Diferenças entre edições de "Quilombo dos Palmares"

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Para alguns autores, no entanto, a escravidão nos quilombos em nada se assemelharia à escravidão dos brancos sobre os negros, sendo os escravos considerados como membros das casas dos senhores, aos quais deviam obediência e respeito,<ref name="Tróia">Landmann, Jorge. ''[http://books.google.com.br/books/about/Tr%C3%B3ia_negra.html?id=08HuAAAAMAAJ Tróia Negra]''. Mandarim, 1998 - ISBN 8535400931, 9788535400939</ref> semelhante à [[servidão]] entre brancos, comum na Europa na [[Alta Idade Média]].<ref>Cornwell, Bernard. ''[http://books.google.com.br/books?id=cH4qQAAACAAJ O Último Reino]''. Record, 2006 - ISBN 8501073520, 9788501073525</ref> Para estes autores, a prática da escravidão teria dupla finalidade:<ref name="Tróia" /> aculturar os escravos recém-libertos às práticas do quilombos, que consistiam em trabalho árduo para a subsistência da comunidade, já que muitos dos escravos libertos achavam que não teriam mais que trabalhar, e diferenciar os ex-escravos que chegavam aos quilombos pelos próprios meios (escravos fugidos, que se arriscavam até encontrar um quilombo. Sendo, neste trajeto, perseguidos por animais selvagens e pelos antigos senhores, e ainda, correndo o risco de serem capturados por outros escravistas), daqueles trazidos por incursões de resgates (escravos libertados por quilombolas que iam às fazendas e vilas para libertar escravos).
 
Por outro lado, outros autores apontam a existência de uma escravidão até mesmo predatória por parte dos habitantes do quilombo dos Palmares, que realizavam incursões nos territórios vizinhos, de onde traziam à força indivíduos para trabalharem como escravos em suas plantações, desenvolvendo assim uma espécie de "escravismo dentro da própria 'república'." Algo que era muito raro de acontecer, visto que essas atitudes eram contrárias a ideia central da revolução dos Palmares,<ref>{{citar livro | url = http://books.google.com.br/books?id=W-fYKx73-wcC&dq=%22escravid%C3%A3o+em+Palmares%22&source=gbs_navlinks_s | página = 406 | título = A Utopia Brasileira e os Movimentos Negros | autor = Risério, Antonio | editora = Editora 34 data = 2007 | id = ISBN 8573263857, 9788573263855 }}</ref><ref>{{citar livro | url = http://books.google.com.br/books?id=lDJTnTuxyUwC&dq=escravid%C3%A3o+%22Palmares%22&source=gbs_navlinks_s | página = 11 | título = O Quilombo - Forma de Resistência Histórica dos Escravos | autor = Berger, Marc | data = 2007 | editora = GRIN Verlag | id = ISBN 3638943577, 9783638943574}}</ref> Escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos também(esse eramque capturadosnão o faziam pelo medo, opressão e convertidosmanipulação psicológica por parte dos brancos) também eram resgatados em cativos dos quilombolas.<ref>Martins, José de Souza, professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia da [[Universidade de São Paulo]], ''[[O Estado de S. Paulo]]'', 19 de novembro de 2006. Citado em Mendonça, Armando. 'Vi Li Ouvi VI'', p. 71. Thesaurus Editora, 2008. ISBN 8570627610, 9788570627612.''</ref>
 
== Filmografia ==
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