Diferenças entre edições de "Isabel II de Espanha"

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{{Mais notas|data=fevereiro de 2019}}
{{Info/Nobre
| imagem = Reina Isabel II de España.jpg
| nome = Isabel II
| título =
| imagem = Isabel de Borbón y Borbón-Dos Sicilias.jpg
| imgw = 245px
| sucessão = [[Lista de monarcas de Espanha|Rainha da Espanha]]
| reinado = {{dtlink|29|9|1833}}<br/>a {{dtlink|30|9|1868}}
| predecessor = [[Fernando VII de Espanha|Fernando VII]]
| sucessor = [[Amadeu I de Espanha|Amadeu I]]
| tipo-reg = Regentes
| regente = {{Collapsible list
| framestyle =
| title = ''ver lista''
| liststyle = text-align:left; display:none;
| 1 = [[Maria Cristina de Bourbon|Maria Cristina das Duas SíciliasSicílias]] {{small|(1833–1840)}}
| 2 = {{nowrap|[[Baldomero Espartero]] {{small|(1840–1843)}}}}
}}
| cônjuge = [[Francisco, Duque de Cádis]]
| tipo-cônjuge = Marido
| cônjuge = [[Francisco, Duque de Cádis]]
| descendência = [[Isabel de Espanha, Princesa das Astúrias|Isabel, Princesa das Astúrias]]<br/>[[Afonso XII de Espanha]]<br/>[[Maria de Pilar, Infanta de Espanha|Maria de Pilar de Espanha]]<br/>[[Maria da Paz, Infanta de Espanha|Maria da Paz de Espanha]]<br/>[[Eulália, Infanta de Espanha|Eulália de Espanha]]
| descendência = [[Isabel de Espanha, Princesa das Astúrias|Isabel, Princesa das Astúrias]]<br/>[[Afonso XII de Espanha]]<br/>[[Maria de Pilar, Infanta de Espanha|Maria Pilar de Espanha]]<br/>[[Maria da Paz de Espanha]]<br/>[[Eulália de Espanha]]
| nome completo = Maria Isabel Luísa
| casa = [[Casa de Bourbon|Bourbon]]
| pai = [[Fernando VII de Espanha]]
| mãe = {{nowrap|[[Maria Cristina de Bourbon|Maria Cristina das Duas Sicílias]]}}
| data de nascimento = {{dni|10|10|1830|lang=br|si}}
| local de nascimento = [[Madrid]], [[Espanha]]
| data da morte = {{morte|10|4|1904|10|10|1830}}
| local da morte = [[Paris]], [[Terceira República Francesa|França]]
| local de enterro = [[Mosteiro e Sítio do Escorial|São Lourenço de El Escorial]],<br/>[[San Lorenzo de El Escorial|El Escorial]], [[Espanha]]
| religião = [[Igreja católica|Catolicismo]]
| pai = [[Fernando VII de Espanha]]
| mãe = [[Maria Cristina das Duas Sicílias]]
| assinatura = Isabella II signature.svg
| religiãoimgw = [[Igreja Católica|Catolicismo]] = 245px
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| data da morte = {{nowrap|{{morte|10|4|1904|10|10|1830}}}}
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}}
'''Isabel II ''' ([[Madrid]], {{dtlink|10|10|1830}} [[Paris]], {{dtlink|10|4|1904}}), apelidada de "A Dos Tristes Destinos" ou "A Rainha Castiza", foi a [[Lista de monarcas de Espanha|Rainha da Espanha]] de 1833 até sua deposição em 1868. EraEla chegou ao trono ainda criança, porém sua sucessão foi contestada pelos [[Carlismo|carlistas]], que recusavam-se a filhareconhecer maisuma velhamulher docomo reisoberana, levando às [[FernandoGuerras VIICarlistas]]. Depois de Espanhaum reinado conturbado ela foi deposta na [[Revolução de 1868]], comformalmente suaabdicando quartado esposatrono aem princesa1870. Seu filho [[MariaAfonso CristinaXII de BourbonEspanha|MariaAfonso CristinaXII]] dastornou-se Duasrei Sicílias]]em 1874.
 
