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Desfeita a edição 56228273 de Saturnalia0 A alteração está há três meses sem contestação. Não há base para mutilação extrema do artigo.
{{Ver desambig|redir=PIG|o acrônimo referente a certosPortugal, paísesItália, europeusIrlanda, comGrécia problemase econômicosEspanha|PIIGS|o plano inclinado de Salvador|Plano Inclinado Gonçalves}}
[[Imagem:PIG-free reproduction.png|thumb|''Partido da Imprensa Golpista'', charge de [[Carlos Latuff]].]]
'''Partido da Imprensa Golpista''' (comumente abreviado para '''PIG''' ou '''PiG''') é uma expressão usada por órgãos de [[imprensa]] e [[blog]]s [[políticos]] de suposta orientação de [[Esquerda política|esquerda]] para se referir a órgãos de imprensa e [[jornalismo|jornalistas]] supostamente de [[Direita política|direita]].<ref>{{Citar web|url=http://observatoriodaimprensa.com.br/marcha-do-tempo/_ed793_50_anos_de_golpe_midiatico/|titulo=50 anos de golpe midiático {{!}} Observatório da Imprensa – Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito|acessodata=2016-03-04|website=Observatório da Imprensa}}</ref> Os membros do PiG ([[Rede Globo]], [[Veja]], [[Folha de S.Paulo]], [[O Estado de S. Paulo|O Estado de São Paulo]], [[Exame (revista)|Exame]], [[ISTOÉ|Istoé]], dentre outros) são considerados tendenciosos e se utilizariam da [[grande mídia]] para propagar suas ideias e desestabilizar governos de [[política|orientação política]] contrária à sua.<ref name=FSC2>{{cite web |url=http://www.anj.org.br/liberdade-de-imprensa |title=Liberdade de Imprensa |website=Associação Nacional de Jornais |accessdate=16 outubro de 2014}}</ref>
'''Partido da Imprensa Golpista''' (comumente abreviado para '''PIG''' ou '''PiG''') é uma expressão criada pelo jornalista [[Paulo Henrique Amorim]] e usada por apoiadores do [[Partido dos Trabalhadores]],<ref name=ColunaFolha>{{citar web|url=http://www.anj.org.br/2016/02/29/em-meio-a-escandalos-politicos-nao-sobra-espaco-para-debater-o-pais/|titulo=Em meio a escândalos políticos, não sobra espaço para debater o país|autor=Patrícia Campos Mello|obra=''[[Folha de S.Paulo]]'' (reprodução)|data=28/02/2016|acessodata=2016-04-16|arquivourl=https://web.archive.org/web/20160312035619/http://www.anj.org.br/2016/02/29/em-meio-a-escandalos-politicos-nao-sobra-espaco-para-debater-o-pais/|arquivodata=2016-03-12|urlmorta=yes}}</ref> entre outros, para descrever um conjunto de veículos midiáticos que, segundo eles, teriam em comum valores conservadores<ref name=CartaPIG>{{citar web|url=https://www.cartacapital.com.br/politica/o-pig-e-a-imprensa-gaucha|titulo=O PIG e a imprensa gaúcha|data=25/09/2009|autor=Paulo Cezar da Rosa|publicado=''[[Carta Capital]]''}}</ref><ref name=LivroVenancio>{{citar web|url=https://books.google.com.br/books?id=jXTOzVYl-rUC&pg=PA17&lpg=PA17&ots=y6SOrWLe_q&sig=qwUZtdOLCjBzBnQWIQ9Z2Z37-ek&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjH5NeinbzWAhUKmJAKHYI4BIw4MhDoAQheMAk#v=onepage&f=false|titulo=Jornalismo e Linha Editorial|autor=Venâncio, RDO|ano=2009}}</ref> e fariam oposição ao Partido dos Trabalhadores e à [[esquerda política]].<ref name=LivroANJ/> O termo é criticado por aqueles a quem classifica, bem como por antagonistas políticos, que utilizam o termo "imprensa {{dic|chapa-branca}}" para referirem-se às publicações com [[Viés político|viés]] "governista" — em alusão a um suposto apoio ao então governo petista.<ref name="LivroANJ">{{citar livro|autor=Carlos Melo|título=PENSADORES DA LIBERDADE - Em torno de um conceito|volume =1|ano=2015|página=17–19|url=http://www.palavraaberta.org.br/docs/Livro_Pensadores-da-Liberdade_Publicado_completo.pdf }}</ref>
 
== Uso do termo ==
Enquanto alguns jornalistas utilizam a expressão ou termos semelhantes, outros criticam seu uso ou questionam seu significado.<ref name=LucioObservatorio/><ref name=GazetaDoPovo/>
A expressão foi popularizada pelo jornalista [[Paulo Henrique Amorim]] em seu [[blog]] ''[[Conversa Afiada]]'', mas, segundo ele, foi inspirada em um discurso do deputado [[Partido dos Trabalhadores|petista]] [[Fernando Ferro]].<ref name="amolador">{{citar jornal
| autor = Igor Ribeiro e Flávio Costa
| data = junho de 2011
| titulo = O amolador
| jornal = Imprensa
| volume =
| numero = número 268
| paginas = 26-31
| editora = Imprensa Editorial Ltda.
| local = São Paulo
| issn =
| url =
| idioma =
| formato =
| acessadoem =
}}</ref> Amorim, quando utilizava o termo, escrevia com um ''i'' minúsculo, em alusão ao portal [[iG]], de onde fora demitido em 18 de março de 2008, no que descrevia como um processo de "limpeza ideológica". De acordo com ele, até políticos teriam passado a fazer parte do PIG: "O partido deixou de ser um instrumento de golpe para se tornar o próprio golpe. Com o discurso de jornalismo objetivo, fazem o trabalho não de imprensa que omite; mas que mente, deforma e frauda."<ref name=UCB>[http://www.opn.ucb.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=6406 UCB. ''Paulo Henrique Amorim fala sobre “PIG” e jornalismo na Internet.'' Brasília: Oficina de Produção de Notícias, Curso de Comunicação Social, Universidade Católica de Brasília, 27 de outubro de 2009]</ref>
 
