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O seu cume, onde se destaca a estátua do Cristo Redentor, pode ser avistado desde muito longe tanto da [[Baixada Fluminense]] ou até da [[Microrregião Serrana|Região Serrana Fluminense]], como por navegantes vindos do mar aberto como do fundo da [[Baía da Guanabara]].
 
O primeiro nome do Corcovado dado pelos portugueses, ainda no século XVI, mais precisamente pelo navegador italiano, Américo Vespúcio, era ''Pináculo, da Tentação'',<ref name=:"2">{{Citar web |url=http://www.gazetadebeirute.com/2013/06/do-chapeu-do-sol-ao-cristo-redentor.html |título=Do chapéu do Sol ao Cristo Redentor|língua= |autor=Projeto Caminhos Geológicos|publicado=Gazeta de Beirute|obra= |data= |acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref><ref name=:"3">{{Citar web |url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx1205201107.htm |título=Corcovado é tema para obras de arte|língua= |autor=Silvio Cioffi|obra= |data= |publicado=Jornal [[Folha de S.Paulo]]|acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref> em alusão a aà passagem bíblica da ''[[Tentação de Cristo|Tentação Final de Cristo]]'', onde o diabo leva [[Jesus]] para um lugar "muito alto", que o [[apóstolo]] [[Mateus (evangelista)]] explicitamente identifica como sendo um "monte muito alto", de onde "todos os reinos do mundo" podiam ser vistos e o diabo oferecia riquezas a Cristo.<ref>Watkins, P. ''The Devil, the Great Deceiver,'' Birmingham 1971</ref> Fatos relatados nos [[evangelhos sinóticos]] ({{citar bíblia|Mateus|4|1|11}}, {{citar bíblia|Marcos|capítulo = 1|verso = 12,13}} e {{citar bíblia|Lucas|4|1|13}})
 
Entretanto, no século seguinte, o morro recebeu o nome de Corcovado em virtude ao seu formato curvo do morro, que lembra uma "corcunda" ou corcova. Nome este popularizado até os dias atuais.<ref name=:"2">{{Citar web |url=http://www.gazetadebeirute.com/2013/06/do-chapeu-do-sol-ao-cristo-redentor.html |título=Do chapéu do Sol ao Cristo Redentor|língua= |autor=Projeto Caminhos Geológicos|publicado=Gazeta de Beirute|obra= |data= |acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref><ref name=:"3">{{Citar web |url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx1205201107.htm |título=Corcovado é tema para obras de arte|língua= |autor=Silvio Cioffi|obra= |data= |publicado=Jornal [[Folha de S.Paulo]]|acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref> A palavra vem do Latim CONCURVARE, de COM-, “junto”, mais CURVARE, “dobrar, curvar, fazer uma saliência arredondada”; portanto, corcovado é “aquele que tem corcova”.
<ref name=:"7">FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. ''Novo [[Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa]] - 3ª Edição (Sem Cd)''. [[Curitiba]]: [[Grupo Positivo|Editora Positivo]], 2004. ISBN 8538583115</ref>
 
[[Imagem:Trem_do_Corcovado_na_Estação_Paineiras_01.jpg|thumb|[[Trem do Corcovado]].]]
{{Artigo principal|Trem do Corcovado}}
O pico do Corcovado e a estátua do Cristo Redentor podem ser alcançados através de uma via de acesso para pedestres, pela rodovia inaugurada na década de 1930 no bairro do [[Silvestre (bairro do Rio de Janeiro)|Silvestre]] ou por meio de dois carros de trem elétrico na menor ferrovia do mundo, com 3.824 metros de comprimento.{{carece de fontes|data=outubro de 2014}} Em 1884, coube ao [[engenheiro]] [[Francisco Pereira Passos]] projetar a [[Trem do Corcovado|Estrada de Ferro do Corcovado]], inaugurada por [[Dom Pedro II]], com tração a vapor, em [[9 de outubro]] de [[1884]], que em [[1912]] passou a ter tração elétrica.<ref name=:"3">{{Citar web |url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx1205201107.htm |título=Corcovado é tema para obras de arte|língua= |autor=Silvio Cioffi|obra= |data= |publicado=Jornal [[Folha de S.Paulo]]|acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref>
 
