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Alterações

Getúlio foi afastado do poder sem sofrer nenhuma punição, nem mesmo o [[exílio]], como o que ele próprio impusera ao presidente [[Washington Luís]] ao depô-lo. Getúlio não teve os seus [[direitos políticos]] cassados e não respondeu a qualquer [[processo judicial]]. Getúlio Vargas retirou-se para sua estância em [[São Borja]], a Estância Santos Reis, no Rio Grande do Sul. Getúlio apoiou a candidatura do general [[Eurico Gaspar Dutra]], o ex-ministro da [[Guerra]] (hoje Comando do Exército) durante todo o Estado Novo, à presidência da República. O apoio a Dutra era uma das condições negociadas para que Getúlio não fosse exilado.
 
Serviu de lema para a campanha eleitoral de Dutra, uma frase de [[Hugo Borghi]], publicada em jornais e panfletos, logo após [[Hugo Borghi]] voltar de São Borja, no dia 24 de novembro de 1945, e ter conseguido o apoio de Getúlio à candidatura de Eurico Dutra: "Ele disse: vote em Dutra". Getúlio não aceitava apoiar Dutra pois considerava Dutra um traidor que tinha apoiado o golpe de 29 de outubro, porém, [[Hugo Borghi]] fez Getúlio mudar de ideia, afirmando que, se a UDN ganhasse, elegendo [[Eduardo Gomes]] presidente da república, haveria um desmanche das realizações do Estado Novo e uma possível retaliação a Getúlio. Em 28 de novembro de 1945, Getúlio lança uma "Mensagem ao Povo" pedindo voto a Dutra.<ref>VARGAS, Getúlio, ''A Política Trabalhista no Brasil'', José Olímpio Editora, Rio de Janeiro, 1950</ref> Nesta mensagem Getúlio diz: "Estarei ao vosso lado e acompanhar-vos-ei até a vitória. Após esta, estarei ainda ao lado do povo contra o Presidente, se não forem cumpridas as promessas do candidato".''<ref name="ReferenceB">VARGAS, Getúlio, A Política Trabalhista do Brasil, Livraria José Olímpio Editora, Rio de Janeiro, 1949</ref>
 
Dutra venceu a eleição, derrotando [[Eduardo Gomes]]. Uma frase de Eduardo Gomes, pronunciada no [[Teatro Municipal do Rio de Janeiro]], em 19 de novembro, criticando Getúlio, lhe tirou muitos votos: "Não necessito dos votos dessa malta de desocupados que apoia o ditador para eleger-me presidente da república".<ref name="BORGHI, Hugo 1995">BORGHI, Hugo,'' A força de um destino'', Editora Forense Universitária, São Paulo, (1995)</ref> O empresário Hugo Borghi fez uma campanha intensa nas rádios, lançou panfletos e broches, afirmando que Eduardo Gomes tinha dito: "Não preciso dos votos dos marmiteiros".<ref name="BORGHI, Hugo 1995"/>
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