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{{Ver desambig|outros significados de Leopoldina|Leopoldina}}
{{Info/Nobre
| nome = Leopoldina
| titulo = [[Príncipe do Brasil (Brasil)|Princesa do Brasil]]<br />[[Saxe-Coburgo-Gota|Princesa de Saxe-Coburgo-Gota]]<br />Duquesa de Saxe
| imagem = Princess leopoldina around 1864.jpg
| imgw = 245px
| cônjuge = [[Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota]]
| descendência = [[Pedro Augusto de Saxe-Coburgo-Gota|Pedro Augusto]]<br />[[Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo-Gota|Augusto Leopoldo]]<br />[[José Fernando de Saxe-Coburgo-Gota|José Fernando]]<br />[[Luís Gastão de Saxe-Coburgo-Gota|Luís Gastão]]
| nome completo = Leopoldina Teresa Francisca Carolina Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon
| casa = [[Casa de Bragança|Bragança]]<br />[[Casa de Saxe-Coburgo-Gota|Saxe-Coburgo-Gota]] <small>(Ramo católico de [[Casa de Koháry|Koháry]])</small>
| pai = [[Pedro II do Brasil]]
| mãe = [[Teresa Cristina dasde Bourbon-Duas Sicílias]]
| data de nascimento = {{dnibr|13|7|1847|si}}
| local de nascimento = [[Palácio de São Cristóvão]], [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]], [[Império do Brasil]]
| data da morte = {{morte|7|2|1871|13|7|1847}}
| local da morte = [[Palácio Coburgo]], [[Viena]], [[Império Austro-Húngaro|Áustria]]
| local de enterro = [[Igreja de Santo Agostinho (Coburgo)|''St. Augustinkirche'']], [[Coburgo]]
| brasão = =Coat of Arms of Princess Leopoldina of Brazil (Order of Maria Luisa).svg
}}
'''Leopoldina Teresa Francisca Carolina Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon''' ([[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]], [[13 de julho]] de [[1847]] — [[Viena]], [[7 de fevereiro]] de [[1871]]) era filha do imperador Dom [[Pedro II do Brasil]]|imperador dom Pedro&nbsp;II]] e da princesa [[Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias|imperatriz D.&nbsp;Teresa Cristina das Duas Sicílias]].
 
[[Príncipe do Brasil (Brasil)|Princesa do Brasil]] desde seu nascimento, [[Dom (título)|Donadona]] Leopoldina renunciou aos seus títulos ao casar-se com o príncipe [[Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota]], assumindo então os títulos de [[Casa de Saxe-Coburgo-Gota|Princesaprincesa de Saxe-Coburgo-Gota]] e [[Ducado de Saxe-Coburgo-Gota|Duquesaduquesa de Saxe]].
 
A princesa também foi a segunda na linha de sucessão ao trono do [[Império do Brasil]], mesmo após o casamento de sua irmã mais velha, Donaa [[Isabel do Brasil|Isabel,princesa Princesadona Imperial do BrasilIsabel]], devido às dificuldades desta em gerar herdeiros. Após sua morte prematura, seus dois filhos mais velhos foram reconhecidos como príncipes brasileiros e [[herdeiro presuntivo|herdeiros presuntivos]] da coroa até que Donadona Isabel tivesse seu primeiro filho. A partir daí, originou-se o chamado [[Ramoramo de Saxe-Coburgo e Bragança]], da [[Casa Imperial do Brasil]].
 