== Biografia ==
Ela chegou ao trono ainda criança, tendo sua mãe, Maria Cristina, atuado como regente do Reino de 1833 até 1840, sendo substituída pelo general [[Baldomero Espartero]] respectivamente. Sua ascensão ao trono, entretanto, foi contestada pelos [[Carlismo|carlistas]], que recusavam-se a reconhecer uma mulher como soberana, levando às [[Guerras Carlistas]].
{{VT|Menoridade de Isabel II da Espanha}}
[[Ficheiro:Isabel II, niña.jpg|thumb|left|Isabel II enquanto criança.]]
[[Rainha reinante|Rainha]] da [[Espanha]] foi coroada em 2 de outubro de [[1833]] e proclamada Rainha em 24 de outubro de 1833. Reinou até [[1868]], quando foi forçada a abdicar ou deposta em 30 de setembro de [[1868]] e se exilou em [[Paris]], [[França]], onde abdicou da coroa em [[25 de junho]] de [[1870]].
 
Foi declarada maior em [[1843]] aos 13 anos. Seu tio o infante [[Carlos Maria de Bourbon]], [[conde de Molina]], não aceitou a sua subida ao trono, invocando a antiga [[lei sálica]], pelo que reclamou o trono, iniciando a pretensão chamada [[carlista]] à coroa. Lançou o «Manifiesto de la gobernadora al país» em 4 de outubro de 1833, obra do político moderado [[Cea Bermúdez]] que deu início a nova etapa ministerial, para atrair o apoio da Inglaterra, que pretendia dirigir o mundo liberal, e da França, onde reinava Luís Filipe, rei constitucional, que reconheceram Isabel II. Mas Portugal e o reino das Duas Sicílias apoiaram Don Carlos. O papa [[Gregório XVI]], e as potências centro-europeias e a Rússia, guardaram reserva. O Ministério Cea Bermúdez caiu porque no interior do país o Manifesto não agradou; subiu [[Francisco Martínez de la Rosa]] que tentou satisfazer as exigências dos políticos liberais.
O reinado de Isabel II foi marcado pelas Guerras Carlistas e pelos inúmeros escândalos sexuais envoltos da rainha e de seu marido [[Francisco, Duque de Cádis]]. Ela era acusada de ser uma rainha [[ninfomaníaca]], que tinha casos extra-conjugais com inúmeros homens enquanto seu marido homossexual reconhecia a paternidade de seus filhos.<ref name = "Rubio 46">Rubio, '' ''La Chata'', p. 46</ref>
 
Em [[22 de abril]] de [[1834]] assinou-se o [[Tratado da Quádrupla Aliança (1834)|Tratado da Quádrupla Aliança]] entre [[Espanha]], [[Portugal]], [[Inglaterra]] e [[França]]. A Espanha foi ajudada por França e Portugal na 1ª guerra carlista contra o conde de Molina, Don Carlos (1833-1840) em que triunfaram os liberais no Convênio de Vergara, apesar da continuação da luta por Cabrera. Grande anarquia imperava, pedia-se a supressão dos conventos, e o chefe de Governo [[Juan Álvarez Mendizábal]] (de setembro de 1835 a maio de 1836) atendeu. Em [[1836]] subiram ao poder os moderados.
Depois de um reinado conturbado ela foi deposta na [[Revolução de 1868]], formalmente abdicando do trono em 1870. Após sua abdicação o príncipe italiano [[Amadeu I de Espanha|Amadeu de Saboia]] foi eleito o novo monarca espanhol pelas Cortes Gerais, contudo o crescimento do sentimento republicano, rebeliões carlistas e o movimento de independência cubana, levaram a sua abdicação, com a [[Primeira República Espanhola]] sendo declarada como resultado.
 
