Diferenças entre edições de "Itália"

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== Etimologia ==
Várias hipóteses para o nome da Itália foram formuladas.<ref name= Manco>Alberto Manco, ''Italia. Disegno storico-linguistico'', 2009, [[Napoli]], L'Orientale, {{ISBN|978-88-95044-62-0}}</ref> Umas delas teoriza que o nome se origina de um [[Empréstimo (linguística)|empréstimo linguístico]]. Quando a hegemonia [[etruscos|etrusca]] ia chegando a seu ocaso com a expansão dos [[latinos]], os povos do Sul, em particular os [[oscos]], [[úmbrios]] e outros povos do centro e Sul da [[península Itálica]] possuíam um numeroso rebanho bovino. Na língua dos oscos, o acusativo ‘''vitluf''’ (aos bezerros) deu lugar em latim a ‘''vitellus''’ (bezerrinho), palavra proveniente de ''vitulos'' (bezerro de entre um e dois anos) e similarmente no [[língua úmbria|úmbrio]] como ''vitlo'' . Estas palavras se derivaram do indo-europeu ‘''wet-olo''’ (de um ano cumprido), formada por sua vez a partir de ‘''wet-''‘ (ano), também presente nos vocábulos "veterano" e "veterinário".<ref name="Etimologia do nome Itália 1">{{Citar web|url = http://italia.onwww.net/italia/brevestorianomeitalia.htm |título = Estratto dal libro sul nome Italia |publicado = Italian.on |data = 23/8/2004 |acessodata = 14/10/2016 | lingua = italiano }}</ref><ref>J.P. Mallory and D.Q. Adams, ''Encyclopedia of Indo-European Culture'' (LondonLondres: Fitzroy and Dearborn, 1997), 24.</ref> O gado era tão importante para esses povos que adotaram como emblema a imagem de um touro jovem, que aparece em algumas moedas da época, com o nome de ''vitalos'', que em pouco tempo converteu-se em ‘''italos''’, nome com que se denominou as tribos do sul.<ref name=etim2>{{Citar web|url = http://www.soveratoweb.it/storiacalabria.htm |título = Storia della Calabria|subtítulo=Preistoria |publicado = Soverato Web |data = 23/8/2005 |acessodata = 14/10/2016 | língua = italiano }}</ref>
 
De acordo com [[Antíoco de Siracusa]], a porção sul da península Bruttium (moderna [[Calábria]]: província de [[Régio da Calábria]], e parte das províncias de [[Catanzaro]] e [[Vibo Valentia]]). Mas no seu tempo, Itália e [[Enótria]] já haviam se tornado sinônimos, e o nome também era aplicado também à maior parte da {{ilc|Lucânia|Lucânia (região histórica)|lk=Lucanos}} (atual [[Basilicata]]). Os gregos gradualmente aplicaram o nome Itália para uma região maior, mas foi durante o reino do [[imperador romano|imperador]] [[Augusto]] (fim do {{-séc|I}}) que o termo foi expandido para cobrir toda a península até os [[Alpes]].<ref>Pallottino, M., ''History of Earliest Italy'', trans. Ryle, M & Soper, K. in Jerome Lectures, Seventeenth Series, p. 50</ref> e ‘''itali – orum''’ foi usado como gentílico para seus habitantes.<ref name=etim2 />
{{Artigos principais|História da Itália}}
 
A história da Itália influenciou fortemente a cultura e o desenvolvimento social, tanto na [[Europa]] como no resto do mundo. Foi o berço da [[Etruscos|civilização etrusca]], da [[Magna Grécia]], da [[civilização romana]], da [[Igreja Católica]], das [[repúblicas marítimas]], do [[humanismo]], do [[Renascimento]] e do [[fascismo]]. Foi o lugar de nascimento de muitos artistas, cientistas, músicos, literatos, exploradores.<ref name="Etimologia do nome Itália 1">{{Citar web|url = http://italia.onwww.net/italia/brevestorianomeitalia.htm |título = Estratto dal libro sul nome Italia |publicado = Italian.on |data = 23/8/2004 |acessodata = 14/10/2016 | lingua = italiano }}</ref>
 
=== Pré-história e Antiguidade ===
{{AP|Povos itálicos|Cultura Nuráguica|Etruscos|Magna Grécia}}
[[Imagem:Etruscan_Painting_1.jpg|thumb|esquerda|[[Afresco]] [[Etruscos|etrusco]] na [[Necrópole de Monterozzi]], século {{-séc|V a.C.}}]]
 
As escavações em toda a Itália revelaram uma presença de [[neandertais]] que remonta ao [[Paleolítico|período paleolítico]], cerca de 200&nbsp;mil anos atrás.<ref>Kluwer Academic/Plenum Publishers 2001, ch. 2. {{ISBN|0-306-46463-2}}.</ref> Os [[humano]]s modernos apareceram há cerca de 40&nbsp;mil anos na região. Os [[Sítio arqueológico|sítios arqueológicos]] deste período incluem locais como [[Homo cepranensis|Ceprano]] e [[Gravina in Puglia]].<ref>{{citar web|url=http://www.iipp.it|título=Istituto Italiano di Preistoria e Protostoria|publicado=IIPP|data=29/1/2010}}</ref>
Uma das mais importantes culturas antigas desenvolvidas em solo italiano foi a etrusca (a partir do {{-séc|VIII}}), que influenciou profundamente [[Roma Antiga|Roma]] e sua civilização, na qual muitas tradições importantes de origem mediterrânica e eurasiática encontraram a mais original e duradoura síntese política, econômica e cultural.<ref name="britannica.com"/>
 
Nascida na [[península Itálica]], [[Roma Antiga|Roma]], um assentamento em um vau no [[rio Tibre]],<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/ancient-Rome|titulo=Ancient Rome |editor=Britânica|acessodata=12/6/2018}}</ref> com fundação convencional em {{AC|753|n}} Foi regida por um período de 244 anos por um [[Reino Romano|sistema monárquico]], inicialmente com soberanos de origem das tribos latina e [[Sabinos|sabina]], depois por reis [[etruscos]]. A tradição conta sete reis: [[Rômulo]], [[Numa Pompílio]], [[Túlio Hostílio]], [[Anco Márcio]], [[Tarquínio Prisco]], [[Sérvio Túlio]] e [[Tarquínio, o Soberbo]]. Em {{AC|509|x}}, os romanos expulsam o último rei da sua cidade<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/biography/Tarquin-king-of-Rome-534-509-BC |titulo=Tarquin, king of Rome |editor=Britânica |acessodata=12/6/2018}}</ref> e estabelecem a [[República Romana]].Desde sempre terra de origem e de encontro entre diversos povos e culturas, a civilização romana foi capaz de explorar as contribuições provenientes dos etruscos e de outros povos itálicos, da [[Grécia Antiga|Grécia]] e de outras regiões do [[Mediterrâneo Oriental]] ([[Palestina (região)|Palestina]] — o berço do [[cristianismo]] — [[Síria]], [[Fenícia]] e [[Egito]]). Graças ao seu [[Império Romano|império]], Roma difundiu a [[Helenismo|cultura heleno-romana]] pela Europa e pelo [[Norte de África]], que foram os limites de sua civilização.<ref name="britannica.com"/>
 
O Império Romano estava entre as forças econômicas, culturais, políticas e militares mais poderosas do mundo de seu tempo. Foi um dos maiores impérios da história mundial. Em seu auge, sob o governo de [[Trajano]], cobriu 5 milhões de quilômetros quadrados.<ref name="size">{{citar periódico|periódico=Social Science History |título=Size and Duration of Empires: Growth-Decline Curves, 600 B.C. to 600 A.D |primeiro =Rein |último =Taagepera |volume=3 |número=3/4 |ano=1979 |página=125|doi=10.2307/1170959|jstor=1170959|publicado=Duke University Press |autorlink =Rein Taagepera}}</ref><ref name="cliodynamics.info">{{citar periódico|último1 =Turchin|primeiro1 =Peter|último2 =Adams|primeiro2 =Jonathan M.|último3 =Hall|primeiro3 =Thomas D |título= East-West Orientation of Historical Empires |periódico= Journal of world-systems research|data=2006 |volume=12|número=2 |página=222|url = http://peterturchin.com/PDF/Turchin_Adams_Hall_2006.pdf|acessodata=6/2/2016 |issn= 1076-156X}}</ref> O [[legado romano]] influenciou profundamente a [[civilização ocidental]], moldando a maior parte do [[mundo moderno]]; entre os muitos legados do domínio romano estão o uso generalizado das [[línguas românicas]] derivadas do [[latim]], do [[Numerais romanos|sistema numérico]], do [[Alfabeto latino|alfabeto]], do [[Calendário gregoriano|calendário]] do Ocidente e da transformação do [[cristianismo]] em uma [[religião mundial]] importante.<ref>{{citar livro|último =Richard|primeiro =Carl J.|título=Why we're all Romans : the Roman contribution to the western world|ano=2010|publicado=Rowman & Littlefield|local=Lanham, Md.|isbn=0-7425-6779-6|páginas=xi–xv|edição=1st pbk.}}</ref>
=== Idade Média ===
{{AP|Reino Ostrogótico|Reino Lombardo|Ducado de Benevento|História do islã no sul da Itália|Conquista normanda do sul da Itália|Reino Itálico}}
[[Imagem:Naval Jack of Italy.svg|thumb|esquerda|upright|Bandeiras das [[repúblicas marítimas]]. Do topo, em sentido horário: [[República de Veneza|Veneza]], [[República de Gênova|Gênova]], [[República de Pisa|Pisa]] e [[República Amalfitanade Amalfi|Amalfi]]]]
 
Após a queda do [[Império Romano do Ocidente]], o território da península se dividiu em vários Estados, alguns independentes, alguns parte de estados maiores (inclusive fora da península Itálica). O mais duradouro entre eles foram os [[Estados Pontifícios]], que resistiram até a tomada italiana de [[Roma]] em 1870 e que foi mais tarde reconstituído como o [[Vaticano]], no coração da capital italiana. Depois da queda do último imperador romano do Ocidente, seguiu-se a o domínio dos [[hérulos]] e, em seguida, dos [[ostrogodos]].<ref>{{citar livro|primeiro=Sarris|ultimo=Peter|titulo=Empires of faith : the fall of Rome to the rise of Islam, 500 – 700.|ano=2011|publicado=Oxford UP|local=Oxford|isbn=0-19-926126-1|página=118|edição=1st. pub.}}</ref> A reanexação da Itália ao [[Império Romano do Oriente]] realizada por [[Justiniano]] no decurso das [[Guerra Gótica (535–554)|Guerras Góticas]], na primeira metade do {{séc|VI}}, foi curta, uma vez que entre 568 e 570 os [[lombardos]], povos germânicos provenientes do território da atual [[Hungria]], ocuparam parte da península, reduzindo os domínios bizantinos na Itália ao [[Exarcado de Ravena]], mas representaram uma formidável continuidade política e cultural e a garantia da prosperidade económica da península e de toda a Europa por muitos anos.<ref name="britannica.com"/>
No sul, a Sicília se tornou um [[Emirado da Sicília|emirado islâmico]] no {{séc|IX}}, prosperando até que os ítalo-[[normandos]] o conquistaram no fim do {{séc|XI}} junto com a maioria dos principados lombardos e bizantinos no sul da Itália.<ref>{{citar livro|ultimo=Ali|primeiro=Ahmed Essa with Othman|titulo=Studies in Islamic civilization : the Muslim contribution to the Renaissance|ano=2010|publicado=International Institute of Islamic Thought|local=Herndon, VA|isbn=1-56564-350-X|páginas=38–40}}</ref>
 