== Biografia ==
=== Família e primeiros anos ===
Nascida às 6h&nbsp;45min da manhã de 13 de julho de 1847, no [[Quinta da Boa Vista|Palácio Imperial de São Cristóvão]], Leopoldina era a segunda filha do imperador Domde [[Pedro II do Brasil|dom Pedro II]] e da princesa [[Teresa Cristina Maria de Bourbon-Duas Sicílias|dona Teresa Cristina dasde Bourbon-Duas Sicílias]]. Seus avós paternos foram o imperador Dom [[Pedro I do Brasil|imperador dom Pedro I]] e a arquiduquesa [[Maria Leopoldina de Áustria|Leopoldinaimperatriz dadona ÁustriaMaria Leopoldina]] e seus avós maternos foram o rei [[Francisco I das Duas Sicílias]] e a infanta [[Maria Isabel de Bourbon|Maria Isabel de Espanha]].<ref name="Bragança1959">Bragança (1959), 77-78</ref>
[[Imagem:Princesaleopoldina.jpg|thumb|esquerda|180px|Dona Leopoldina em 1853, por [[Ferdinand Krumholz]].]]
Foi batizada na [[Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo|Catedral e Imperial Capela]] em 7 de setembro de 1847, pelo bispo capelão-mor e diocesano Dom [[Manuel do Monte Rodrigues de Araújo|dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Condeconde de Irajá]] e seu nome foi dado em homenagem à avó paterna. Teve como padrinhos seus tios, os príncipes de Joinville, príncipe [[Francisco Fernando de Orléans]] e princesa [[Francisca de Bragança|dona Francisca dode BrasilBragança]] — representados no ato por C. His de Buthenval ([[ministro plenipotenciário]] de [[Luís Filipe I de França]]) e [[Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho|Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, Condessacondessa de Belmonte]] (camarista-mor da imperatriz), respectivamente.<ref name="Bragança1959"/> {{nota de rodapé|AUTO DE BATISMO DE S.A. A PRINCESA DONA LEOPOLDINA: ''Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus-Cristo de mil oitocentos e quarenta e sete, aos sete dias do mês de setembro, nesta Catedral e Imperial Capela da muito leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, ocupando o trono o muito alto e muito poderoso Senhor D. Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, e o solio o Exmo. e Revmo. Bispo Capelão-mor Diocesano, D. Manoel do Monte Rodrigues de Araújo, Conde de Irajá; e achando-se na mesma Catedral e Imperial Capela, reunidos os Ministros e Secretários de Estado, Conselheiros de Estado, grandes do Império, oficiais e mais pessoas da Côrte e Casa Imperial; muitos Senadores e Deputados, Corpo Diplomático Estrangeiro, membros dos Tribunaes da Côrte e muitas outras pessoas de distinção expressamente convidadas, o dito Exmo. e Revmo. Bispo Capelão-mor batizou, e pôs os Santos Óleos à Sereníssima Princesa D. Leopoldina, Teresa, Francisca, Carolina, Micaela, Gabriela, Rafaela, Gonzaga, nascida no dia 13 do mês de julho do corrente ano, pelas seis horas e três quartos da manhã; filha legítima do dito muito alto e muito poderoso Sr. D. Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, e da muito alta e muito poderosa Senhora D. Tereza-Cristina-Maria, Imperatriz do Brasil, neta pela parte paterna do falecido Sr. D. Pedro de Alcântara de Bragança e Bourbon, primeiro Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil e da sua augusta espôsa, também falecida, a Senhora D. Maria Leopoldina Josefa Carolina; e neta pela parte materna do falecido Sr. D. Francisco I, Rei do Reino das Duas Sicílias e de sua Magestade a Rainha sua augusta espôsa, a Senhora D. Maria Tereza Izabel. Foi padrinho S.A.R. o Sr. D. Francisco de Orléans, Príncipe de Joinville, representado por Mr. C. His de Buthenval, Comendador da Ordem Real da Legião de Honra, da de N.S. da Conceição de Portugal, condecorado com a Ordem Otomana de Nichan Ifthar e enviado extraordinário e ministro plenipotenciário de Sua Magestade o Rei dos Franceses, nesta Côrte; e madrinha Sua Alteza Real a Senhora D. Francisca Carolina, Princesa de Joinville, representada pela Ilma. e Exma. Condessa de Belmonte, camarista-mor de S.M. a Imperatriz. E para todo tempo constar, se lavraram dois autos em tudo idênticos, subscritos pelo Ilmo. e Exmo. Manoel Alves Branco, do Conselho de Estado, presidente do Conselho de Ministros, Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e interinamente encarregado dos do Império e assinados tanto por ele como pelos representantes dos augustos padrinho e madrinha; devendo um dos autos ficar no arquivo da Imperial Capela e ser o outro recolhido no Arquivo Público do Império. Eu Manoel Alves Branco o subscrevi e assino - Manoel Alves Branco - Como representante - do padrinho, C. His de Buthenval - Dito da madrinha, condessa de Belmonte - Manoel, Bispo Conde Capelão-mor.'' Bragança (1959), 77-78}}
Desde cedo, Domdom Pedro II tratou de obter para suas filhas uma [[preceptor]]a. A escolha recaiu sobre a [[Condessacondessa de Barral]], indicação da princesa de Joinville, que iniciou suas funções em setembro de [[1855]]. Numerosos mestres foram encarregados de educar as duas jovens, que seguiam um elaborado e rigoroso sistema de estudos vigiado constantemente pelo imperador.<ref name="Bragança73">Bragança (1959), 73</ref>
 
