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Alterações

== História ==
=== Empresa Matte Larangeira ===
O [[Decreto Imperial]] nº 8 799, de [[9 de dezembro]] de [[1882]], autorizava, a LarangeiraLaranjeira, a exploração da erva-mate nativa por um período inicial de 10 anos.,<ref name="Eva Maria Luiz Ferreira"/> Entretanto, esse decreto não impede a exploração por parte dos moradores locais.<ref name="Adelaido Luiz Spinosa Vila">{{citar web|url= http://www.fundacaobarbosarodrigues.org.br/upload/arquivos/01/1053769537.ppt|autor= Adelaido Luiz Spinosa Vila|titulo= Participação da mão-de-obra indígena na Companhia Matte Larangeira|acessodata= [[8 de março]] de [[2009]]|arquivourl= https://web.archive.org/web/20101127034231/http://www.fundacaobarbosarodrigues.org.br/upload/arquivos/01/1053769537.ppt|arquivodata= 2010-11-27|urlmorta= yes}}</ref> LarangeiraLaranjeira funda a Empresa Matte LarangeiraLaranjeira<ref name="Alcimar Lopes Lomba">{{citar livro|titulo=O transporte ferroviário na Companhia Mate Laranjeira (1906-1944)|autor=Alcimar Lopes Lomba|editora=[[Universidade Federal do Mato Grosso do Sul]] / [[Universidade Federal da Grande Dourados|Dourados]]|ano=2002}}</ref> a partir desta concessão imperial.
 
Thomaz Larangeira trouxe, do [[Região Sul do Brasil|sul do país]], fazendeiros que conheciam o manejo da erva-mate. Também foram utilizadas a [[mão de obra]] de [[Povos indígenas do Brasil|índios]] da região e de [[paraguai]]os, iniciando o ciclo de produção da erva-mate.<ref name="PM Porto Murtinho">{{citar web|url=http://www.portomurtinhoms.com.br/historico.php|autor=PM Porto Murtinho|titulo=Histórico|acessodata=5 de junho de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090502051655/http://portomurtinhoms.com.br/historico.php|arquivodata=2009-05-02|urlmorta=yes}}</ref>
Com a [[Proclamação da República do Brasil]] em 1889, a área de concessão é, sucessivamente, ampliada, sempre com o apoio de políticos influentes, como [[Joaquim Murtinho]], [[Manuel José Murtinho]] e [[Antônio Maria Coelho|General Antônio Maria Coelho]]. Através do Decreto nº 520, de [[23 de junho]] de [[1890]], são ampliados os limites de suas posses e consegue o monopólio na exploração da erva-mate em toda a região abrangida pelo arrendamento. Em [[1895]], a área arrendada é ampliada, sendo superior a 5 000 000 [[hectare]]s.<ref name="Adelaido Luiz Spinosa Vila"/>
 
=== Cia Matte LarangeiraLaranjeira ===
Em [[1892]], é assinado novo [[contrato]] de concessão com o estado, com exclusividade para exploração dos ervais.<ref name="Eva Maria Luiz Ferreira"/> Após assinado esse contrato, o Banco Rio Branco e Matto Grosso, da Família Murtinho, compra 14 540 [[Ação (finanças)|ações]] (100 mil-[[réis]] por ação), cabendo, a Larangeira, 460 ações. A empresa passa a se denominar Companhia Matte Larangeira,<ref name="Alcimar Lopes Lomba"/> sendo obrigada a transferir a sua sede para o território do Mato Grosso.
 
Em julho de [[1892]], a Companhia Matte LarangeiraLaranjeira comprou a Fazenda Três Barras, de Boaventura da Mota, à margem esquerda do [[rio Paraguai]], e construiu um porto para exportação de erva-mate cancheada. Esse porto foi nomeado de Porto Murtinho, pelo Superintendente do Banco Rio e Mato Grosso Dr. Antônio Corrêa da Costa, em homenagem a Joaquim Murtinho.<ref name="Alcimar Lopes Lomba"/>
 
A atividade gerava muito [[lucro]], estimulando o aumento da [[exportação]]. Em [[1900]], a região teve grande desenvolvimento graças à Companhia Matte LarangeiraLaranjeira, e passou a embarcar [[chá]] para a [[Argentina]]. O transporte do mate — colhido num vasto império [[extrativismo|extrativo]] no atual estado de [[Mato Grosso do Sul]] — exigia 800 [[carreta]]s e 20 mil [[boi]]s.<ref name="Flávio R. Cavalcanti"/><ref name="Alcimar Lopes Lomba"/>
 
