Diferenças entre edições de "Itália"

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[[Imagem:Marco Polo Mosaic from Palazzo Tursi.jpg|thumb|upright=0.75|[[Marco Polo]], explorador do {{séc|XIII}}, registrou as suas viagens durante 24 anos [[As Viagens de Marco Polo|no seu livro]], apresentando aos europeus a [[Ásia Central]] e a [[China]]<ref>{{citar web|titulo=Marco Polo - Exploration - HISTORY.com|url=http://www.history.com/topics/exploration/marco-polo|acessodata= 9/1/2017}}</ref>]]
Foi durante essa época caótica que as cidades italianas viram a ascensão de uma instituição peculiar, as comunas medievais. Devido ao vácuo de poder causado pela extrema fragmentação territorial e a luta entre o império e a [[Santa Sé]], as comunidades locais buscaram maneiras autônomas de manter a lei e a ordem.<ref>{{citar livro|ultimo=Jones|primeiro=Philip|titulo=The Italian city-state : from Commune to Signoria|ano=1997|publicado=Clarendon Press|local=Oxford|isbn=978-0-19-822585-0|páginas=55–77}}</ref> A [[Questão das Investiduras]], um conflito sobre duas visões radicalmente diferentes sobre as autoridades seculares tais como reis, condes ou duques, terem qualquer papel legítimo no apontamento de instituições eclesiásticas tais como bispados, foi finalmente resolvida pela [[Concordata de Worms]]. Em 1176, uma liga de cidades estado, a [[Liga Lombarda]], derrotou o imperador germânico [[Frederico I do Sacro Império Romano-Germânico|Frederico Barbarossa]] na [[Batalha de Legnano]], assim certificando a independência efetiva para a maioria das cidades do centro e norte da Itália.<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/topic/Lombard-League |titulo=Lombard League |acessodata=31/5/2018|obra=[[Encyclopædia Britannica]]}}</ref>
 
A [[Questão das Investiduras]], um conflito sobre duas visões radicalmente diferentes sobre as autoridades seculares tais como reis, condes ou duques, terem qualquer papel legítimo no apontamento de instituições eclesiásticas tais como bispados, foi finalmente resolvida pela [[Concordata de Worms]]. Em 1176, uma liga de cidades estado, a [[Liga Lombarda]], derrotou o imperador germânico [[Frederico I do Sacro Império Romano-Germânico|Frederico Barbarossa]] na [[Batalha de Legnano]], assim certificando a independência efetiva para a maioria das cidades do centro e norte da Itália.<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/topic/Lombard-League |titulo=Lombard League |acessodata=31/5/2018|obra=[[Encyclopædia Britannica]]}}</ref>
 
Nas áreas costeiras e do sul, as [[repúblicas marítimas]] cresceram para finalmente dominarem o Mediterrâneo e monopolizar as rotas de comércio com o [[Oriente]]. Elas eram cidades-estados talassocráticas e independentes, ainda que a maioria delas tenha tido origem em territórios que pertenciam ao [[Império Bizantino]]. Durante o tempo em que foram independentes, todas essas cidades tiveram sistemas de governo similares, nos quais a classe mercante detinha praticamente todo o poder. Na prática, as repúblicas eram [[Oligarquia|oligárquicas]] e pouco se assemelhavam a democracias modernas. A relativa liberdade política que nelas se vivia contribui decisivamente para o avanço acadêmico e artístico.<ref name=Lane>{{citar livro|ultimo=Lane|primeiro=Frederic C.|titulo=Venice, a maritime republic|ano=1991|publicado=Johns Hopkins University Press|local=Baltimore|isbn=0-8018-1460-X|página=73|edição=4. print.}}</ref>
 