Uma das características do reinado de Isabel II seriam os numerosos golpes militares. Houve sete anos somente de guerra carlista. A Rainha-mãe (regente até 1849 por disposição testamentária do pai, assessorada por Conselho de Governo integrado por um cardeal, nobres, militares e magistrados) renunciou [[1840]] em favor de [[Baldomero Espartero]].
Em 1874 com a restauração da monarquia e da [[Casa de Bourbon]] seu filho, [[Afonso XII de Espanha|Afonso XII]], torna-se Rei da Espanha.
Declarada maior pelas Cortes em novembro de [[1843]] aos 13 anos, Isabel II jurou a Constituição de [[1837]] que havia substituído a Constituição de Cádiz de 1812, sob o governo Calatrava. Ficou em vigor até [[1845]]. O primeiro Governo [[Ramón María Narváez|Narváez]] durou de maio de [[1844]] a fevereiro de [[1846]]. O eterno problema da sucessão perturbou a vida e o governo da Rainha. A escolha do marido foi influenciada pelas potências europeias. O candidato do rei francês [[Luís Filipe]] era um de seus muitos filhos; o de [[Leopoldo I]] da Bélgica, um sobrinho Coburgo. Isabel foi forçada ao pior candidato seu primo, o Infante Francisco de Assis. Houve enorme desgosto das Cortes, mas o casamento foi apoiado pela França, que ainda propôs que a Infante [[Luísa Fernanda]] simultaneamente casasse com o Príncipe Antônio de Bourbon-Orleans, Duque de Montpensier, quinto filho do rei Luís Filipe. A Áustria se inclinava por um filho do Infante D. Carlos, conde de Molina. A Inglaterra queria um Saxe-Coburgo, a Rainha mãe queria o Duque de Cádiz ou seu irmão caçula Henrique, Duque de Sevilha. Foi infelizmente descartado o Conde de Montemolín, segundo pretendente carlista ao trono, o que teria terminado o problema do carlismo. O marido de Isabela se mostrou mais interessado em suas próprias roupas rendadas do que na esposa. Corriam versos em Madri: "Isabelona, tan frescachona, y don Paquito, tan mariquito…"
 
[[Ficheiro:Isabella II of Spain in exile.jpg|thumb|left|Isabel II no exílio.]]
==Biografia==
{{VT|Menoridade de Isabel II da Espanha}}
[[Ficheiro:Isabel II, niña.jpg|thumb|left|220px|Isabel II, enquanto criança.]]
[[Rainha reinante|Rainha]] da [[Espanha]] foi coroada em 2 de outubro de [[1833]] e proclamada Rainha em 24 de outubro de 1833. Reinou até [[1868]], quando foi forçada a abdicar ou deposta em 30 de setembro de [[1868]] e se exilou em [[Paris]], [[França]], onde abdicou da coroa em [[25 de junho]] de [[1870]].
 
Foi declarada maior em [[1843]] aos 13 anos. Seu tio o infante [[Carlos Maria de Bourbon]], [[conde de Molina]], não aceitou a sua subida ao trono, invocando a antiga [[lei sálica]], pelo que reclamou o trono, iniciando a pretensão chamada [[carlista]] à coroa. Lançou o «Manifiesto de la gobernadora al país» em 4 de outubro de 1833, obra do político moderado [[Cea Bermúdez]] que deu início a nova etapa ministerial, para atrair o apoio da Inglaterra, que pretendia dirigir o mundo liberal, e da França, onde reinava Luís Filipe, rei constitucional, que reconheceram Isabel II. Mas Portugal e o reino das Duas Sicílias apoiaram Don Carlos. O papa [[Gregório XVI]], e as potências centro-europeias e a Rússia, guardaram reserva. O Ministério Cea Bermúdez caiu porque no interior do país o Manifesto não agradou; subiu [[Francisco Martínez de la Rosa]] que tentou satisfazer as exigências dos políticos liberais.
 