A Companhia encarregava-se da exploração e exportação da erva semielaborada (cancheada) para [[Buenos Aires]]. Nesta cidade, outra empresa, a Francisco Mendes Gonçalves & Cia., encarregava-se da industrialização e distribuição do produto no mercado argentino e outros. A erva-mate atingiu grandes centros urbanos como [[Assunção]] ([[Paraguai]]), Buenos Aires ([[Argentina]]) e até [[Inglaterra]], [[França]] e [[Itália]].<ref name="Flávio R. Cavalcanti"/>
 
=== Auge ===
Após [[denúncia]]s do superintendente doutor Antonio Corrêa da Costa<ref name="Adelaido Luiz Spinosa Vila"/> e de prejuízos com o transporte da produção da Matte LarangeiraLaranjeira,<ref name="PM Porto Murtinho"/> o Banco Rio Branco decreta [[falência]] em [[1902]] e Thomaz LarangeiraLaranjeira adquire seu [[espólio]]. Já a Cia. Matte LarangeiraLaranjeira é vendida à companhia argentina Francisco Mendes & Cia,<ref name="Alcimar Lopes Lomba"/><ref name="PM Porto Murtinho"/> passando a se chamar LarangeiraLaranjeira Mendes e Companhia. É assinado, com o governo do estado, novo contrato de arrendamento, nos mesmos moldes do anterior, que vigoraria até [[1916]].<ref name="Eva Maria Luiz Ferreira"/>
 
Foi finalizada em [[1906]], para facilitar o transporte de erva-mate, uma ferrovia ([[Estrada de Ferro Porto Murtinho a São Roque]]), ligando o Porto Geral à Fazenda São Roque, com extensão máxima de 22<ref name="Flávio R. Cavalcanti"/><ref name="Alcimar Lopes Lomba"/><ref name="Ralph Mennucci Giesbrecht">{{citar web|url= http://www.estacoesferroviarias.com.br/ferroviaspart_sul/efmate-larangeiraptomurtinho.htm|autor= Ralph Mennucci Giesbrecht|titulo=E. F. Mate Laranjeira (Município de Porto Murtinho, MS) |acessodata=25 de maio de 2009}}</ref> a 25<ref name="Ralph Mennucci Giesbrecht"/> quilômetros. O projeto inicial de [[1898]] do doutor Antonio Corrêa da Costa<ref name="Alcimar Lopes Lomba"/> previa uma extensão de 42 [[légua]]s (231 a 277&nbsp;quilômetros<ref name="Cesar Rogério Cabral / Markus Hasenack / Rovane Marcos de França">{{citar livro|titulo= MÓDULO I UNIDADE CURRICULAR TOPOGRAFIA I|autor= Cesar Rogério Cabral / Markus Hasenack / Rovane Marcos de França|editora=[[IFSC|CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA]] }}</ref>).
Já em [[1910]], ocorre a transferência do foco principal de exploração de [[erva-mate]] para o [[Rio Paraná]], reduzindo a sua importância estratégica para a empresa. Com o novo presidente de Mato Grosso, Joaquim Augusto da Costa Marques, que assumiu em 1911, avultaram as pressões da companhia Mate Laranjeira no sentido de renovar o arrendamento dos seus extensos ervais no sul do [[estado (subdivisão)|estado]]. A pretensão suscitou nova divergência entre Murtinho e Ponce: o primeiro defendia a prorrogação do contrato até 1930, com opção para a compra de 1 000 000 a 2 000 000 de hectares, enquanto Ponce queria a divisão da área em lotes de 450 hectares, que seriam oferecidos a arrendamento em hasta pública.
 
O general Caetano Manuel de Faria Albuquerque assumiu o governo matogrossensemato-grossense em [[15 de agosto]] de [[1915]]. Seus próprios correligionários conservadores tentaram forçá-lo à renúncia, e ele, tendo a seu lado [[Pedro Celestino]], aceitou o apoio da oposição, num movimento que se chamou "caetanada". Contra seu governo organizou-se a rebelião armada, com ajuda da Matte LarangeiraLaranjeira e seus aliados políticos. Com a morte de [[Generoso Ponce]], a empresa ganhou novo trunfo com o apoio do senador situacionista Antônio Azeredo. Mas o antigo presidente do estado, [[Pedro Celestino Correia da Costa]], tomou posição contrária. Os deputados estaduais hostis à prorrogação do contrato fizeram obstrução e impediram que ela fosse aprovada. Finalmente, a Mate Laranjeira foi frustrada em suas pretensões, com a aprovação da Lei Número 725, de [[24 de agosto]] de 1915. Seu monopólio foi quebrado em [[1916]].
 
=== Larangeira, Mendes & Cia ===