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Lúculo, um nobre de [[plebe romana|família plebeia]], ficou furioso por ser substituído por um descendente de um "[[homem novo]]" como Pompeu e os dois trocaram insultos. Lúculo chamou Pompeu de "abutre", por se alimentar do trabalho de outros, uma referência não apenas ao recém-conquistado comando da guerra contra Mitrídates, mas também por sua alegação de ter terminado a [[Guerra Servil de Espártaco]], que foi vencida principalmente pelas campanhas de [[Crasso]].<ref>Pompey, the Roman Alexander,P Greenhalg p107</ref>
 
Com a aproximação de Pompeu, Mitrídates estrategicamente recuou suas forças. Porém, Pompeu conseguiu cercar seu acampamento, mas não pôde evitar que inimigo rompesse sua linha de cerco para avançar mais fundo para o oriente. Mas, depois, perto da [[Reino da Armênia (Antiguidade)|Armênia]], Pompeu conseguiu surpreender o exército pôntico com um corajoso ataque noturno e praticamente destruiu-o, deixando o rei sem outra opção que não a fuga desordenada. [[Tigranes, o Grande]], rei da Armênia, concedeu-lhe refúgio e ajudou-o a chegar aos seus próprios domínios no [[Estreito de Querche|Bósforo Cimério]]. Pompeu assegurou um tratado com Tigranes e, no ano seguinte, retomou a perseguição a Mitrídates, mas [[Campanha de Pompeu na Ibéria e Albânia|encontrou resistência]] entre os [[Reino da Ibéria|iberos]] e [[Reino da Albânia (Cáucaso)|albaneses]] [[Cáucaso|caucasianos]]. Os romanos venceram uma série de vitórias decisivas sobre eles perto dos rios Abas e Ciro (''"Cyrus"'') e em [[Seusamora]], destruindo seus exércitos.<ref>''Pompey'', Eric Teyssier</ref> Pompeu seguiu então até [[FalisFális (cidade)|FalisFális]], na [[Cólquida]], e reuni-se com seu [[legado]] Servílio, o almirante da [[marinha romana|frota]] [[Ponto Euxino|euxina]] ("Mar Negro"), antes de derrotar definitivamente Mitrídates.<ref name="Boak, History of Rome, pg. 161">Boak, History of Rome, pg. 161</ref>
 
A partir daí, Pompeu voltou pelo caminho que chegou, passou o inverno no [[Reino do Ponto]], que transformou na nova [[província romana]] do [[Ponto (província romana)|Ponto]]. Em {{AC|64|x}}, Pompeu marchou até a [[Síria selêucida]], depôs seu rei, [[Antíoco XIII Asiático]], e também transformou o território numa nova província.<ref name="Boak, History of Rome, pg. 161"/> Em {{AC|63|x}}, Pompeu seguiu para o sul e consolidou a supremacia romana na [[Fenícia romana|Fenícia]] e na [[Celessíria]]{{Efn|As cidades helênicas da região, especialmente as cidades da [[Decápole (Palestina)|Decápole]], utilizavam um calendário que iniciava a contagem de datas a partir da conquista de Pompeu (vide [[Era de Pompeu]]).}}.