Francisco de Assis de Távora: diferenças entre revisões

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{{Info/Nobre
| tipo = =
| consorte =
| nome = Francisco de Assis de Távora
| titulo = [[Conde de Alvor]]<br>
| titulotexto = [[Marquês de Távora]] (''[[jure uxoris]]'')<br>[[Conde de São João da Pesqueira]] (''[[jure uxoris]]'')
| mais =
| imagem = Francisco de Assis Távora.png
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| legenda = <small>Retrato de D. Francisco de Távora,<br/> no Museu Nacional do Rio de Janeiro</small>
| sucessão = [[Lista de governadores da Índia Portuguesa|Vice-Rei da Índia Portuguesa]]
| maistexto =
| reinado = {{dtlink|18|2|1750}} a <br> {{dtlink|18|9|1754}}
| tipo-reinado = Governo
| coroação =
| tipo-cor =
| predecessor = [[Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos]]
| tipo-pre = Antecessor
| sucessor = [[Luís Mascarenhas, 2.º conde de Alva]]
| tipo-suc = Sucessor
| cônjuge = [[Leonor Tomásia de Távora, 3.ª Marquesa de Távora|Leonor Tomásia de Távora]]
| tipo-cônjuge = Esposa
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| casa = [[Casa dos Távoras]]
| tipo-casa = Casa
| pai = [[Bernardo António Filipe Neri de Távora]]
| mãe = Joana de Lorena
| data de nascimento = {{dni|7|10|1703|lang=br|si}}
| local de nascimento = [[Santos-o-Velho]], [[Lisboa]], [[Reino de = Portugal]]
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'''Francisco de Assis de Távora, 3.º [[Conde de Alvor]]''' e por seu casamento, '''3.º [[Marquês de Távora]] e 6.º [[Conde de São João da Pesqueira]]''' ([[Lisboa]], [[7 de outubro]] de [[1703]] - [[Lisboa]], [[13 de janeiro]] de [[1759]]) foi um [[nobre]], [[militar]] e administrador colonial [[Portugal|português]]. Foi [[vice-rei da Índia]], entre [[1750]] e [[1754]]. Vítima da conspiração conhecida como o "[[Processo dos Távoras]]", acabou por ser executado, junto com a [[Casa dos Távoras]].
 
==Biografia==
Filho e herdeiro primogénito do 2.º Conde de Alvor, [[Bernardo António Filipe Neri de Távora|D. Bernardo António Filipe Neri de Távora]] (1681-1744), e de sua mulher DonaD. Joana de Lorena, em 1718 casou(1687-se?), comnasceu suano prima,palácio [[LeonorAlvor Tomásiaàs deJanelas TávoraVerdes, 3.ªem Marquesa de Távora[[Santos-o-Velho|Santos]], esendo 6.ªbaptizado Condessaa 21 de Sãooutubro João dade Pesqueira1703.
 
Em 1715 acompanha os pais a [[Chaves (Portugal)|Chaves]], onde viveu em sua companhia, visto o seu pai ter sido nomeado, nesse mesmo ano, Governador das armas da província de [[Trás-os-Montes e Alto Douro|Trás-os-Montes]]. Nesta região, em [[Mirandela]], a 21 de fevereiro de 1708, contando apenas 14 anos, casou-se com sua prima, [[Leonor Tomásia de Távora, 3.ª Marquesa de Távora|D. Leonor Tomásia de Távora, 3.ª Marquesa de Távora]] e 6.ª [[Conde de São João da Pesqueira|Condessa de São João da Pesqueira]].
Como tenente-general, foi nomeado governador da praça de Chaves. Em carta de Dom [[João V de Portugal|João V]], de [[18 de fevereiro]] de [[1750]], foi nomeado vice-rei da Índia, partindo ele e a esposa de Lisboa em [[28 de março]], chegando à [[Goa]] em [[22 de setembro]], sucedendo ao [[Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos|marquês de Alorna, Pedro Vasconcelos]]. Foi com o marquês à Índia o arcebispo [[António Taveira da Neiva Brum da Silveira]], seu amigo de longa data<ref>[http://www.agencia.ecclesia.pt/diocese/pub/11/noticia.asp?jornalid=11&noticiaid=6736 Diocese de Angra]</ref> e nomeado [[Arcebispo de Goa]].
 
A ''Gazeta de Lisboa'' noticia o casamento, dizendo: "''Francisco de Assis de Távora, filho primogénito do Conde de Alvor, se recebeo na Villa de Mirandella da Provincia de Traz os Montes, com a senhora D. Leonor de Távora, filha única, & herdeyra do Conde de S. João, & da Casa dos Marquezes de Távora, seus avós''." Assim, por via de matrimónio, torna-se também 6.º Conde de São João da Pesqueira.
Durante seu vice-reinado, teve uma notável ação na Índia, não só através das conquistas de várias fortalezas, como no domínio comercial, trazendo grandes vantagens aos portugueses. Empreendeu campanha contra o pirata Cananja, tomando-lhe o forte e queimando várias de suas naves. Declarou guerra ao rei de Sunda, tomando a praça de Piro e as fortalezas de Ximpem e de Conem, apossando-se também da esquadrilha que estava fundeada no rio Karwan. Invadiu depois as províncias de Pondá e de Zambaulim.
 
Como tenente-general, foi nomeado governador da praça de Chaves. Na década de 1730, foi sargento-mor de um regimento de Cavalaria da praça de [[Elvas]] com patente de Coronel, época na qual residiu no Alentejo, passando residência também em [[Évora]], [[Porto]], [[Almeida]] ou [[Torre de Moncorvo]], onde presidiu a reuniões de poesia da ''Academia dos Unidos''. Foi também [[Tauromaquia|cavaleiro tauromáquico]].
 
