.org}}</ref> O padre Chagas, então, foi [[excomungação|excomungado]] e seus atos foram declarados ilícitos pelo [[bispo]] do Rio de Janeiro – a autoridade máxima da Igreja Católica no Brasil.<ref name = fc":2" /> Assim mesmo, a maior parte do clero gaúcho aderiu à nova autoridade eclesiástica.<ref>{{citar livro | titulo = História da Igreja no Rio Grande do Sul | volume = 1 | editora = EdiPUCRS | ano = 1994|pagina=181}}</ref>
 
A situação durou até o final da Revolução Farroupilha (1835-45). Com a derrota, o padre Chagas buscou uma reconciliação com o [[bispo do Rio de Janeiro]], tendo sido secretário do novo [[Arquidiocese de Porto Alegre|bispo de Porto Alegre]].<ref name=fc":2" />
 
Após o fim da revolução, o padre [[Fidêncio José Ortiz]] foi encarregado pelo bispo do [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio]] de rever todos os atos praticados e demais documentos.
 
== Reconhecimento entre os povos ==
As [[Províncias Unidas do Rio da Prata]] à época estavam sendo unificadas pelo ditador [[Juan Manuel de Rosas]] e tentavam recuperar o território uruguaio ([[Guerra Grande]]), não afastando também a possibilidade de ''auxílio'' aos separatistas riograndenses. [[Juan Manuel de Rosas]], o ditador argentino, ofereceu apoio para que [[David Canabarro]] continuasse a luta.<ref>{{citar livro | url = http://www.ahimtb.org.br/dcanabarro.htm | titulo = D Canabarro | editora = AHIMTB | local = [[Brasil|BR]]}}.</ref> [[Juan Manuel de Rosas]] foi afastado do poder na Argentina em confronto de que participaram tropas brasileiras.
 
A República Rio-grandense está simbolicamente perenizada na [[Bandeira do estado do Rio Grande do Sul|bandeira]] e no [[Brasão do estado do Rio Grande do Sul|brasão]] do [[Unidades federativas do Brasil|estado]] do [[Rio Grande do Sul]], da mesma forma que outros estados brasileiros mantiveram em seus símbolos cívicos evocações a feitos relevantes. Seu território derivou de cisão parcial da [[Província de São Pedro do Rio Grande do Sul]], que teve seus limites totalmente definidos em relação ao [[Uruguai]] somente após o final da [[Guerra dos Farrapos]] (1835-45). Após a [[Proclamação da República Brasileira|proclamação da República brasileira]] (1889), todo o território da Província passou a constituir uma das [[unidades federativas do Brasil]], o estado do [[Rio Grande do Sul]].<ref name=":0" />
 
=== Questionamento sobre o documento do Tratado de Poncho Verde ===
{{Ver artigo principal|[[Tratado de Poncho Verde]]}}
 
 
== Mídia ==
* {{Audio|Hino Republicano RS 1835.mid|''Hymno Republicano Riograndense de 1835''}}
* [http://www.pampalivre.info/hino_rio_grandense_mp3_para_download.htm Hino da República Rio-Grandense para download em MP3]
* [[Constituição da República Rio-grandense]]
{{referênciasReferências}}
 
== Bibliografia ==
* [[Jorge Otero Menéndez|MENÉNDEZ, Jorge Otero]].[http://www.eumed.net/libros/2006a/jo/5u.htm Un escollo para la Patria Grande] In: ''Uruguay, un destino incierto. Edición electrónica.'' (2006) [http://www.eumed.net/libros/2006a/jo/ Texto Completo] {{es}}
* PICCOLO, Helga: "A paz dos caramurus". [https://web.archive.org/web/20070626204120/http://www.memorial.rs.gov.br/cadernos/caramurus.pdf Edição Eletrônica.] Caderno de História, nº 14, [[Memorial do Rio Grande do Sul]].