Conselheiro Acácio: diferenças entre revisões

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Perante a sociedade, o Conselheiro Acácio era um moralista, com constantes declarações a favor da sã moral e dos bons costumes, que faziam dele um público paladino da família e das virtudes cristãs.
 
Nascido e criado em Lisboa, era um solteirão sem família, aposentado do cargo de directorDirector-geralGeral do [[Ministério do Reino]], que vivia num terceiro andar da Rua do Ferregial, amancebado com a criada, que entretanto o atraiçoava.
 
Expressava-se com chavões e elaboradas frases vazias e citava muito. Com gestos sempre medidos e cerimoniosos, jamais usava palavras triviais: não dizia vomitar, antes fazia um gesto indicativo e empregava o termo ''restituir''. Assinante do [[Teatro de São Carlos]] havia dezoito anos, conhecia toda a sociedade amante da ópera e toda a intelectualidade da moda. Nas suas constantes citações dizia sempre o ''nosso GarretGarrett'', o ''nosso Herculano'' e falava incessantemente das ''nossas virtudes pátrias''. Tendo sido nomeado conselheiro[[Conselheiro de Sua Majestade Fidelíssima]] por cartaCarta régiaRégia, sempre que dizia El-Rei erguia-se um pouco na cadeira.
 
Tinha sido feito Cavaleiro da [[Real Ordem Militar de Sant'Iago da Espada]], em atenção ''aos seus grandes merecimentos literários e às obras publicadas, de reconhecida utilidade'', no campo da economia política. Era autor das seguintes obras: ''Elementos Genéricos da Ciência da Riqueza e Sua Distribuição'', com o subtítulo ''Segundo os Melhores Autores''; da ''Relação de Todos os Ministros do Estado desde o Grande Marquês de Pombal até Nossos Dias com Datas Cuidadosamente Averiguadas de Seus Nascimentos e Óbitos'' e de uma volumosa ''Descrição Pitoresca das Principais Cidades de Portugal e Seus Mais Famosos Estabelecimentos''.
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