Diferenças entre edições de "Partido Comunista do Brasil"

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Em 1971, unidades do [[exército do Brasil|Exército]] descobriram a localização do núcleo guerrilheiro e foram mobilizadas a fim de isolar a área, impedindo que sua atuação se alastrasse em direção ao norte da [[Amazônia]]. As operações de repressão à guerrilha tiveram início em 1972, com três expedições militares que mobilizaram 25 mil soldados. Sendo repelidas as duas primeiras, a terceira expedição derrotou os últimos focos de resistência. A maior parte dos guerrilheiros morreu em choque com as forças do Exército, incluindo Osvaldão e Maurício Grabois, que morreu em confronto com o Exército em 25 de dezembro de 1973. A derrota do Araguaia comprometeu a organização partidária, mas consagrou o [[mito]] da guerrilha, reconhecida como a mais efetiva experiência de luta armada à [[Ditadura militar no Brasil (1964–1985)|Ditadura]]. A maior parte dos mortos na repressão do regime militar entre 1964 e 1979 foi de militantes do PCdoB.
 
=== O abandono do maoismo (1976-1979) ===
Desde o final da década de 1960, a [[Ação Popular (movimento)|Ação Popular Marxista-Leninista]] (APML), um grupo oriundo da [[esquerda católica]], tinha adotado a ideologia maoista e se aproximado do PCdoB. A fusão dos dois grupos foi realizada em 1975, após o fim da luta armada. O PCdoB também atraiu egressos do [[Partido Comunista Brasileiro Revolucionário]] (PCBR) e [[Movimento Revolucionário Oito de Outubro]] (MR-8).
 
Em 16 de dezembro de 1976, o [[DOI-CODI|DOI-Codi-SP]] invadiu uma casa na rua Pio XI, [[São Paulo (cidade)|São Paulo]], assassinou, no local, Pedro Pomar e Ângelo Arroio, matou, na [[Tortura no Brasil|tortura]], João Batista Drumond, e manteve, presos até a [[lei da Anistia|Anistia]], [[Wladimir Pomar]] (filho de Pedro), [[Aldo Arantes]], [[Haroldo Lima]] e [[Elza Monnerat]] (os dois, egressos da AP), no episódio conhecido como o [[Chacina da Lapa|Massacre ou Chacina da Lapa]]. Num clima onde a oposição começava a ganhar força, a imprensa noticiou o crime, que chocou e comoveu, dentro e fora do Brasil. A direção do Partido, duramente atingida, funcionou até a Anistia com base num núcleo no exílio.
 
Anos mais tarde, descobriu-se que a operação contara com a ajuda de um [[denúncia|delator]] preso naquele ano, o dirigente do PCdoB [[Manoel Jover Teles]] (ex-membro do CC do PCB e ex-PCBR), que foi expulso do partido em 1983.
 
Desfalcado de seus principais quadros, o PCdoB começou a se reorganizar com quadros vindos da AP e a liderança pessoal de João Amazonas, que junto com [[Diógenes Arruda]] eram os últimos remanescentes do grupo que reconstruiu do Partido em 1943 na Conferência da Mantiqueira, em pleno Estado Novo, e em 1962. A morte de Arruda (em 1979) deixou Amazonas como a liderança máxima do PCdoB até sua morte.
 
O fracasso da guerrilha camponesa e a [[Quatro modernizações|nova política adotada pela China a partir da morte de Mao, em 1976]], levaram o PCdoB a romper totalmente com o maoismo. Em 1978, o partido acompanhou [[Enver Hoxha]] na sua crítica aos dirigentes chineses e passou a considerar apenas a Albânia como país socialista, na condição de último baluarte do stalinismo.
 
Nesse período, uma cisão interna do PCdoB deu origem ao [[Partido Revolucionário Comunista]] (PRC), liderado por [[José Genoíno]] e [[Tarso Genro]], e que mais tarde se juntaria ao [[Partido dos Trabalhadores]] (PT)<Ref name="Antes do vendaval">{{citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=w4kCPUXI0_MC&pg=PA192&dq=%22Partido+Revolucion%C3%A1rio+Comunista%22%22hist%C3%B3ria%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi6iOOQ-sLkAhUVJ7kGHbnaCvMQ6AEIRjAF#v=onepage&q=%22Partido%20Revolucion%C3%A1rio%20Comunista%22%22hist%C3%B3ria%22&f=false|titulo=Antes do vendaval: um diagnóstico do governo Lula antes da crise política de 2005|acessodata=09/09/2019|autor=Marcia Ribeiro Dias e J. Manuel Santos Pérez |página=192}}</ref>, ao lado da Ala Vermelha.
 