O termo também é utilizado pelos jornalistas [[Luiz Carlos Azenha]] e [[Rodrigo Vianna]] em seus blogs, em referência a eventos ocorridos no Brasil e no exterior.<ref>{{citar web|url=http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/imprensa-golpista-ontem-e-hoje-como-enfrentar-o-pig|titulo=Imprensa golpista ontem e hoje: como enfrentar o PIG?|autor=Rodrigo Vianna|data=|publicado=|acessodata=30-01-2010}}</ref><ref>{{citar web |autor=Azenha, Luiz Carlos |url=http://www.viomundo.com.br/opiniao/o-pig-apanha-nas-urnas-desta-vez-no-equador/ |título=O PIG apanha nas urnas. Desta vez no Equador |publicado=Vi o Mundo |data=26 de abril de 2009 |acessodata=29 de abril de 2009}}</ref> De maneira geral, hoje a expressão é bastante usada em parte dos sites e blogs de esquerda no Brasil.<ref>{{Citar web|título = Folha.com - Poder - 'O PT pode ser salvo de si mesmo', diz sociólogo - 13/09/2010|URL = http://www1.folha.uol.com.br/poder/797895-o-pt-pode-ser-salvo-de-si-mesmo-diz-sociologo.shtml|obra = www1.folha.uol.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
== Uso ==
A expressão foi cunhada pelo jornalista [[Paulo Henrique Amorim]] em seu [[blog]] ''[[Conversa Afiada]]'', mas, segundo ele, foi inspirada em um discurso do deputado [[Partido dos Trabalhadores|petista]] [[Fernando Ferro]].<ref name="amolador">{{citar jornal | autor = Igor Ribeiro e Flávio Costa | data = junho de 2011 | titulo = O amolador | jornal = Imprensa | numero = 268 | paginas = 26-31 | editora = Imprensa Editorial Ltda. | local = São Paulo }}</ref> Amorim, quando utiliza o termo, escreve com um ''i'' minúsculo, em alusão ao portal [[iG]], do qual foi demitido em 18 de março de 2008, no que descreve como um processo de "limpeza ideológica". De acordo com ele, até políticos teriam passado a fazer parte do PIG: "O partido deixou de ser um instrumento de [[Golpe de Estado|golpe]] para se tornar o próprio golpe. Com o discurso de jornalismo [[objetivo]], fazem o trabalho não de imprensa que omite; mas que mente, deforma e frauda".<ref name=UCB>{{citar jornal|URL=http://www.opn.ucb.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=6406 |título=Paulo Henrique Amorim fala sobre “PIG” e jornalismo na Internet|autor=|data=27 de outubro de 2009|local=Brasília|publicado=Oficina de Produção de Notícias, Curso de Comunicação Social, Universidade Católica de Brasília|acessodata=|urlmorta=junho de 2017}}</ref>
 
O próprio presidente [[Luiz Inácio Lula da Silva]] dá respaldo à ideia contida no termo quando reclama: "Quem faz oposição nesse país é determinado tipo de imprensa. Ahhh, como inventam coisa contra o Lula. Se eu dependesse deles para ter 80% de aprovação, teria zero."<ref name="josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br">{{citar web |autor=Josias de Sousa |url=http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-30.html#2010_09-17_22_51_00-10045644-0 |título=Lula sobre mínimo de Serra: ‘Pensa que povo é tonto’ |publicado=Folha Online |data=17 de setembro de 2010 |acessodata=18 de setembro de 2010}}</ref>
O termo é utilizado para classificar um amplo espectro de publicações, com apoio a diferentes interesses, tendo em comum características conservadoras e uma união contra os interesses do Partido dos Trabalhadores, segundo os proponentes do termo.<ref name=CartaPIG/><ref name=LivroVenancio/><ref name=sergioleo/>
 
=== Definição e contextualização ===
== Crítica ==
O termo é utilizado para se referir à qualidade do jornalismo praticado pelos grandes veículos de comunicação do [[Brasil]], que seria, segundo seus criadores e utilizadores, demasiadamente [[conservador]] e que teria o intuito de prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membros de seu governo de forma constante.
O jornalista Jones Rossi, escrevendo para o jornal ''[[Gazeta do Povo]]'', afirma que o termo refere-se a um grupo inexistente. Isto é, que na realidade, o que ele é descreve é falso.<ref name=GazetaDoPovo>{{citar web|url=http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/nao-existe-imprensa-golpista-existe-a-imprensa-que-cumpre-seu-papel-aebidh36ueylghrpobx2vlfgu|titulo=Não existe “Imprensa Golpista”. Existe a imprensa que cumpre seu papel |autor=Jones Rossi|data=18/05/2017|publicado=''[[Gazeta do Povo]]''}}</ref> Já o jornalista Sérgio Leo afirma que as relações entre os [[Conglomerado de mídia|grupos midiáticos]] são mais complexas do que o termo faz parecer, sendo seu uso equivocado.<ref name="sergioleo">{{citar web|url=http://verbeat.org/blogs/sergioleo/2009/02/blogues-e-jornalismo-um-nao-pode-ser-outro-ou-nao.html|titulo=Blogues e jornalismo, um não pode ser outro. Ou não.|autor=Sergio Leo|data=1º de fevereiro de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090309083439/http://verbeat.org/blogs/sergioleo/2009/02/blogues-e-jornalismo-um-nao-pode-ser-outro-ou-nao.html|arquivodata=9 de Março de 2009}}</ref> O jornalista [[Lúcio Flávio Pinto]] escreve que "o conceito de PIG se insere nessa onda de barbárie intelectual com aparência de causa justa e heroica", criticando a postura dos proponentes da expressão.<ref name=LucioObservatorio>{{citar web|url=http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o-pig-e-uma-fantasia|título=O PIG é uma fantasia |publicado=Observatório da Imprensa |ano=2011 |autor=PINTO, L. F.}}</ref>
 
De acordo com Amorim, o termo PIG podia ser definido da seguinte forma:
 
{{quote|Em nenhuma democracia séria do mundo jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político — o PiG, Partido da Imprensa Golpista<ref>{{citar web |autor=Amorim, Paulo Henrique |url=http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=9782 |título=O PiG a caminho do túmulo |publicado=Conversa Afiada |data= 28 de abril de 2009 |acessodata=29 de abril de 2009}}</ref> |Paulo Henrique Amorim}}
 
Amorim afirmava ainda que a imprensa brasileira seria golpista sempre que o presidente da república fosse de origem trabalhista; ao mesmo tempo, a imprensa nunca publicaria absolutamente nada contra presidentes de origem não trabalhista. O PIG, segundo ele, teria sua origem com [[Carlos Lacerda]], que ajudou a "matar [[Getúlio Vargas]]"; teria continuado travando sua luta contra [[Juscelino Kubitschek]] e [[João Goulart]], até se aliar à [[golpe militar de 1964|ditadura militar]]; teria perseguido o governo [[Brizola]]; e mais tarde conspiraria contra o [[governo Lula]].<ref name="UCB"/>
 
O cientista político [[Wanderley Guilherme dos Santos]] declarou, em entrevista à revista ''[[Carta Capital]]'' em 2005: "A grande imprensa levou Getúlio ao suicídio com base em nada; quase impediu Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart com base em nada." Na opinião de Santos o papel da imprensa livre é o de "tomar conta, sim. Desestabilizar, não. A estabilidade não pode depender de militar, nem da Igreja, nem da imprensa".<ref>{{Citar web|título = Um julgamento de exceção|URL = http://www.ocafezinho.com/2012/09/15/um-julgamento-de-excecao-integra-exclusiva-do-artigo-de-wanderley/|obra = O Cafezinho|acessadoem = 2016-02-01}}</ref><ref>{{Citar web|título = A politização supervalorizada {{!}} Observatório da Imprensa – Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito|URL = http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-politizacao-supervalorizada/|obra = Observatório da Imprensa|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
 
A expressão também fez parte de um discurso do deputado federal [[Pernambuco|pernambucano]] Fernando Ferro, do [[Partido dos Trabalhadores]] (PT), em que sugeriu que [[Arnaldo Jabor]] assumisse o cargo de presidente do PIG.<ref>{{citar web |url=http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=25373 |titulo=Deputado sugere Partido da Imprensa com Jabor na presidência |publicado=Vermelho |data=20 de setembro de 2007 |acessodata=29 de abril de 2009}}</ref>
 