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As quatro mais proeminentes repúblicas marítimas foram a [[República de Veneza|Veneza]], [[República de Gênova|Gênova]], [[República de Pisa|Pisa]] e a [[República de Amalfi|Amalfi]], enquanto que as menos conhecidas são a [[República de Ragusa|Ragusa]], [[Ducado de Gaeta|Gaeta]], [[República Anconitana|Ancona]] e {{ilc|Noli|República de Noli|lk=Noli}}. Veneza e Gênova eram portas de entrada da Europa para o comércio com o Oriente, além de produtoras de vidro fino, enquanto que a [[República de Florença|Florença]] foi a capital da seda, lã, bancos e joalheria. A riqueza desses negócios trazidos à Itália significou o patrocínio público e privado de grandes projetos artísticos. As repúblicas estiveram pesadamente envolvidas com as [[Cruzada]]s, providenciando suporte mas especialmente, tomando vantagem das oportunidades políticas e de comércio resultante dessas guerras.<ref name=Lane/>
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|image1=Repubblica di Genova.png
|image2=Repubblica di Venezia.png
|footer=Expansão, rotas de comércio, influência e colônias dos [[República de Gênova|genoveses]] <small>(acima)</small> e [[Stato da Màr|venezianos]] <small>(abaixo)</small> empires.
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As quatro mais proeminentes repúblicas marítimas foram a [[República de Veneza|Veneza]], [[República de Gênova|Gênova]], [[República de Pisa|Pisa]] e a [[República de Amalfi|Amalfi]], enquanto que as menos conhecidas são a [[República de Ragusa|Ragusa]], [[Ducado de Gaeta|Gaeta]], [[República Anconitana|Ancona]] e {{ilc|Noli|República de Noli|lk=Noli}}.<ref name=Lane/>
 
As quatro mais proeminentes repúblicas marítimas foram a [[República de Veneza|Veneza]], [[República de Gênova|Gênova]], [[República de Pisa|Pisa]] e a [[República de Amalfi|Amalfi]], enquanto que as menos conhecidas são a [[República de Ragusa|Ragusa]], [[Ducado de Gaeta|Gaeta]], [[República Anconitana|Ancona]] e {{ilc|Noli|República de Noli|lk=Noli}}. Veneza e Gênova eram portas de entrada da Europa para o comércio com o Oriente, além de produtoras de vidro fino, enquanto que a [[República de Florença|Florença]] foi a capital da seda, lã, bancos e joalheria. A riqueza desses negócios trazidos à Itália significou o patrocínio público e privado de grandes projetos artísticos. As repúblicas estiveram pesadamente envolvidas com as [[Cruzada]]s, providenciando suporte mas especialmente, tomando vantagem das oportunidades políticas e de comércio resultante dessas guerras.<ref name=Lane/>
 
No sul, a Sicília se tornou um [[Emirado da Sicília|emirado islâmico]] no {{séc|IX}}, prosperando até que os ítalo-[[normandos]] o conquistaram no fim do {{séc|XI}} junto com a maioria dos principados lombardos e bizantinos no sul da Itália.<ref>{{citar livro|ultimo=Ali|primeiro=Ahmed Essa with Othman|titulo=Studies in Islamic civilization : the Muslim contribution to the Renaissance|ano=2010|publicado=International Institute of Islamic Thought|local=Herndon, VA|isbn=1-56564-350-X|páginas=38–40}}</ref>
 
