Diferenças entre edições de "Vaza Jato"

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Segundo a reportagem, membros do Ministério Público também teriam conversado sobre formas de inviabilizar uma entrevista do ex-presidente Lula à colunista [[Mônica Bergamo]], da ''[[Folha de S. Paulo]]'', no âmbito da [[Eleição presidencial no Brasil em 2018 |eleição presidencial de 2018]], pelo receio de que a entrevista poderia "eleger o Haddad ou permitir a volta do PT ao poder", o que indicaria partidarização e politização da conduta da promotoria.<ref>{{citar web |url= https://theintercept.com/2019/06/09/chat-moro-deltan-telegram-lava-jato/ |título= ''Chats'' revelam colaboração proibida de Moro com Deltan | obra = The Intercept |data= 9 de junho de 2019 |acessodata= 9 de junho de 2019}}</ref><ref>{{Citar web|titulo=O vazamento do suposto Telegram de Moro deixa Brasília e Curitiba em sinal de alerta|url=https://epoca.globo.com/guilherme-amado/o-vazamento-do-suposto-telegram-de-moro-deixa-brasilia-curitiba-em-sinal-de-alerta-23728155 |obra= Época |data=2019-06-09|acessodata=2019-06-10}}</ref><ref>{{Citar web|titulo=Mensagens mostram colaboração entre Moro e Deltan na Lava Jato, diz site|url=https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/06/site-publica-mensagens-que-mostram-colaboracao-entre-moro-e-deltan-na-lava-jato.shtml |obra= Folha de S. Paulo|data=2019-06-09|acessodata=2019-06-10}}</ref>
 
Em reportagem de 5 de julho de 2019, a revista ''[[Veja]]'' publicou uma reportagem que aponta váriosque, "abusosfora cometidos"dos peloautos, entãoMoro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não juizandassem.<ref name="veja tib">Glenn Greenwald, Edoardo Ghirotto, Fernando Molica, Leandro Resende e Roberta Paduan (5 de julho de 2019) [https://veja.abril.com.br/politica/dialogos-veja-capa-intercept-moro-dallagnol/ Novos diálogos revelam que Moro orientava ilegalmente ações da Lava Jato] ''[[Veja]]''</ref> No artigo, são apontados diversas ocasiões em que Moro conduziu e orientou investigações do [[Ministério Público Federal]]. Entre as supostas irregularidades estão uma reação positiva diante de apresentação de denúncia contra o ex-presidente [[Luis Inácio Lula da Silva|Lula]], a interferência contrária a delação de [[Eduardo Cunha]] e a sugestão de datas para a prisão do então presidente da [[Eletronuclear]].<ref name="veja tib"/><ref>ALEXANDRE PUTTI, ANA LUIZA BASILIO (5 de julho de 2019) [https://www.cartacapital.com.br/politica/novos-vazamentos-sao-suficientes-para-anular-processos-de-moro-diz-veja/ Novos vazamentos são suficientes para anular processos de Moro, diz Veja] ''[[Carta Capital]]''</ref> Em carta ao leitor a revista afirma que “continua"continua ao lado da operação, mas que não pode fechar os olhos para os abusos cometidos por Moro na condução dos processos". Também afirma que o conteúdo dos diálogos é suficiente para a suspeição do então juiz e a anulação de processos.<ref>[https://veja.abril.com.br/politica/carta-ao-leitor-sobre-principios-e-valores/ Carta ao leitor: Sobre princípios e valores]</ref>
 
=== Morte da esposa, do irmão e do neto de Lula ===
 
No dia 27 de agosto de 2019, foram reveladas mensagens de chats privados no aplicativo Telegram enviados por fonte anônima ao site [[The Intercept Brasil]] analisadas em parceria com o [[UOL]] onde integrantes da força-tarefa ironizaram a morte da ex-primeira-dama [[Marisa Letícia]] e o luto do ex-presidente [[Luiz Inácio Lula da Silva]]. Em 24 de janeiro de 2017, Marisa Letícia sofreu um AVC hemorrágico.<ref name="Marisa">{{citar web |url=https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/27/lava-jato-morte-marisa-leticia-lula.htm |titulo=Procuradores da Lava Jato ironizam morte de Marisa Letícia e luto de Lula |editor=[[UOL]] |data=27 de agosto de 2019 |acessodata=23 de setembro de 2019}}</ref> Em uma postagem no [[Twitter]], a procuradora Jerusa B. Viecili, mencionada nas mensagens vazadas, pediu desculpas ao ex-presidente Lula.<ref>{{citar web |url=https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/27/com-desculpa-a-lula-procuradora-confirma-veracidade-de-chats-da-lava-jato.htm |titulo=Com desculpa a Lula, procuradora confirma veracidade de chat da Lava Jato |editor=[[UOL]] |acessodata=23 de setembro de 2019 |data=27 de agosto de 2019}}</ref>
 
Os diálogos também mostram que procuradores divergiram sobre o pedido de Lula para ir ao enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, em janeiro passado (quando Lula já se encontrava preso) e que temiam manifestações políticas em favor do ex-presidente. Na ocasião, alguns membros da Lava Jato disseram acreditar que a militância petista pudesse impedir a volta dele à superintendência da PF, em Curitiba.<ref name="Marisa"/> A despedida de Lula do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu aos 7 anos em março, também foi assunto entre procuradores da Lava Jato e alvo de crítica em chat composto por integrantes do MPF.<ref name="Marisa"/>
 