As princesas assistiam a aulas seis dias por semana, das 7h da manhã até 21h&nbsp;30min. Elas só poderiam receber visitas aos domingos, em festas ou em qualquer outra ocasião determinada pelo imperador. Eram diversas as matérias que estudavam: [[língua portuguesa|português]] e sua [[literatura]], [[língua francesa|francês]], [[língua inglesa|inglês]], [[língua italiana|italiano]], [[língua alemã|alemão]], [[latim]], [[língua grega|grego]], [[álgebra]], [[geometria]], [[química]], [[física]], [[botânica]], [[história]] (cujas disciplinas eram divididas por país e por época), [[cosmografia]], [[desenho]] e [[pintura]], [[piano]], [[filosofia]], [[geografia]], [[economia política]], [[retórica]], [[zoologia]], [[mineralogia]] e [[geologia]].<ref>Filgueiras (2004)</ref>
=== Casamento ===
[[Imagem:Dona Leopoldina de Bragança e Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha.jpg|thumb|esquerda|180px|Dona Leopoldina e [[Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota]] (1865)]]
Dom Pedro II havia encarregado Donadona [[Francisca de Bragança|Francisca, Princesa de Joinville]] de encontrar na [[Europa]] dois jovens príncipes que pudessem servir de consortes às suas filhas. Na [[Discurso do trono|Fala do Trono]] de maio de 1864, o soberano anunciou o casamento das princesas sem, no entanto, citar nomes de pretendentes.<ref name="Del Priore21">Del Priore, 21</ref> Porém, os dois candidatos escolhidos pelo imperador — seu sobrinho, [[Pedro de Orléans|Pedro, Duqueduque de Penthièvre]], e [[Filipe, conde de Flandres (1837–1905)|Filipe, Conde de Flandres]] (filho do reide [[Leopoldo I da Bélgica]]) — recusaram a proposta de consórcio, levando o monarca a optar pelos príncipes [[Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota]] e [[Gastão de Orléans, Conde d'Eu]].<ref name="Defrance">Defrance, 204-205</ref><ref name="Barman2002">Barman (2002), 56-57</ref>
 
[[Imagem:Duques de Saxe.jpg|thumb|150px|Os Duques de Saxe com seu primogênito, Dom [[Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança|dom Pedro Augusto]], em 1866]]
Inicialmente, pensava-se em destinar Luís Augusto à Dona[[Princesa IsabelImperial]] e Gastão à Donadona Leopoldina, mas Domdom Pedro II recusou-se em dar andamento às negociações antes de ouvir a opinião das filhas sobre os pretendentes.<ref>Del Priore, 20</ref> Em 2 de setembro de 1864 os príncipes desembarcaram no [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]]. Nos dias que se seguiram os planejamentos iniciais inverteram-se, conforme registrou Donadona Isabel:
 
:''"Papai desejava essa viagem, tendo em mira nossos casamentos. Pensava-se no Conde d'Eu para minha irmã e no Duque de Saxe para mim. Deus e os nossos corações decidiram diferentemente, e a 15 de outubro tinha eu a felicidade de desposar o Conde d'Eu."''<ref name="Bragança74">Bragança (1959), 74-75</ref>
 
A união de Leopoldina e Luís Augusto foi acertada através de uma convenção matrimonial celebrada entre o imperador do Brasil e o duque [[Ernesto II de Saxe-Coburgo-Gota]]. O contrato previa, em seus artigos 3º, 4º e 5º que, enquanto Domdom Pedro II não considerasse assegurada a sucessão da princesa Isabel, o casal deveria, entre outras coisas, residir parte do ano no Brasil e ter seus filhos em território brasileiro.<ref>Bragança (1959), 78-81</ref>
 