Por uma série de eventos complexos, o sul da Itália desenvolveu um reino unificado, primeiro sob a [[Dinastia de Hohenstaufen]], depois sob a [[Casa capetiana de Anjou]] e a partir do {{séc|XV}} com [[Reino de Aragão|reis aragoneses]]. Na [[Sardenha]], as antigas províncias bizantinas se tornaram estados independentes conhecidos como ''[[giudicati]]'', embora algumas partes da ilha se tornaram controladas por Gênova ou Pisa até à anexação aragonesa no {{séc|XV}}. A [[pandemia]] de [[Peste Negra]] de 1348 deixou a sua marca na Itália ao matar talvez cerca de um terço da população.<ref>Stéphane Barry and Norbert Gualde, "The Biggest Epidemics of History" (La plus grande épidémie de l'histoire), in ''L'Histoire'' n° 310, June 2006, pp. 45–46</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/dweb/plague/effects/death_toll.shtml|título=Plague. The Death Toll|obra=Decameron Web|publicado=Brown University. www.brown.edu|língua=en|wayb=20090831003435|acessodata=19 de maio de 2018|urlmorta=yes}}</ref>
 
Contudo, a recuperação da praga levou ao ressurgimento das cidades, comércio e economia, que permitiu o florescimento do [[humanismo]] e da [[Renascença]], que depois se espalhou pela [[Europa]].<ref name="Renascença">{{citar web |url=https://www.britannica.com/event/Renaissance |titulo=Renaissance |acessodata=31/5/2018|obra=Encyclopædia Britannica}}</ref>
=== Unificação ===
{{Artigo principal|Risorgimento|Reino de Itália (1861–1946){{!}}Reino da Itália}}
[[Imagem:Italian-unification.gif|thumb|esquerda|upright|Mapa animado da [[Unificação Italiana]], entre 1829 e 1871.]]
 
A Itália contemporânea nasceu como um [[Estado unitário]] quando, em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da península e as duas principais ilhas foram unidas sob o governo do [[Reino de Sardenha|rei da Sardenha]] {{lknb|Vítor Emanuel|II|da Itália}} da Casa de Saboia. O arquiteto da unificação da Itália foi o primeiro-ministro da Sardenha, conde [[Conde de Cavour|Camillo Benso de Cavour]], que apoiou (embora não reconhecendo diretamente) [[Giuseppe Garibaldi]], permitindo a anexação do [[Reino das Duas Sicílias]] pelo [[Reino da Sardenha|Reino da Sardenha-Piemonte]].<ref name="britannica.com"/>
O processo de unificação teve a ajuda da França, que — juntamente com o [[Reino Unido]] — tinha interesse em criar um estado [[Monarquia de Habsburgo|anti-Habsburgo]] liderado por uma dinastia amiga (Saboia) e capaz de impedir o surgimento de um estado republicano e democrático na Itália, desejado por alguns "patriotas", como [[Giuseppe Mazzini|Mazzini]] e como já tinha acontecido em parte, em [[Roma]], [[Milão]], [[Florença]] e [[Veneza]] durante o [[Revoluções de 1848|movimento revolucionário de 1848]].<ref name="britannica.com"/>
 
A primeira capital do reino foi [[Turim]], a antiga capital do Reino da Sardenha e ponto de partida do processo de unificação da Itália. Depois da convenção de setembro de 1864, a capital foi transferida para Florença.<ref name="Turim como capital do Reino da Sardenha">{{citar web|url = http://www.italiansrus.com/articles/torinohistory_part4.htm |titulo = Turin's History: As portrayed by its commemorative plaques - Part 4 of 5: The 19th Century |publicado = Italianrus.com |autor = Anthony Parenti |acessodata = 14/10/2016 | data = 9/5/2010 | lingua = inglês }}</ref>
 
Em 1866, a Itália anexou o [[Vêneto]], até então na posse do [[Império Austríaco]], na sequência da [[terceira guerra de independência italiana|terceira guerra de independência]], na qual a Itália foi aliada da [[Reino da Prússia|Prússia]] de [[Bismarck]]. A unificação não incluiu a [[Córsega]], a região de [[Nice]], cidade natal de [[Garibaldi]], nem [[Roma]] e os territórios vizinhos, que estavam sob o controle do Papa e protegidos por tropas de {{lknb|Napoleão|III}}.<ref name="britannica.com"/>
{{Artigo principal|Fascismo|Itália fascista|Grande Itália|Segunda Guerra Mundial}}
{{AP|vt=s|Crimes de Guerra da Itália}}
[[Imagem:Benito_Mussolini_colored.jpg|thumb|esquerda|upright|[[Benito Mussolini]], líder do [[Partido Nacional Fascista]].]]
 
A turbulência que se seguiu à devastação da [[Primeira Guerra Mundial]], inspirada pela [[Revolução Russa de 1917]], levou à turbulência e anarquia. O governo liberal, temendo uma revolução [[Socialismo|socialista]], começou a apoiar o pequeno [[Partido Nacional Fascista]], liderado por [[Benito Mussolini]]. Em outubro de 1922, as [[milícia]]s [[Fascismo|fascistas]] [[camisas negras]] tentaram um [[golpe de Estado]] (a "[[Marcha sobre Roma]]"), que apesar de ter falhado, levou o rei {{lknb|Vítor Emanuel|III|da Itália}} a nomear Mussolini como primeiro-minsitro. Nos anos seguintes, Mussolini proibiu todos os partidos políticos e liberdades pessoais, instituindo assim uma [[ditadura]].<ref name="britannica.com"/>
=== República ===
{{Artigo principal|Itália republicana}}
[[Imagem:Firma_della_Costituzione.jpg|thumb|esquerda|O chefe de Estado provisório, [[Enrico De Nicola]], assina a [[Constituição da República Italiana]] em virtude da provisão XVIII, em 27 de dezembro de 1947.]]
 
A Itália se tornou uma [[república]], após um referendo realizado em 2 de junho de 1946, um dia comemorado desde então como o Dia da República. Esta foi também a primeira vez que as mulheres italianas tiveram [[direito ao voto]].<ref>{{Citar web |url=http://www.insmli.it/pubblicazioni/35/Voto%20donne%20versione%20def.pdf |título=Italia 1946: le donne al voto, dossier a cura di Mariachiara Fugazza e Silvia Cassamagnaghi |formato=PDF |acessodata=30/5/2011 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110520041048/http://www.insmli.it/pubblicazioni/35/Voto%20donne%20versione%20def.pdf# |arquivodata=20/05/2011 |urlmorta=yes }}</ref> O filho de [[Vítor Emanuel III da Itália|Vítor Emmanuel III]], [[Humberto II da Itália|Humberto II]], foi forçado a abdicar e foi [[Exílio|exilado]]. A [[Constituição da República Italiana|constituição republicana]] entrou em vigor em 1 de janeiro de 1948. Nos termos dos [[Tratado de Paris (1947)|Tratados de Paz de Paris]] de 1947, a área da fronteira oriental foi perdida para a [[República Socialista Federativa da Iugoslávia|Iugoslávia]] e, mais tarde, o [[Território Livre de Trieste]] foi dividido entre os dois Estados. O medo no eleitorado italiano de uma possível tomada [[Comunismo|comunista]] provou ser crucial para o resultado da primeira eleição com [[sufrágio universal]] em 18 de abril de 1948, quando os [[Democracia Cristã (Itália)|democratas-cristãos]], sob a liderança de [[Alcide De Gasperi]], obtiveram uma vitória esmagadora. Consequentemente, em 1949, a Itália tornou-se membro da [[OTAN]]. O [[Plano Marshall]] ajudou a reavivar a economia italiana, que, até final dos anos 1960, desfrutou de um período de crescimento econômico sustentado, o que foi comumente chamado de "[[Milagre econômico italiano|Milagre Econômico]]". Em 1957, a Itália foi um membro fundador da [[Comunidade Econômica Europeia]] (CEE), que posteriormente se tornou a [[União Europeia]] (UE) em 1993.<ref>{{citar web |url=https://www.nytimes.com/2018/04/27/opinion/italy-leave-european-union.html |titulo=Will Italy Leave the E.U.? Not So Fast |editor=[[The New York Times]]|data=27/4/2018 |acessodata=12/6/2018 |autor=Beppe Severgnini}}</ref>
 
Do final dos anos 1960 até o início dos anos 1980, o país experimentou os "[[Anos de chumbo (Itália)|anos de chumbo]]", um período caracterizado pela crise econômica (especialmente após a [[crise do petróleo]] de 1973), generalizados conflitos sociais e massacres terroristas realizados por grupos extremistas opostos, com o suposto envolvimento dos [[Serviço de inteligência|serviços de inteligência]] dos [[Estados Unidos]].<ref>{{it}} {{Citar web| título=Commissione parlamentare d'inchiesta sul terrorismo in Italia e sulle cause della mancata individuazione dei responsabili delle stragi (Parliamentary investigative commission on terrorism in Italy and the failure to identify the perpetrators) | ano=1995 | acessodata=2006-05-02 | url=http://www.isn.ethz.ch/php/documents/collection_gladio/report_ital_senate.pdf |wayb=20060819211212}}</ref><ref name="Docs">{{en}}/{{it}}/{{fr}}/{{de}} {{Citar web| título=Secret Warfare: Operation Gladio and NATO's Stay-Behind Armies | acessodata=2006-05-02 | publicado=Swiss Federal Institute of Technology / International Relation and Security Network | url=http://www.isn.ethz.ch/php/collections/coll_gladio.htm#Documents|wayb=20060425182721}}</ref><ref name="República italiana 1">{{Citar web|url = http://www.cambridgeclarion.org/press_cuttings/us.terrorism_graun_24jun2000.html |titulo = Clarion: Philip Willan, Guardian, 24 June 2000, page 19 |publicado = Cambridgeclarion.org |data = 24/6/2000 |acessodata = 24/4/2010}}</ref>
[[Imagem:Римський договір.jpg|thumb|A cerimônia de assinatura do [[Tratado de Roma (1957)|Tratado de Roma]], em 25 de março de 1957, criando a [[Comunidade Econômica Europeia]], precursora da atual [[União Europeia]]. A Itália é um membro fundador de todas as instituições da UE.]]
 