=== Vazamentos para a imprensa ===
=== Vazamento de áudio de conversa entre Dilma e Lula ===
[[Imagem:Dilma empossa Lula como Ministro Chefe da Casa Civil.jpg|thumb|Dilma Rousseff empossa Lula como Ministro Chefe da Casa Civil, em 17 de março de 2016]]
{{VT|Prisão de Luiz Inácio Lula da Silva}}
[[Imagem:Dilma empossa Lula como Ministro Chefe da Casa Civil.jpg|thumb|Dilma Rousseff empossa Lula como Ministro Chefe da Casa Civil, em 17 de março de 2016]]
 
No início de setembro de 2019, o jornal ''[[Folha de S. Paulo]]'' e o site ''[[The Intercept Brasil]]'' revelaram registros de conversas grampeadas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados, como [[Michel Temer]], em 2016. O material, que esteve sob sigilo todos esses anos, mostra que Lula relutou em aceitar o convite de [[Dilma Rousseff]] para ser [[ministro da Casa Civil]]. As conversas enfraquecem a tese usada por Moro de que o ex-presidente assumiria o cargo para travar investigações sobre ele. Na época das conversas, Moro vazou um áudio de 1 minuto e 35 segundo no qual a então presidente Dilma Rousseff tratava com Lula sobre sua possível posse como ministro. O diálogo fez com que o STF anulasse a posse de Lula.<ref>{{citar web |url=https://veja.abril.com.br/brasil/defesa-de-lula-diz-que-mensagens-sigilosas-expoem-ilegalidade-de-moro/ |titulo=Defesa de Lula diz que novas mensagens desmontam tese de Moro |editor=[[Revista Veja]] |acessodata=23 de setembro de 2019 |data=8 de setembro de 2019}}</ref>
 
Em agosto, conversas divulgadas pelo Intercept apontaram que [[Deltan Dallagnol]] passava propositalmente informações de investigações à imprensa para pressionar investigados e alterar os rumos do processo. De acordo com as mensagens exibidas pelo Intercept, Dallagnol participou de grupos em que esse tipo de vazamento era debatido, planejado e realizado.<ref>{{citar web |url=https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/29/dallagnol-vazou-informacoes-de-investigacoes-para-imprensa-aponta-dialogo.htm |titulo=Dallagnol vazou informações de investigações para imprensa, diz Intercept |editor=[[Uol]] |data=28 de agosto de 2019 |acessodata=26 de setembro de 2019}}</ref>
No início de setembro de 2019, o jornal ''[[Folha de S. Paulo]]'' e o site [[The Intercept Brasil]] revelaram registros de conversas grampeadas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados, como [[Michel Temer]], em 2016. O material, que esteve sob sigilo todos esses anos, mostra que Lula relutou em aceitar o convite de [[Dilma Rousseff]] para ser [[ministro da Casa Civil]]. As conversas enfraquecem a tese usada por Moro de que o ex-presidente assumiria o cargo para travar investigações sobre ele. Na época das conversas, Moro vazou um áudio de 1 minuto e 35 segundo no qual a então presidente Dilma Rousseff tratava com Lula sobre sua possível posse como ministro. O diálogo fez com que o STF anulasse a posse de Lula.<ref>{{citar web |url=https://veja.abril.com.br/brasil/defesa-de-lula-diz-que-mensagens-sigilosas-expoem-ilegalidade-de-moro/ |titulo=Defesa de Lula diz que novas mensagens desmontam tese de Moro |editor=[[Revista Veja]] |acessodata=23 de setembro de 2019 |data=8 de setembro de 2019}}</ref>
 
=== Conivência da Redegrande Globomídia ===
{{VT|Controvérsias envolvendo a Rede Globo}}
Em entrevista para a [[Agência Pública]], após as primeiras revelações do ''[[The Intercept]]'' sobre as ações do ex-juiz [[Sérgio Moro]] na [[Operação_Lava_Jato#Controvérsias|Lava Jato]], [[Glenn Greenwald]] falou que a [[Rede Globo]] e a "[[grande mídia]]", com exceção do jornal ''[[O Estado de S. Paulo]]'' e jornalistas independentes, trabalharam com a Lava Jato "publicando o que a força-tarefa queria que eles publicassem."<ref name="Glenn">{{Citar web |último= Domenici |primeiro= Thiago |url=https://apublica.org/2019/06/glenn-greenwald-a-globo-e-a-forca-tarefa-da-lava-jato-sao-parceiras/ |titulo=Glenn Greenwald: “a Globo e a força-tarefa da Lava Jato são parceiras” |publicado= [[Agência Pública]]|data=11 de junho de 2019|acessodata=12 de junho de 2019}}</ref>
== Ligações externas ==
*[https://theintercept.com/series/mensagens-lava-jato/ As mensagens secretas da Lava Jato] - [[The Intercept]]
*[https://www.vazajato.me/ Linha do tempo da Vaza Jato]
 
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