Diferenças entre edições de "Reino Lunda"

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No seu auge o império caiu em decadência, permanecendo assim até o {{séc|XIX}}. A derrocada do império foi causada em virtude da polêmica relação da rainha lunda com um caçador e líder de clã chamado Tchibinda Ilunga, irmão de Calala Ilunga (rei do vizinho reino da Luba). Tchibinda Ilunga abandonou o reino de Luba e se casou com [[Lueji A'Nkonde]], rainha do reino da Lunda. A decisão da rainha em contrair matrimónio com o estrangeiro luba, causou revolta na aristocracia lunda.<ref name="António">António, Mateus Pedro Pimpão. [http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/viewFile/P2358-3231.2015n27p97/9336 Romance e realidade em Lueji, o nascimento de um império, de Pepetela]. Belo Horizonte: Cadernos Cespuc, 2015. n. 27</ref>
 
A queda do Primeiro Império da Lunda se deu no {{séc|XVII}}, em virtude da disputa em torno da herança do trono de Lueji A'Nkonde, causando a divisão deste em três reinos: Lunda-Luba (século XVII), Lunda-Chócue (século XVII, da qual continuou soberana) e Lunda-Andembo (século XVIII). O principal dos estados sucessores do império, o Reino Lunda-Chócue, formou-se depois do ataque empreendido pelos [[quiocos]] à capital Mussumba. O sucesso se deu pois estes possuíam [[Arma de fogo|armas de fogo]]. O reino Lunda-Chócue estabeleceu-se com a sua [[língua chócue|língua]] e costumes.
 
Noeji Muanta Mutombe, o filho de Lueji A'Nkonde e Tchibinda Ilunga, criou, em 1675, o título de "Muanta Iala", que passou a ser adotado daí em diante pelos reis de Lunda-Chócue. Por volta de 1680, o reino tinha 150 000 quilômetros quadrados de área.<ref name="Silva">Silva, Raquel. [https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-10072008-105048/publico/TESE_RAQUEL_SILVA.pdf Figurações da Lunda: experiência histórica e formas literárias - Um estudo sobre ethnografia e história tradicional dos povos da Lunda (expedição portuguesa ao Muantiânvua, 1884-1888), de Henrique de Carvalho, Lueji e Ilunga na terra da amizade , de Castro Soromenho e Lueji- o nascimento dum império, de Perpetela]. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2007.</ref>
 
Combalido até o início do {{séc|XIX}}, reino foi se restabelecendo a partir do estado Chócue, com sedes em [[Luena (Angola)|Luena]] e Mussumba (numa tentativa de ainda manter a tradição de onde o império surgiu), formando novamente um império, o Segundo Império da Lunda, que se expandiu para os atuais territórios de [[Angola]] e [[Zâmbia]] e se tornou uma confederação de estados, que mantinham um certo grau de [[autonomia]], desde que pagassem [[tributo]]s.
 
Em 1884 foi feito um acordo de divisão do Segundo Império da Lunda entre a [[África Ocidental Portuguesa]], o [[Estado Livre do Congo]] do rei [[Leopoldo II da Bélgica]] e o noroeste da britânica [[Rodésia (região)|Rodésia]], que viriam a tornar-se em Angola, [[República Democrática do Congo]] e Zâmbia, respectivamente.
 
=== Tratados finais e divisão do império ===
* 18 de janeiro de 1887 - Tratado de Protetorado entre o Reino de Portugal e o Reino Muatiânvua (sede em Mussumba), assinado por Ambinji Infana Suana Calenga;
* 1890 - Acordo entre Portugal e o [[Estado Livre do Congo]] relativo ao Território Lunda;
* 1891 - Tratado entre o Estado Livre do Congo e Portugal, para as delimitações das respectivas esferas de soberania e influência na região da Lunda, assinado em Lisboa em 25 de maio de 1891, retificado em Bruxelas em 24 de março de 1894 e intercambiado entre as duas nações em 1º de agosto de 1894.<ref>[http://www.africafederation.net/Lunda_Tchockwe.htm Reino Unido da Lunda Tchokwe]. Federação dos Estados Livres da África . 2011</ref>
 
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