Na opinião de [[Marcus Faria Figueiredo|Marcus Figueiredo]], cientista político ligado ao [[Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro]] (IUPERJ) os grandes jornais de circulação nacional do Brasil "adotam um híbrido entre dois modelos de pluralismo: formalmente, no discurso ético de autoqualificação diante dos leitores, procuram associar-se aos conceitos e rituais de objetividade do jornalismo americano, como é possível constatar nos ''slogans'', diretrizes oficiais, manuais de redação, cursos de jornalismo. No entanto, na produção do impresso diário, o que vimos são diferenças no tratamento conferido aos candidatos, de amplificação de certos temas negativamente associados a Lula, contraposto à benevolência no tratamento de temas espinhosos relacionados aos seus adversários".<ref name="Mauricio Dias">Dias, Maurício. "A guerra de sempre", ''Carta Capital'', ano XV, n.º 596, 19 de maio de 2010, p. 14</ref>
 
O jornalista Maurício Dias, colunista de ''Carta Capital'', expressa opinião semelhante ao dizer, traçando um paralelo entre a grande imprensa brasileira e a ''[[FOX News]]'' (acusada pela diretora de Comunicações da [[Casa Branca]] de operar "como um setor de comunicações do [[Partido Republicano (Estados Unidos)|Partido Republicano]]") que a mídia brasileira é dirigida por uma única orientação: "o candidato do PT não pode vencer".<ref name="Mauricio Dias"/>
 
Críticas semelhantes foram feitas pelo jornalista [[Mário Prata]] em entrevista ao ''[[Diário de Natal]]'':
::"A imprensa brasileira está podre. Os grandes jornais, as coisas que são consideradas grande imprensa no Brasil, como ''Folha de S.Paulo'', Globo, ''[[O Estado de S. Paulo|Estadão]]'', Jornal Nacional, ''[[Veja]]'', para mim são piadas. Todos esses que eu citei têm ódio do Lula, é um ódio doentio, é uma coisa que me dá medo. Outro dia peguei o ''Estadão'' e tinha oito chamadas na capa falando mal do governo, algumas coisas que ocorreram há sete anos. Meu filho casou-se agora com uma repórter da editoria de política do ''Estadão'', e o Serra ligou para ela antes do casamento. "Julia, eu soube que você vai se casar, mas você não vai ter lua de mel, né? Você não pode ter lua de mel agora." Por aí você vê como Serra está dentro do jornal."<ref name="Mário Prata">{{citar web | autor=Fernanda Zauli | titulo= Entrevista - Mário Prata| publicado = Diário de Natal| url=http://www.diariodenatal.com.br/2010/09/06/cidades1_0.php| formato= | acessodata=7 de setembro de 2010}}</ref>
 
Em entrevista concedida ao [[Terra Networks|portal Terra]], [[Cláudio Lembo]], vice-governador de São Paulo eleito pela [[coligação política|coligação]] [[PSDB]]-[[DEM]] e governador desse estado entre março e dezembro de 2006 (após a renúncia de [[Geraldo Alckmin]] para concorrer à presidência), também criticou o engajamento político da imprensa no contexto da [[eleição presidencial brasileira de 2010]]:
::"A mídia está engajada, tem um candidato que é o Serra e com isso se perdeu o equilíbrio, vem o desequilíbrio, é desse embate que nasce a intranquilidade... mas ela é transitória. Havendo só um grande vencedor no pleito, que é o movimento social, e estando a mídia engajada como que está... disso nasce essa intranquilidade."<ref name="LEMBO Terra">{{citar web | autor=Bob Fernandes | titulo= Lembo: não temos partidos, só um movimento coordenado por Lula| publicado = Portal Terra| url=http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4679143-EI15315,00-Lembo+nao+temos+partidos+so+um+movimento+coordenado+por+Lula.html| formato= | acessodata=15 de setembro de 2010}}</ref>
 
Em 30 de setembro de 2010 o periódico [[França|francês]] ''[[Courrier International]]'' publicou uma matéria sob o título "Une presse très remontée contre Lula", em que opina que o presidente Lula enfrentaria uma oposição por parte da imprensa liderada por quatro grupos: ''Folha de S.Paulo'', Grupo Abril, ''O Globo'' e ''O Estado de S. Paulo''.<ref>{{citar web|url=http://www.courrierinternational.com/article/2010/09/30/une-presse-tres-remontee-contre-lula|titulo=Une presse très remontée contre Lula|lingua2=fr|data=30 de setembro de 2010|acessodata=27 de outubro de 2010|publicado=Courrier International|autor=Paul Jürgens}}</ref> No artigo, o autor Paul Jürgens chega a acusar o tom da oposição de [[caricatura]]l.
 
[[Imagem:Candidatura Dilma nas capas dos jornais.png|thumb|320px|Levantamento nos três jornais mais vendidos do Brasil, de 28/8 a 27/9.<ref>{{Citar web|título = Análise da candidatura Dilma nas capas dos jornais {{!}} Brasil de Fato|URL = http://www.brasildefato.com.br/node/3320|obra = www.brasildefato.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref> Realizado por um portal de esquerda, estudo concluiu que: das 90 capas publicadas, 61 eram negativas para candidatura presidencial do PT, enquanto apenas 3 eram positivas.]]
 
O portal de orientação de esquerda ''Brasil de Fato'' realizou um levantamento sobre o comportamento dos três jornais de maior circulação no Brasil ante a campanha de [[Dilma Rousseff]], candidata do PT para a Presidência da República em 2010.<ref>{{Citar web|título = Análise da candidatura Dilma nas capas dos jornais {{!}} Brasil de Fato|URL = http://www.brasildefato.com.br/node/3320|obra = www.brasildefato.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref> O estudo foi feito a partir das manchetes de primeira página publicadas em 30 dias que antecederam a votação de primeiro turno, (entre os dias 28 de agosto e 27 de setembro). Constatou-se que a maior parte dos temas abordados foram ligados às eleições, com a grande maioria das manchetes adotando um enfoque desfavorável para a candidata do PT.
 
No período analisado, ''O Globo'' não teria publicado nenhuma manchete positiva à candidata do PT, contra 21 manchetes negativas. Foram ainda três neutras e seis tratando de outros assuntos, como Economia ou Internacional. Já a ''Folha de S.Paulo'' teria veiculado duas manchetes positivas à campanha petista ("Lula vai à TV e afirma que Serra partiu para baixaria", no dia 8, e "Desemprego é o menor, e renda é a maior em 8 anos", no dia 24). No entanto, foram dezoito manchetes negativas, além de uma neutra e nove sobre temas diversos. ''O Estado de S. Paulo'', (único dos três a declarar, em editorial, apoio ao candidato José Serra), teria sido o campeão em negativas com relação a Dilma: foram 22 capas negativas em apenas um mês. O ''Estado'' trouxe uma manchete positiva à petista ("Inquérito da PF esvazia tese de crime político na receita", no dia 16), três neutras e quatro abordando outros assuntos.
 
Após relutar em aceitar a ideia de termos como o "PIG",<ref name=":1" /> o jornalista [[Luís Nassif]] hoje defende que parte da mídia brasileira vem atuando, sim, de forma a alcançar o protagonismo político-partidário. Nassif enxerga essa atuação política mais incisiva como parte de uma tendência mundial, iniciada por [[Rupert Murdoch]], fundador da emissora americana ''FOX News''. O jornalista afirma que, no Brasil, esse movimento se manifestou num pacto entre quatro grandes grupos de mídia para fazer oposição ao governo trabalhista do PT. Para Nassif, são esses quatro conglomerados - Globo, Abril, Estadão e Folha – que vêm comandando a oposição política brasileira de 2005 até hoje.<ref>{{Citar web|título = As mudanças na mídia {{!}} Brasilianas.Org|URL = http://www.advivo.com.br/node/269877|obra = www.advivo.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref><ref name=":1">{{Citar web|título = Twitcam/Youtube: Caso Mayara e Murdoch {{!}} Brasilianas.Org|URL = http://www.advivo.com.br/node/265849|obra = www.advivo.com.br|acessadoem = 2016-02-01}} Referência direta à relutância em aceitar a ideia do PIG pode ser vista aos 3 minutos do segundo vídeo.</ref>
 
==== Ato "Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático" ====
Em 23 de setembro de 2010 representantes de partidos políticos e entidades de esquerda fizeram, em São Paulo, um ato intitulado "Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático". Nessa ocasião, o presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, leu o documento "Pela ampla liberdade de expressão", em que defende a mídia alternativa e propõe solicitar a abertura dos contratos e contas de publicidade de grandes empresas de comunicação.
 