Os anos de chumbo culminaram com o assassinato do líder democrata-cristão [[Aldo Moro]] em 1978, um evento que afetou profundamente todo o país. Na década de 1980, pela primeira vez desde 1945, dois governos foram conduzidos por primeiros-ministros que não eram democratas-cristãos: um liberal ([[Giovanni Spadolini]]) e um socialista ([[Bettino Craxi]]), o Partido Democrata Cristão permaneceu, no entanto, como o principal partido do governo. Durante o governo Craxi, a economia recuperou e a Itália se tornou a quinta maior nação industrial do mundo, ganhando ingresso no [[G7]]. No entanto, como resultado de suas políticas de gastos, a [[dívida nacional]] italiana disparou durante a era Craxi, passando de 100% do [[produto interno bruto]] (PIB) pouco depois.<ref>{{citar web |url=https://www.economist.com/node/15212067 |titulo=Shameful honour |editor=[[The Economist]] |acessodata=12/6/2018 |data=7/1/2010}}</ref>
Depois do seu rápido crescimento industrial, a Itália levou um longo tempo para confrontar os seus problemas ambientais. Depois de várias melhorias, ela agora se posiciona na 84.ª&nbsp;posição no mundo com relação a sustentabilidade ecológica.<ref name=devp2>{{citar web|url=http://dev.prenhall.com/divisions/hss/worldreference/IT/environment.html |titulo=Italy – Environment |publicado=Dev.prenhall.com |acessodata=2/8/2010 |urlmorta=sim |wayb=20090701064224}}</ref> [[Parque nacional|Parques nacionais]] cobrem cerca de 5% do país.<ref>{{citar web|titulo=National Parks in Italy|publicado=Parks.it|data=1995–2010|url=http://www.parks.it/indice/NatParks.html|acessodata=15/3/2010|urlmorta=não|wayb=20100329203159}}</ref> Na década de 2010, a Itália se tornou um dos líderes do mundo em produção de [[energia renovável]], sendo o país com a quarta maior capacidade instalada de [[energia solar]] no mundo em 2010 e um dos países com a maior penetração de energia solar.<ref>{{citar web |url=http://www.ren21.net/Portals/97/documents/GSR/REN21_GSR2011.pdf |titulo=Renewables 2010 Global Status Report |publicado=REN21 |data=15/7/2010 |acessodata=16/7/2010 |urlmorta=yes |wayb=20110820095506 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20120409013321/http://www.ren21.net/Portals/97/documents/GSR/REN21_GSR2011.pdf |arquivodata=2012-04-09 }}</ref><ref name="BaroPhoto2010">{{citar web|url=http://www.eurobserv-er.org/pdf/baro196.asp|titulo=Photovoltaic energy barometer 2010|publicado=EurObserv'ER|acessodata=30/10/2010|datali=junho de 2018|wayb=20110726043955 }}</ref> além de ter a sexta maior capacidade instalada de [[energia eólica]] em 2010.<ref name="wwea">{{citar web|autor=World Wind Energy Association|titulo=World Wind Energy Report 2010|formato=PDF|data=fevereiro de 2011|url=http://www.wwindea.org/home/images/stories/pdfs/worldwindenergyreport2010_s.pdf|acessodata=8/8/2011|urlmorta=yes|wayb=20110904232058 }}</ref>
 
No entanto, a [[poluição atmosférica]] continua sendo um problema severo, especialmente no norte industrializado, atingindo o décimo maior nível mundial de emissão de [[dióxido de carbono]] industrial no anos 1990.<ref name="Encyclopedia of the Nations">{{citar web|titulo=Italy – Environment|publicado=Encyclopedia of the Nations|acessodata=7/4/2010|wayb=20110104111601|url=http://www.nationsencyclopedia.com/Europe/Italy-ENVIRONMENT.html }}</ref> Em 2009, a Itália era o 16.° maior lançador global de dióxido de carbono na atmosfera.<ref>{{Citar web|url=http://mdgs.un.org/unsd/mdg/SeriesDetail.aspx?srid=749&crid=|título=Carbon dioxide emissions (CO2), thousand metric tons of CO2 (CDIAC)|títulotrad=Emissões de dióxido de carbono (CO2), em milhares de toneladas métricas de CO2|data=21 de julho de 2015|publicado=Millennium Development Goals Indicators, ONU. mdgs.un.org|língua=en|acessodata=7 de junho de 2018}}</ref> Tráfico intenso e congestão nas maiores áreas metropolitanos continuam a causar severos problemas ambientais e de saúde pública, mesmo que os níveis de ''[[smog]]'' tenham diminuído dramaticamente entre os anos 1970 e 1980, com a presença de ''smog'' se tornando um fenômeno cada vez mais raro e os níveis de [[dióxido de enxofre]] estavam diminuindo no início da década de 1990.<ref>{{Citar web|url=http://www.euro.who.int/document/hms/ehiexes_e.pdf|título=Environment and health in Italy|publicado=Word Health Organization Regional Office for Europe. www.euro.who.int|língua=en|wayb=20100303051309|acessodata=17 de maio de 2018|urlmorta=yes}}</ref>
 
Muitos cursos de água e seções costeiras tem sido contaminados pela atividade industrial e agricultural, enquanto que em decorrência dos níveis crescentes da água, [[Veneza]] tem sido regularmente inundada em anos recentes. Lixo e contaminantes da atividade industrial nem sempre foram descartados por meios legais e têm levado a problemas permanentes de saúde na população das áreas afetadas, como no caso do [[acidente de Seveso]]. O país também operou várias [[Central nuclear|usinas nucleares]] entre 1963 e 1990, mas após o [[desastre de Chernobyl]] e um {{ilc|nlk=x|referendo sobre o assunto|Referendo italiano de 1987}} o programa nuclear civil foi terminado. Essa decisão foi revogada pelo governo em 2008, que planeava construir até quatro usinas nucleares com tecnologia francesa. O que por sua vez foi cancelado após o referendo sobre a questão nuclear logo depois do [[desastre de Fukushima]].<ref>{{citar web |autor=Kennedy, Duncan |url=http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-13741105 |titulo=Italy nuclear: Berlusconi accepts referendum blow|data=14/6/2011 |acessodata=20/4/2013 |urlmorta=não |arquivourl=https://www.webcitation.org/5zOE5XqnJ?url=http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-13741105 |arquivodata=12/6/2011 }}</ref>
{{Artigo principal|Demografia da Itália}}
[[Imagem:Map of population density in Italy (2011 census) alt colours.jpg|thumb|[[Densidade demográfica]] na Itália]]
[[Imagem:ISS-47 Italy night view.jpg|thumb|[[Península itálica]] vista da [[Estação Espacial Internacional|EEI]] à noite.]]
Em 2009, a população italiana passou de 60&nbsp;milhões,<ref>{{Citar web |url=http://demo.istat.it/bil2008/index.html|título=Bilancio demografico anno 2008 e popolazione residente al 31 Dicembre Italia|obra=Statistiche demografiche|publicado=Istituto Nazionale di Statistica. demo.istat.it}}</ref><ref>{{Citar web |url=http://demo.istat.it/bil2009/index.html|título=Bilancio demografico anno 2009 e popolazione residente al 31 Dicembre Italia|obra=Statistiche demografiche|publicado=Istituto Nazionale di Statistica. demo.istat.it}}</ref> a quarta maior da [[União Europeia]], e em 2017 era a 23.ª&nbsp;maior do mundo.<ref name=wbpop1>{{citar web|url=http://data.worldbank.org/indicator/SP.POP.TOTL?locations=IT|título=Population, total. United Nations Population Division. World Population Prospects: 2017 Revision|publicado=Banco Mundial. data.worldbank.org|lingua=en|acessodata=7 de junho de 2018}}</ref> Em 2016, o país tinha {{formatnum:60665551}} habitantes ({{densidade populacional|60665551|301338}}),<ref name=bil2016/> o quinto maior da União Europeia, sendo o [[Norte da Itália|norte]] a parte mais densa.<ref name=EBdemog>{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/Italy/The-people |titulo=Italy -The people |acessodata=31/5/2018|obra=Encyclopædia Britannica}}</ref>
 
[[Imagem:Italians Sao Paulo.jpg|thumb|esquerda|upright=1.3|[[Imigração italiana no Brasil|Imigrantes italianos]] na [[Hospedaria dos Imigrantes]] de [[São Paulo (cidade)|São Paulo]], [[Brasil]] (1890)]]
 
A diáspora atingiu mais de 25 milhões de italianos e é considerada a maior migração em massa da época contemporânea.<ref>Favero, Luigi e Tassello, Graziano. ''Cent'anni di emigrazione italiana (1861–1961)'' Introduction</ref> Como resultado, atualmente mais de 4,1 milhões de cidadãos italianos estão vivendo no exterior,<ref name=aire>{{citar web|url=http://www.interno.it/mininterno/export/sites/default/it/sezioni/servizi/legislazione/elezioni/0947_2010_02_01_DM27012010.html|título=Statistiche del Ministero dell'Interno|publicado=|urlmorta=yes|wayb=20100227045432|acessodata=7 de junho de 2018 }}</ref> enquanto pelo menos 60 milhões de pessoas com ascendência italiana total ou parcial vivem fora da Itália, principalmente na [[Argentina]],<ref>{{citar web|url=http://www.asteriscos.tv/dossier-3.html |título=Unos 20 millones de personas que viven en la Argentina tienen algún grado de descendencia italiana |acessodata=27/6/2008 |último =Lee |primeiro =Adam |data=3/4/2006 |língua=espanhol |urlmorta= não|wayb=20080611032202 }}</ref> [[Imigração italiana no Brasil|Brasil]],<ref>[http://www.consultanazionaleemigrazione.it/itestero/Gli_italiani_in_Brasile.pdf Consulta Nazionale Emigrazione. Progetto ITENETs – "Gli italiani in Brasile"; pp. 11, 19] {{webarchive|url=https://web.archive.org/web/20120212103430/http://www.consultanazionaleemigrazione.it/itestero/Gli_italiani_in_Brasile.pdf |date=12/2/2012}} . Acessado em 10/9/2008.</ref> [[Uruguai]],<ref>{{citar web|url=http://www.hotelsclick.com/hoteles/UY/Uruguay-DEMOGRAF%C3%ADA-5.html|título=Ethnic origins, 2006 counts, for Uruguay, provinces and territories – 20% sample data|urlmorta= não|wayb=20110511132255 }}</ref> [[Venezuela]],<ref>Santander Laya-Garrido, Alfonso. ''Los Italianos forjadores de la nacionalidad y del desarrollo economico en Venezuela''. Editorial Vadell. Valencia, 1978</ref> [[Estados Unidos]],<ref>{{citar web|autor =American FactFinder, United States Census Bureau |url=http://factfinder.census.gov/servlet/IPTable?_bm=y&-reg=ACS_2006_EST_G00_S0201:543;ACS_2006_EST_G00_S0201PR:543;ACS_2006_EST_G00_S0201T:543;ACS_2006_EST_G00_S0201TPR:543&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201PR&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201T&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201TPR&-ds_name=ACS_2006_EST_G00_&-TABLE_NAMEX=&-ci_type=A&-redoLog=true&-charIterations=047&-geo_id=01000US&-geo_id=NBSP&-format=&-_lang=en |título=U.S Census Bureau – Selected Population Profile in the United States |publicado=American FactFinder, United States Census Bureau |acessodata=30/5/2011 |urlmorta= sim|wayb=20110430031737}}</ref> [[Canadá]],<ref>{{citar web|url=http://www12.statcan.ca/english/census06/data/highlights/ethnic/pages/Page.cfm?Lang=E&Geo=PR&Code=01&Data=Count&Table=2&StartRec=1&Sort=3&Display=All&CSDFilter=5000 |título=Ethnic origins, 2006 counts, for Canada, provinces and territories – 20% sample data |urlmorta= não|wayb=20091101151108 }}</ref> [[Austrália]]<ref>{{citar web|url=http://www.censusdata.abs.gov.au/ABSNavigation/prenav/ViewData?action=404&documentproductno=0&documenttype=Details&order=1&tabname=Details&areacode=0&issue=2006&producttype=Census%20Tables&javascript=true&textversion=false&navmapdisplayed=true&breadcrumb=LPTD&&collection=Census&period=2006&productlabel=Ancestry%20by%20Country%20of%20Birth%20of%20Parents%20-%20Time%20Series%20Statistics%20(2001,%202006%20Census%20Years)&producttype=Census%20Tables&method=Place%20of%20Usual%20Residence&topic=Ancestry& |título=20680-Ancestry by Country of Birth of Parents – Time Series Statistics (2001, 2006 Census Years) – Australia |publicado=[[Australian Bureau of Statistics]] |data=27/6/2007 |acessodata=30/12/2008 |urlmorta= sim|wayb=20071001032237}}</ref> e [[França]].<ref>"''[https://books.google.com/books?id=BLo2RqGdv_wC&pg=PA143&dq&hl=en#v=onepage&q=&f=false The Cambridge survey of world migration] {{webarchive|url=https://web.archive.org/web/20160413151427/https://books.google.com/books?id=BLo2RqGdv_wC&pg=PA143&dq&hl=en |date=13/4/2016 }}''". Robin Cohen (1995). [[Cambridge University Press]]. p.&nbsp;143. {{ISBN|0-521-44405-5}}</ref>
 