Em [[22 de abril]] de [[1834]] assinou-se o [[Tratado da Quádrupla Aliança (1834)|Tratado da Quádrupla Aliança]] entre [[Espanha]], [[Portugal]], [[Inglaterra]] e [[França]]. A Espanha foi ajudada por França e Portugal na 1ª guerra carlista contra o conde de Molina, Don Carlos (1833-1840) em que triunfaram os liberais no Convênio de Vergara, apesar da continuação da luta por Cabrera. Grande anarquia imperava, pedia-se a supressão dos conventos, e o chefe de Governo [[Juan Álvarez Mendizábal]] (de setembro de 1835 a maio de 1836) atendeu. Em [[1836]] subiram ao poder os moderados.
 
Isabel II afinal rodeou-se de grande quantidade de companheiros masculinos, decidida a que de qualquer modo haveria um herdeiro. Já com poucos dias de casados se haviam separado ostensivamente. A Rainha se dedicou a favoritos que preenchiam o vazio: o primeiro deve ter sido o belo general Serrano, feito depois Capitão Geral de Granada para o afastar da corte, depois de embolsar milhões do pecúlio privado da rainha; seguiram-se o atraente cantor José Mirall; um extravagante músico italiano, Temístocles Solera; o marquês de Bedmar, enviado depois de dois filhos natimortos como embaixador em São Petersburgo com a condecoração do Tosão de Ouro; o capitão José María Ruiz de Araña. O pai de Alfonso XII, segundo todos os cronistas, foi o jovem militar do Corpo de Engenheiros, Enrique Puigmoltó; depois, a rainha teve por amante o ribombante [[Miguel Tenorio de Castilla]], rico e culto andaluz que seria o pai de seus filhos Pilar, Paz, Eulalia e Francisco. Seguiram-se Tirso Obregón, tenor; em [[1867]], o próprio sobrinho do autoritário [[Ramón María Narváez|general Narváez]], Carlos Marfori, de quem mais se falou, posto que aparecia em público com a Rainha: era governador de Madri, intendente do palácio, Ministro do Ultramar. Tinha havido outros da guarda real que seguiam turno, segundo o capricho da Rainha. Com tudo isso, é óbvio que perdeu a popularidade, seu nome passou à imprensa (separam-se oficialmente apenas na França, em maio de [[1870]]). Em contraste, Luísa Fernanda e Montpensier produziam muito felizes grande quantidade de filhos.
Uma das características do reinado de Isabel II seriam os numerosos golpes militares. Houve sete anos somente de guerra carlista. A Rainha-mãe (regente até 1849 por disposição testamentária do pai, assessorada por Conselho de Governo integrado por um cardeal, nobres, militares e magistrados) renunciou [[1840]] em favor de [[Baldomero Espartero]]. Declarada maior pelas Cortes em novembro de [[1843]] aos 13 anos, Isabel II jurou a Constituição de [[1837]] que havia substituído a Constituição de Cádiz de 1812, sob o governo Calatrava. Ficou em vigor até [[1845]]. O primeiro Governo [[Ramón María Narváez|Narváez]] durou de maio de [[1844]] a fevereiro de [[1846]]. O eterno problema da sucessão perturbou a vida e o governo da Rainha. A escolha do marido foi influenciada pelas potências europeias. O candidato do rei francês [[Luís Filipe]] era um de seus muitos filhos; o de [[Leopoldo I]] da Bélgica, um sobrinho Coburgo. Isabel foi forçada ao pior candidato seu primo, o Infante Francisco de Assis. Houve enorme desgosto das Cortes, mas o casamento foi apoiado pela França, que ainda propôs que a Infante [[Luísa Fernanda]] simultaneamente casasse com o Príncipe Antônio de Bourbon-Orleans, Duque de Montpensier, quinto filho do rei Luís Filipe. A Áustria se inclinava por um filho do Infante D. Carlos, conde de Molina. A Inglaterra queria um Saxe-Coburgo, a Rainha mãe queria o Duque de Cádiz ou seu irmão caçula Henrique, Duque de Sevilha. Foi infelizmente descartado o Conde de Montemolín, segundo pretendente carlista ao trono, o que teria terminado o problema do carlismo. O marido de Isabela se mostrou mais interessado em suas próprias roupas rendadas do que na esposa. Corriam versos em Madri: "Isabelona, tan frescachona, y don Paquito, tan mariquito..."
 