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário-geral da [[Federação Nacional dos Jornalistas]] (Fenaj), José Augusto Camargo, também leu uma nota, intitulada "Em defesa dos jornalistas, da ética e do direito à informação".
 
{{quote|Distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade.
 
Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar o resultado de uma eleição configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.|José Augusto Camargo.<ref>{{citar web|url=http://novo.fpabramo.org.br/content/em-defesa-dos-jornalistas-da-etica-e-do-direito-informacao|título=Em defesa dos jornalistas, da ética e do direito à informação.|acessodata=1 de fevereiro de 2016|ano=2010|publicado=[[Fundação Perseu Abramo]]}}</ref>}}
 
=== Composição ===
Conforme a opinião daqueles que se utilizam do termo, seriam três as famílias que manipulariam a [[opinião pública]], dominariam e condicionariam o noticiário de todo o país, através dos seus órgãos de imprensa: os [[Roberto Marinho|Marinho]] ([[Organizações Globo]]), os [[Octávio Frias de Oliveira|Frias]] ([[Grupo Folha]]) e os [[Ruy Mesquita|Mesquita]] ([[O Estado de S. Paulo|Grupo Estado]]).<ref name="UCB"/> Estas três famílias controlam alguns dos principais orgãos da impressa no Brasil, tais como os jornais ''O Globo'', ''Folha de S.Paulo'' e ''O Estado de S. Paulo'', e o portal [[UOL]]. Também são incluídos os [[Victor Civita|Civita]] ([[Grupo Abril]]), que publicam a revista ''Veja''. Paulo Henrique Amorim também limitou a esses quatro grupos a composição do "PIG" em entrevista à revista ''Imprensa'' em junho de 2011.<ref name="amolador" />
 
Em artigo de março de 2010, o jornalista Gilberto Maringoni, colaborador da agência de esquerda [[Carta Maior]], sugeriu que o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, promovido pelo ''[[Instituto Millenium]]'', entidade brasileira que afirma defender o "Estado de Direito, liberdades individuais, responsabilidade individual, meritocracia, propriedade privada" como valores,<ref>{{citar web|url=http://www.imil.org.br/institucional/linha-editorial/|título=Linha editorial|data=29 de maio de 2011|publicado=Instituto Millenium|acessodata=29 de maio de 2011}}</ref> reuniria a imprensa golpista.<ref>{{citar web|url=http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4561|título=O rosnar golpista do Instituto Millenium |autor=Gilberto Maringoni|data=6 de março de 2010|publicado=Carta Maior|acessodata=26 de maio de 2011}}</ref>
 
=== A internet e o PIG ===
Para o jornalista e escritor Fernando Soares Campos,<ref name=FSC>{{cite news |last = Campos |first = Fernando Soares |date = 18 de maio de 2009 |title = Sem a Internet, Lula já teria caído |url = http://www.paralerepensar.com.br/fernandosc_semainternet.htm |newspaper = Para Ler e Pensar |accessdate = 16 de outubro de 2014 }}</ref> "sem a internet, dificilmente Lula teria sido eleito; se fosse, não assumiria; se assumisse, teria sido golpeado com muita facilidade. O PIG é forte, é Golias, mas a internet [está] assim de Davi!".<ref name=FSC2/> Para Campos, a existência da Internet interferiria com o monopólio da informação por parte dos grandes grupos midiáticos, e essa interferência dificultaria os golpes.<ref name=FSC2/>
 
Segundo o ''[[Observatório da Imprensa]]'', a [[Internet]] teria criado dificuldades para a grande mídia brasileira dar o suposto [[golpe]] no Governo Lula{{Carece de fontes|data=dezembro de 2012}}, como ocorreu com Jango (presidente da República entre 1961 e 1964, quando começou a [[Ditadura Militar de 1964|ditadura militar]]). Na atualidade, com múltiplos meios de comunicação — muitos baseados em livre troca de informações entre as pessoas — controle da informação teria se tornado mais complexo, devido à grande facilidade de se buscar informações de fontes diversas sobre o assunto.
 
O jornalista Luís Nassif afirma que existe um pacto entre quatro grandes grupos de mídia – Globo, Abril, Estadão e Folha – que tem comandado a oposição política brasileira desde 2005. Ele defende que o reverso desse movimento é o desabrochar da sociedade civil na Internet. Para Nassif, estruturas como blogs, ONGs, OSCIPs, sindicatos e movimentos sociais, estão entrando na rede e passando a disputar, com os grandes grupos midiáticos, pela audiência e pelas opiniões políticas.<ref>{{Citar web|título = As mudanças na mídia {{!}} Brasilianas.Org|URL = http://www.advivo.com.br/node/269877|obra = www.advivo.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
 
== Episódios ==
Os que apóiam o termo "mídia golpista" costumam relatar certos eventos que, segundo eles, confirmariam a forma tendenciosa com que os meios de comunicação brasileiros tratam os governos mais à esquerda. Seguem alguns desses exemplos.
 
=== Eleições de 1989 ===
{{VT|Críticas à Rede Globo}}
A Rede Globo é acusada de ter ajudado a eleger o candidato a presidente [[Fernando Collor de Mello]] nas eleições de 1989, especialmente através da manipulação de trechos do último debate entre Collor e Lula. A edição polêmica foi apresentada no Jornal Nacional, na véspera da votação e num momento em que não poderia haver mais [[Propaganda política (Brasil)|propaganda partidária]] na televisão. O filme [[Muito Além do Cidadão Kane]] mostrou partes da edição.<ref>{{IMDb título|tt1356393|Muito Além do Cidadão Kane}}</ref><ref name="manipulação">{{citar web|url=http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,5270-p-21752,00.html|título=Debates: Collor x Lula|autor=|data=|publicado=Memória Globo|acessodata=28 de março de 2011}}</ref> Em 2009 Fernando Collor admitiu que foi favorecido pela Globo na disputa.<ref>{{Citar web|título = Relação com a Globo 'ajudou bastante', lembra Collor; senador diz ter pensado, na véspera, que perderia a eleição - 15/11/2009 - Especial - Eleições 1989|URL = http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/15/ult9005u10.jhtm|obra = noticias.uol.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
 
=== Eleições de 2006 ===
Houve várias críticas à forma como veículos da imprensa fizeram a cobertura das eleições.<ref>Observatório da Imprensa. [http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=405JDB016 Abaixo-assinado frustrado da TV Globo]</ref><ref name="azenha">http://www.viomundo.com.br/denuncias/globo-consegue-o-que-a-ditadura-nao-conseguiu-extincao-da-imprensa-alternativa.html ou http://www.advivo.com.br/node/1322710</ref>
 