=== O caminho para a legalização partidária (1979-1987) ===
A adoção da linha albanesa não significou a radicalização da política do PCdoB. Em 1978, toda a esquerda tinha ação institucional através do [[Movimento Democrático Brasileiro]] (MDB), de oposição moderada ao governo militar. O PCdoB retomou seu espaço parlamentar e elegeu seus primeiros deputados sob a clandestinidade.
 
Em 1979, com a [[Abertura política]] e a concessão da [[Anistia]], o PCdoB encontrou um ambiente favorável à sua penetração no sindicalismo e nas organizações estudantis. João Amazonas regressou do exílio em 1979, e [[Diógenes Arruda]] faleceu de [[infarto]] no carro, a caminho de um ato político. A refundação da [[UNE]] (1979), com [[Aldo Rebelo]], marcou o início da hegemonia do partido na entidade universitária (que se mantém desde então, salvo no biênio 1987-1988). Em 1984, o PCdoB fundou a União da Juventude Socialista (UJS), seu braço juvenil.<Ref>{{citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=tp_ypcXb4KMC&pg=PA291&dq=%22Uni%C3%A3o+da+Juventude+Socialista%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiYsIrI-8LkAhVILLkGHRIBCPUQ6AEINzAC#v=onepage&q=%22Uni%C3%A3o%20da%20Juventude%20Socialista%22&f=false|titulo=Gritos silenciados mas evidentes|autor=Hilário Dick|acessodata=09/09/2019|página=291}}</ref>
 
Em 1980, Prestes rompeu com o PCB defendendo "a reorganização do movimento comunista do Partido Comunista" na célebre Carta aos Comunistas. Abandonado à própria sorte em idade avançada, dependerá de amigos como [[Oscar Niemeyer]] para sobreviver.
 
No sindicalismo, o PCdoB adotou inicialmente uma política de aliança com os sindicalistas ligados ao PCB, aderindo em 1983 à [[Central Geral dos Trabalhadores|Conclat]], que incluía também moderados e não marxistas. Dessa forma, o partido se opôs à [[Central Única dos Trabalhadores]] (braço sindical do PT). Em 1984, o PCdoB integrou-se ao movimento das ''[[Diretas Já]]'' (formado por todos os partidos de oposição)<ref name="CPDOC Pc do B">{{citar web|url=http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/partido-comunista-do-brasil-pc-do-b|titulo=Partido Comunista do Brasil|acessodata=09/09/2019|autor=Fundação Getúlio Vargas|publicação=CPDOC}}</ref>, e no ano seguinte, com a derrota da [[emenda Dante de Oliveira]], procurou [[Tancredo Neves]] buscando convencê-lo a lançar-se candidato no [[Colégio Eleitoral]], no que coincidiam com o PCB e o MR8, que consideravam a candidatura decisiva para a [[redemocratização]] e a legalização dos partidos de esquerda, emcom 1985.exceção Odo PT, se legalizoulegalizado já em 1980.
 
Nas eleições para a [[Assembleia Nacional Constituinte de 1987]], o PCdoB elegeu seis deputados federais, incluindo Haroldo Lima<ref name="Folha 1987"/> e Aldo Arantes. Destes, três foram originalmente eleitos pela legenda do PMDB, com o qual permanecia aliado, fazendo parte da base de sustentação do [[governo José Sarney]].<ref name="CPDOC Pc do B"/> Na Constituinte, o PC do B foi o único partido a votar contra a menção a [[Deus]] na Constituição.<ref name="Folha 1987">{{Citar web|url=https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/151855/Set%201987%20-%200077.pdf?sequence=3|titulo=Só PC do B vota contra menção a Deus no texto da nova Constituição|data=26 de setembro de 1987|acessodata=09/09/2019|autor= |publicação=Folha de S. Paulo}}</ref>
 
