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Alterações

Vantagens e críticas das síndromes (traduzido da wikien)
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==Vantagens da generalização==
Os polinizadores flutuam em abundância e atividade independentemente de suas plantas,<ref name="OllertonKillick">{{Citar periódico|titulo=Multiple meanings and modes: on the many ways to be a generalist flower|url=|jornal=Taxon|volume=56|doi=10.2307/25065856|jstor=25065856}}</ref> <ref>{{Citar periódico|titulo=Pollination by a guild of fluctuating moth populations: option for unspecialization in ''Silene vulgaris''|jornal=Journal of Ecology|volume=79|doi=10.2307/2260655|jstor=2260655}}</ref> e qualquer uma das espécies pode não polinizar uma planta em um determinado ano. Assim, uma planta pode estar em vantagem se atrair várias espécies ou tipos de polinizadores, garantindo a transferência de pólen a cada ano. <ref name="Waser1996">{{Citar periódico|titulo=Generalization in pollination systems, and why it matters|url=http://oldweb.northampton.ac.uk/aps/env/lbrg/journals/papers/Waser1996Generalization-Ecology.pdf|jornal=Ecology|volume=77|doi=10.2307/2265575|jstor=2265575}}</ref> Muitas espécies de plantas têm a opção de [[Autopolinização|auto-polinização]], se não forem auto-incompatíveis.
 
==Críticas das síndromes==
Embora seja claro que as síndromes são observadas na natureza, há debate entre cientistas sobre a frequência com que elas ocorrem e até que ponto podemos usa-las para classificar interações planta-polinizador. <ref>{{Citar periódico|titulo=Sunbird surprise for syndromes|url=|jornal=Nature|volume=394|doi=10.1038/29409}}</ref> Embora algumas espécies de plantas sejam visitadas apenas por um tipo de animal (isto é, são funcionalmente específicas), muitas espécies são visitadas por polinizadores diversos. <ref name="Waser1996">{{Citar periódico|titulo=Generalization in pollination systems, and why it matters|url=http://oldweb.northampton.ac.uk/aps/env/lbrg/journals/papers/Waser1996Generalization-Ecology.pdf|jornal=Ecology|volume=77|doi=10.2307/2265575|jstor=2265575}}</ref> <ref>{{Citar enciclopédia|titulo=Floral traits and adaptation to insect pollinators: a devil's advocate approach|editor-sobrenome=DG Lloyd|editor-sobrenome2=SCH Barrett}}</ref> Exemplos são flores específicas que são polinizadas por abelhas, borboletas e pássaros. A especialização estrita da depencia de uma única espécie de polinizador é relativamente rara, provavelmente porque pode resultar em sucesso reprodutivo variável ao longo dos anos, à medida que as populações de polinizadores variam significativamente. <ref name="Waser1996" /> Nesses casos, as plantas generalizam para uma ampla gama de polinizadores, e essa generalização é frequentemente encontrada na natureza. Um estudo na Tasmânia descobriu que as síndromes não previram os polinizadores. <ref>{{Citar periódico|ultimoamp=yes|titulo=Are pollination syndromes useful predictors of floral visitors in Tasmania?|jornal=Australian Journal of Ecology|volume=25|doi=10.1046/j.1442-9993.2000.01059.x}}</ref>
 
Este debate levou a uma reavaliação crítica das síndromes, o que sugere que, em média, cerca de um terço das plantas florescentes pode ser classificado nas síndromes clássicas. <ref name="Ollerton">{{Citar periódico|ultimo7=Hingston A. Peter|titulo=A global test of the pollination syndrome hypothesis|url=|jornal=Annals of Botany|volume=103|doi=10.1093/aob/mcp031|pmc=2701765|pmid=19218577}}</ref> Isso reflete o fato de que a natureza é muito menos previsível e direta do que pensavam originalmente os biólogos do século XIX. As síndromes de polinização podem ser consideradas como extremos de um continuum de maior ou menor especialização ou generalização em grupos funcionais específicos de polinizadores que exercem pressões seletivas semelhantes" <ref name="Fenster2004">{{Citar periódico|titulo=Pollination syndromes and floral specialization|jornal=Annual Review of Ecology and Systematics|volume=35|doi=10.1146/annurev.ecolsys.34.011802.132347}}</ref> e a frequência com que as flores se conformam às expectativas das síndromes de polinização é relativamente rara. Além disso, novos tipos de interação planta-polinizador, envolvendo animais polinizadores "incomuns" estão sendo regularmente descobertos, como a polinização especializada por vespas caçadoras de aranha (Pompilidae) e caçadoras de frutas (Cetoniidae) nos campos da África do Sul.<ref name="Ollerton_a">{{Citar periódico|titulo=The pollination ecology of an assemblage of grassland asclepiads in South Africa|jornal=Annals of Botany|volume=92|doi=10.1093/aob/mcg206|pmc=4243623|pmid=14612378}}</ref> Essas plantas não se encaixam nas síndromes clássicas, embora possam mostrar evidências de evolução convergente por si mesmas.
 
Uma análise de características de flores e visitação em 49 espécies no gênero de planta ''[[Penstemon]]'' descobriu que era possível separar espécies de pássaros e de polinização de abelhas muito bem, mas só usando traços florais que não eram considerados nos relatórios clássicos das síndromes, como como os detalhes da abertura das anteras.<ref>{{Citar periódico|titulo=A multivariate search for pollination syndromes among penstemons.|jornal=Oikos|volume=104|doi=10.1111/j.0030-1299.2004.12819.x}}</ref> Embora uma revisão recente tenha concluído que há "evidências esmagadoras de que os grupos funcionais exercem diferentes pressões de seleção sobre características florais", <ref name="Fenster2004">{{Citar periódico|titulo=Pollination syndromes and floral specialization|jornal=Annual Review of Ecology and Systematics|volume=35|doi=10.1146/annurev.ecolsys.34.011802.132347}}</ref> a complexidade e sutileza das interações planta-polinizador (e o crescente reconhecimento de que organismos não polinizadores como predadores de sementes pode afetar a evolução das características da flor) significa que este debate é provável que continue por algum tempo.
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