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Para ser capaz de ver o homem sob tantos e tão distintos aspectos a psicologia se vê na necessidade de complementar seu conhecimento com o saber de outras ciências e áreas do conhecimento. Assim, na parte da pesquisa teórica, a psicologia se encontra (ou deveria se encontrar) em constante contato com a [[fisiologia]], a [[biologia]], a [[etologia]](ciência dos costumes), a [[neurologia]] e às [[neurociências]] (ligadas aos fatores biológicos) e à [[antropologia]], à [[sociologia]], à [[etnologia]], à [[história]], à [[arqueologia]], à [[filosofia]], à [[metafísica]], à [[linguística]] à [[informática]], à [[teologia]] e muitas outras ligadas aos fatores socioculturais.
 
Um exemplo dessa multidisciplinaridade é a epistemologia na psicologia. O conceito é originário da filosofia, e se refere ao conhecimento humano. É a área da filosofia que busca entender a origem, estruturação, validação e sustentação do conhecimento e, por isso, acaba sendo um conceito muito utilizado na psicologia. A epistemologia na psicologia procura entender a validação e a qualidade dos conhecimentos adquiridos através do estudo da relação entre sujeito e o objeto de estudo, além da busca do homem sobre o conhecimento do mundo e de si mesmo, tornando-o cada vez mais complexo. Assim, isso torna possível a existência das diversas correntes teóricas da psicologia, como a psicanálise e o behaviorismo, que dizem coisas variadas sobre seus objetos de estudo: a partir da epistemologia, foi possível validar o conhecimento obtido por essas correntes.
 
Assim, a noção do “eu” passou por grandes transformações, desde conceitos baseados na religião até conceitos elaborados por grandes filósofos como René Descarte, Immanuel Kant e August Conte. A corrente positivista, elaborada por Conte, por exemplo, teve grande importância epistemológica para a psicologia e reinou absoluta por vários anos na psicologia. Além disso, essa teoria, baseada em quatro correntes centrais (o empirismo, o reducionismo cartesiano, o mecanicismo e o determinismo), foi responsável pela consolidação da psicologia experimental, assim como determinou o status de ciência instrumentalizada e sistematizada à psicologia.
 
Além disso, a concepção de ciência surgiu a partir da necessidade de se entender e explicar as coisas que aconteciam. Algumas ideias sobre o mundo eram criadas baseadas no que era observado pelas pessoas ou ideias passadas por gerações eram reproduzidas. Com o passar do tempo, explicações racionais, baseadas em métodos e experimentos foram comprovando e identificando ordens que descreviam leis, nascendo, assim, a ciência, uma nova forma de produzir conhecimento e conclusões.
 
No trabalho prático a necessidade de interdisciplinaridade não é menor. O psicólogo, de acordo com a área de trabalho, trabalha sempre em equipes com os mais diferentes grupos profissionais: assistentes sociais e terapeutas ocupacionais; funcionários do sistema jurídico; médicos, enfermeiros e outros agentes de saúde; pedagogos; fisioterapeutas, fonoaudiólogos e muitos outros - e muitas vezes as diferentes áreas trazem à tona novos aspectos a serem considerados. Um importante exemplo desse trabalho interdisciplinar são os comitês de [[Bioética]], formados por diferentes profissionais - psicólogos, médicos, enfermeiros, advogados, fisioterapeutas, físicos, teólogos, pedagogos, farmacêuticos, engenheiros, terapeutas ocupacionais e pessoas da comunidade onde o comitê está inserido, e que têm por função decidir aspectos importantes sobre pesquisa e tratamento médico, psicológico, entre outros.