=== De 1987 ao Programa Socialista de 1995 ===
A crise social e econômica que se seguiu ao [[Plano Cruzado]] (1987) levou o PCdoB a romper com o PMDB. Em seu lugar, buscou uma aproximação cada vez maior com o PT<ref name="CPDOC Pc do B"/> e o [[Partido Socialista Brasileiro|PSB]]. Em 1988, os sindicalistas do PCdoB romperam com a [[Central Geral dos Trabalhadores|CGT]] e formaram a ''[[Corrente Sindical Classista]]'', que em seguida integrou-se à [[Central Única dos Trabalhadores]], estando atualmente ligado à [[Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil|CTB]] (ver ''Eventos recentes'').
 
Em 1989, junto com o [[Partido Socialista Brasileiro]] (PSB), o PCdoB apoiou a candidatura de Lula à presidência.<ref name="CPDOC Pc do B"/> A aliança com o PT para as eleições presidenciais se repetiu nos pleitos de 1994, 1998, 2002 e 2006, obtendo êxito nos dois últimos, com o vice-presidente da chapa, o político e empresário têxtil [[José Alencar]], indicado pelo [[Partido Liberal (Brasil)|PL]].
 
Junto com o PT, o PCdoB também fez oposição acirrada ao [[governo Fernando Collor]]. O PCdoB defendeu, já em 1991, o seu afastamento, que ocorreria em setembro de 1992 com grandes mobilizações estudantis e participação da UJS, à frente juntamente da [[União Brasileira dos Estudantes Secundaristas]] (UBES) e da [[União Nacional dos Estudantes]] (UNE). Nessa ocasião, destacou-se a liderança pessoal de [[Lindberg Farias]], então presidente da UNE e militante do PCdoB.
 
Nesse período, com a queda do campo socialista no leste europeu, o PCdoB passou a considerar a vigência de uma fase "defensiva estratégica", ou seja, um período de retração das ideias socialistas e de necessidade de acumulação de forças para avançar a uma etapa de ofensiva.
 
=== O Programa Socialista de 2009 ===
Em seu 12.º Congresso Nacional, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) aprovou o novo [[Programa Socialista para o Brasil]] intitulado de "O fortalecimento da Nação é o caminho, o socialismo é o rumo", onde o partido apresentou o "Novo Programa Nacional de Desenvolvimento" (NPND)' para o Brasil. Neste programa, apresentou as reformas necessárias para a transição de um Brasil capitalista para um Brasil socialista, rumo a uma sociedade comunista.
 
=== Da defensiva estratégica ao Partido Comunista de massas ===
O PCdoB, desde o princípio, defendeu a formação de uma frente de esquerda para lançar Lula, candidato à Presidência da República, tendo apoiado o PT nas eleições de 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Aliado ao PT nacionalmente e na maioria dos estados, o PCdoB registrou um aumento tímido de sua representação política, mas o suficiente para manter uma bancada permanente na [[Câmara dos Deputados do Brasil|Câmara dos Deputados]] (5 representantes em 1990; 10 em 1994; 7 em 1998; 12 em 2002; 13 em 2006). Em 2000, o PCdoB elegeu a sua primeira prefeita, [[Luciana Barbosa de Oliveira Santos|Luciana Santos]], em [[Olinda]] ([[Pernambuco]]). Desde 2001, o partido passou a ser presidido por [[José Renato Rabelo|Renato Rabelo]] (ex-militante da AP), que sucedeu a [[João Amazonas]], falecido no ano seguinte, aos 90 anos.
 
