Diferenças entre edições de "Ernesto II, Duque de Saxe-Coburgo-Gota"

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Ernesto sofria de uma doença venérea desde cerca dos vinte anos idade, provavelmente devido ao facto de viver uma vida louca e promíscua.<ref name=":2" /> Estas qualidades tinham sido herdadas do seu pai, que costumava levar os filhos a "experimentar os prazeres" de Paris e Berlim, para "horror e embaraço" de Alberto.<ref name=":0" /> A aparência de Ernesto foi de tal forma prejudicada pela doença que Sarah Lyttelton, uma dama-de-companhia da rainha Vitória, observou em Windsor, em 1839, que ele estava "muito magro, com o rosto encovado e pálido, e não se parece nada com o irmão, nem é muito bonito. Mas tem uns belos olhos escuros e cabelo negro, e uma figura elegante, e um olhar fantástico de sagacidade e ânsia".<ref name=":2" /> Mais tarde, nesse mesmo ano, Alberto aconselhou o irmão a esperar até recuperar completamente da sua "condição" antes de começar a procurar uma esposa.<ref name=":3" /> Também o avisou que, se continuasse com as suas promiscuidades, poderia não conseguir ter filhos.<ref name=":2" /> Alguns historiadores acreditam que, embora Ernesto conseguisse ter filhos, a sua doença poderá ter deixado a sua jovem esposa infértil.<ref name=":1" />
 
À medida que os anos se foram sem que o casal tivesse filhos, Ernesto começou a distanciar-se cada vez mais da sua esposa e foi sempre infiel. Apesar disso, Alexandrina sempre foi dedicada ao marido e optou por ignorar as relações extraconjugais do marido que lhe chegavam ao conhecimento, e a sua lealdade tornou-se cada vez mais inacreditável para pessoas além do seu circulo familiar mais íntimo.<ref name=":4">Zeepvat, pp. 2, 5.</ref> Em 1859, depois de passar dezassete anos sem ter filhos, Ernesto distanciou-se da sua esposa.<ref>Zeepvat, p. 3.</ref>{{commons|Ernst II, Duke of Saxe-Coburg and Gotha}}
 
== Duque de Saxe-Coburgo-Gota ==
A 29 de janeiro de 1844, o pai de Ernesto morreu em Gota, um dos territórios que a sua família tinha adquirido recentemente. Em consequência, Ernesto sucedeu aos ducados de Saxe-Coburgo e Gota como Ernesto II.
 
=== Desenvolvimento de uma constituição ===
Extremamente extravagante, Ernesto enfrentou problemas de dinheiro ao longo de todo o seu reinado. Em janeiro de 1848, visitou o seu irmão enquanto a Alemanha passava por um período político conturbado. Quando regressou, também descobriu que havia agitação em Coburgo. Uma das muitas preocupações relacionadas com as suas finanças. Apesar de ter recebido uma grande herança, Ernesto tinha também muitas dívidas.<ref name=":4" /> Havia cada vez mais vozes a pedir a nacionalização de grande parte da sua propriedade. Na verdade, Alberto teve de intervir a certo ponto para impedir que o seu irmão passasse pelo embaraço de perder uma das suas propriedades em Coburgo.<ref name=":4" />
 
Durante a agitação política de 1848 na Alemanha, Alberto criou o seu próprio plano de reforma liberal, segundo o qual deveria haver um único monarca, chanceler e parlamento que unissem todos os estados da Alemanha; além disso, cada estado deveria preservar a sua dinastia.<ref name=":4" /> Uma vez que o plano também incluia o seu irmão, Ernesto recebeu uma cópia na esperança de o inspirar a criar a sua própria constituição liberal. Em consequência, Ernesto garantiu algumas conceções, mas a sua posição continuou firme, apesar de ter cada vez mais problemas com as suas dívidas. Foi escrita e promulgada uma constituição em 1849 em Gota<ref>{{Citar web|titulo=Ernest II {{!}} Facts, Biography, Victoria, & Albert|url=https://www.britannica.com/biography/Ernest-II|obra=Encyclopedia Britannica|acessodata=2019-07-08|lingua=en}}</ref>, apesar de já existir uma em Coburgo desde 1821. Em 1852, ambas as constituições foram unidas numa, o que transformou a sua união pessoal nos dois ducados numa união real. Os dois ducados tornaram-se assim inseparáveis, com um conjunto de instituições comuns. Durante a turbulência política, as conceções esporádicas e o hábito de Ernesto de se juntar "ao seu povo nos seus prazeres" foram fundamentais para o impedir de perder o trono.<ref>Coit Gilman et al, p. 841.</ref> Além disso, várias fontes da época afirmam que Ernesto eram um governante hábil, justo e muito popular, o que também pode ter ajudado a mantê-lo no poder.<ref>Baillie-Grohman, p. 60 and Kenning, pp. 204-05.</ref>{{commons|Ernst II, Duke of Saxe-Coburg and Gotha}}
{{Príncipes de Saxe-Coburgo-Gota}}
 
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