[[Ficheiro:Queen Isabella II of Spain by Franz Xavier Winterhalter, 1852.jpg|thumb|Isabel II, em 1852. Próximo a sua filha Isabel, retratado por Francisco Xavier Winterhalter.]]
[[Ficheiro:Isabella_II_of_Spain_in_exile.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Isabel II no exílio.]]
Montpensier tinha intenções quanto ao trono, conspirava sem cessar para colocar nele a esposa. Por se meter em assuntos de Estado, terminou exilado várias vezes durante o instável reinado de Isabel. A rainha, após quatro décadas, foi afinal deposta pelo povo em [[1868]]. A Revolução militar republicana de 17 de setembro de 1868 que os espanhóis chamaram ''[[La Gloriosa]]'' até pensara na Infanta Luísa para a coroa mas a Espanha se cansara da sorte instável do reino, de ter um monarca incapaz de restaurar a glória nacional. A vida de casada da Rainha era um desastre, alguns membros da família a combatiam abertamente. O seu foi um reino perturbado por intrigas, rumores de escândalos, perturbações civis, grande instabilidade política.
Isabel II afinal rodeou-se de grande quantidade de companheiros masculinos, decidida a que de qualquer modo haveria um herdeiro. Já com poucos dias de casados se haviam separado ostensivamente. A Rainha se dedicou a favoritos que preenchiam o vazio: o primeiro deve ter sido o belo general Serrano, feito depois Capitão Geral de Granada para o afastar da corte, depois de embolsar milhões do pecúlio privado da rainha; seguiram-se o atraente cantor José Mirall; um extravagante músico italiano, Temístocles Solera; o marquês de Bedmar, enviado depois de dois filhos natimortos como embaixador em São Petersburgo com a condecoração do Tosão de Ouro; o capitão José María Ruiz de Araña. O pai de Alfonso XII, segundo todos os cronistas, foi o jovem militar do Corpo de Engenheiros, Enrique Puigmoltó; depois, a rainha teve por amante o ribombante [[Miguel Tenorio de Castilla]], rico e culto andaluz que seria o pai de seus filhos Pilar, Paz, Eulalia e Francisco. Seguiram-se Tirso Obregón, tenor; em [[1867]], o próprio sobrinho do autoritário [[Ramón María Narváez|general Narváez]], Carlos Marfori, de quem mais se falou, posto que aparecia em público com a Rainha: era governador de Madri, intendente do palácio, Ministro do Ultramar. Tinha havido outros da guarda real que seguiam turno, segundo o capricho da Rainha. Com tudo isso, é óbvio que perdeu a popularidade, seu nome passou à imprensa (separam-se oficialmente apenas na França, em maio de [[1870]]). Em contraste, Luísa Fernanda e Montpensier produziam muito felizes grande quantidade de filhos.
[[Ficheiro:Queen Isabella II of Spain by Franz Xaver Winterhalter, 1852.jpg|miniaturadaimagem|240px|Isabel II e a sua filha Isabel por [[Franz Xaver Winterhalter]], 1852.]]
Montpensier tinha intenções quanto ao trono, conspirava sem cessar para colocar nele a esposa. Por se meter em assuntos de Estado, terminou exilado várias vezes durante o instável reinado de Isabel. A rainha, após quatro décadas, foi afinal deposta pelo povo em [[1868]]. A Revolução militar republicana de 17 de setembro de 1868 que os espanhóis chamaram ''[[La Gloriosa]]'' até pensara na Infanta Luísa para a coroa mas a Espanha se cansara da sorte instável do reino, de ter um monarca incapaz de restaurar a glória nacional. A vida de casada da Rainha era um desastre, alguns membros da família a combatiam abertamente. O seu foi um reino perturbado por intrigas, rumores de escândalos, perturbações civis, grande instabilidade política.
 
