Diferenças entre edições de "Aquenáton"

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Etiqueta: Reversão
Aquenáton deixou-se absorver pelo sua devoção a Aton, ou talvez pela sua personalidade artista e pacifista, descuidando os aspectos práticos da administração do Egito. Perante este desinteresse, [[Ay (faraó)|Aye]] e o general [[Horemheb]], duas personalidades que mais tarde se tornariam faraós, desempenharam um importante papel no governo.
 
Entre o ano 8 e o ano 12 sabe-se que Aquenáton desencadeou uma perseguição aos antigos deuses, e em particular, aos deuses que estavam associados à cidade de [[Tebas]], [[Amom (deus)|Amom]], [[Mut]] e [[Quespisiquis]]. O faraó ordenou que os nomes destes deuses fossem retirados de todas as inscrições em que se encontravam em todo o Egito. Esta situação atingiu directamente não só os sacerdotes, mas a própria população. As descobertas da [[arqueologia]] mostram que os donos de pequenos objectos retiraram os [[hieróglifo]]s do deus Amon deles, numa atitude de autocensura, temendo represálias. Entretanto, em registros arqueológicos de funcionários do faraó, por exemplo, pode-se encontrar, por vezes, utensílios relacionados a antigas divindades politeístas e até mesmo nomes de pessoas que faziam menção ao antigos deuses. Isso pode ser um indício de que, mesmo sob a reforma monoteísta Aquenáton, havia certa tolerância religiosa.
 
No ano 12 ocorreu um grande festival em Aquetaton, cujo motivo exacto não se conhece. Seria talvez uma espécie de refundação da cidade de Aton. No palácio real foram recebidas delegações da Ásia, [[Líbia]], Núbia e das ilhas do [[Egeu]]. No livro ''Akhenaton - a revolução espiritual do Antigo Egito'', este evento teve por razão a co-regência com sua esposa [[Nefertiti]], que passou a adotar o título de [[Semencaré]].<ref group="nb">Não confundir o título com o nome do faraó. Semencaré significa ''o ká de Rá está firmemente estabelecido''. Panhesy, sacerdote de Heliópolis, casou-se com a filha mais velha de Aquenáton e Nefertiti, [[Meritaton]], e adotou o título de Semencaré, assumindo a regência logo após a morte de Nefertiti, daí a confusão que ainda existe sobre esse faraó.</ref>
 
O império que o Egito tinha construído ao longo das últimas décadas desintegrava-se aos poucos, possivelmente porque Aquenáton seria um pacifista, não desejando, portanto, manter reinos vassalos nem uma política militar imperialista. No [[Médio Oriente]], o Egito tinha os seus aliados e parece que o faraó não atendeu aos seus pedidos de ajuda, face à ameaça [[Hititas|hitita]]. Este povo acabará por conquistar o Médio Oriente, tomando os portos da [[Fenícia]]; os Mitânios, aliados do Egito, são varridos do mapa. Povos beduínos invadem a Palestina e conquistam [[Jerusalém]] e [[Megido]]. Ao sul, o Egito perde o controle sobre as minas de [[ouro]] da [[Núbia]] fundamentais para o comércio egípcio.
 
== A arte de Amarna ==