Com a vitória de [[Luiz Inácio Lula da Silva|Lula]] em 2002, o PCdoB, pela primeira vez, passou a fazer parte do governo federal, ocupando a pasta dos [[Ministério do Esporte|Esportes]] com [[Agnelo Queiroz]]. Essa participação foi ampliada em 2004, com a indicação de outro deputado, [[Aldo Rebelo]], para a Coordenação Política do governo (que deixaria no ano seguinte para voltar ao Congresso e ser eleito presidente da Câmara dos Deputados). O PCdoB também conseguiu obter participação no Senado, com a filiação, por um breve período, do senador [[Leomar Quintanilha]] (ex-PMDB). Em 2005 o partido obtém a Presidência da Câmara Federal com o deputado Aldo Rebelo, após a renuncia de Severino Cavalcanti (PP-PE). Em 16 de novembro de 2002, Aldo Rebelo assumiu por um dia a Presidência da República.
Apesar de crítico da política econômica do governo Lula, o PCdoB manteve seu apoio ao PT. Em 2006, o PCdoB formalizou sua participação da aliança pela reeleição do presidente Lula.
 
Abandonou a [[Central Única dos Trabalhadores]] no final de [[2007]] para, junto com o [[Partido Socialista Brasileiro]] (PSB) e outras correntes independentes no movimento sindical, fundarem a [[Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil]] - CTB.<ref>http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/central-dos-trabalhadores-e-das-trabalhadoras-do-brasil-ctb</ref>
 
O PCdoB foi anfitrião do 10º [[Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários]], de 21 a 23 de novembro de 2008, reunindo 65 partidos comunistas e operários de todo o mundo, evento até então inédito na América Latina.
 
Em 2015, durante a X Conferência Nacional, a deputada [[Luciana Barbosa de Oliveira Santos|Luciana Santos]] foi eleita presidente do partido.
 
 
===Presidentes Nacionais do PCdoB===
 
=== Os Congressos do Partido Comunista do Brasil ===
====O V Congresso====
O V Congresso do Partido Comunista do Brasil realizou-se em setembro de 1960 sob influência da maré revisionista mundial aprovada no [[XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética]] em 1956 em [[Moscou]] e apoiada na famosa Declaração de Março publicada em 1958 pelo Comitê Central, duramente criticada por [[Maurício Grabois]] e [[João Amazonas]]. Profunda luta ideológica se travou entre os marxistas-leninistas e os revisionistas, antes e durante o Congresso. Apesar da tenaz resistência oposta pelos marxistas-leninistas, o Congresso aprovou uma Resolução Política sancionando a linha oportunista de direita expressa na Declaração de Março de 1958. Foram afastados, dos postos de direção, quase todos os [[revolução proletária|revolucionários proletários]] e eleito um novo Comitê Central composto, em sua esmagadora maioria, por notórios revisionistas.
 
====O VI Congresso====
Realizado em 1983, logo após a conquista da [[lei da Anistia|anistia]], numa conjuntura de luta pela democratização do país. Aconteceu na semiclandestinidade. O Congresso analisou as mudanças estruturais e políticas ocorridas na sociedade brasileira nas últimas décadas. Fez o balanço da atividade comunista durante a ditadura militar – incluindo a análise da experiência da Guerrilha do Araguaia e da luta pelas bandeiras da "Anistia ampla, geral e irrestrita", "Fim dos atos e leis de exceção" e "Convocação da Constituinte democrática, livre e soberana". E preparou o Partido para a retomada da legalidade e da legitimidade.<ref name="CPDOC Pc do B"/>
 
====O VII Congresso====
Ocorreu em maio de 1988 em São Paulo. O Partido, legal desde 1985, estava em expansão e crescimento. No plano mundial, começava o [[Dissolução da União Soviética|fim da União Soviética]]. Foi examinada a reestruturação partidária na vida legal e desmascarados os objetivos anticomunistas da [[Perestroika]] russa e o papel de [[Mikhail Gorbatchev]]. No âmbito nacional, explicitou que o Brasil estava sob uma encruzilhada histórica: ou trilhava por um caminho de soberania e desenvolvimento nacional, ou se aprofundaria na lama da submissão e da dependência. Seus documentos e resoluções estão no livro "A política revolucionária do PCdoB".<Ref>http://www.grabois.org.br/cdm/pcdob-documentos/44758/2017-05-13/cezar-xavier/7o-congresso-do-pcdob</ref>
 
 
 