Da Estação do Corcovado, no Cosme Velho, é possível pegar os trens que saem a cada meia hora e levam vinte minutos para atravessar a floresta e chegar ao topo.{{carece de fontes|data=outubro de 2014}}
A colisão que formou o supercontinente [[Gondwana]] produziu uma enorme cadeia de montanhas que se estendia desde o [[Unidades federativas do Brasil|estado]] do [[Espírito Santo (estado)|Espírito Santo]], passando pelo Rio de Janeiro até o [[Paraná]]. O Corcovado e as montanhas ao seu redor são formados principalmente por rochas muito duras e antigas, chamadas de [[gnaisse|gnaisses]]; estas rochas, no Rio de Janeiro, se formaram há cerca de 570 milhões de anos atrás. O Corcovado pode ser descrito, simplificadamente, como uma abóbada de formação rochosa de uma estrutura basicamente vertical.<ref name=:"4">{{Citar web |url=http://www.drm.rj.gov.br/index.php/downloads/category/68-rio-de-janeiro?download=480%3Aa-geologia-do-morro-do-corcovado-mirante-dona-marta. |título=A geologia do Morro Corcovado|língua= |autor=[[Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro]] (DRM) - Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro|obra= |data= |publicado=|acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref>
 
O geólogo [[Alberto Lamego]] sugeriu, em [[1936]] que "As escarpas do Rio de Janeiro" resultaram da erosão ao longo de zonas fraturadas e trituradas dos gnaisses (que são planos de fraqueza da rocha), durante movimentações ocorridas desde há aproximadamente 130 milhões de anos. Esta foi a época em que o continente Gondwana se desuniu, criando vários continentes menores. Esta separação formou-se, aproximadamente, ao longo do contorno litorâneo entre o [[Brasil]] e a [[África]] até formar o [[Oceano Atlântico]].<ref name=:"4">{{Citar web |url=http://www.drm.rj.gov.br/index.php/downloads/category/68-rio-de-janeiro?download=480%3Aa-geologia-do-morro-do-corcovado-mirante-dona-marta. |título=A geologia do Morro Corcovado|língua= |autor=[[Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro]] (DRM) - Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro|obra= |data= |publicado=|acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref>
[[Imagem:Parque_Lage_e_Corcovado.jpg|thumb|Corcovado visto do [[Parque Lage]].]]
 
Os gnaisses do Rio de Janeiro são rochas formadas em profundidades maiores que 20 quilômetros, sob pressões de pelo menos 7.000 vezes a pressão atmosférica e a temperaturas acima de 600 graus centígrados. Lentamente, ao longo de centenas de milhões de anos, a erosão, isto é, o desgaste e a remoção de materiais, e os movimentos verticais da crosta terrestre trabalharam juntos para trazer estas rochas para a superfície, permitindo a sua observação direta.<ref name=:"4">{{Citar web |url=http://www.drm.rj.gov.br/index.php/downloads/category/68-rio-de-janeiro?download=480%3Aa-geologia-do-morro-do-corcovado-mirante-dona-marta. |título=A geologia do Morro Corcovado|língua= |autor=[[Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro]] (DRM) - Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro|obra= |data= |publicado=|acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref>
 
Por ser uma rocha dura, difícil de ser desgastada pela chuva, vento etc., o ''Gnaisse Facoidal'' destaca-se como a parte mais alta do morro do Corcovado, assim como a maioria dos paredões rochosos da cidade do Rio de Janeiro. Este gnaisse foi, desde o século XVI, o preferido na construção de fortificações, monumentos e residências.<ref name=:"4">{{Citar web |url=http://www.drm.rj.gov.br/index.php/downloads/category/68-rio-de-janeiro?download=480%3Aa-geologia-do-morro-do-corcovado-mirante-dona-marta. |título=A geologia do Morro Corcovado|língua= |autor=[[Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro]] (DRM) - Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro|obra= |data= |publicado=|acessodata= 9 de dezembro de 2017}}</ref>
 
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