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== Histórico ==
A primeira inscrição brasileira ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ocorreu em 1961 com ''[[A Morte Comanda o Cangaço]]'', direção de [[Carlos Coimbra]] e Walter Guimarães Motta, que acabou não se classificando entre os cinco finalistas.<ref name="G1" /> Antes disso, no entanto, o filme ítalo-franco-brasileiro ''[[Orfeu do CarnavalNegro]]'', dirigido pelo francês [[Marcel Camus]] e com roteiro adaptado a partir da peça ''[[Orfeu da Conceição]]'', do brasileiro [[Vinícius de Moraes]], venceu o prêmio de 1960 como representante da França.<ref>{{citar web|título=The 32nd Academy Awards - 1960|url=http://www.oscars.org/oscars/ceremonies/1960|publicado=[[Academia de Artes e Ciências Cinematográficas]]|acessodata=28 de junho de 2017|língua=inglês}}</ref> Ainda que não tenha representado o Brasil, a vitória de ''Orfeu do CarnavalNegro'' foi de grande importância para a indústria cinematográfica brasileira, por se tratar de um filme rodado no Brasil, com atores brasileiros e totalmente falado em [[Língua portuguesa|português]].<ref name="Orfeu">{{citar web|título=Crítica - Orfeu Negro / Orfeu do Carnaval|url=http://www.planocritico.com/critica-orfeu-negro-orfeu-do-carnaval/|publicado=Plano Crítico|acessodata=28 de junho de 2017|data=25 de junho de 2016|autor=Santiago, Luiz}}</ref> Cabe ainda ressaltar que, quarenta anos depois foi escolhido como representante brasileiro um [[remake]] de ''Orfeu do CarnavalNegro'' chamado ''[[Orfeu (filme)|Orfeu]]'', sob direção de [[Cacá Diegues]], mas que não conseguiu repetir o feito da primeira versão.<ref name="G1" /> ''[[O Pagador de Promessas]]'', de [[Anselmo Duarte]], garantiu a primeira indicação para o Brasil ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1963. Apesar de ter entrado na disputa como o grande favorito, devido ao fato de ter conquistado a [[Palma de Ouro]] no [[Festival de Cannes]], o filme brasileiro acabou perdendo a estatueta para o drama francês ''[[Les dimanches de Ville d'Avray]]'', de [[Serge Bourguignon]].<ref name="Pagador">{{citar web|título=The 35th Academy Awards - 1963|url=http://www.oscars.org/oscars/ceremonies/1963|publicado=[[Academia de Artes e Ciências Cinematográficas]]|acessodata=28 de junho de 2017|língua=inglês}}</ref>
 
Em 1981, ''[[Pixote, a Lei do Mais Fraco]]'', do cineasta [[Hector Babenco]], foi desclassificado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, apesar de ter sido submetido como representante oficial do Brasil. O motivo foi devido o filme ter entrado nos circuitos brasileiros fora dos períodos de elegibilidade definidos pela Academia.<ref name="Pixote">{{citar web|título=Nomination Intricacies For Foreign-Film Oscar|url=http://www.nytimes.com/1989/02/21/movies/nomination-intricacies-for-foreign-film-oscar.html|publicado=''[[The New York Times]]''|acessodata=28 de junho de 2017|data=21 de fevereiro de 1989|autor=Harmetz, Aljean|língua=inglês}}</ref>
== Estatísticas ==
[[Ficheiro:Cacadiegues.jpg|200px|miniaturadaimagem|[[Cacá Diegues]], diretor de sete representantes brasileiros ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.]]
Os filmes representantes do Brasil são geralmente dos gêneros [[drama]], [[comédia dramática|dramédia]] e [[Filme de açãopolicial|açãopolicial]]. Até hoje, todos os selecionados foram produções de ficção e em live-action, ou seja, nunca foram escolhidos filmes de [[documentário]]s e [[animação|animações]].
 
[[Cacá Diegues]] foi o responsável por sete obras selecionadas como representantes do Brasil no Oscar, mais que qualquer outro cineasta. Entretanto, nenhum de seus trabalhos foi eficiente para indicação. Em seguida, aparece o paulista [[Nelson Pereira dos Santos]], que teve quatro de seus filmes representando o país; nenhum deles conseguiu ser finalista. [[Bruno Barreto]] e [[Walter Salles]] foram lembrados três vezes e ambos tiveram um de seus filmes entre os indicados. ''[[Pixote, a Lei do Mais Fraco]]'' e ''[[Carandiru (filme)|Carandiru]]'', ambos do argentino [[Hector Babenco]], e ''[[A Faca e o Rio]]'', do franco-holandês [[George Sluizer]], foram os representantes brasileiros realizados por cineastas estrangeiros. ''[[A Hora da Estrela (filme)|A Hora da Estrela]]'', de [[Suzana Amaral]], e ''[[Que Horas Ela Volta?]]'', de [[Anna Muylaert]], são os dois únicos filmes dirigidos por mulheres a representar o Brasil no Oscar.<ref name="Arte">{{citar web|título=Anna Muylaert é a 1ª mulher em 30 anos a representar o Brasil no Oscar|url=http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2015/09/anna-muylaert-e-1-mulher-em-30-anos-representar-o-brasil-no-oscar.html|publicado=[[G1]]|acessodata=5 de julho de 2017|data=10 de outubro de 2015|autor=Mendes, Letícia}}</ref>
 
