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'''Divisão Especial Presidencial''' ({{lang-fr|''Division Spéciale Présidentielle''}}, '''DSP''') foi uma força militar de elite criada pelo presidente do [[Zaire]] [[Mobutu Sese Seko]] em 1985 <ref>[http://archive.fo/qJ7iY "Report on the situation of human rights in Zaire, prepared by the Special Rapporteur, Mr. Roberto Garretón, in accordance with Commission resolution 1994/87"], United Nations Economic and Social Council</ref> e encarregada de sua segurança pessoal. Chamada de Brigada Presidencial Especial antes de ser ampliada em 1986, foi uma das várias forças concorrentes diretamente ligadas ao presidente, juntamente com a Guarda Civil e o ''Service d'actions et de renseignements militaires''. <ref name=HRW1997>[https://www.hrw.org/reports/1997/zaire/Zaire-04.htm "The Stalled Transition"], [[Human Rights Watch]], 1997</ref> Treinada por conselheiros israelenses, a Divisão Especial Presidencial esteve entre as poucas unidades pagas de forma adequada e regular. <ref>[http://archive.fo/46Wk ''Zaire: A Country Study'', "Army"]</ref> Foi comandada pelo primo de Mobutu, general Etienne Nzimbi Ngbale Kongo wa Basa.<ref>Martin Meredith (2005) ''The Fate of Africa: From the Hopes of Freedom to the Heart of Despair, a History of Fifty Years of Independence'', New York: Public Affairs, p. 535</ref> Os soldados foram recrutados apenas a partir da própria tribo de Mobutu. <ref name=dvr>{{cite book| author=[[David van Reybrouck]]| title=[[Congo: The Epic History of a People]]| publisher=[[HarperCollins]], 2012 |page=386 |isbn=978-0-06-220011-2}}</ref> A força foi usada para lidar com oponentes internos ou suspeitos. Pessoas eram levadas, torturadas, presas sem julgamento, exiladas para outra parte do país ou simplesmente desapareciam. <ref name=dvr/>
 
Depois que o [[Exército Patriótico Ruandês]] invadiu o norte de [[Ruanda]] no início da [[Guerra Civil de Ruanda|guerra civil]], Mobutu enviou várias centenas de tropas da Divisão Especial Presidencial para auxiliar o governo de [[Juvénal Habyarimana]]. <ref name=Melvern1314>[[Linda Melvern]], ''Conspiracy to Murder: The Rwandan Genocide'', Verso: New York, 2004, {{ISBN|1-85984-588-6}}, p. 14</ref><ref>[http://archive.fo/4ug2 ''Zaire: A Country Study'', "Zaire as a Military Aid Donor"]</ref> Em 1993, a Divisão Especial Presidencial foi enviada para reprimir os distúrbios em [[Masisi]], [[Kivu do Norte]], mas inflamou a situação depois que ficou do lado dos residentes [[hutus]] contra os indígenas [[Bahunde]]. <ref>[[Mahmood Mamdani]] (2001) ''When Victims Become Killers: Colonialism, Nativism, and the Genocide in Rwanda'', Princeton, NJ: Princeton University Press, pp. 252-253</ref> Um relatório das [[Nações Unidas]] de 1996 observou que o primeiro-ministro [[Étienne Tshisekedi]] e sua equipe estiveram sujeitos a vigilância rotineira e assédio pelos soldados da Divisão Especial Presidencial. <ref>[http://wwwarchive.unhchr.ch/tbs/doc.nsf/(Symbol)fo/aaaaa7610e02b4ea8025670b0041e2c3?Opendocument0HxFu "Communication No 542/1993 : Democratic Republic of the Congo. 16/04/96."], Human Rights Committee on the [[International Covenant on Civil and Political Rights]], 16 de Abril de 1996</ref>
 
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