A família real foi exilada do país basco, onde veraneava, para a França, entrando em Pau no final de setembro de 1868, protegidos por Eugênia de Montijo. Em Paris, radicaram-sesem Isabel II e seus filhos. Na atual Avenida Kleber número 19 ela comprou no mesmo ano a mansão que batizou "Palácio de Castela", antigo hotel particular do colecionador Basilewski, pagando cerca de dois milhões de francos. Ali se ergue o Hotel Majestic, comprado pelo Estado em 1939.
 
Renunciou ao trono em Paris em [[25 de junho]] de [[1870]] em favor do filho, o príncipe das Astúrias. Durante sete anos a Espanha havia tentado encontrarachar um sucessor para os Bourbons afastados. Poucos príncipes europeus se arriscaram. No final, os próprios políticos que a exilaram foram vê-la aem Paris. Isabel II não podia obter restauração, mas o seu único filho parecia a escolha adequada. Em [[1874]] o Príncipe das Astúrias recebeu a oferta do trono vago da mãe, ao qual ascenderia como [[Afonso XII]] em [[1875]]. Pela segunda vez em sete décadas os Bourbons eram restaurados.
 
Isabel, pouco popular emna Espanha, continuou emna França. Vivia em Paris com sua corte e seu favorito Marfori, antigo Ministro da Marinha, dando esplêndidas festas (nas quais se viu até o xá da [[Pérsia]]) e recebendo discretamente o marido, que pensionava. Viveu no final da vida com um sevilhano casado, José Ramiro de la Puente, capitão de artilharia, adido à embaixada espanhola. Quem geria a casa e sua vida era um judeu de origem húngara, José Haltmann{{carece de fontes|data=abril de 2017}}.
 
== Títulos, estilos e honrashonrarias ==
{{Info/Estilos reais
| nome = Isabel II de Espanha
| alternativo = [[Sua Majestade Católica]]
}}
===Títulos e estilos===
*10 de outubro de 1830 – 29 de setembro de 1833: "[[Sua Alteza Real]], a Princesa das Astúrias"
*29 de setembro de 1833 – 25 de junho de 1870: "[[Sua Majestade]], a Rainha da Espanha"
*25 de junho de 1870 – 10 de abril de 1904: "Sua Majestade, a Rainha Isabel II da Espanha"
 
=== HonrasFormas de tratamento e títulos ===
* 10 de outubro de 1830 – 29 de setembro de 1833: [[Sua Alteza Real]], a Princesa das Astúrias
* 29 de setembro de 1833 – 25 de junho de 1870: [[Sua Majestade]], a Rainha
** no exílio: 25 de junho de 1870 – 10 de abril de 1904: Sua Majestade, a Rainha Isabel II de Espanha
 
A forma de tratamento e o título completo do monarca foram "Sua Majestade Católica Dona Isabel II, Pela graça de Deus, e pela Constituição da monarquia espanhola, Rainha da Espanha".
 
=== Honrarias ===
'''Nacionais''':
* Soberana da [[Ordem do Tosão de Ouro]]
* Grande Dama da [[Ordem das Damas Nobres de Espanha]]
* Grã-Cruz da [[Ordem de Isabel a Católica]]
* Grã-Cruz da [[Ordem do Mérito Militar de Espanha]] (Primeira Classe)
* Grã-Cruz da [[Ordem do Mérito Naval da Espanha]] (Primeira Classe)
* Grã-Cruz da [[Laureada Cruz de São Fernando|Real e Militar Ordem de São Fernando]]<ref>{{citar web|url=http://forum.alexanderpalace.org/index.php?topic=2358.30|título=Queen Isabel (Isabella) II of Spain and her family|publicado=forum.alexanderpalace.org|acessodata=2015-09-23}}</ref>
* Soberana da [[Ordem de Calatrava]]
* {{flagicon|Reino da Saxônia}} Grã-Cruz da Ordem da Coroa de Ruda
* {{flagicon|Reino da Saxônia}} Grã-Cruz da Ordem de Sidonia
* {{flagicon|Reino da Saxônia}} Dama da Ordem de Maria Ana (Classe Especial)
* {{GRCb|old}} Grã-Cruz da Ordem do Salvador
* {{flagicon|Reino de Itália (1861–1946)|Reino de Itália}} Grande Colar da [[Ordem Suprema da Santíssima Anunciação|Ordem da Anunciação]]
{{Div col end}}
 