Em 2016, a Itália tinha cerca de 5,05&nbsp;milhões de residentes estrangeiros,<ref>{{citar web|título=Resident Foreigners on 31st December 2016|url=http://demo.istat.it/strasa2017/index_e.html|publicado=Istat|acessodata=15 de junho de 2017|urlmorta= não|wayb=20171015174714 |língua=en}}</ref> representando 8,3% da população total. Os números incluem mais de meio milhão de crianças nascidas na Itália de pais estrangeiros — imigrantes de segunda geração, mas excluem os estrangeiros que posteriormente adquiriram a [[Nacionalidade italiana|cidadania italiana]].<ref>{{citar web|título=Immigrants.Stat|url=http://stra-dati.istat.it/Index.aspx|publicado=Istat|acessodata=15/6/2017|urlmorta= não|wayb=20170709143540 }}</ref> Em 2016, cerca de {{formatnum:201000}} pessoas adquiriram a cidadania italiana<ref>{{citar web|título=National demographic balance 2016|url=https://www.istat.it/en/archive/201143|publicado=Istat|acessodata=15 de junho de 2017|língua=en}}</ref> e {{formatnum:130000}} em 2014).<ref>{{citar web|título=National demographic balance 2014|url=http://www.istat.it/en/archive/162261|publicado=Istat|acessodata=15 de junho de 2017|urlmorta= não|wayb=20170502084016 }}</ref> Os números oficiais também excluem imigrantes ilegais, que, em 2008, foram estimados em pelo menos {{formatnum:670000}} pessoas.<ref>Elisabeth Rosenthal,{{Citar web |url=http://www.boston.com/news/world/europe/articles/2008/05/16/italy_cracks_down_on_illegal_immigration/ |titulo=Cópia arquivada |acessodata=07/06/2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20130821061114/http://www.boston.com/news/world/europe/articles/2008/05/16/italy_cracks_down_on_illegal_immigration/# |arquivodata=21/08/2013 |urlmorta= }}". ''[[The Boston Globe]]''. 16/5/2008.</ref>
{{Artigo principal|Religião na Itália|Catolicismo na Itália}}
[[Imagem:Saint Peter's Square airview.jpg|upright=1.5|thumb|esquerda|[[Basílica de São Pedro]], [[Vaticano]]. 87,8% da população italiana segue o [[Catolicismo Romano]]]]
O [[Catolicismo Romano]] é a maior religião do país e embora a [[Igreja Católica]] não seja mais a [[religião oficial do estado]]. 87,8% dos italianos identificam-se como católicos romanos.<ref>{{Citar web |url=http://www.corriere.it/Primo_Piano/Cronache/2006/01_Gennaio/17/cattolici.shtml |título=Italia, quasi l'88% si proclama cattolico |língua= |autor= |obra= |data=31/5/2018 |acessodata=}}</ref> Contudo apenas um terço descrevem-se como membros ativos (36,8%). A sede mundial da Igreja Católica situa-se no [[Vaticano]] desde o {{séc|III}}, quando o bispo de Roma passou a ser considerado bispo supremo e recebeu o título "[[papa]]".<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/Vatican-City |titulo=Vatican City|obra=Encyclopædia Britannica|acessodata=31/5/2018}}</ref>
 
Historicamente, a Igreja exerceu grande influência na vida política e social dos italianos. Embora continue influente, nos últimos anos, com o aumento da [[secularização]], a religião vem perdendo força na Itália, como em outros países desenvolvidos. Em pesquisa de 2012, 73% dos italianos se disseram religiosos, 15% não religiosos, 8% [[Ateísmo|ateus]] convictos e 4% não responderam.<ref>{{citar web|url=http://www.wingia.com/web/files/news/14/file/14.pdf|titulo=Global index of religiosity and atheism|wayb=20170114073001|ano=2012|acessodata=12/6/2018 |urlmorta=yes}}</ref> Apenas 25% dos católicos italianos dizem que a religião "é muito importante" e 31% dizem que rezam todos os dias, embora 95% da população em 2010 fosse batizada na igreja.<ref>[http://www.pewforum.org/2013/03/05/during-benedicts-papacy-religious-observance-among-catholics-in-europe-remained-low-but-stable/ During Benedict’s Papacy, Religious Observance Among Catholics in Europe Remained Low but Stable]. Acessado em 12/6/2018</ref> Apesar de cerca de 30% da população italiana afirmar que comparece à missa todos os domingos, uma pesquisa mostrou que o comparecimento real é de apenas 18,5%.<ref>{{citar web |url=http://www.paulopes.com.br/2012/06/pesquisa-mostra-como-italia-caminha.html#.UuA-QdJTut9 |titulo=Pesquisa mostra como a Itália caminha para secularização|editor=La Stampa |autor=Andrea Tornielli|data=21/6/2012|acessodata=12/6/2018}}</ref>
| direction = vertical
| width = 220
 
| image1 = F-35A Lightning II completes first trans-Atlantic Ocean crossing (15 of 16).jpg
| caption1 = Caça [[F-35]] operado pela [[Força Aérea Italiana]].
 
| image2 = Cavour (550).jpg
| caption2 = [[Porta-aviões]] [[Cavour (550)]] da [[Marinha da Itália]].
 
| image3 = 4th Alpini Rgt Rappeling from an AB205.jpg
| caption3 = Soldados do [[Exército Italiano]].
A [[Marinha Italiana]] possui em 2018 cerca de 118 embarcações à sua disposição,<ref>{{citar web |url=http://www.marina.difesa.it/cosa-facciamo/traffico_mercantile/Documents/SMM2_04_10_2016.pdf|obra=Marinha da Itália |acessodata=12/6/2018 |titulo=Stato Maggiore della Marina|ano=2016}}</ref> a sua [[Frota da Marinha Italiana|frota]] possui dois [[porta-aviões]], três pequenas docas de transporte anfíbio de {{formatnum:8000}} toneladas, quatro [[contra-torpedeiro]]s de defesa aérea, quatro [[fragata]]s de propósito geral, 10&nbsp;fragatas anti-submarinas e oito [[submarino]]s de ataque. Unidades de guerra litorânea e patrulha incluem uma fragata leve de patrulha, 10 navios de patrulha e duas [[corveta]]s. No suporte da frota estão dez navios de contra medidas a minas, quatro barcos de patrulha costeira e vários navios auxiliares. A marinha passou por um extenso processo de renovação, com o resto da sua frota remanescente da [[Guerra Fria]] de 50&nbsp;navios sendo substituída por 30 navios maiores e em geral, polivalentes.<ref>[https://books.google.com/books?id=SDDDP_a3yIQC&pg=PA100&dq=offshore+navy&hl=en&sa=X&redir_esc=y#v=snippet&q=regional-blue%20water%20type&f=false The Chinese Navy: Expanding Capabilities, Evolving Roles?], 2012 (Footnote no. 16, page 139)</ref> Também é considerada como uma [[marinha de alto mar]].<ref>[https://books.google.com/books?id=SDDDP_a3yIQC&pg=PA100&dq=offshore+navy&hl=en&sa=X&redir_esc=y#v=snippet&q=regional-blue%20water%20type&f=false The Chinese Navy: Expanding Capabilities, Evolving Roles?], 2012 (Footnote no. 16, page 139)</ref>
 
A [[Força Aérea Italiana]] é uma das maiores forças aéreas da OTAN. Em 2016 tinha a sua disposição 85 caças [[Eurofighter Typhoon]], 9&nbsp;F-35 e 56 [[Panavia Tornado]], além de 53 [[AMX A-1|AMX]]s na função de ataque ao solo, configurando 202 aeronaves de combate a jato, de um número total de 716 aeronaves.<ref>{{Citar livro |titulo = World Air Forces directory 2016 |autor = Sandra Lewis-Rice, John Maloney & Marc-Antony Payne |url = http://www.flightglobal.com/waf2014 |editor = Flightglobal |local = Sutton, Surrey, UK |ano = 2015 |p =19 }}</ref> A função de transporte aéreo é realizada pelos [[Lockheed C-130 Hercules|C-130 Hercules]] e [[Alenia C-27J Spartan]], o último de fabricação italiana.<ref name=2012_Aerospace>"World Military Aircraft Inventory". ''2012 Aerospace''. Aviation Week and Space Technology, January 2012.</ref>
 