<ref name="CPDOC Pc do B"/>
====O VIII Congresso====
Reuniu-se de 3 a 8 de fevereiro de 1992 em Brasília, numa conjuntura de crise profunda do socialismo e da teoria marxista-leninista, com partidos comunistas de vários países chegando à autodissolução. O PCdoB analisou a experiência soviética e voltou-se mais para a realidade e as especificidades brasileiras. Foi adotada resolução política apontando o socialismo como o objetivo da luta dos comunistas no Brasil. O país vivia o começo da aplicação do [[neoliberalismo]], iniciada pelo [[governo Fernando Collor]] e depois retomada e desenvolvida pelo [[governo Fernando Henrique Cardoso]]. Ver o livro "O socialismo vive: documentos e resoluções do 8.º Congresso do PCdoB". Em 1995, o Partido realizou sua 8.ª Conferência, quando aprovou o Programa Socialista para o Brasil.<Ref>https://www.anitagaribaldi.com.br/produtos/263/livros/pcdob-documentos/o-socialismo-vive-documentos-do-8-congresso-do-pcdob.html</ref>
 
====O IX Congresso====
Aconteceu de 13 a 15 de outubro de 1997 em São Paulo, no apogeu da globalização neoliberal. Os comunistas concentraram-se na construção de uma ampla frente visando a derrotar o neoliberalismo – enfrentar a escalada neoliberal construindo ampla frente oposicionista nacional, democrática e popular – e abrir caminho para o socialismo. Teve início a definição do tipo de partido revolucionário que é preciso construir, de princípios e feição moderna. Do Congresso, saiu o livro "União do povo contra o neoliberalismo: documentos do 9.º Congresso do PCdoB".<ref>{{Citar web|url=http://www.grabois.org.br/cdm/pcdob-documentos/44753/2017-05-15/009-congresso-do-pcdob/9o-congresso-do-pcdob|titulo=Respostas às perguntas mais freqüentes|data=|acessodata=10/09/2019|obra=www.grabois.org.br|publicado=|PUBLICAÇÃO=www.pcdob.org.br|arquivourl= |urlmorta=}}</ref>
 
==== O X Congresso====
 
====XI Congresso====
O 11.º Congresso Nacional do PCdoB ocorreu de 20 a 23 de outubro de 2005, na Academia de Tênis (complexo cultural e de hotelaria), em [[Brasília]] (DF). Reuniu cerca de 1 400 pessoas das 27 unidades federativas do Brasil, dos quais 1 100 delegados, bem como 80 convidados estrangeiros. O Congresso aconteceu num momento de crescimento, de firmação do Partido, que completava 20 anos de legalidade. Se renovou a direção nacional e se aprovaram diversas resoluções de estruturação interna do partido.<ref>http://www.encontro2012.rj.anpuh.org/resources/anais/15/1338555126_ARQUIVO_artigoanpuh.pdf</ref>
 
<!-- VOU PROCURAR FONTES
==== XII Congresso====
Foi realizado de 5 a 8 de novembro de 2009, em São Paulo. O congresso fez uma avaliação das consequências da grande crise do capitalismo em um mundo em transição quanto ao sistema de poder internacional, que conduzia a uma nova realidade de forças mundial. Considerou o grande [[Eleições gerais no Brasil em 2010|embate eleitoral de 2010]] no contexto da luta no Brasil contra o [[neoliberalismo]], em busca de uma alternativa para o país frente à crise e pela construção de um projeto de afirmação nacional, com desenvolvimento, soberania, integração regional, democratização política e social e defesa do [[meio ambiente]]. E aprovou um novo programa Socialista para o Brasil, como também alterações no estatuto partidário, além de resoluções políticas.
==== XIII Congresso ====
O Congresso foi realizado em novembro de 2013, na cidade de [[São Paulo (cidade)|São Paulo]]. As discussões se deram sobre as crises nas esferas internacional e nacional, no balanço dos governos [[Lula]] e [[Dilma]], sobre as eleições de 2014 e o projeto de eleger [[Flávio Dino]] governador do Maranhão.
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==== XIV Congresso====
 
{{Partido Comunista Brasileiro/origem}}
 
O *[[Partido Comunista Revolucionário]] - PCR (1966) - O PCR foi uma cisão interna do PCdoB ocorrida em 1966, quatro anos após a reorganização do Partido Comunista do Brasil. Foi formado por alguns militantes do movimento estudantil e alguns ativistas das Ligas Camponesas. Seus filiados acabaram por se juntar ao PT, quando da legalização deste último.<Ref name="Antes do vendaval"/>
=== Partido Comunista Revolucionário - PCR (1966) ===
O [[Partido Comunista Revolucionário]] - PCR foi uma cisão interna do PCdoB ocorrida em 1966, quatro anos após a reorganização do Partido Comunista do Brasil. Foi formado por alguns militantes do movimento estudantil e alguns ativistas das Ligas Camponesas.
 
