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Foi [[fidalgo do Conselho]] de [[D. Manuel I]] e [[D. João III]], 1.° [[Senhorialismo|senhor]] do [[Cartaxo (freguesia)|Cartaxo]] e [[alcaide-mor]] do [[Castelo do Cartaxo]], moço fidalgo e depois [[cavaleiro]] [[fidalgo]] da [[Casa Real]], e tinha de moradia 6.500 reais por mês quando no início de [[1538]] regressou à Índia, na nau ''Espírito Santo'', para tomar posse como vice-rei. D. Garcia foi considerado «''um dos maiores homens de Portugal''» ou, como diziam na Índia, «''o mais ousado doudo de Portugal''», e a sua vida é tratada pelo cronistas, nomeadamente [[João de Barros]], [[Damião de Góis]], [[Fernão Lopes de Castanheda]] e [[Brás de Albuquerque]], além de ser referido por [[Luís Vaz de Camões]] nos «''Lusíadas''».
 
Serviu no [[Norte de África]] e partiu a primeira vez para a Índia em [[1511]] como [[capitão-mor da armada]] desse ano, de seis naus. Nessa viagem, segundo o cronista Gaspar Correia, terá avistado a ilha de [[Santa Helena (ilha)|Santa Helena]] e os seus pilotos colocaram-na nos seus mapas. Esse acontecimento terá sido decisivo para transformar Santa Helena numa escala regular para as armadas que regressavam da Índia para Portugal, desde essa data até ao século XVII<ref>{{citar livro|título=The Portuguese in India and other studies, 1500-1700|ultimo=Disney|primeiro=A. R.|editora=Routledge|ano=2016|local=New York|página=217-219|páginas=|isbn=978-1138-49378-0|acessodata=9/6/2019}}</ref>.
 
Chegou a Cochim em agosto de 1512, onde seu tio, o governador [[Afonso de Albuquerque]], logo o nomeou [[Capitão-mor do mar da Índia|capitão-mor do Mar da Índia]]<ref name=":0">{{citar livro|título=Afonso de Albuquerque - Corte, Cruzada e Império|ultimo=Pelúcia|primeiro=Alexandra|editora=Círculo de Leitores|ano=2016|edicao=1ª edição|local=Lisboa|página=68, 236, 251|páginas=|isbn=978-989-644-337-5|acessodata=27/07/2019}}</ref>. Notabilizou-se na conquista de [[Forte de São Tiago de Banastarim|Benastarim]], na expedição ao [[Mar Vermelho|Mar Roxo]] e nas negociações com o rei de [[Calecute]]. São de 1 de Outubro de [[1513]] os capítulos que fez D. Garcia de Noronha com o rei de Calecute, pelos poderes concedidos por Afonso de Albuquerque, capitão-mor e governador das Índias. O pacto concluído nessa data previa o pagamento de indemnizações de guerra por Calecut, estabelecia as condições de acesso português à compra de especiarias e estipulava que seria edificada uma [[Fortaleza de Calecute|fortaleza]] portuguesa na cidade<ref name=":0" />.
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