Um corpo autônomo das forças militares, os carabineiros, são a [[gendarmaria]] e a [[polícia militar]] da Itália, policiando a população civil e militar junto dos {{ilc|nlk=x|outros serviços de polícia|Polícia (Itália)}}. Enquanto que diferentes ramos dos carabineiros reportam para ministros diferentes para cada uma das suas funções individuais, para as funções de manutenção da segurança e ordem pública, os corpos reportam para o Ministros do Interior.<ref>{{citar web|url=http://www.carabinieri.it/Internet/Multilingua/EN/GoverningBodies/|title=The Carabinieri Force is linked to the Ministry of Defence|publicado=Carabinieri|acessodata=14/5/2010|urlmorta=não|wayb=20110430214042 }}</ref>
[[Imagem:Roma_2011_08_07_Palazzo_di_Giustizia.jpg|thumb|A [[Suprema Corte de Cassação (Itália)|Suprema Corte de Cassação]]]]
 
A aplicação da lei na Itália é providenciada por múltiplas forças policiais, cinco das quais são agências nacionais italianas. A [[Polícia do Estado (Itália)|Polícia do Estado]] (''Polizia di Stato'') é a polícia civil nacional da Itália. Junto com os deveres de patrulha, investigação e aplicação da lei, ela patrulha as [[autoestrada]]s da Itália e vigia a segurança das [[ferrovia]]s, pontes e cursos de água. Os ''carabinieri'', nome comum para a Arma dos Carabineiros que também fazem parte das Forças Armadas da Itália, também têm deveres de polícia, atuando como a polícia militar da Itália. Outro ramo das forças armadas, a Guarda de Finanças também atua com funções policiais. A Polícia Penitenciária (''Polizia Penitenciaria'') opera no sistema prisional italiano e manejam o transporte dos presos.<ref>"[http://www.spiegel.de/international/0,1518,460967,00.html Is the Vatican a Rogue State?]" ''[[Spiegel]]''. 19/1/2007. Acessado em 25/8/2010.</ref>
 
O sistema judiciário italiano é baseado no [[direito Romano]], modificada pelo [[código napoleônico]] e estatutos posteriores. A Suprema Corte de Cassação é a mais alta corte da Itália para recurso tanto em casos civis quanto criminais. A Corte Constitucional da República Italiana (''Corte Costituzionale'') julga em conformidade com as leis da constituição. Desde a sua aparição no meio do {{séc|XIX}}, o [[Máfia italiana|crime organizado italiano]] tem se infiltrado na vida social e econômica de muitas regiões no [[Sul da Itália]]. A mais notória organização é a ''[[Cosa nostra]]'', conhecida como Máfia siciliana, que também se expandiu para outras paragens em diferentes países, incluindo os Estados Unidos. Segundo estimativas dos anos 2007 a 2010, as receitas da máfia eram equivalentes a 6% a 9% do [[Produto interno bruto|PIB]] do PIB da Itália.<ref>{{citar web |url=http://www.ilsole24ore.com/art/SoleOnLine4/Economia%20e%20Lavoro/2008/11/confesercenti-mafia-racket-pizzo.shtml?uuid=20ff3b9c-afe7-11dd-8057-9c09c8bfa449 |titulo=Confesercenti, la crisi economica rende ancor più pericolosa la mafia |autor=Claudio Tucci |data=11/11/2008 |publicado=Ilsole24ore.com |língua=Italiano |acessodata=21/4/2011 |urlmorta=não |wayb=20110427081220}}</ref><ref>{{citar web |url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/italy/6957240/Italy-claims-finally-defeating-the-mafia.html |titulo=Italy claims finally defeating the mafia |autor=Nick Squires |data=9/1/2010 |acessodata=21/4/2011 |urlmorta=no |wayb=20110429173631}}</ref><ref>{{citar jornal|url=https://www.nytimes.com/2007/10/22/world/europe/22iht-italy.4.8001812.html?_r=1|obra=The New York Times|titulo=Mafia crime is 7% of GDP in Italy, group reports|primeiro=Peter|último=Kiefer|data=22/10/2007|acessodata=19/4/2011|urlmorta=no|wayb=20110501085052}}</ref>
A Itália tem um número menor de empresas multinacionais globais quando comparada a outras economias de tamanho similar, mas há um grande número de pequenas e médias empresas, notoriamente agrupadas em vários distritos industriais, que são a espinha dorsal da indústria italiana. Isso produziu um setor industrial focado principalmente na exportação de [[nicho de mercado]] e produtos de [[luxo]], que, se por um lado é menos capaz de competir em quantidade, do outro é mais capaz de enfrentar a concorrência da [[República Popular da China|China]] e de outras economias emergentes da [[Ásia]] com base em custos laborais mais baixos e com produtos de maior qualidade.<ref>{{citar jornal|url=http://web.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/COUNTRIES/ECAEXT/0,,contentMDK:21808326~menuPK:258604~pagePK:2865106~piPK:2865128~theSitePK:258599,00.html|título=Knowledge Economy Forum 2008: Innovative Small And Medium Enterprises Are Key To Europe & Central Asian Growth|publicadopor=The World Bank|data=19/5/2005|acessodata= 17/6/2008}}</ref> Em 2009, o país era o [[Lista de países por exportações|sétimo maior exportador do mundo]].<ref>{{Citar web|url=http://www.wto.org/english/news_e/pres10_e/pr598_e.htm |título=2010 Press Releases – Trade to expand by 9.5% in 2010 after a dismal 2009, WTO reports – Press/598 |publicado=WTO|acessodata=30/5/2011}}</ref> Existem fortes laços comerciais da Itália com outros países da [[União Europeia]], com quem realiza cerca de 59% seu comércio total. Seus maiores parceiros comerciais da UE, em termos de [[quota de mercado]], são a [[Alemanha]] (12,9%), [[França]] (11,4%) e [[Espanha]] (7,4%).<ref name="cia.gov">{{Citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/it.html |título=CIA – The World Factbook |publicado=[[CIA]]|acessodata=26/1/2011}}</ref> Finalmente, o turismo é um dos setores de maior crescimento e rentabilidade da economia nacional: com 43,6 milhões de chegadas de turistas internacionais e receitas totais estimadas em {{Tooltip num|38.8|1 000 000 000|bilhões|9|38800000000}} de dólares em 2010, a Itália é ao mesmo tempo o quinto país mais visitado e que mais lucra com o turismo no mundo.<ref>[http://mkt.unwto.org/sites/all/files/docpdf/unwtohighlights11enhr_1.pdf Estimativas]. [[Organização Mundial de Turismo]]. Acessado em 16/2/2012.</ref>
[[Imagem:Ferrari458SpiderMaranello2.jpg|thumb|Um [[Ferrari 458]] na sede da [[Ferrari]] em [[Maranello]]. A Itália tem uma [[indústria automotiva]] sofisticada e é o sétimo maior exportador de mercadorias do mundo]]
[[Imagem:The Crystals, Las Vegas.jpg|thumb|[[Logotipo]]s das marcas italianas [[Gucci]] e [[Dolce & Gabbana]] no [[CityCenter]] em [[Las Vegas]], [[Estados Unidos]].]]
[[Imagem:Canal_Grande_Chiesa_della_Salute_e_Dogana_dal_ponte_dell_Accademia.jpg|thumb|[[Veneza]], construída sobre 117 ilhas. A Itália recebe 37 milhões de turistas anualmente.<ref name="Turismo"/>]]
 
Apesar dessas importantes conquistas, a [[Economia da Itália|economia italiana]] hoje sofre de muitos e relevantes problemas. Depois de um forte crescimento do [[PIB]], entre 5 e 6% ao ano, da década de 1950 aos anos 1970<ref>{{citar livro|autor = Nicholas Crafts, Gianni Toniolo |título= Economic growth in Europe since 1945 |publicadopor= Cambridge University Press |ano= 1996 |local= |página= 428 | isbn = 0-521-49627-6}}</ref> e um abrandamento progressivo nas décadas de 1980 e 1990, as taxas médias de crescimento anual da Itália tiveram uma performance ruim, de 1,23%, em comparação com uma média taxa de crescimento anual de 2,28% em toda a UE.<ref>{{Citar web|url=http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tsieb020 |título=Real GDP growth rate – Growth rate of GDP volume – percentage change on previous year|autor=[[Eurostat]]|acessodata=10/5/2009}}</ref> Diante da [[estagnação econômica]], os esforços do governo para reavivar a economia através de maciços [[gastos públicos]] a partir dos anos 1980, geraram um forte aumento da [[dívida pública]]. De acordo com estatísticas do [[Eurostat]], a dívida pública italiana ficou em 116% do PIB em 2010 — a segunda maior relação dívida/PIB, somente superada pela [[Grécia]], com 126,8%.<ref>{{Citar web |url=http://www.europolitics.info/economy-monetary-affairs/deficits-increase-in-eurozone-and-eu-artb287086-50.html |título=Europolitics |publicado=Europolitics.info |acessodata=26/1/2011 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110501045213/http://www.europolitics.info/economy-monetary-affairs/deficits-increase-in-eurozone-and-eu-artb287086-50.html# |arquivodata=01/05/2011 |urlmorta=yes }}</ref>
 
No entanto, a maior fatia da dívida pública italiana é de propriedade de italianos, o que é uma grande diferença entre a Itália e a Grécia.<ref>{{Citar web |url=http://www.cnbc.com/id/37207942/Could_Italy_Be_Better_Off_than_its_Peers |título=Could Italy Be Better Off than its Peers? |publicado=CNBC |data=18/5/2010 |acessodata=30/5/2011 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110430030613/http://www.cnbc.com/id/37207942/Could_Italy_Be_Better_Off_than_its_Peers# |arquivodata=30/04/2011 |urlmorta=yes }}</ref> Além disso, os padrões de vida dos italianos também têm uma considerável desigualdade entre as regiões [[Geografia da Itália|norte]] e [[Mezzogiorno|sul do país]]. A média do PIB per capita no norte excede em muito a média da União Europeia, enquanto que muitas regiões do sul italiana têm uma renda dramaticamente baixa.<ref name="europa.eu" >{{Citar web|url=http://europa.eu/rapid/pressReleasesAction.do?reference=STAT/09/23&format=HTML&aged=0&language=EN&guiLanguage=en |título=EUROPA – Press Releases – Regional GDP per inhabitant in the EU27, GDP per inhabitant in 2006 ranged from 25% of the EU27 average in Nord-Est in Romania to 336% in Inner London |publicado=Europa |data=19/2/2009 |acessodata=30/10/2010}}</ref> A Itália tem sido muitas vezes referida o "''[[homem doente da Europa]]''",<ref>{{citar jornal|url=http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=3987219|título=The real sick man of Europe|publicadopor=The Economist|data=19/5/2005|acessodata= 10/5/2009}}</ref> caracterizado pela estagnação econômica, instabilidade política e problemas em realizar programas de reforma.<ref>{{citar jornal|url=http://www.telegraph.co.uk/comment/3557277/Italy-The-sick-man-of-Europe.html|título=Italy: The sick man of Europe|publicadopor=The Daily Telegraph|data=29/12/2008|acessodata= 10/5/2009|local=Londres}}</ref>
== Infraestrutura ==
=== Transportes ===
[[Imagem:Elettrotreno_ETR.400.jpg|thumb|esquerda|O [[Frecciarossa 1000]] da [[Ferrovie dello Stato|FS]] chega a 400&nbsp;km/h<ref>{{citar web|título=Frecciarossa 1000 in Figures|url=http://www.fsitaliane.it/fsi-en/GROUP/Safety-and-Technology/Frecciarossa1000:-the-train-of-the-future/Frecciarossa-1000-in-Figures|publicado=Ferrovie dello Stato Italiane|acessodata=24/11/2014|urlmorta=yes|wayb=20141218192603 }}</ref> e é o trem mais rápido da [[União Europeia]].<ref>{{citar web|url=http://www.railway-technology.com/projects/frecciarossa-1000-very-high-speed-train/ |título=Frecciarossa 1000 Very High-Speed Train |publicado=Railway Technology |data= |acessodata=2016/05/05}}</ref>]]
 
