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Nos registros oficiais de outro império da Idade do Bronze, o dos [[hititas]] na [[Anatólia]], várias referências de c. {{fmtn|1400}} a {{AC|1220|x}} mencionam um país chamado [[Aiaua]].<ref name="BeckmanBryceCline4" /><ref>{{harvnb|Latacz|2004|p=123}}.</ref> Estudos recentes, baseados em evidências textuais, novas interpretações das inscrições hititas, bem como em pesquisas recentes de evidências arqueológicas sobre contatos micênicos-anatólicos durante este período, concluem que o termo Aiaua deve ter sido usado em referência ao mundo micênico (terra dos aqueus), ou pelo menos para uma parte dele.<ref name="Bryce58">{{harvnb|Bryce|2005|p=58}}.</ref><ref>{{harvnb|Latacz|2004|p=122}}.</ref> Este termo também pode ter tido conotações mais amplas em alguns textos, possivelmente referindo-se a todas as regiões colonizadas por micênicos ou regiões sob controle político micênico direto.<ref name="BeckmanBryceCline4">{{harvnb|Beckman|Bryce|Cline|2012|p=4}}.</ref> Outro etnônimo similar, ''[[Aqueus (Homero)|Ecues]]'', nas inscrições egípcias do {{-séc|XII}}, tem sido comumente identificada com as ''Aiaua''. Estes ''Ecues'' foram mencionados como um grupo do [[Povos do Mar|povo do Mar]].<ref>{{harvnb|Bryce|2005|p=357}}.</ref>
 
== História ==
A civilização micênica originou-se e evoluiu a partir da sociedade e da cultura do início e do [[Civilização Heládica|período heládica]] médio na Grécia continental sob influências da [[Civilização Minoica|Creta minoica]]. No final da Idade do Bronze Média, ocorreu um aumento significativo na população e no número de assentamentos. Vários centros de poder surgiram no sul da Grécia continental dominados por uma sociedade guerreira de elite, enquanto as habitações típicas daquela época eram um dos primeiros tipos de edifícios [[mégaro]]. Algumas estruturas mais complexas são classificadas como precursoras dos palácios posteriores. Em vários locais, muros defensivos também foram erguidos.
 
Enquanto isso, novos tipos de enterros e outros mais imponentes foram descobertos, que exibem uma grande variedade de objetos luxuosos. Entre os vários tipos de enterro, a [[túmulo de poço|sepultura de poço]] tornou-se a forma mais comum de enterro da elite, uma característica que deu o nome ao período inicial da Grécia micênica. Entre a elite micênica, os homens falecidos eram geralmente colocados para descansar em máscaras de ouro e armaduras funerárias, e mulheres em coroas de ouro e roupas brilhando com ornamentos dourados. Os túmulos reais ao lado da acrópole de Micenas, em particular os Círculos Sepulturas [[Círculo Sepultura A (Micenas)|A]] e [[Círculo Sepultura B (Micenas)|B]], significavam a elevação de uma dinastia real de língua grega, cujo poder econômico dependia do comércio marítimo de longa distância.
 
Durante este período, os centros micênicos testemunharam contatos crescentes com o mundo exterior e especialmente com as [[Cíclades]] e os centros minoicos na ilha de [[Creta]]. A presença micênica parece também ser retratada num afresco em [[Acrotíri (Santorini)|Acrotíri]], na ilha de [[Santorini|Tira]], que possivelmente exibe muitos guerreiros em [[Elmo de presa de javali|elmos de presa de javali]], uma característica típica da guerra micênica. No início do século XV aC, o comércio intensificou-se com a [[cerâmica micênica]] chegando à costa ocidental da [[Anatólia|Ásia Menor]], incluindo [[Mileto]] e [[Troia]], [[Chipre]], [[Líbano]], [[Palestina (região)|Palestina]] e [[Antigo Egito|Egito]].
 
No final da era do Túmulo do Eixo, surgiu um novo e mais imponente tipo de enterro de elite, os [[Tolo (arqueologia)|tolos]]: grandes câmaras funerárias circulares com altos telhados abobadados e uma passagem de entrada reta revestida de pedra.
 
== Ver também ==
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