Entre seus fundadores, estavam [[Manuel Lisboa]] e [[Amaro Luís de Carvalho]]. A [[Carta de 12 Pontos]] aos Comunistas Revolucionários, de maio de 1966, formalizava o rompimento com o partido criado por João Amazonas.
 
Em 1968, o PCR já tinha seu programa e seu estatuto, bem como a definição de seus conselhos Nacional, Regional, de Luta Operária e de Luta Estudantil. Sua linha era a da [[Guerra Popular Prolongada]], isto é, o cerco das cidades pelo campo, sendo o [[Região Nordeste do Brasil|Nordeste]] definido como a melhor área para se desencadear a luta.
 
=== Ala Vermelha do PCdoB - favorável à tática foquista (1966) ===
A [[Ala Vermelha]] foi uma das cisões surgidas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 1966. A Ala, porém, só se concretizaria em 1967, após a Conferência realizada em junho de 1966, que defendeu a "União dos Brasileiros" para livrar o país da [[ditadura]] e da ameaça [[neocolonialismo|neocolonialista]]. A Ala Vermelha era formada por integrantes das [[Ligas Camponesas]] e parte dos membros do [[movimento estudantil brasileiro]].
 
A sistematização do programa da Ala era a negação das resoluções contidas no "União dos Brasileiros". O texto apresentado pela Ala se chamava "Organizar um Partido de Novo Tipo em Função da Luta Armada". A organização esteve presente em mais Estados que o PCR: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Brasília. A Ala tinha uma avaliação política do Brasil semelhante à do PCdoB, mas, em alguns pontos, tinha diferenças significativas, principalmente na ênfase ao caráter capitalista da [[economia do Brasil]].
 
Essa organização também se lançou na luta armada, chegando mesmo a fazer parte da Frente Armada, que era composta pelas seguintes organizações: [[Aliança Libertadora Nacional]] (ALN), [[Vanguarda Popular Revolucionária]] (VPR) e [[Partido Comunista Brasileiro Revolucionário]] (PCBR).
 
=== Partido Revolucionário Comunista - PRC (1979) ===
O [[Partido Revolucionário Comunista]] (PRC) foi uma cisão do PCdoB ocorrida em 1979. Essa organização política brasileira atuou de 1980 a 1989, e participou da fundação do [[Partido dos Trabalhadores]] (PT) junto à Ala Vermelha.
 
*Ala Vermelha do PCdoB (1966) - Favorável à tática foquista, a [[Ala Vermelha]] foi uma das cisões surgidas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 1966.<ref>Harnecker, 1994, p. 142</ref><ref>Projeto Brasil Nunca Mais, 1988, p. 65</ref><ref>Silva, [1987], p. 131-132</ref>
Suas principais lideranças foram [[José Genoíno]], que tornou-se presidente do PT, e [[Tarso Genro]], que ocupou ministérios no [[Governo Lula]] e assumiu interinamente a presidência do partido com a queda de Genoíno na crise do [[Mensalão]].
 
*[[Partido Revolucionário Comunista]] - PRC (1979) - O [[Partido Revolucionário Comunista]] (PRC) foi uma cisão do PCdoB ocorrida em 1979. Essa organização política brasileira atuou de 1980 a 1989, e participou da fundação do [[Partido dos Trabalhadores]] (PT) junto à Ala Vermelha.<Ref name="Antes do vendaval"/> Hoje em dia, funciona como tendência interna do PT, com o nome de [[Democracia Radical]] (DR); a qual é fruto de uma fusão com outra tendência interna do Partido dos Trabalhadores, a [[Tendência Marxista]].
 
=== Frentes de Atuação ===
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