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A [[psicologia da arte]] é a ciência que estuda os fenômenos da criação e apreciação artística desde uma perspectiva [[psicologia|psicológica]]. A arte é, como manifestação da atividade humana, suscetível a ser analisada de forma psicológica, estudando os diversos processos mentais e culturais que ocorrem durante a criação da arte, tanto em sua criação como em sua recepção por parte do público. Por outro lado, como fenômeno da conduta humana, pode servir como base de análise da [[consciência]] humana, sendo, a percepção estética, um fator distintivo do ser humano como [[espécie]], que o diferencia dos [[animal|animais]]. A psicologia da arte é uma ciência [[interdisciplinaridade|interdisciplinar]], que deve recorrer fortemente a outras disciplinas científicas para poder efetuar sua análise, desde - logicamente - a [[história da arte]], até a [[filosofia]] e a [[estética]], passando pela [[sociologia]], [[antropologia]], [[neurobiologia]] etc. Também está estritamente conectada com o resto dos ramos da psicologia, desde a [[psicanálise]] até a [[psicologia cognitiva]], [[Psicologia evolucionista|evolutiva]] ou [[psicologia social|social]], passando pela [[psicobiologia]] e os estudos de personalidade.
 
A nível [[fisiologia|fisiológico]], a psicologia da arte estuda os processos básicos da atividade humana - como a [[percepção]], a [[emoção]] e a [[memória humana|memória]]-, assim como as funções superiores do [[pensamento]] e da [[linguagem]]. Entre seus objetos de estudo, se encontram tanto a percepção de [[cor]] (recepção [[retina|retiniana]] e processamento do [[córtex cerebral|córtex]]) e a análise da forma, como os estudos sobre a [[criatividade]], capacidades [[cognição|cognitivas]] ([[símbolo]]s, [[ícone (semiótica)|ícones]]), e a [[Arte terapia|arte como terapia]]. Para o desenvolvimento dessa disciplina, foram essenciais as contribuições de [[Sigmund Freud]], [[Gustav Fechner]], a [[Gestalt|escola de ''Gestalt'']] (dentro da qual se destacam os trabalhos de [[Rudolf Arnheim]]), [[Lev Vygotski]], [[Howard Gardner]], [[Natalie Rogers]] etc.<ref>Marty (1999), p. 13-14.</ref>
 
Uma das principais correntes da psicologia da arte tem sido a Escola de ''Gestalt'', que afirma que estamos condicionados pela nossa cultura -em sentido antropológico-, e que a cultura condiciona nossa percepção. Toma, como ponto de partida, a obra de [[Karl Popper]], que afirma que, na apreciação estética, há um pouco de insegurança (gosto), que não tem base científica e não se pode generalizar; levamos uma ideia preconcebida ("hipótese prévia"), que faz com que encontremos, no objeto, o que buscamos. Segundo a ''Gestalt'', a mente configura, através de certas leis, os elementos que chegam a ela através dos [[Sistema sensorial|canais sensoriais]] ([[percepção]]) ou da [[memória]] ([[pensamento]], [[inteligência]] e [[resolução de problemas]]). Em nossa experiência do [[meio ambiente]], esta configuração tem um caráter primário sobre os elementos que a compõem, e a soma desses últimos por si próprios não poderia nos levar, portanto, à compreensão do funcionamento mental.