Em 2004 o setor de transporte na Itália gerou um valor de negócios de {{Tooltip num|119.4|1 000 000 000|bilhões|9|119400000000}} de euros, empregando {{formatnum:935500}} pessoas em {{formatnum:153700}} empresas. Com relação a rede nacional de estradas, haviam {{fmtn|668721|km}} de rodovias utilizáveis na Itália, incluindo {{fmtn|6487|km}} de autoestradas,<ref>{{Citar web |url=http://www.autostrade.it/en/index.html |título=Autostrade per l'Italia SpA |acessodata=2 de outubro de 2008 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20050312011423/http://www.autostrade.it/en/index.html# |arquivodata=12 de março de 2005 |urlmorta=yes }}</ref> possuídas pelo estado italiano mas operados pela empresa privada da [[Atlantia (empresa)|Atlantia]]. Em 2005, havia na Itália cerca de {{formatnum:34667000}} [[automóvel|carros de passageiros]] (590 carros por {{formatnum:1000}} pessoas).<ref name="European Commission">{{citar web|url=http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-DA-07-001/EN/KS-DA-07-001-EN.PDF|título=Panorama of Transport|formato=PDF|autor=[[Comissão Europeia]]|acessodata=3/5/2009|urlmorta=yes|wayb=20090407142402 }}</ref>
Outra voz italiana originou-se na [[Sicília]]. Na corte do imperador [[Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico|Frederico II]], que governou o [[Reino da Sicília|reino siciliano]] durante a primeira metade do {{séc|XIII}}, as letras modeladas em formas e temas {{ilc|provençais|Literatura provençal|Literatura occitana|lk=Provença}} eram escritas em uma versão refinada do vernáculo local. O mais importante desses poetas foi o [[notário]] [[Giacomo da Lentini]], inventor do [[soneto]], embora o mais famoso sonetista primitivo seja [[Francesco Petrarca|Petrarca]].<ref>Ernest Hatch Wilkins, ''The invention of the sonnet, and other studies in Italian literature'' (Rome: Edizioni di Storia e letteratura, 1959), 11–39</ref>
 
[[Guido Guinizelli]] é considerado o fundador do ''[[Dolce stil novo|Dolce Stil Novo]]'', uma [[escola literária]] que acrescentou uma dimensão filosófica à poesia amorosa tradicional. Essa nova compreensão do [[amor]], expressa num estilo suave e puro, influenciou [[Guido Cavalcanti]] e o poeta [[República de Florença|florentino]] [[Dante Alighieri]], que estabeleceu a base da moderna [[língua italiana]]; sua maior obra, a ''[[Divina Comédia]]'', é considerada uma das principais declarações literárias produzidas na [[Europa]] durante a Idade Média; além disso, o poeta inventou a complicada ''[[terza rima]]''. Os dois grandes escritores do {{séc|XIV}}, Petrarca e [[Giovanni Boccaccio]], procuraram e imitaram as obras da antiguidade e cultivaram suas próprias personalidades artísticas. Petrarca alcançou fama através de sua coleção de poemas, ''{{lknb|Il|Canzoniere}}''. A poesia de amor de Petrarca serviu de modelo durante séculos. Igualmente influente foi ''[[Decamerão]]'', de Boccaccio, uma das mais populares coleções de [[conto]]s de todos os tempos.<ref>{{citar enciclopédia|título= Giovanni Boccaccio: The Decameron.|enciclopédia= [[Encyclopædia Britannica]]|local=| url = http://www.britannica.com/EBchecked/topic/70836/Giovanni-Boccaccio/755/The-Decameron|acessodata=18/12/2013|urlmorta= não|wayb=20131219020413}}</ref>
[[Imagem:Portrait of Niccolò Machiavelli by Santi di Tito.jpg|thumb|esquerda|upright|[[Nicolau Maquiavel]], fundador da ciência política e [[ética]] modernas]]
 
Os autores do [[Renascença italiana|Renascimento italiano]] produziram vários trabalhos importantes. ''{{lknb|O|Príncipe}}'', de [[Nicolau Maquiavel]], é um dos [[Ensaio (literatura)|ensaios]] mais famosos do mundo sobre [[ciência política]] e [[filosofia]] modernas, no qual a verdade efetiva é considerada mais importante do que qualquer ideal abstrato. Outro importante trabalho desse período, ''[[Orlando Furioso]]'', de [[Ludovico Ariosto]], a continuação do [[romance]] inacabado de [[Matteo Maria Boiardo]], ''[[Orlando Innamorato]]'', é talvez o maior poema de cavalaria alguma vez escrito. ''{{lknb|O|Cortesão}}'', de [[Baldassare Castiglione]], descreve o ideal do perfeito cavalheiro da corte e da beleza espiritual.<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/biography/Baldassare-Castiglione |titulo=Baldassare Castiglione |editor=Britânica |data=12/6/2018}}</ref> O poeta lírico [[Torquato Tasso]], em ''[[Jerusalém Libertada]]'', escreveu um [[Épico (género)|épico]] cristão, fazendo uso da [[Oitava (poesia)|oitava rima]].<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/topic/Gerusalemme-liberata|titulo=Gerusalemme liberata|editor=Enciclopédia Britânica |acessodata=12/6/2018}}</ref><ref name="BritLite">{{citar web |url=https://www.britannica.com/art/Italian-literature |titulo=Italian literature|obra=Encyclopædia Britannica|acessodata=27/5/2018}}</ref>
 
[[Giovanni Francesco Straparola]] e [[Giambattista Basile]], que escreveram ''[[As noites agradáveis]]'' {{nwrap||1550|1555}} e ''[[Pentamerone|Il&nbsp;Pentamerone]]'' (1634), respectivamente, publicaram algumas das primeiras versões conhecidas de [[contos de fadas]] na Europa.<ref>Steven Swann Jones, ''The Fairy Tale: The Magic Mirror of Imagination'', Twayne Publishers, New York, 1995, {{ISBN|0-8057-0950-9}}, p38</ref><ref>Bottigheimer 2012a, 7; Waters 1894, xii; Zipes 2015, 599.</ref><ref>{{citation |último =Opie |primeiro =Iona |authorlink2=Peter Opie|primeiro2 =Peter|último2 = Opie |autorlink =Iona Opie |título=The Classic Fairy Tales |local=OxfordOxônia ande New YorkNova Iorque|publicado=[[Oxford University Press]] |data=1974 |isbn=0-19-211559-6}}</ref> No início do {{séc|XVII}}, algumas obras literárias foram criadas, como o longo poema mitológico de [[Giambattista Marino]], ''[[Giambattista Marino|L'Adone]]''. O período [[barroco]] também produziu a clara prosa científica de [[Galileu]], bem como ''[[A Cidade do Sol]]'', de [[Tommaso Campanella]], uma descrição de uma sociedade perfeita governada por um filósofo-sacerdote. No final do {{séc|XVII}}, os [[arcadianos]] começaram um movimento para restaurar a simplicidade e a contenção clássica à poesia, como nos heroicos melodramas de [[Metastasio]].<ref name="BritLite"/> No {{séc|XVIII}}, o dramaturgo [[Carlo Goldoni]] criou peças escritas completas, muitas retratando o cotidiano de sua época.<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/biography/Carlo-Goldoni |titulo=Carlo Goldoni |editor=Enciclopédia Britânica |acessodata=12/6/2018}}</ref>
[[Imagem:Pinocchio.jpg|upright|thumb|[[Pinóquio]], o personagem-título de ''[[As Aventuras de Pinóquio]]'', de [[Carlo Collodi]], um ícone cultural e uma peça canônica da [[literatura infantil]].<ref name=Gasparini/><ref>{{citar web|url=http://www.encyclopedia.com/article-1G2-2697200012/pinocchio-carlo-collodi.html |título=Pinocchio: Carlo Collodi – Children's Literature Review |publicado=Encyclopedia.com|acessodata=1/10/2015 |urlmorta= não|wayb=20151003075814}}</ref>]]
 
O [[romantismo]] coincidiu com algumas ideias do ''[[Risorgimento]]'', o movimento patriótico que trouxe a unidade política da Itália e a liberdade da dominação estrangeira. Escritores italianos abraçaram o romantismo no início do {{séc|XIX}}. A época do renascimento da Itália foi anunciada pelos poetas [[Vittorio Alfieri]], [[Ugo Foscolo]] e [[Giacomo Leopardi]]. As obras de [[Alessandro Manzoni]], o principal autor romântico italiano, são um símbolo da unificação italiana por sua mensagem patriótica e por seus esforços no desenvolvimento da moderna e unificada língua italiana; sua obra ''{{lknb|Os|Noivos}}'' foi o primeiro [[romance histórico]] italiano a glorificar os valores cristãos da justiça e da providência, sendo considerado o romance em língua italiana mais famoso e mais lido.<ref name="Archibald Colquhoun 1954">Archibald Colquhoun. ''Manzoni and his Times.'' J. M. Dent & Sons, LondonLondres, 1954.</ref>
 
No final do {{séc|XIX}}, um movimento literário [[Realismo|realista]] chamado [[verismo]] desempenhou um papel importante na literatura italiana; [[Giovanni Verga]] e [[Luigi Capuana]] foram seus principais expoentes. No mesmo período, [[Emilio Salgari]], escritor de [[swashbuckler|literatura de capa e espada]]<ref name=gmarr/> e pioneiro da [[ficção científica]],<ref>{{Citar web|url=http://www.fantascienza.net/vegetti/GDT/Salgari.htm|título=Emilio Salgari e le pseudo-meraviglie del Duemila|último=de Turris|primeiro=Gianfranco|publicado=www.fantascienza.net|língua=it|acessodata=11 de junho de 2018}}</ref> publicou sua série ''[[Sandokan]]''.<ref name=gmarr>{{citar livro|autor1 =Gaetana Marrone|autor2 =Paolo Puppa|título=Encyclopedia of Italian Literary Studies|url=https://books.google.com/books?id=d9NcAgAAQBAJ&pg=PA1654|ano=2006|publicado=Routledge|isbn=978-1-135-45530-9|página=1654}}</ref> Em 1883, [[Carlo Collodi]] também publicou o romance ''[[As Aventuras de Pinóquio]]'', o clássico infantil de um autor italiano mais celebrado mundialmente e o livro não religioso mais traduzido do mundo.<ref name=Gasparini>Giovanni Gasparini. ''La corsa di Pinocchio''. Milano, Vita e Pensiero, 1997. p. 117. {{ISBN|88-343-4889-3}}</ref> O movimento chamado [[futurismo]] influenciou a literatura italiana no início do {{séc|XX}}. [[Filippo Tommaso Marinetti]] escreveu o ''[[Manifesto Futurista]]'', clamando pelo uso de linguagem e metáforas que glorificavam a velocidade, o dinamismo e a violência da era da máquina.<ref>{{citar livro|último =|primeiro =|título=The 20th-Century art book.|ano=2001|publicado=Phaidon Press|local=dsdLondonLondres|isbn=0714835420|edição=Reprinted.}}</ref>
 