Luiz Carlos Azenha, que então trabalhava na Globo e era o repórter destacado para cobrir a campanha presidencial do candidato tucano Geraldo Alckmin, confirma que havia intenção de prejudicar o PT na cobertura. Nesse contexto, Azenha relata:
::Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser "esquecidas" – tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.<ref name="azenha" />
 
Entre outros acontecimentos, Azenha ainda conta que teve uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada pela Globo. "A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras", afirma.<ref>{{Citar web|título = Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa|URL = http://www.viomundo.com.br/denuncias/globo-consegue-o-que-a-ditadura-nao-conseguiu-extincao-da-imprensa-alternativa.html|obra = Viomundo - O que você não vê na mídia|acessadoem = 2016-02-01}}</ref><ref>{{citar web|URL = http://advivo.com.br/blog/luisnassif/processos-da-globo-calam-o-viomundo|título = Processos da Globo calam o Viomundo|data = 2013|acessadoem = 1 de fevereiro de 2016|autor = Luis Nassif|publicado = advivo.com.br}}</ref>
 
O evento mais comentado pelos críticos foi quando, na véspera da votação do primeiro turno, a Rede Globo e certos jornais impressos, como a ''Folha'', o ''Estado'', e ''O Globo'' deram enorme destaque à imagem do dinheiro que havia sido apreendido no contexto do [[Escândalo do Dossiê]].<ref name="capital">Revista CartaCapital. [http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=5457 Os fatos ocultos]</ref><ref>{{Citar web|título = “Rede Globo tem medo da internet” {{!}} Brasil de Fato|URL = http://www.brasildefato.com.br/node/11724|obra = www.brasildefato.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref><ref name=":0" />
 
Hoje, é sabido que o delegado da PF que havia comandado a operação convidou quatro jornalistas para uma conversa reservada e repassou os CDs com as fotos. A conversa foi inteiramente gravada e nela se pode ouvir os apelos do delegado para que as imagens fossem parar na edição do Jornal Nacional do mesmo dia, 29 de setembro.<ref name="capital" /><ref name=":0" />
 
Argumenta-se que o uso político das fotos ficou ainda mais evidente pelo fato de todas as matérias omitirem a conversa com o delegado, (em que ele condiciona a divulgação das fotos para atingir a candidatura petista). Os jornais também difundiram a informação falsa de que as fotos teriam sido roubadas, quando, na verdade, tinham sido repassadas a eles pelo delegado.<ref name="capital" /><ref name=":0" />
 
[[Imagem:Wreckage of flight GLO 1907.jpg|thumb|Destroços do Voo Gol 1907 - o Jornal Nacional não informou sobre a tragédia, mas focou toda a sua edição no "Escândalo do Dossiê".<ref name="capital" /><ref name=":0">{{Citar web|título = A Globo, o caso Rodrigo Vianna e a força da internet {{!}} Brasilianas.Org|URL = http://www.advivo.com.br/node/1240828|obra = www.advivo.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>]]
No caso da Rede Globo, ressalta-se que, na mesma noite em que exibiu as fotos (sem a contextualização de como foram obtidas), o Jornal Nacional se absteve de informar sobre a tragédia do [[Voo Gol 1907]], em que morreram 154 passageiros no choque aéreo com o jato executivo Legacy, comandado por dois pilotos norte-americanos. Assim, ao mesmo tempo em que a notícia do desastre já repercutia no mundo inteiro, a edição ao vivo do jornal se dedicava somente a dar destaque à divulgação do escândalo político.<ref name="capital" /><ref name=":0" />
 
=== Eleições de 2010 ===
Também houve várias críricas à cobertura da campanha presidencial de 2010. O próprio, então presidente, Lula afirmou que parte da imprensa estaria sendo parcial e se comportando como um partido político de oposição.<ref name="josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br"/> Seguem alguns exemplos.
 
Apesar de declarar-se "neutro",<ref>{{Citar web|título = Folha de S.Paulo - Folha reafirma princípios editoriais - 18/07/2010|URL = http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1807201006.htm|obra = www1.folha.uol.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref> o jornal ''Folha de S.Paulo'' teve sua cobertura criticada duramente, inclusive, por sua própria ''[[ombudsman]]'', Suzana Singer. Segundo ela, o jornal estaria "se dedicando a revirar vida e obra" da candidata à presidência [[Dilma Roussef]], do PT, e noticiando estas informações de forma parcial.<ref name="r7">{{citar web|url = http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/ombudsman-da-folha-de-s-paulo-acusa-jornal-de-ser-parcial-na-cobertura-eleitoral-20100912.html|titulo = Ombudsman da Folha de S.Paulo acusa jornal de ser parcial na cobertura eleitoral|autor = |data = 12/09/2010|publicado = [[R7.com]]|acessodata = 12 de setembro de 2010}}</ref> Comentou ainda a reação de leitores no [[Twitter]], onde a ''hashtag'' ''#DilmaFactsByFolha'' - uma série de piadas e críticas à ''Folha'' de usuários da rede social - chegou ao primeiro lugar dentre os temas mais comentados.<ref name="r7" /><ref>{{citar web|url=http://www.atarde.com.br/eleicoes2010/noticias/noticia.jsf?id=5617625|titulo=Brincadeira no Twitter critica manchete da Folha sobre Dilma |autor=|data=05/09/2010 |publicado=[[A Tarde]]|lingua2=pt |acessodata=12 de setembro de 2010}}</ref>
 
Em agosto de 2010, o [[Tribunal Superior Eleitoral]] (TSE) concedeu, ao Partido dos Trabalhadores, direito de resposta contra o semanário ''Veja''. A decisão do TSE se deve à publicação da reportagem "Indio acertou no Alvo", sobre declarações do deputado [[Índio da Costa]] acerca de supostas ligações entre o PT e as [[Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia|FARC]] e o narcotráfico.<ref>[http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/pt-e-farc-ate-os-eua-duvidaram-da-veja.html PT e Farc: até os EUA duvidaram de denúncia da Veja], acessado em 28 de agosto de 2011</ref> Para a maioria dos ministros do TSE, a revista não se limitou a reportar os fatos, mas reforçou o argumento do deputado, julgado como ofensivo ao partido pelo próprio tribunal.<ref>{{Citar web|título = TSE concede direito de resposta ao PT contra a revista 'Veja'|URL = http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4600983-EI15315,00.html|obra = Terra|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
 
Por sua vez, o jornal ''Estado de S. Paulo'' foi o único veículo, entre os considerados "integrantes do PIG", que declarou abertamente apoio à candidatura oposicionista de José Serra. Em editorial, o jornal afirmou que Serra seria "o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País". Também criticou Lula por ter afirmado que a imprensa brasileira estaria se comportando "como um partido político" e pelo que o jornal chamou de "escandalosa deterioração moral" de seu governo.<ref>{{citar web|url=http://www.estadao.com.br/noticias/geral,editorial-o-mal-a-evitar,615255,0.htm|título= Editorial: O mal a evitar|publicado=[[Estadão]]|língua=português|data=25 de setembro de 2010|acessodata=25 de setembro de 2010}}</ref>
 
== Declarações e opiniões ==
=== Declaração de Maria Judith Brito ===
Em entrevista ao jornal ''O Globo'' a presidente da [[Associação Nacional de Jornais]] e executiva da ''Folha de S.Paulo'', [[Maria Judith Brito]], afirmou que o governo se incomoda com a imprensa, criticou fortemente o terceiro [[Programa Nacional de Direitos Humanos]] e fez a seguinte declaração:
 