Finalmente, em 15 de dezembro de 1864, Donadona Leopoldina desposou o Duqueduque de Saxe, segundo filho do príncipede [[Augusto de Saxe-Coburgo-Gota]] e da princesa [[Clementina de Orléans]].<ref name="Bragança74"/> O casal recebeu uma dotação de 300 contos de réis para aquisição de uma residência no Rio de Janeiro, da qual eles e seus descendentes teriam o usufruto, mas que permaneceria como patrimônio nacional.<ref>Bragança (2008), 282</ref> O imóvel escolhido foi um palacete vizinho ao [[Quinta da Boa Vista|Palácio de São Cristóvão]], adquirido em junho de 1865 e batizado como "[[Palácio Leopoldina]]".<ref>Bragança (2008), 283-284</ref>
[[Imagem:Filhos da princesa Leopoldina.jpg|thumb|150px|Três dos filhos dos Duques de Saxe; a partir da esquerda: Domdom [[Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança|Pedro Augusto]], Dom [[José Fernando de Saxe-Coburgo-Gota|dom José Fernando]] e Dom [[Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Bragança|dom Augusto Leopoldo]] (1871)]]
Dez meses após sofrer um [[aborto espontâneo]], Donadona Leopoldina deu à luz, em 19 de março de 1866, aquele que viria a ser o neto preferido de Domdom Pedro II, o príncipe Dom [[Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança|dom Pedro Augusto]].<ref>Del Priore, 32</ref><ref>Bragança (1959), 75</ref> A partir de então, a princesa passou a viver entre o Brasil e a Europa, sempre retornando à terra natal para o nascimento de seus filhos. Assim foi com os príncipes Dom [[Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Bragança|dom Augusto Leopoldo]] e Dom [[José Fernando de Saxe-Coburgo-Gota|dom José Fernando]] — nascidos em 1867 e 1869, respectivamente. Quando descobriu-se grávida do quarto filho, ela e o marido decidiram que não voltariam ao Brasil e, em 15 de setembro de 1870, o príncipe Dom [[Luís Gastão de Saxe-Coburgo-Gota|Luís Gastão]] nasceu no [[Castelo de Ebenthal]].<ref>Defrance, 232</ref>
 
=== Morte ===
No início de 1871, Donadona Leopoldina apresentou os primeiros sintomas da doença que a mataria. Os problemas gastrointestinais e a febre, contudo, não foram associados à ingestão da água contaminada que assolava [[Viena]].<ref>Bragança (2004), 107-108</ref> Na segunda semana, porém, a princesa atingiu um estado de prostração preocupante. A febre intermitente, as manchas na pele e a [[hematoquezia]], sintomas clássicos da [[febre tifoide]], surgiram na quarta semana. O quadro evoluiu rapidamente e Donadona Leopoldina passou a sofrer delírios e convulsões, situação presenciada pela princesa Isabel e pelo Condeconde d'Eu.<ref>Del Priore, 51-52</ref> A princesa sucumbiria à doença na tarde de 7 de fevereiro de 1871, aos 23 anos de idade. A princesa [[Clementina de Orléans]] descreveu a agonia da nora em carta enviada à [[Francisca de Bragança|Princesaprincesa de Joinville]]:
 