Até 2018, seis autores literários foram distinguidos com [[Prémio Nobel|Prêmio Nobel]]: [[Giosuè Carducci]] em 1906, a escritora realista [[Grazia Deledda]] em 1926, o [[dramaturgo]] e poeta [[Luigi Pirandello]] em 1934, os poetas [[Salvatore Quasimodo]] em 1959 e [[Eugenio Montale]] em 1975 e o autor satírico e teatral [[Dario Fo]] em 1997.<ref>{{citar web|url=http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/|título=All Nobel Prizes in Literature|publicado=Nobelprize.org|acessodata=30/05/2011|urlmorta= não|wayb=20110529091551}}</ref>
A arquitetura italiana apresenta numerosos estilos, muito diversificados entre si, que não podem ser simplesmente classificados por período, mas também por região, devido à divisão da Itália em várias [[cidades-Estado]] até 1861, o que originou uma gama muito diversificada e eclética em projetos arquitetônicos.<ref name=just/><ref name="Eyewitness_Travel">Eyewitness Travel (2005), pg. 26–27</ref>
 
O país é conhecido por suas consideráveis realizações arquitetônicas, como a construção de [[Arco (arquitetura)|arco]]s, [[cúpula]]s e estruturas afins durante a [[Roma antiga]], ser o fundador do [[Arquitetura do Renascimento|movimento arquitetônico renascentista]] do final do {{séc|XIV}} ao {{séc|XVI}} e a terra natal do [[Palladianismo]], um estilo de construção que inspirou movimentos como o da [[arquitetura neoclássica]] e influenciou o desenho usado nas casas de campo de nobres em todo o mundo, nomeadamente no [[Reino Unido]], [[Austrália]] e [[Estados Unidos]] desde o final do {{séc|XVII}} até o início do {{séc|XX}}. Várias das mais belas obras da arquitetura ocidental, como o [[Coliseu]], a [[Catedral de Milão]], a [[Catedral de Florença]], a [[Torre de Pisa]] ou os projetos de construção de [[Veneza]], encontram-se na Itália.<ref name="Eyewitness_Travel"/><ref name=just>[http://www.justitaly.org/italy/italy-architecture.asp Architecture in Italy], ItalyTravel.com</ref>
 
A arquitetura italiana influenciou amplamente a arquitetura mundial. O arquiteto britânico [[Inigo Jones]], inspirado pelos projetos de edifícios e cidades italianas, nomeadamente de [[Andrea Palladio]], levou para a [[Inglaterra]] do {{séc|XVII}} as ideias de arquitetura renascentista italiana para, sendo .<ref>{{citar web |url=http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/jones_inigo.shtml |titulo=Inigo Jones |editor=[[BBC]] |acessodata=31/5/2018}}</ref> Além disso, a arquitetura italiana era popular em áreas exteriores desde o {{séc|XIX}}, especialmente em projetos com inspiração na arquitetura renascentista.<ref name="Eyewitness_Travel"/><ref name=just/>
 
Na primeira metade do {{séc|XVIII}}, é construído o exemplo mais significativo do [[barroco]] tardio e [[rococó]]: a [[Palazzina di caccia di Stupinigi]], projetado por [[Filippo Juvarra]].<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/biography/Filippo-Juvarra |titulo=Filippo Juvarra |editor=Britânica |acessodata=12/6/2018}}</ref> Ao mesmo tempo, no [[Reino de Nápoles]], [[Luigi Vanvitelli]] inicia em 1752 a construção do ''[[Reggia di Caserta]]'', a última grande criação do barroco italiano.<ref name="Eyewitness_Travel"/> Após a segunda metade do século {{séc|XIX}}, a [[Arquitetura neoclássica na Itália|arquitetura neoclássica italiana]], mesmo na sua variante [[Arquitetura neogrega|neogrega]], produziu várias obras valiosas, tais como a grande [[Basílica de São Francisco de Paula]], em Nápoles.<ref name="Eyewitness_Travel"/> Com a unificação da Itália, o que prevaleceu foi o estilo [[Neorrenascença|neorenascentista]] ou, mais comumente, o [[Arquitetura eclética|ecletismo]].<ref name="Eyewitness_Travel"/>
 
=== Artes visuais ===
[[Imagem:Última_Cena_-_Da_Vinci_5.jpg|thumb|upright=1.4|''[[A Última Ceia (Leonardo da Vinci)|A Última Ceia]]'' de [[Leonardo da Vinci]].]]
{{Artigo principal|Arte da Itália|Pintura da Itália}}
 
A história das [[artes visuais]] italianas faz parte da história da [[pintura ocidental]]. A [[arte romana]] foi influenciada pela [[Arte da Grécia Antiga|da Grécia Antiga]] e pode, em parte, ser tomada como um descendente da pintura grega antiga. No entanto, a pintura romana tem importantes características únicas; as sobreviventes são [[Muralismo|pinturas murais]], muitas delas das [[Vila (Roma Antiga)|vilas]] da [[Campânia]], no sul da Itália. Essa pintura pode ser agrupada em 4 "estilos" ou períodos principais<ref>{{citar web|url=http://www.art-and-archaeology.com/roman/painting.html |título=Roman Painting |publicado=art-and-archaeology.com |urlmorta= não|wayb=20130726163006}}</ref> e pode conter os primeiros exemplos de ''[[trompe-l'oeil]]'', pseudo-perspectiva e paisagem pura.<ref>{{citar web |url=http://www.accd.edu/sac/vat/arthistory/arts1303/Rome4.htm |título=Roman Wall Painting |publicado=accd.edu |urlmorta=yes |wayb=20070319123717 |acessodata=29 de maio de 2018 }}</ref>
 
A pintura em painel torna-se mais comum durante o [[Arte românica|período românico]], sob a forte influência de [[ícone]]s [[Arte bizantina|bizantinos]]. Em meados do {{séc|XIII}}, a [[arte medieval]] e a [[Arte gótica|pintura gótica]] tornaram-se mais realistas, com o início do interesse na representação de volume e perspectiva na Itália com [[Cimabue]] e, em seguida, seu aluno [[Giotto]]. De Giotto em diante, o tratamento da composição pelos melhores pintores também foi muito mais livre e inovador. Eles são considerados os dois grandes mestres da pintura na [[cultura ocidental]].<ref>{{citar web |url=http://www.howtotalkaboutarthistory.com/reader-questions/why-was-cimabue-so-important/ |titulo=Why was Cimabue so Important? |editor=How To Talk About Art History |data=4/1/2017|acessodata=12/6/2018}}</ref><ref name="Arte">{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/Italy/The-arts|titulo=The arts|obra=Encyclopædia Britannica|acessodata=29/5/2018}}</ref>
[[Imagem:Arlecchino_und_Colombina_-_Giovanni_Domenico_Ferretti.jpg|thumb|upright|esquerda|[[Arlequim]] e [[Columbina]], duas personagens da ''[[Commedia dell'arte]]'', representadas por [[Giovanni Domenico Ferretti]]]]
 
O teatro italiano pode ser rastreado até à tradição romana. O [[teatro da Roma Antiga]] era uma forma de arte diversificada e próspera, variando de apresentações em festivais de [[teatro de rua]], [[dança]] nua e [[acrobacia]], até à encenação das [[comédia]]s de [[Plauto]], até as [[tragédia]]s de alto estilo e elaboradas verbalmente de [[Sêneca]]. Embora Roma tivesse uma tradição nativa de representação, a [[helenização]] da [[cultura romana]] no {{-séc|III}} teve um efeito profundo e energizante no teatro romano e encorajou o desenvolvimento da literatura latina da mais alta qualidade para o palco. Como muitos outros gêneros literários, os [[dramaturgo]]s romanos eram fortemente influenciados ou tendiam a se adaptar ao grego. Por exemplo, a ''[[Fedra (Sêneca)|Fedra]]'' de Sêneca foi baseada em ''[[Hipólito (Eurípides)|Hipólito]]'', de [[Eurípides]], e muitas das comédias de Plauto foram traduções diretas de obras de [[Menandro]].<ref name=":1">{{citar livro|título=History of the Theatre|último =Brockett|primeiro =Oscar|último2 =Hildy|primeiro2 =Franklin J.|publicado=Allyn and Bacon|ano=2003|isbn=9780205358786|local=|páginas=|citação=|via=}}</ref><ref name="Arte"/>
 
Durante o {{séc|XVI}} e até o XVIII, a ''[[Commedia dell'arte]]'' era uma forma de teatro improvisado e ainda hoje é realizada. Grupos de músicos itinerantes montavam um palco ao ar livre e divertiam o público com [[malabarismo]], acrobacias e, mais tipicamente, peças humorísticas baseadas em um repertório de personagens estabelecidos com um enredo difícil, chamado ''[[canovaccio]]''. As peças não se originaram de dramatizações escritas, mas de [[roteiro]]s chamados ''lazzi'', que eram estruturas soltas que forneciam as situações, complicações e resultados da ação, em torno dos quais os atores improvisavam. Os personagens da ''commedia'' geralmente representam tipos sociais fixos e personagens de ações, cada um com um traje distinto, como velhos tolos, servos desonestos ou oficiais militares muito fanfarrões. As principais categorias desses personagens incluem servos, velhos, amantes e capitães.<ref>{{citar livro|título=The Routledge Companion to Commedia Dell'Arte|autor1=Chaffee, Judith|autor2=Crick, Olly|publicado=Rutledge Taylor and Francis Group|ano=2015|isbn=978-0-415-74506-2|local=LondonLondres ande NewNova YorkIorque|página=1}}</ref>
 
[[Carlo Goldoni]], que escreveu alguns roteiros a partir de 1734, substituiu a comédia de máscaras e a comédia de intriga por representações da vida e das maneiras reais através dos personagens e de seus comportamentos. Ele sustentava, com razão, que a vida e as maneiras italianas eram suscetíveis de tratamento artístico, o que não tinha sido explorado antes.<ref>{{citar livro|último = Goldoni|primeiro = Carlo|others=John Black (trans.)|título= Memoirs of Goldoni|url = https://books.google.com/books?id=-J4wIpSCmEQC&pg=PA331|formato= Google books|acessodata= 6/9/2008|ano= 1814|publicado= Henry Colburn|local= Londres|páginas= 331|capítulo= XVII}}</ref><ref name="Arte"/>
[[Imagem:Milan Fashion Week 2.jpg|thumb|[[Semana da Moda de Milão]]]]
 