== Descendência ==
Isabel II casou-se com [[Francisco, Duque de Cádis]], de quem teve os seguintes filhos:
[[File:Isabella II and Consort.png|thumb|right|Rainha [[Isabel II de Espanha]] e o rei [[Francisco, Duque de Cádis]].]]
{| class="wikitable"
Do casamento com seu primo [[Francisco, Duque de Cádis|Francisco]] nasceram doze crianças, mas somente cinco delas sobreviveram. Seus filhos foram:
|-
 
! Nome !! Nascimento !! Morte !! Observações
* Luís Fernando (20 de maio de 1849), nascido morto.
|-
* [[Fernando Francisco de Bourbon|Fernando Francisco]] (11 de julho de 1850), morreu cinco minutos após o nascimento.
| Luís Fernando || align=center colspan=2 | 20 de maio de 1849 ||
* [[Isabel, Princesa das Astúrias|Isabel]] (20 de dezembro de 1851 - 23 de abril de 1931), Casada com [[Caetano, Conde de Girgenti]], sem descendência.
|-
* Maria Cristina (5 de janeiro de 1854 - 7 de janeiro de 1854), falecida com dois dias de vida.
| [[Fernando Francisco de Bourbon|Fernando Francisco]] || align=center colspan=2 | 11 de julho de 1850 ||
* Margarida (23 de setembro de 1855 - 24 de setembro de 1855), nascida prematura, falecida com um dia de vida.
|-
* Francisco de Assis (21 de dezembro de 1856), nascido morto.
*| [[Afonso XIIIsabel de Espanha|Afonso, XII]]Princesa (28das deAstúrias|Isabel, novembroPrincesa dedas 1857Astúrias]] -|| align=center| 2520 de novembrodezembro de 1885),1851 Casado|| comalign=center| [[Maria23 dasde Mercedesabril de Orleães]],1931 sem|| descendência. Casado novamenteCasou-se com [[MariaCaetano Cristinade daBourbon-Duas ÁustriaSicílias|Caetano, Conde de Girgenti]] em 1868, comsem descendência.
|-
* Maria da Conceição (26 de dezembro de 1859 - 21 de outubro de 1861).
| Maria Cristina || align=center| 5 de janeiro de 1854 || align=center| 7 de janeiro de 1854 ||
* [[Maria de Pilar de Espanha|Maria de Pilar]] (4 de junho de 1861 - 5 de agosto de 1879), Não se casou, morreu aos 18 anos.
|-
* [[Maria da Paz de Espanha|Maria da Paz]] (23 de junho de 1862 - 4 de dezembro de 1946), Casada com [[Luís Fernando da Baviera]], com descendência.
| Margarida || align=center| 23 de setembro de 1855 || align=center| 24 de setembro de 1855 ||
* [[Eulália de Espanha|Eulália]] (12 de fevereiro de 1864 - 8 de março de 1958), Casada com [[António de Orleães e Bourbon|Antônio, Duque da Galliera]], com descendência.
|-
* Francisco de Assis Leopoldo (24 de janeiro de 1866 - 14 de fevereiro de 1866), falecido com poucas semanas de vida.
| Francisco de Assis || align=center colspan=2 | 21 de dezembro de 1856 ||
|-
| [[Afonso XII de Espanha]] || align=center| 23 de junho de 1862 || align=center| 4 de dezembro de 1946 || Casou-se com [[Maria das Mercedes de Orleães]] em 1878, sem descendência.<br/>Casou-se com [[Maria Cristina da Áustria]] em 1879, com descendência.
|-
| Maria da Conceição || align=center| 26 de dezembro de 1859 || align=center| 21 de outubro de 1861 ||
|-
| [[Maria de Pilar, Infanta de Espanha|Maria de Pilar]] || align=center| 4 de junho de 1861 || align=center| 5 de agosto de 1879 || Não se casou, morreu aos 18 anos.
|-
| [[Maria da Paz, Infanta de Espanha|Maria da Paz]] || align=center| 23 de junho de 1862 || align=center| 4 de dezembro de 1946 || Casou-se com [[Luís Fernando da Baviera]] em 1883, com descendência.
|-
| [[Eulália, Infanta de Espanha|Eulália]] || align=center| 12 de fevereiro de 1864 || align=center| 8 de março de 1958 || Casou-se com [[António de Orleães e Bourbon|Antônio, Duque de Galliera]] em 1886, com descendência.
|-
| Francisco de Assis Leopoldo || align=center| 24 de janeiro de 1866 || align=center| 14 de fevereiro de 1866 ||
|}
 