:''"Que a vontade de Deus seja feita, minha boa Chica, mas o golpe é duro e nós estamos bem infelizes. O estado do meu pobre Gusty me corta o coração, soluça cada instante, não come, nem dorme, e é uma terrível mudança! Ela o amava tanto! E eram tão perfeitamente felizes juntos! Ver tanta felicidade destruída aos 24 anos é horrível!! E estas pobres crianças! Eu te escrevi sábado, e o dia de domingo e o de segunda-feira foram calmos e tranquilos. Ela não abria os olhos: mas ouvia o que se lhe gritava ao ouvido, e certamente reconheceu a voz de sua irmã, pois disse algumas palavras em português. Segunda-feira à noite os médicos acharam uma melhora sensível e nós recobramos a esperança. A noite foi calma, mas pela manhã de terça-feira o peito foi tomado e às 10 horas os médicos declararam que não havia mais esperança, e entretanto eu ainda dela cuidei nesse longo dia passado junto do seu leito, vendo-a tão calma e tão pouco mudada; mas pelas 16 horas a respiração tornou-se mais curta. O abade Blumel recitou a oração dos agonizantes, nós estávamos todos ajoelhados em torno de sua cama, e às 18 horas a respiração cessou, sem que se visse a menor contração de sua fisionomia. Ela estava mesmo bela neste momento, e tinha uma expressão angélica. Agora está deitada num caixão vestida com roupa de seda branca, uma coroa branca e seu véu de casamento na cabeça. Ela não mudou, faz bem olhá-la. Está toda cercada de flores frescas, de coroas enviadas por todas as princesas. Amanhã haverá cerimônia religiosa em casa e ela partirá para Coburgo, onde todos nós acompanharemos, inclusive Gaston e Isabel que são muito bons. Esta última está desesperada. Abraço-te, reza por nós, temos disso muita necessidade. Toda tua, Clementina."''<ref>Del Priore, 53</ref>
 
== Legado ==
A infertilidade da princesa Isabel, [[herdeiro presuntivo|herdeira presuntiva]] da coroa — que só viria a dar à luz um filho após mais de dez anos de casamento e quase quatro anos após a morte da irmã —, incluiu os dois filhos mais velhos de Donadona Leopoldina na 2ª e 3ª posições da linha de sucessão ao trono brasileiro. Após a morte da mãe, os jovens príncipes foram trazidos pelo avô para serem criados e educados no Brasil. Esta situação tornou a princesa, ainda que de forma involuntária, fundadora do [[ramo cadete]] de [[Ramo de Saxe-Coburgo e Bragança|Saxe-Coburgo e Bragança]]. Dom Pedro Augusto e Domdom Augusto Leopoldo somente seriam preteridos da sucessão em 1875, com o nascimento do príncipe Domde [[Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança|dom Pedro de Alcântara, Príncipepríncipe do Grão-Pará]].<ref>Bragança (1959), 75-76</ref><ref>Del Priore, 205</ref><ref>Lessa, 123</ref>
 
== Títulos e honras ==
* 13 de julho de 1847 a 15 de dezembro de 1864: ''Sua Alteza, a Senhora Princesa Dona Leopoldina do Brasil''<ref>Bragança (1959), 87</ref>
* 15 de dezembro de 1864 a 7 de fevereiro de 1871: ''Sua Alteza Real a Sereníssima Princesa de Saxe-Coburgo-Gota, Duquesa de Saxe''<ref>Bragança (1959), 90</ref>
 
| '''[[Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança|Pedro]]''' ||[[Imagem:D. Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança.jpg|100px]]||1866||1934||Príncipe do Brasil e de Saxe-Coburgo-Gota. Começou a apresentar [[transtorno mental|distúrbios mentais]] logo após o banimento da [[família imperial brasileira]] em decorrência da [[proclamação da república brasileira|Proclamação da República]], em [[15 de novembro]] de [[1889]]. Morreu em um hospício nos arredores de Viena.
|-
| '''[[Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Bragança|Augusto]]''' ||[[Imagem:Augusto Leopoldo de Saxe-Coburgo e Bragança.jpg|100px]]||1867||1922||Príncipe do Brasil e de Saxe-Coburgo-Gota. Casado (1894) com a [[arquiduquesa]] [[Carolina Maria de Áustria-Toscana|Carolina de Áustria-Toscana]], com descendência.
|-
| '''[[José Fernando de Saxe-Coburgo-Gota|José]]''' ||[[Imagem:José de Saxe-Coburgo e Bragança (detalhe).jpg|100px]]||1869||1888||Príncipe de Saxe-Coburgo-Gota. Não se casou.
|-
| '''[[Luís Gastão de Saxe-Coburgo-Gota|Luís]]''' ||[[Imagem:Luís de Saxe-Coburgo e Bragança.jpg|100px]]||1870||1942||Príncipe de Saxe-Coburgo-Gota. Casado em primeiras núpcias (1900) com a princesa [[Matilde da Baviera]] e, em segundas núpcias (1907), com Ana de Trauttmansdorff-Weinsberg. Ambas as uniões geraram descendência.
|}