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== Breve História do Bairro ==
Segundo o historiador [[Luís da Câmara Cascudo]], o antigo bairro do Alecrim era um local descampado, terra de roçados de mandioca e milho. Existiam umas quatro casinhas de taipa, cobertas de palha e sem reboco, denominadas capuabas, estavam distantes cerca de uma légua quadrada.<ref>{{Citar web|titulo=HISTÓRIA DO BAIRRO DO ALECRIM|url=https://guiadeturismoblog.wordpress.com/2016/05/17/historia-do-bairro-do-alecrim/|obra=guiadeturismoblog|data=2016-05-17|acessodata=2019-02-10|lingua=pt-BR}}</ref>
 
O Alecrim já foi chamado de Refoles, Alto da Santa Cruz e Cais do Sertão. Um dos marcos da ocupação das terras que originaram o bairro Alecrim foi a inauguração do [[Cemitério do Alecrim|Cemitério Público]], em 1856, pelo Presidente da Província, [[Antônio Bernardo de Passos]] por causa de uma epidemia da cólera que aumentou a mortalidade geral da cidade.
 
Em 1882, o Presidente [[Francisco de Gouveia Cunha Barreto]] colocou a primeira pedra do Lazareto da Piedade, mais tarde Hospício[[Hospital dos Alienados]]. Nessa época, o Alecrim era uma capoeira por onde passava a estrada velha dos Guarapes, que dava acesso ao sertão.<ref>{{Citar periódico|ultimo=|primeiro=Nadia de Matos Barros|data=|titulo=|url=https://guiadeturismoblog.wordpress.com/2016/05/17/historia-do-bairro-do-alecrim/|jornal=|acessodata=}}</ref>
 
A Praça Pedro II teve o privilégio das primeiras filas de casas. Conta-se que ali morava uma senhora (Ana Alecrim) que costumava enfeitar com ramos de alecrim os caixões dos “anjinhos” enterrados no cemitério, daí a origem do topônimo. Outra versão fala da abundância de alecrim-do-campo nesta área. Mas, a criação deste, considerado o quarto bairro de Natal, deu-se somente em 23 de outubro de 1911.
 
O perfil do bairro começou a ser delineado a partir da administração do Prefeito [[Omar O’GradyO'Grady]], que, em 1929, convidou o arquiteto italiano Giacomo Palumbo, para traçar o Plano de Sistematização para expansão urbana da cidade. Conta-se que Palumbo, sob a influência da cultura americana, desenhou um traçado com avenidas e ruas largas, as quais registravam com números. Da Avenida 1 até a Avenida 12, houve a associação da numeração com o nome de personagens históricos, intercalados com nomes de tribos.
 
A tradicional feira do Alecrim foi criada informalmente por José Francisco, natural da Paraíba e morador de São José do Mipibu ainda na década de 20. No início, a feira funcionava aos domingos embaixo de uma mangueira na atual avenida Amaro Barreto. No dia 23 de março de 1957, [[Câmara Cascudo]] apresentou José Francisco como o idealizador da feira, mas só no ano seguinte a Câmara Municipal de Natal aprovou a Lei para o funcionamento da feira e uma placa de bronze foi fixada na rua Nove.
 
Em 1941, durante a II[[Segunda Guerra Mundial]], com a instalação da [[Base Naval de Natal]], o bairro teve acelerado o seu processo de urbanização, quando se registra um aumento da população com a vinda de pessoas do sertão, e de outras regiões, para negócios na capital.
 
Oficializado como bairro pela Lei Nº. 251, de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio[[Sílvio Piza PedrozaPedrosa]], teve seus limites redefinidos pela Lei nº. 4.330, de 05 de abril de 1993, oficializada quando da sua publicação no Diário Oficial do Estado em 077 de setembro de 1994.
 
A vida cultural do Alecrim registra a existência de cinemas, até a década de 80, que, gradativamente, foram fechados: o São Luiz, o São Pedro, o São Sebastião, o Paroquial e o Olde. Nos carnavais, a cidade se voltava para ver os desfiles dos corsos (carros alegóricos dos carnavais do passado) que se realizavam nas ruas Sílvio Pélico, Amaro Barreto e adjacências.
 
O bairro teve, em sua história, como um dos principais pontos de encontro o bar Quitandinha na [[Praça Gentil Ferreira]], local de “bate papo”, onde boêmios varavam as madrugadas, desde a época da IISegunda Guerra Mundial.
 
== Relógio do Alecrim ==
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