Como tenente-general, foi nomeado governador da praça de Chaves. Em carta de Dom [[João V de Portugal|João V]], de [[18 de fevereiro]] de [[1750]], foi nomeado vice-rei da Índia, partindo ele e a esposa de Lisboa em [[28 de março]], chegando àa [[Goa]] em [[22 de setembro]], sucedendo ao [[Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos|marquês de Alorna, Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos]]. Foi com o marquês à Índia, o arcebispo [[António Taveira da Neiva Brum da Silveira]], seu amigo de longa data<ref>[http://www.agencia.ecclesia.pt/diocese/pub/11/noticia.asp?jornalid=11&noticiaid=6736 Diocese de Angra]</ref> e nomeado [[Arcebispo de Goa]].
 
Durante o seu vice-reinado, teve uma notável açãoacção na Índia, não só através das conquistas de várias fortalezas, como no domínio comercial, trazendo grandes vantagens aos portugueses. Empreendeu campanha contra o pirata Cananja, tomando-lhe o forte e queimando várias de suas naves. Declarou guerra ao rei de Sunda, tomando a praça de Piro e as fortalezas de Ximpem e de Conem, apossando-se também da esquadrilha que estava fundeada no rio Karwan. Invadiu depois as províncias de Pondá e de Zambaulim.
 
==Processo dos Távoras==
{{AP|[[Processo dos Távoras]]}}
SeuO seu retorno à Corte veio junto com sua fama pelas vitórias e pela administração de sucesso na Índia. DonaD. Leonor, mulher política e bastante envolvida com asnas coisas do reino, não compartilhava das ideias do novo homem dos negócios do reino, [[Sebastião José de Carvalho e Melo]], tido por ela como um novo-rico.
 
Com estes aspectos, o futuro [[Conde de Oeiras]] conseguiu ardir um julgamento contra toda a [[Casa dos Távoras|Família Távora]], sob a acusação de tentativa de [[regicídio]] contra Dom [[José I de Portugal|José I]].
 
Assim acabou por ser executado, junto com osa mulher, D. Leonor, dois de seus filhos, D. Luís Bernardo e D. José Maria, um cunhado, D. José Mascarenhas da Silva e Lencastre, 8.º [[Duque de Aveiro]], e um genro, D. Jerónimo de Ataíde, em [[13 de janeiro]] de [[1759]], numa cruel execução que se deu num cadafalso público em [[Belém (Lisboa)|Belém]]. Os restos mortais foram posteriormente queimados.
 
==Descendência==
De seu casamento com Leonor da Távora, teve 1112 filhos, dos quais destacam-se:
 
* '''LuísD. Mariana Raimunda BernardoBernarda de Távora''' ([[Mártires|Mártires, 4.ºLisboa]], marquês24 de Távorasetembro ede também1722 - ?), casada com D. Jerónimo de Ataíde, executado junto com suaa família;
*'''[[Luís Bernardo de Távora|D. Luís Bernardo de Távora]]''', 4.º [[marquês de Távora]] ([[São Sebastião da Pedreira]], 29 de agosto de 1723 - [[Santa Maria de Belém]], 13 de janeiro de 1759), também executado com sua família, foi casado com sua tia paterna, D. Teresa de Távora e Lorena (1723-1794);
* Leonor de Lorena e Távora, sobreviveu ao julgamento, casada com [[João de Almeida Portugal, 2.º Marquês de Alorna|João de Almeida Portugal]], 2.º [[Marquês de Alorna]], não carregou nenhum título familiar.
*D. Joana Bernarda de Távora e Lorena ([[São Sebastião da Pedreira]], 17 de julho de 1724 - setembro de 1724);
*D. Bernardo José António Filipe Baltazar de Távora ([[São Sebastião da Pedreira]], 26 de maio de 1725 - [[Porto]], 1725);
*D. Margarida de Távora ([[Santa Maria Maior (Chaves)|Santa Maria Maior, Chaves]], 20 de junho de 1726 - [[Sé (Évora)|Sé, Évora]], 22 de dezembro de 1735);
*D. Ana de Távora ([[Santa Maria Maior (Chaves)|Santa Maria Maior, Chaves]], 27 de junho de 1727 - ?), falecida na infância em data e local desconhecido;
*D. António de Távora (5 de agosto de 1728 - 24 de junho de 1731);
* D. Leonor Tomásia Raimunda de Lorena e Távora ([[Santos-o-Velho|Santos-o-Velho, Lisboa]], 14 de dezembro de 1729 - [[Almada|Almada, Setúbal]], 30 de outubro de 1790), sobreviveu ao julgamento, casada com [[João de Almeida Portugal, 2.º Marquês de Alorna|D. João de Almeida Portugal]], 2.º [[Marquês de Alorna]] e 4.º [[Conde de Assumar]] (1726-1802), não carregou nenhum título familiar.;
*D. Inês de Távora ([[Santos-o-Velho|Santos-o-Velho, Lisboa]], 17 de setembro de 1731 - [[Sacramento (Minas Gerais)|Sacramento, Minas Gerais]], ?), emigrou para o Brasil após a execução da família, falecendo em data desconhecida);
*D. Nuno de Távora ([[Almeida|Almeida, Guarda]], 3 de setembro de 1732 - [[Almeida|Almeida, Guarda]], 3 de setembro de 1732), natimorto;
*D. Raimunda de Távora (10 de agosto de 1733 - junho de 1735);
*D. José Maria de Távora (9 de setembro de 1736 - [[Santa Maria de Belém]], 13 de janeiro de 1759), também executado com sua família, solteiro;
 
==Notas e referências==
796

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