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== Explicação ==
Experimentalmente, a radiação mais próxima a de um corpo negro ideal é aquela emitida por pequenas aberturas de extensas cavidades. Qualquer luz entrando pela abertura deve ser refletida várias vezes nas paredes da cavidade antes de escapar e, então, a probabilidade de que seja absorvida pelas paredes durante o processo é muito alta, independente de qual seja o material que a compõe ou o comprimento de onda da radiação. Tal cavidade então é uma aproximação de um corpo negro e, ao ser aquecida, o [[espectro eletromagnético|espectro da radiação]] do buraco (a quantidade de luz emitida do buraco em cada comprimento de onda) é contínuo, e não depende do material da cavidade (compare com espectro de emissão). Por um teorema provado por [[Kirchhoff]], o espectro observado depende apenas da temperatura das paredes da cavidade. A [[Leis de Kirchhoff|Lei de Kirchhoff]] nos diz que num corpo negro ideal, em equilíbrio termodinâmico a temperatura T, a radiação total emitida deve ser igual à radiação total absorvida.
 
Calcular a curva formada pelo espectro de radiação emitido por um Corpo Negro foi um dos maiores desafios no campo da [[Física Teórica]] durante o fim do século XIX. O problema finalmente foi resolvido em 1901 por [[Max Planck]] com a [[Lei de Planck da Radiação]] de Corpo Negro. Fazendo mudanças na Lei da Radiação de Wien consistentes com a [[termodinâmica]] e o [[eletromagnetismo]], ele achou uma fórmula matemática que descrevia os dados experimentais de maneira satisfatória. Para achar uma interpretação física, Planck, então, assumiu que a energia das oscilações na cavidade são quantificadas. [[Einstein]] trabalhou em cima desta ideia e propôs a quantificação da radiação eletromagnética em 1905 para explicar o [[efeito fotoelétrico]]. Estes avanços teóricos resultaram na substituição do eletromagnetismo clássico pelos ''quanta'' (plural de ''quantum'') eletrodinâmicos. Hoje, estes ''quanta'' são chamados [[fótons]]. Também, isso levou ao desenvolvimento de versões quânticas para a mecânica estatística, chamada estatística de Fermi-Dirac e estatística de Bose-Einstein, cada uma aplicável a classes diferentes de partículas. ''Veja também'' [[férmions]] ''e'' [[bósons]].
<math> \lambda_m \cdot T = constante = 2,898 \cdot 10^{-3} m \cdot K </math>.
 
<math> Onde </math>
 
<math> \lambda_m </math> = [[Comprimento de onda]] para o qual a emissão por unidade de [[área]] é máxima (m).
<math>E = 0, \Delta E, 2\Delta E, 3\Delta E, 4\Delta E,...</math>
 
como o conjunto de valores possíveis da energia. Aqui <math>\Delta E</math> é o intervalo constante entre valores possíveis sucessivos da energia. Planck supôs também que as energias sucessivas e a frequência da radiação emitida fossem grandezas proporcionais, portanto,
 
<math>\Delta E \propto \nu</math>
<math>\Delta E = h \nu</math>
 
onde <math>h</math> é a constante de proporcionalidade.
 
Cálculos posteriores permitiram a Planck determinar o valor da constante <math>h</math>, obtendo o valor que ajustava melhor sua teoria aos dados experimentais. O valor obtido por ele estava bem próximo do valor atualmente aceito
A contribuição de Planck pode ser colocada na forma do seguinte postulado:
 
''Qualquer ente físico com um grau de liberdade cuja "coordenada" é uma função senoidal do tempo (isto é, executa oscilações harmônicas simples) pode possuir apenas energias totais que satisfaçam a relação <math>E = nh\nu</math>'' ''onde <math>\nu</math>'' ''é a frequência da oscilação, <math>h</math>'' ''uma constante universal e <math>n</math> só pode assumir valores inteiros.''
 
A energia do ente que obedece ao postulado de Planck é dita ''quantizada'', os estados de energia possíveis são ditos ''estados quantizados'', e o <math>n</math> é dito ''número quântico''.<ref>{{citar livro|título=Física Quântica|ultimo=Resnick|primeiro=Eisberg|editora=Elsevier|ano=1979|local=Rio de Janeiro|páginas=19-42|acessodata=}}</ref>
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