No sul, a Sicília se tornou um [[Emirado da Sicília|emirado islâmico]] no {{séc|IX}}, prosperando até que os ítalo-[[normandos]] o conquistaram no fim do {{séc|XI}} junto com a maioria dos principados lombardos e bizantinos no sul da Itália.<ref>{{citar livro|ultimo=Ali|primeiro=Ahmed Essa with Othman|titulo=Studies in Islamic civilization : the Muslim contribution to the Renaissance|ano=2010|publicado=International Institute of Islamic Thought|local=Herndon, VA|isbn=1-56564-350-X|páginas=38–40}}</ref> Por uma série de eventos complexos, o sul da Itália desenvolveu um reino unificado, primeiro sob a [[Dinastia de Hohenstaufen]], depois sob a [[Casa capetiana de Anjou]] e a partir do {{séc|XV}} com [[Reino de Aragão|reis aragoneses]]. Na [[Sardenha]], as antigas províncias bizantinas se tornaram estados independentes conhecidos como ''[[giudicati]]'', embora algumas partes da ilha se tornaram controladas por Gênova ou Pisa até à anexação aragonesa no {{séc|XV}}. A [[pandemia]] de [[Peste Negra]] de 1348 deixou a sua marca na Itália ao matar talvez cerca de um terço da população.<ref>Stéphane Barry and Norbert Gualde, "The Biggest Epidemics of History" (La plus grande épidémie de l'histoire), in ''L'Histoire'' n° 310, June 2006, pp. 45–46</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/dweb/plague/effects/death_toll.shtml|título=Plague. The Death Toll|obra=Decameron Web|publicado=Brown University. www.brown.edu|língua=en|wayb=20090831003435|acessodata=19 de maio de 2018|urlmorta=yes}}</ref> Contudo, a recuperação da praga levou ao ressurgimento das cidades, comércio e economia, que permitiu o florescimento do [[humanismo]] e da [[Renascença]], que depois se espalhou pela [[Europa]].<ref name="Renascença">{{citar web |url=https://www.britannica.com/event/Renaissance |titulo=Renaissance |acessodata=31/5/2018|obra=Encyclopædia Britannica}}</ref>
 
Contudo, a recuperação da praga levou ao ressurgimento das cidades, comércio e economia, que permitiu o florescimento do [[humanismo]] e da [[Renascença]], que depois se espalhou pela [[Europa]].<ref name="Renascença">{{citar web |url=https://www.britannica.com/event/Renaissance |titulo=Renaissance |acessodata=31/5/2018|obra=Encyclopædia Britannica}}</ref>
No sul, a Sicília se tornou um [[Emirado da Sicília|emirado islâmico]] no {{séc|IX}}, prosperando até que os ítalo-[[normandos]] o conquistaram no fim do {{séc|XI}} junto com a maioria dos principados lombardos e bizantinos no sul da Itália.<ref>{{citar livro|ultimo=Ali|primeiro=Ahmed Essa with Othman|titulo=Studies in Islamic civilization : the Muslim contribution to the Renaissance|ano=2010|publicado=International Institute of Islamic Thought|local=Herndon, VA|isbn=1-56564-350-X|páginas=38–40}}</ref> Por uma série de eventos complexos, o sul da Itália desenvolveu um reino unificado, primeiro sob a [[Dinastia de Hohenstaufen]], depois sob a [[Casa capetiana de Anjou]] e a partir do {{séc|XV}} com [[Reino de Aragão|reis aragoneses]]. Na [[Sardenha]], as antigas províncias bizantinas se tornaram estados independentes conhecidos como ''[[giudicati]]'', embora algumas partes da ilha se tornaram controladas por Gênova ou Pisa até à anexação aragonesa no {{séc|XV}}. A [[pandemia]] de [[Peste Negra]] de 1348 deixou a sua marca na Itália ao matar talvez cerca de um terço da população.<ref>Stéphane Barry and Norbert Gualde, "The Biggest Epidemics of History" (La plus grande épidémie de l'histoire), in ''L'Histoire'' n° 310, June 2006, pp. 45–46</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/dweb/plague/effects/death_toll.shtml|título=Plague. The Death Toll|obra=Decameron Web|publicado=Brown University. www.brown.edu|língua=en|wayb=20090831003435|acessodata=19 de maio de 2018|urlmorta=yes}}</ref> Contudo, a recuperação da praga levou ao ressurgimento das cidades, comércio e economia, que permitiu o florescimento do [[humanismo]] e da [[Renascença]], que depois se espalhou pela [[Europa]].<ref name="Renascença">{{citar web |url=https://www.britannica.com/event/Renaissance |titulo=Renaissance |acessodata=31/5/2018|obra=Encyclopædia Britannica}}</ref>
 
=== Era moderna ===
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