== Representantes ==
Durante muitos anos, o representante brasileiro foi escolhido pela [[Embrafilme|Empresa Brasileira de Filmes]] (Embrafilme). O representante de 1996 foi selecionado por uma comissão independente montada por [[Luiz Carlos Barreto]], no qual foi escolhido um filme produzido por ele mesmo e dirigido por seu filho, [[Fábio Barreto]].<ref name="campanha">{{citar web |título=Oscar, Brasil e Publicidade: as Indicações do Cinema Nacional Ao Oscar de Melhor Filme Em Língua Estrangeira, no Final da Década de 1990 |url=http://www.academia.edu/14795641/OSCAR_BRASIL_E_PUBLICIDADE_AS_INDICA%C3%87%C3%95ES_DO_CINEMA_NACIONAL_AO_OSCAR_DE_MELHOR_FILME_EM_L%C3%8DNGUA_ESTRANGEIRA_NO_FINAL_DA_D%C3%89CADA_DE_1990 |acessodata=18 de dezembro de 2018}}</ref> Atualmente, o candidato do país é selecionado por uma comissão montada pela Academia Brasileira de Cinema (ABC) e supervisionada pelo [[Ministério da Cultura (Brasil)|Ministério da Cultura]] (MinC). Para participar é necessário que os produtores dos filmes apresentem os pedidos de inscrição no site do Ministério da Cultura.<ref>{{citar web|título=Após controvérsia, Ministério da Cultura muda forma como filmes brasileiros são escolhidos para o Oscar|url=http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-133184/|publicado=[[AdoroCinema]]|acessodata=20 de agosto de 2017|data=11 de agosto de 2017|autor=Figueira, João}}</ref>
 
Obs.: O ano refere-se ao de realização da cerimônia. O representante brasileiro é sempre definido no ano anterior.
|align="center" | <ref>{{citar web|título=‘O Grande Circo Místico’ é o 7.º filme de Cacá a tentar indicação ao Oscar|url=https://veja.abril.com.br/entretenimento/o-grande-circo-mistico-e-o-7o-filme-de-caca-a-tentar-indicacao-ao-oscar/|publicado=Veja|acessodata=12 de setembro de 2018|data=13 de setembro de 2018}}</ref>
|}
 
== Campanhas ==
O Oscar é uma votação e, como tal, elege os filmes que estão em evidência. Para o crítico de cinema [[Rubens Ewald Filho]], um dos principais motivos do cinema brasileiro nunca ter conquistado o Oscar de Melhor filme estrangeiro é a falta de campanhas de marketing efetivas: "O caso mais curioso e estranho foi Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Não souberam lutar pelo filme, que não foi indicado para filme estrangeiro, mas o notável [[Harvey Weinstein]] [produtor norte-americano] coloca o filme no ano seguinte em quatro indicações, o que era muito mais difícil, complicado e notável" – ele diz.<ref>{{citar web |título=O Grande Circo Místico renova sonho do Oscar brasileiro |url=https://guia.gazetadopovo.com.br/materias/o-grande-circo-mistico-sonho-oscar-brasileiro/ |publicado=Gazeta do Povo |acessodata=27 de agosto de 2019}}</ref> As campanhas brasileiras no Oscar são consideradas de baixo custo se comparadas com a de países como [[França]] e [[Itália]]; o filme ''[[Central do Brasil (filme)|Central do Brasil]]'', por exemplo, investiu apenas US$ 250 mil na divulgação do filme para os membros da Academia, enquanto que seu adversário italiano ''[[A Vida É Bela|La vita è bella]]'' investiu US$ 9,2 milhões.<ref name="campanha" /><ref>{{citar web |título="Todos fazem o lobby que fizemos", diz Gill |url=https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq26039914.htm |publicado=Folha de São Paulo |acessodata=27 de Agosto de 2019}}</ref> A campanha brasileira mais cara de que se tem conhecimento é a da obra ''[[O Que É Isso, Companheiro? (filme)|O Que É Isso, Companheiro?]]'' que investiu US$ 1 milhão em marketing e publicidade com o objetivo de conquistar a estatueta do Oscar.<ref name="campanha" /> Em 2008, o governo brasileiros criou através da [[Ancine]], o "Programa de Apoio ao Oscar" e, desde então, tem liberado recursos financeiros para serem usados nas campanhas de divulgação dos representantes brasileiros ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.<ref>{{citar web |título=Ancine cria programa de apoio para filmes indicados ao Oscar |url=https://www.nsctotal.com.br/noticias/ancine-cria-programa-de-apoio-para-filmes-indicados-ao-oscar |publicado=NSC Total |acessodata=27 de Agosto de 2019}}</ref>
 
== Controvérsias ==
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