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[[Imagem:Tozeur maison ancienne.jpg|left|thumb|Postal antigo do interior da almedina de Tozeur]]
 
A segunda hipótese de Paty de Clam é que o nome tenha origem na [[faraó]] feminina [[TausertTausserte]] {{-nwrap|r.|1191|1190}} — que significa "a poderosa" em [[Língua egípcia antiga|egípcio antigo]] — que subiu ao trono após a morte do seu marido {{Lknb|Seti|II}}, um faraó da {{Lknb|XIX|dinastia|egípcia}}, neto de {{Lknb|RamsésRamessés|II}} O nome de Tozeur seria uma homenagem prestada por uma colónia [[cuxita]] aquela rainha que foi a última representante da sua dinastia.<ref name=patc /> Esta hipótese é corroborada pelo facto da arquitetura de Tozeur ser caracterizada pelo uso do tijolo em terra seca ao sol e depois cozido, um método também usado no Antigo Egito nas construções urbanas.{{sfn|Larguèche|2005}}
 
A terceira hipótese é que o termo seja uma forma feminina {{ling|ber}} do adjetivo "forte", ''taouser'', o que estaria ligado ao facto do reino [[Berberes|berbere]] de [[Massinissa]] se estender até à cidade. A última hipótese supõe que o nome é uma das formas do nome Utsuur, ou seja "aquele de [[Assur (Qal'at Sherqat)|Assur]]" ou "aquele que provém de Assur", sendo o nome da cidade uma homenagem duma colónia [[Assírios|assíria]] à sua [[Assíria|pátria de origem]].<ref name=patc />
A região é povoada desde a [[Pré-história]], que remonta pelo menos à [[cultura capsiana]]{{Ref label2|b}} {{-nwrap|ca.|10000|6000}} do [[Epipaleolítico]], e que, como todo o [[Norte de África]], tem origem [[Berberes|berbebe]], apesar de ser raro encontrem-se vestígios disso e a tradição local não o reivindicar e em vez disso reclamar origem [[Árabes|árabe]] que faz a ligação com o profeta [[Maomé]].{{Carece de fontes|geo-af|data=outubro de 2012}}
 
No tempo dos [[cartagineses]] era um centro ativo do comércio de [[caravana]]s [[Comércio transaariano|transaarianas]] frequentado pelos cartagineses. Em {{AC|148|n}} é mencionada por [[Ptolemeu]], que lhe chama Tisouros. Durante a conquista e ocupação da costa meridional do Mediterrâneo, os [[Roma Antiga|romanos]] instalam-se em {{AC|33|n}} na cidade, a qual aparece na ''[[Tabula Peutingeriana]]'', uma mapa viário do [[Império Romano]], com o nome de Thusuros. Os vestígios dessa época são raros mas ainda visíveis, como por exemplo em grandes pedras de [[cantaria]] usadas nas ''[[seguia]]s'' (sistemas tradicionais de irrigação) e na base da torre de al-HadharAladar (um antigo [[minarete]]). Diz-se também que o bairro de Helba, atualmente habitado pelos ''Rkârka'' contém as ruínas de uma antiga cidade.{{sfn|Puig|2003}}
 
De referir também os testemunhos de [[Caio Plínio Segundo|Plínio, o Velho]] {{nwrap||23|79 d.C.}}, que descrevem de forma lírica a beleza paradisíaca do lugar.{{sfn|Cheraït|2002|p=15}} A cidade torna-se um posto no [[limes]] saariano, na [[estrada romana]] que ia de [[GabèsGabés]] a [[Biskra]] (atualmente na Argélia), especializado no comércio de [[tâmara]]s e de [[Escravidão|escravos]]. Da influência [[Cristianismo|cristã]] de [[Agostinho de Hipona|Santo Agostinho]] subsistem vestígios duma igreja sobre a qual foirfoi construída a mesquita Alcácer (''El Kasr''), situada em Bled al-Hadhar e alguns ritos, como o de Sidi YubaIuba, que consiste em [[Batismo|batizar]] os rapazes antes da [[circuncisão]].<ref name=Zouari />
 
Durante a [[Idade Média]], a região de Tozeur era chamada "terra de Qastiliya" — nome mencionado pelo [[geógrafo]] árabe [[Albacri]] {{nwrap||1014|1094}}{{Harvy|AlBak|Albacri}} — devido à sucessão de aldeias fortificadas chamadas ''castella'', que contribuem para que ao longo do tempo Tozeur e os seus arredores se tornem um refúgio para diversos dissidentes religiosos ([[Donatismo|donatistas]] cristãos, [[Xiismo|xiitas]] e [[carijitas]]).<ref name=Zouari /> Segundo uma versão mais mitológica do que histórica, o termo Qastiliya é uma alusão a Qustal,{{quem}} filho de [[Sem]] e neto de [[Noé]], que teria fundado a cidade depois do [[Dilúvio (mitologia)|Dilúvio]].<ref name=Salah />