{{quote|A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.|Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.<ref>[http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/03/18/entidades-de-imprensa-fecomercio-estudam-ir-ao-stf-contra-plano-de-direitos-humanos-916107358.asp Farah, Tatiana. ''Entidades de imprensa e Fecomercio estudam ir ao STF contra plano de direitos humanos]. Rio de Janeiro: ''O Globo'', 18 de março de 2010.</ref>}}
 
A declaração de Maria Judith Brito foi bastante criticada por repórteres e intelectuais, bem como por autoridades ligadas ao governo. As críticas focaram no aparente reconhecimento de que a imprensa estaria, de fato, assumindo um papel de oposição. Em artigo publicado na ''[[Carta Maior]]'', [[Jorge Furtado]] afirmou que a presidente da associação teria assumido que a grande imprensa do país "virou um partido político" e a criticou por não questionar a "moralidade de seus filiados [ao] assumirem a 'posição oposicionista deste país' enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo"<ref>[http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16499 A antiga imprensa, enfim, assume partido]. Furtado, Jorge. ''Carta Maior'', 2 de abril de 2010.</ref>. Luciano Martins Costa, do ''[[Observatório da Imprensa]]'', fez crítica semelhante, afirmando que "o risco maior para a imprensa vem da própria imprensa, quando os jornais se associam para agir como um partido político".<ref>[http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=582JDB012 Imprensa versus governos], Costa, Luciano Martins. ''Carta Maior'', 25 de março de 2010.</ref> O ministro [[Paulo de Tarso Vannuchi|Paulo Vannuchi]], titular da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, também criticou a declaração, afirmando que a imprensa "vem confundindo um papel que é dela — informar, cobrar e denunciar — com o papel do protagonismo partidário".<ref>[http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/03/31/imprensa34745.shtml "Ministro Paulo Vannuchi diz que imprensa age como 'partido de oposição'"], Portal ''Imprensa'', 31 de março de 2010.</ref> Washington Araújo, no ''Observatório da Imprensa'', questiona: "será papel dos meios de comunicação substituir a ação dos partidos políticos no Brasil, seja de situação ou de oposição? (...) Em isso acontecendo... não estaremos às voltas com clássica usurpação de função típica de partido político? E não seria esta uma gigantesca deformação do rito democrático?".<ref name=INVERSAO>[http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=586JDB003 Araújo, Washington. ''INVERSÃO DE PAPÉIS: A imprensa como partido político.'' São Paulo: Observatório da Imprensa, 20 de abril de 2010]</ref>
 
=== Opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ===
No contexto da campanha eleitoral de 2010, o então presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva havia tecido várias críticas à atuação de parte da imprensa brasileira que, segundo ele, estaria agindo como um partido político de oposição.
 
No dia 18 de setembro, logo após as primeiras declarações de Lula, a [[Associação Nacional de Jornais]] havia lançado nota que afirmava:<ref name="critica-anj">{{citar web|url=http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/associacao-nacional-de-jornais-lamenta-critica-de-lula-imprensa.html|titulo=Associação Nacional de Jornais lamenta crítica de Lula à imprensa|publicado=[[G1]]|data=20 de setembro de 2010|acessodata=23 de setembro de 2010}}</ref> "É lamentável e preocupante que o Presidente da República se aproxime do final de seu segundo mandato manifestando desconhecimento em relação ao papel da imprensa nas sociedades democráticas."
 
==== Manifesto "Pela democracia e liberdade de imprensa" ====
Poucos dias depois, em 22 de setembro de 2010, num ato em frente à faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo de São Francisco, juristas, artistas e intelectuais lançaram um documento que proclamava ser "um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão". A manifestação, iniciativa de intelectuais ligados à oposição, contou com a presença do ex-ministro do [[Supremo Tribunal Federal]], [[Carlos Veloso]], e de juristas como [[Miguel Reale Júnior]], ex-ministro de FHC, e [[Hélio Bicudo]].<ref name="manifesto-democracia">{{citar web|url= http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/lancado-em-sp-manifesto-pela-democracia.html|titulo=Lançado em SP manifesto pela democracia|publicado=[[G1]]|data=22 de setembro de 2010|acessodata=23 de setembro de 2010}}</ref>
 
Hélio Bicudo fora vice-prefeito da cidade de São Paulo na gestão de [[Marta Suplicy]], tendo se afastado do Partido dos Trabalhadores em 2005.<ref>{{citar web |url = http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-30.html|autor = Sousa, Josias de|publicado = [[Folha de S.Paulo]]|data = setembro de 2010|título = Para promotor, candidatura de Tiririca é 'uma fraude'|ligação inativa = s|acessadoem = 1 de fevereiro de 2016|wayb = 20150402184016}}</ref> Foi ele quem leu, ao microfone, o texto do manifesto, que fala em riscos de autoritarismo:
 
::É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais em valorizar a honestidade<ref>{{citar web |autor=Bicudo, Hélio |url= http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/22/manifesto-em-defesa-da-democracia-da-liberdade-de-imprensa-lancado-em-sao-paulo-921049321.asp |título=Manifesto em defesa da liberdade de imprensa |publicado=O Globo |data= 22 de setembro de 2010 |acessodata=22 de setembro de 2010}}</ref>
 
Há também crítica à ação de grupos acusados de atuar contra a imprensa:
 
::"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses."
 
O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior disse que jornalistas estão sendo ameaçados:
 
::Basta entrar nos sites do PT para ver as ameaças que estão sendo feitas a jornalistas, para saber qual o órgão de imprensa que tem que ser empastelado primeiro. Ou seja, há um clima de radicalização.<ref name="manifesto-democracia"/>
 
::Não existe mais liberdade de se denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do Planalto<ref name="oglobo.globo.com">{{citar web |autor=Reale Júnior, Miguel |url=http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/22/manifesto-em-defesa-da-democracia-da-liberdade-de-imprensa-lancado-em-sao-paulo-921049321.asp |título=Manifesto em defesa da liberdade de imprensa |publicado=O Globo |data= 22 de setembro de 2010 |acessodata=22 de setembro de 2010}}</ref>
 
Na opinião dele, o ato que iria acontecer em 23 de setembro de 2010, promovido por centrais sindicais e pelo PT, de crítica à imprensa, é "um processo imensamente perigoso de radicalização". Reale Júnior afirmou:
 
::Na medida em que ele passou a denunciar a imprensa, a dizer que não precisa de formador de opinião, a dizer que a opinião somos nós, esta é uma ideia substancialmente fascista. Ele com sua posição de presidente da República, sai de sua cadeira da presidência para ser insuflador contra a imprensa. Isto é perigoso<ref name="oglobo.globo.com"/>
 
Hélio Bicudo também disse que Lula é presidente em horário integral e criticou o presidente por supostamente usar seguranças da Presidência em comícios:
 
::Ele tenta desmoralizar a imprensa, tenta desmoralizar todos que se opõe ao seu poder pessoal. Ele (Lula) tem opinião, mas não pode usar a máquina governamental para exercer essa opinião — disse Bicudo, para quem o Brasil está à beira do risco de um governo autoritário<ref>{{citar web |autor=Bicudo, Hélio |url=http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/22/manifesto-em-defesa-da-democracia-da-liberdade-de-imprensa-lancado-em-sao-paulo-921049321.asp |título=Manifesto em defesa da liberdade de imprensa |publicado=O Globo |data= 22 de setembro de 2010 |acessodata=22 de setembro de 2010}}</ref>
 
