Diferenças entre edições de "Angelina Vidal"

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Angelina é filha ilegítima do Maestro [[Joaquim Casimiro|Joaquim Casimiro Júnior]] e de Rita Adelaide de Jesus. Os seus pais nunca casaram, Joaquim era casado com Maria do Carmo Figueiredo, que faleceu dez anos depois de Joaquim.<ref name=":0" /><ref name=":1" /> Teve uma irmã, filha legítima do casamento de seu pai, Carlota Joaquina da Silva Faria, falecida em 1913.
 
Não obstante ter nascido no seio de uma família [[Burguesia|médio-burguesa]], Angelina cedo se confrontou com inúmeras adversidades, desde logo por ter ficado órfã aos 915 anos. Inconformada com a educação prosaica que terá recebido num colégio de freiras, procurou sempre continuar a instruir-se da forma mais abrangente possível, atitude que acabou por a conduzir a Luís de Campos Vidal, um respeitado médico com quem viria a casar em 1872, com 25 anos. Apesar dos cinco filhos decorrentes do matrimónio, o casal acabaria por separar-se doze anos depois, situação que a levou inclusivamente a perder a tutela das crianças, uma vez que o estado de divorciada ou separada, aos olhos da sociedade monárquica portuguesa de finais do [[Século XIX|séc. XIX]], era ainda encarado com considerável relutância.
[[Ficheiro:Angelina Vidal 1.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Placa comemorativa de Angelina Vidal, na casa onde viveu e faleceu (data de nascimento errada, como se comprova pelo assento de baptismo).<ref>{{citar web|url=https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4819517|titulo=|data=|acessodata=|publicado=|ultimo=|primeiro=}}</ref>]]
Os desfavorecidos que defendia foram os seus principais aliados. No mesmo ano em que o ex-marido faleceu, em 1894, Angelina terá tentado o suicídio, devido às difíceis condições de vida. A pensão de viuvez fora-lhe negada dadas as suas actividades políticas. As operárias das fábricas do tabaco abriram uma subscrição para ajudá-la financeiramente. Socialmente estigmatizada e forçada a lutar pela sua subsistência, encontrou finalmente algum amparo em 1901, quando, após a insistência de operárias de fábricas de tabaco por quem Angelina havia lutado, lhe foi concedida uma subvenção mensal por parte da sociedade [[A Voz do Operário]], no âmbito da qual leccionaria a disciplina de francês. Igual esforço viria a repetir-se em 1904, quando necessitou de ser novamente socorrida, do ponto de vista financeiro, pelas sempre gratas operárias.
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