== Ancestrais ==
{{ahnentafel top|width=100%|Ancestrais de Isabel II de Espanha<ref> {{citar web|url=http://www.antoniourdiales.es/urdiales/reyes/300.htm|título=Antepassados de Isabel II de España (La de los tristes destinos)|acessodata=30 de junho de 2019 }} </ref> }}
<center>{{ahnentafel-compact5
|style=font-size: 90%; line-height: 110%;
|boxstyle_4=background-color: #bfc;
|boxstyle_5=background-color: #9fe;
|1= '''Isabel II dade Espanha'''
|2= [[Fernando VII de Espanha|Fernando VII da Espanha]]
|3= [[Maria Cristina das Duas Sicílias]]
|4= [[Carlos IV de Espanha|Carlos IV da Espanha]]
|5= [[Maria Luísa de Parma]]
|6= [[Francisco I das Duas Sicílias]]
|7= [[Maria Isabel de Bourbon|Maria Isabel dade Espanha]]
|8= [[Carlos III de Espanha|Carlos III da Espanha]]
|9= [[Maria Amália da Saxônia]]
|10= [[Filipe I de Parma|Filipe, Duque de Parma]]
|11= [[Luísa Isabel de França]]
|12= [[Fernando I das Duas Sicílias]]
|13= [[Maria Carolina da Áustria]]
|14= [[Carlos IV de Espanha|Carlos IV da Espanha]]
|15= [[Maria Luísa de Parma]]
|16= [[Filipe V de Espanha|Filipe V da Espanha]]
|17= [[Isabel Farnésio]]
|18= [[Augusto III da Polônia]]
|19= [[Maria Josefa da Áustria (1699–1757)|Maria Josefa da Áustria]]
|20= [[Filipe V de Espanha|Filipe V da Espanha]]
|21= [[Isabel Farnésio]]
|22= [[Luís XV de França]]
|23= [[Maria Leszczyńska]]
|24= [[Carlos III de Espanha|Carlos III da Espanha]]
|25= [[Maria Amália da Saxônia]]
|26= [[Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico]]
|27= [[Maria Teresa da Áustria]]
|28= [[Carlos III de Espanha|Carlos III da Espanha]]
|29= [[Maria Amália da Saxônia]]
|30= [[Filipe I de Parma|Filipe, Duque de Parma]]
|31= [[Luísa Isabel de França]]
}}</center>
{{ahnentafel bottom}}
{{Referências}}
 
{{Referências|col=4}}
 
== Bibliografia ==
* T. Aronson, ''I Borbone e la corona di Spagna'', Milano 1966.
* A. Drago, ''I Borbone di Spagna e Napoli'', Mondadori, Milano 1972.
{{Commonscat|Isabella II of Spain}}
 
 
 
 
{{Commonscat|Isabella II of Spain}}
{{Monarcas de Espanha}}
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