O candidato do PSDB à Presidência, [[José Serra]], afirmou em 22 de setembro de 2010, em entrevista, que há no país hoje "uma chantagem sobre a imprensa brasileira". Segundo ele, a liberdade de imprensa "é a condição para a existência da democracia".<ref>{{citar web |autor=Serra, José |url=http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/22/hoje-temos-uma-chantagem-sobre-imprensa-brasileira-diz-serra-em-entrevista-ao-bom-dia-brasil-921048022.asp |título=Serra critica chantagem sobre a imprensa |publicado=O Globo |data= 22 de setembro de 2010 |acessodata=22 de setembro de 2010}}</ref>
 
Em matéria na revista ''[[IstoÉ]]'', os repórteres Octávio Costa e Sérgio Pardellas criticaram as acusações do ato e afirmaram que seria o manifesto, e não o presidente, que teria inclinação antidemocrática:
 
::O que parece ter sido esquecido no manifesto oposicionista de tendências golpistas é que a democracia é exercida pelo voto. O temor de uma vaga autoritária por parte do governo é deslocado da realidade. Não reflete o momento que o Brasil vive. Não há sinais concretos de que o presidente Lula tenha atentado contra a liberdade de imprensa. Ele vem fazendo apenas críticas pontuais, direito que não pode ser negado a qualquer cidadão, muito menos ao presidente. De resto, desde a luta contra a ditadura, Lula mostrou-se defensor intransigente das liberdades democráticas.<ref>{{Citar web|título = IstoÉ: A onda vermelha toma conta do país - Viomundo - O que você não vê na mídia|URL = http://www.viomundo.com.br/politica/istoe-a-onda-vermelha-toma-conta-do-pais.html|obra = Viomundo - O que você não vê na mídia|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
 
Considerando esse acirramento dos ânimos com a proximidade da votação em primeiro turno, [[Bresser Pereira]] (PSDB), ex-ministro nos governos de [[Fernando Henrique Cardoso]] e de [[José Sarney]], afirmou que argumentos como o desse manifesto não tinham base na realidade.<ref>{{Citar web|título = Bresser: continuidade na luta pelos direitos humanos {{!}} Brasilianas.Org|URL = http://www.advivo.com.br/node/207275|obra = www.advivo.com.br|acessadoem = 2016-02-01|citação = "Nestas eleições, não posso deixar de ver com perplexidade, de um lado, a tese de que tudo começou no governo Lula, que jamais em tempo algum houve um governo como esse, e, do outro lado, o renascimento do udenismo liberal-autoritário segundo o qual o governo atual desrespeita a Constituição e a candidatura Dilma Rousseff é uma ameaça para a democracia brasileira. Manifestações partidárias e apaixonadas desse tipo, sem base na realidade, não honram quem as faz. Não contribuem para a democracia brasileira."}}</ref> Após o resultado das urnas, Bresser voltou ao tema. O cientista político afirmou que falar em riscos à democracia durante as eleições de 2010 foi atitude "profundamente antipolítica e antidemocrática":
 
::Quando setores da sociedade e militantes partidários afirmaram que a candidata eleita representava uma ameaça para a democracia, para a Constituição e para a moralidade pública, estavam retomando uma prática política que caracterizou a UDN (União Democrática Nacional), o partido político moralista e golpista que derrubou Getulio Vargas em 1954.<ref>{{Citar web|título = A voz de um PSDB que já não há {{!}} Brasilianas.Org|URL = http://www.advivo.com.br/node/265867|obra = www.advivo.com.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
 
Em resposta ao manifesto supramencionado, foi também elaborado outro manifesto, intitulado "Carta ao Povo Brasileiro", assinado por juristas de renome como [[Celso Antônio Bandeira de Mello]] e [[Dalmo de Abreu Dallari]], bem como por vários presidentes regionais da OAB. A carta afirma que o governo Lula vem preservando a democracia e também promovendo a consolidação dos valores democráticos. Quanto ao tema específico da liberdade de pensamento, o manifesto afirma:
 
::Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de ideias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude. Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.<ref>{{Citar web|título = Carta ao Povo: Juristas lançam manifesto defendendo governo Lula - Portal Vermelho|URL = http://www.vermelho.org.br/pe/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=138033|obra = www.vermelho.org.br|acessadoem = 2016-02-01}}</ref>
 
== Críticas ao termo ==
Segundo os oponentes do termo, a imprensa apenas denunciaria irregularidades nas administrações públicas. J.R. Guzzo, colunista de ''Veja'', questionou o termo "PIG", afirmando que quando a imprensa publica denúncias é acusada por governistas de "desestabilizar" o Brasil.<ref name="danos">{{citar jornal
| autor =
| data = 22 de julho de 2009
| titulo = Danos menores
| jornal = Veja
| volume =
| numero = {{formatnum:2122}}
| paginas = 142
| editora = Editora Abril
| local = São Paulo
| issn = 01007122
| url = http://veja.abril.com.br/220709/danos-menores-p-142.shtml
| idioma =
| formato =
| acessadoem = 25/7/2010
}}</ref> A revista, em editorial de agosto de [[2004]] criticando a tentativa de criação do Conselho Federal de Jornalismo (classificado pela publicação como um "ataque à liberdade de imprensa" por parte do Governo Lula),<ref>{{citar jornal
| autor = Malu Gaspar
| data = 18 de agosto de 2004
| titulo = O fantasma do autoritarismo
| jornal = Veja
| volume =
| numero = {{formatnum:1867}}
| paginas = 40-51
| editora = Editora Abril
| local = São Paulo
| issn = 01007122
| url =
| idioma =
| formato =
| acessadoem =
}}</ref> escreveu que "a qualidade da imprensa deve ser sempre medida por seu grau de independência nas relações com os governos", que seriam "tanto melhores quanto mais [preservassem] a liberdade de seus críticos".<ref>{{citar jornal
| autor =
| data = 18 de agosto de 2004
| titulo = O valor da liberdade de imprensa
| jornal = Veja
| volume =
| numero = {{formatnum:1867}}
| paginas = 9
| editora = Editora Abril
| local = São Paulo
| issn = 01007122
| url =
| idioma =
| formato =
| acessadoem =
}}</ref>
 
Para o jornalista [[Pedro Doria]], editor-chefe do jornal ''O Estado de S. Paulo'', a manifestação de uma polaridade ideológica intolerante é incapaz de explicar a realidade social complexa.<ref name="pedro-doria:intolerancia">{{citar web|url=http://pages.citebite.com/a2h1y2c0j5uul|titulo=Intolerância ideológica e o mundo como ele é |autor=Pedro Doria|data=9 de janeiro de 2008|publicado=Pedro Doria Weblog|acessodata=1º de fevereiro de 2010}}</ref><ref name="pedro-doria:corporativista">{{citar web|url=http://pages.citebite.com/m2f1v2k0w6hue|titulo=Corporativista, não|autor=Pedro Doria|data=8 de março de 2009|publicado=Pedro Doria Weblog|acessodata=1º de fevereiro de 2010}}</ref>
 
Por sua vez, [[Sergio Leo]] julga que a grande imprensa é excessivamente complexa para poder ser rotulada desta maneira, pois abarcaria opiniões e pautas muito variadas.<ref name="sergioleo">{{citar web|url=http://verbeat.org/blogs/sergioleo/2009/02/blogues-e-jornalismo-um-nao-pode-ser-outro-ou-nao.html|titulo=Blogues e jornalismo, um não pode ser outro. Ou não.|autor=Sergio Leo|data=1º de fevereiro de 2009 |publicado=[http://verbeat.org/blogs/sergioleo Sítio do Sergio Leo]|acessodata=1º de fevereiro de 2010}}</ref>
 
[[Jânio de Freitas]], em coluna na ''Folha de S.Paulo'', afirma que "os meios de comunicação brasileiros nunca deixaram de ser parte ativa nos esforços de conduzir o eleitorado. Sua origem e sua tradição são de ligações políticas, como agentes de facções ou partidos, tanto de direita quanto de esquerda. Só em meado do século passado dá-se a primeira e derrotada tentativa, no ''Jornal do Brasil'', de prática desconectada de segmentos políticos."<ref>Freitas, Jânio. ''Além do último sinal''. Folha de S.Paulo, 23 de setembro de 2010.</ref>
 
Já [[Lúcio Flávio Pinto]] escreveu no [[Jornal Pessoal]] e no [[Observatório da Imprensa]] uma matéria intitulada "O PIG é uma fantasia", em que declara que "mesmo jornais ruins devem ser lidos. Estimular ou induzir que sejam ignorados é desservir a democracia, a pretexto de fomentar a crítica e combater as elites. A sociedade está cada vez mais repleta de críticos, que não vacilam quando expressam opiniões ou emitem juízos definitivos, verdadeiras sentenças. Mas que não sabem explicar por que são contra. Principalmente por desconhecerem o conteúdo do que criticam ou rejeitam. São personagens patéticos de [[Oswald de Andrade]]: não leram e não gostaram".<ref>{{cite web|url=http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o-pig-e-uma-fantasia|título=O PIG é uma fantasia |publicado=Observatório da Imprensa |ano=2011 |autor=PINTO, L. F.}}</ref>
 
== Ver também ==
* [[Críticas à Rede GloboAgendamento]]
* [[ViésEspiral midiáticodo silêncio]]
* [[Manipulação da mídiaGatekeeping]]
* [[Concentração de propriedade da mídia]]
* [[O Estado de S. Paulo#Visão política|Visão política de O Estado de S. Paulo]]
* [[Folha de S.Paulo#Controvérsias|Controvérsias da Folha de S.Paulo]]
* [[Críticas e controvérsias da revista Veja]]
* [[Partido dos Trabalhadores#Controvérsias|Controvérsias do Partido dos Trabalhadores]]
 
{{Referências|col=2}}
 
== Bibliografia ==
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* {{citar periódico| doi = 10.1590/S0104-93132013000200004| issn = 0104-9313| volume = 19|número= 2|páginas= 303–340|último = Grün|primeiro = Roberto|título= The revenge of the lower clergy: the challenge to the "PiG" and the state of cultural conflict in the treatment of the financial crisis|periódico= Mana|acessodata= 2017-10-03|data=agosto de 2013| url = http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-93132013000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=pt}}
* {{citar periódico| doi = 10.1590/S0102-69092014000300005| issn = 0102-6909| volume = 29|número= 86|páginas= 57–78|último = Grün|primeiro = Roberto|título= Between the pig and the mensalão: political mythologie and contemporary realitie|periódico= Revista Brasileira de Ciências Sociais|acessodata= 2017-10-03|data=outubro de 2014| url = http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-69092014000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=pt}}
* {{citar periódico| doi = 10.1590/S0102-69922016000200006| issn = 0102-6992| volume = 31|número= 2|páginas= 403–431|último1 = Grün|primeiro1 = Roberto|título= Capital cultural, conhecimento e dominação social: as pistas e os problemas levantados pela dominação financeira contemporânea|periódico= Sociedade e Estado|acessodata= 2017-10-03|data=agosto de 2016| url = http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-69922016000200403&lng=en&nrm=iso&tlng=pt}}
* {{citar periódico| doi = 10.1590/0101-6628.044| issn = 0101-6628|número= 124|páginas= 652–664|último1 = Löwy|primeiro1 = Michael|título= Conservatism and far-right forces in Europe and Brazil|periódico= Serviço Social &amp; Sociedade|acessodata= 2017-10-03|data=dezembro de 2015| url = http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0101-66282015000400652&lng=en&nrm=iso&tlng=pt}}
* {{citar periódico| doi = 10.1590/S0102-311X2013000600017| issn = 0102-311X| volume = 29|número= 2|páginas= 303–312|último1 = Nations|primeiro1 = Marilyn|último2 = Gondim|primeiro2 = Ana Paula Soares|título= "Stuck in the muck": an eco-idiom of distress from childhood respiratory diseases in an urban mangrove in Northeast Brazil|periódico= Cadernos de Saúde Pública|acessodata= 2017-10-03|data=fevereiro de 2013| url = http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-311X2013000600017&lng=en&nrm=iso&tlng=pt}}
* {{citar periódico| doi = 10.1177/1749975516631586| issn = 1749-9755| volume = 11|número= 1|páginas= 77–96|último = Undurraga|primeiro = Tomás|título= Making News, Making the Economy: Technological Changes and Financial Pressures in Brazil|periódico= Cultural Sociology|acessodata= 2017-10-03|data= 2017-03-01| url = https://doi.org/10.1177/1749975516631586}}
* {{citar periódico| doi = 10.1177/1750481317691838| issn = 1750-4813| volume = 11|número= 2|páginas= 199–229|último = van Dijk|primeiro = Teun A|título= How Globo media manipulated the impeachment of Brazilian President Dilma Rousseff|periódico= Discourse & Communication|acessodata= 2017-10-03|data=abril de 2017| url = http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1750481317691838|citação=The powerful conservative media in Brazil are sometimes called the Partido da Imprensa Golpista (PIG) or the Party of the Coup Press (see the informative Wikipedia entry), given their political actions and influence as the ‘Fourth Power’ in decision-making in Brazil. Their general aim, as in the 2010 elections, is ‘The PT must not win’ (Mauricio Dias, in Carta Capital, 5 May 2010). The same critical Wikipedia article not only lists many examples of disinformation and power abuse of the media, but also cites the opinion of José Antonio Camargo, President of the Union of Professional Journalists of the State of São Paulo and Secretary-General of the National Federation of Journalists: ... We shall see later that this opinion aptly summarizes some of the conclusions of our analysis of the editorials in Globo below.}}
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== Ligações externas ==
* [http://www.conversaafiada.com.br/ Conversa Afiada], blogue de- Paulo Henrique Amorim]
* [http://www.manchetometro.com.br/ Manchetômetro], página de acompanhamentoAcompanhamento da cobertura midiática das eleições mantidapelo por grupo[[Manchetômetro]] da [[UERJ]]]
* {{citar web |url=http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5117 |título=O PIG e a imprensa gaúcha |autor=Rosa, Paulo Cezar da. |publicado=Carta Capital |data=[[25 de setembro]] de [[2009]] |acessodata=[[28 de setembro]] de [[2009]]}}
* {{citar web |url=http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=402JDB016 |título=Mera armação para derrubar Lula |autor=Carlos Lopes |publicado=Observatório da Imprensa |data=[[10 de outubro]] de [[2006]] |acessodata=}}
* [http://www.vermelho.org.br/ultimas.php?maislidas=0&tag=manipula%E7%E3o+do+notici%E1rio Textos de esquerda sobre grande mídia, manipulação do noticiário e PIG]
 
[[Categoria:Cultura da Internet]]
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