A moda italiana tem uma longa tradição e é considerada uma das mais importantes do mundo. [[Milão]], [[Florença]] e [[Roma]] são as principais [[capitais da moda]] da Itália. De acordo com o Top Global Fashion Rankings 2013 da Global Language Monitor, Roma ficou em sexto lugar no mundo, enquanto Milão estava em décimo segundo lugar.<ref>{{citar web|url=http://www.languagemonitor.com/fashion/sorry-kate-new-york-edges-paris-and-london-in-top-global-fashion-capital-10th-annual-survey/|título=New York Takes Top Global Fashion Capital Title from London, edging past Paris|publicado=Languagemonitor.com|data=|acessodata=25/2/2014|urlmorta=yes|wayb=20140222011026 }}</ref> As grandes [[Marca|grifes]] italianas, como [[Gucci]], [[Armani]], [[Prada]], [[Versace]], [[Valentino (empresa)|Valentino]], [[Dolce & Gabbana]], [[Missoni]], [[Fendi]], [[Moschino]], [[Max Mara]], [[Trussardi]] e [[Ferragamo]], para citar algumas, são consideradas das melhores casas de moda do mundo. Além disso, a ''[[Vogue (revista)|Vogue Italia]]'' é considerada uma das mais conceituadas revistas de moda do mundo.<ref>{{citar periódico| url = https://books.google.com/?id=pkeaOOxb_isC&pg=PA16#v=onepage&q=&f=false |título= Your Modeling Career: You Don't Have to Be a Superstar to Succeed | isbn = 978-1-58115-045-2 |primeiro =Debbie |último = Press |ano= 2000}}</ref>
 
A Itália também é proeminente no campo do ''[[design]]'', notavelmente [[design de interiores]], design arquitetônico, [[design industrial]] e [[design urbano]]. O país produziu alguns renomados designers de móveis, como [[Gio Ponti]] e [[Ettore Sottsass]], e frases em italiano como "Bel Disegno" e "Linea Italiana" entraram no vocabulário do ''design'' de móveis.<ref>{{citar web |url=https://books.google.com.br/books?id=2AIso3ujCqkC&pg=PA191&lpg=PA191&dq=bel+Disegno%22+e+%22Linea+Italiana&source=bl&ots=wrBCeiAjcn&sig=7iCATRmDyrSm8CuaPJ9BuN09J48&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjC2_rSh87bAhUGkJAKHUW3AkYQ6AEIOjAG#v=onepage&q=bel%20Disegno%22%20e%20%22Linea%20Italiana&f=false |titulo=Twentieth Century Design |autor= Jonathan M. Woodham |data=1997 |acessodata=12/6/2018}}</ref> Exemplos de peças clássicas de móveis e móveis brancos italianos incluem as máquinas de lavar e geladeiras da [[Zanussi]],<ref name="Insight Guides 2004 p.220">Insight Guides (2004) p.220</ref> os sofás "New Tone" da [[Atrium]]<ref name="Insight Guides 2004 p.220"/> e a estante pós-moderna de [[Ettore Sottsass]], inspirada na música "Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again", de [[Bob Dylan]].<ref name="Insight Guides 2004 p.220"/> Hoje, Milão e [[Turim]] são líderes do país em design arquitetônico e design industrial. A cidade de Milão recebe a [[Fiera Milano]], a maior feira de design da Europa.<ref name="wiley.com">{{citar web|url=http://www.wiley.com/WileyCDA/WileyTitle/productCd-0470026839.html |título=Design City Milan |publicado=Wiley |acessodata=3/1/2010 |urlmorta= não|wayb=20101206052654}}</ref> Milão também hospeda grandes eventos e locais relacionados a design e arquitetura, como o "Fuori Salone" e o Salone del Mobile, além de abrigar os designers [[Bruno Munari]], [[Lucio Fontana]], [[Enrico Castellani]] e [[Piero Manzoni]].<ref>{{citar web |url=http://www.frieze.com/issue/article/milan_turin |título=Frieze Magazine – Archive – Milan and Turin |publicado=Frieze |acessodata=3/1/2010 |urlmorta=yes |wayb=20100110123141 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20071112121758/http://www.frieze.com/issue/article/milan_turin/ |arquivodata=2007-11-12 }}</ref>
[[Imagem:Italian food.JPG|thumb|esquerda|Pratos italianos: [[pizza]] ([[Pizza Margherita|margherita]]); ''[[Massa alimentícia|pasta]]'' ([[carbonara]]); ''[[Café expresso|espresso]]'' e ''[[gelato]]'']]
 
A [[culinária italiana]] se desenvolveu através de séculos de mudanças sociais e políticas, com raízes desde o {{-séc|IV}} A cozinha local, por si só, sofre influências diversas, incluindo de [[etruscos]], [[gregos antigos]], [[romanos antigos]], [[bizantinos]] e [[judeus]].<ref>{{citar web |url=http://www.inmamaskitchen.com/ITALIAN_COOKING/rome_Lazio/Rome_LAZIO.html |título=Italian Cooking: History of Food and Cooking in Rome and Lazio Region, Papal Influence, Jewish Influence, The Essence of Roman Italian Cooking |publicado=Inmamaskitchen.com |acessodata=24/4/2010 |urlmorta=yes |wayb=20100410100532 }}</ref> Mudanças significativas ocorreram com a descoberta do [[Novo Mundo]] com a introdução de itens como [[batata]]s, [[tomate]]s, [[pimentões]] e [[milho]], agora centrais para a culinária italiana, mas não introduzidos em quantidade significativa até o {{séc|XVIII}}.<ref>{{citar web|url=http://www.epicurean.com/articles/making-of-italian-food.html |título=The Making of Italian Food...From the Beginning |publicado=Epicurean.com|acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100327080045}}</ref><ref>Del Conte, 11–21.</ref> A comida do país é conhecida por sua diversidade regional,<ref name="Culinária">{{citar web|autor =Related Articles |url=http://www.britannica.com/EBchecked/topic/718430/Italian-cuisine |título=Italian cuisine – Britannica Online Encyclopedia |publicado=Britannica.com |data=2/1/2009 |acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100716014306}}</ref><ref>{{citar web |url=http://www.indigoguide.com/italy/food.htm |título=Italian Food – Italy's Regional Dishes & Cuisine |publicado=Indigoguide.com |acessodata=24/4/2010 |urlmorta=yes |wayb=20110102020059 }}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.rusticocooking.com/regions.htm |título=Regional Italian Cuisine |publicado=Rusticocooking.com|acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100410072851}}</ref> abundância de gostos, além de ser conhecida por ser uma das mais populares do mundo,<ref>{{citar web|url=http://travel.cnn.com/explorations/eat/worlds-best-food-cultures-453528 |título=Which country has the best food? |publicado=CNN |data=6/1/2013 |acessodata=14/10/2013 |urlmorta= não|wayb=20130629071154}}</ref> exercendo forte influência no exterior.<ref>{{citar web|último =Freeman |primeiro =Nancy |url=http://www.sallybernstein.com/food/cuisines/us/ |título=American Food, Cuisine |publicado=Sallybernstein.com |data=2/3/2007 |acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100418064119}}</ref>
 
A [[dieta mediterrânica]] constitui a base da cozinha italiana, rica em [[Massa (alimento)|massas]], [[peixe]], [[fruta]]s e [[vegetais]] e caracterizada pela sua extrema simplicidade e variedade, com muitos pratos com apenas quatro a oito ingredientes.<ref>The Silver Spoon {{ISBN|88-7212-223-6}}, 1997 ed.</ref> Os cozinheiros italianos confiam principalmente na qualidade dos ingredientes e não na preparação elaborada.<ref>Mario Batali Simple Italian Food: Recipes from My Two Villages (1998), {{ISBN|0-609-60300-0}}</ref> Pratos e receitas são muitas vezes derivados da tradição local e familiar, em vez de criados por [[chef]]s. Muitas receitas são ideais para cozinhar em casa, sendo esta uma das principais razões por trás da crescente popularidade mundial da culinária italiana, da [[América]]<ref>{{citar web|título=Most Americans Have Dined Outin the Past Month and, Among Type of Cuisine, American Food is Tops Followed by Italian|url=http://www.harrisinteractive.com/vault/HarrisPoll18-DiningOut_4-3-13.pdf|publicado=Harris interactive|acessodata=31/8/2013|urlmorta= não|wayb=20130520205539}}</ref> à [[Ásia]].<ref>{{citar jornal|último =Kazmin|primeiro =Amy|título=A taste for Italian in New Delhi|url=http://www.ft.com/intl/cms/s/0/7ab87234-9214-11e2-851f-00144feabdc0.html#axzz2dZCeLdLg|acessodata=31/8/2013|jornal=[[Financial Times]]|data=26/3/2013}}</ref>
=== Cinema ===
[[Imagem:Federico_Fellini_NYWTS_2.jpg|thumb|[[Federico Fellini]], um dos maiores diretores de cinema da história.<ref>{{citar web|url=http://www.moviemaker.com/archives/moviemaking/directing/articles-directing/the-25-most-influential-directors-of-all-time-3358/|título=The 25 Most Influential Directors of All Time|obra=MovieMaker Magazine}}</ref>]]
[[Imagem:Cinecittà - Entrance.jpg|thumb|Entrada do [[Cinecittà]] em Roma, o maior estúdio de filme da Europa]]
[[Imagem:65th venice film festival.jpg|thumb|O [[Festival de Cinema de Veneza]] é o [[festival de cinema]] mais antigo do mundo e um dos "Três Grandes", ao lado de [[Festival de Cinema de Cannes|Cannes]] e [[Festival de Cinema de Berlim|Berlim]].<ref name=VeniceFilmFest>{{citar web|url=http://www.hollywoodreporter.com/news/venice-film-festival-unveils-lineup-720770|título=Venice: David Gordon Green's 'Manglehorn,' Abel Ferrara's 'Pasolini' in Competition Lineup|obra=[[The Hollywood Reporter]]|último =Anderson|primeiro =Ariston|urlmorta= não|wayb=20160218220740}}</ref><ref>{{citar jornal|url=http://time.com/3291348/addio-lido-last-postcards-from-the-venice-film-festival/|título=Addio, Lido: Last Postcards from the Venice Film Festival|obra=[[Time (magazine)|TIME]]|urlmorta= não|wayb=20140920162423}}</ref>]]
{{Artigo principal|Cinema da Itália}}
Conforme o país se tornava mais próspero nos anos 1950, uma forma de neorrealismo conhecido como neorrealismo pink se sucedeu, e outros [[gênero de filme|gêneros de filmes]], como [[peplum]] e ´''[[spaghetti western]]'' foram populares nas décadas de 1960 e 1970. Atrizes como [[Sophia Loren]], [[Giulietta Masina]] e [[Gina Lollobrigida]] alcançaram estrelato internacional durante esse período. Suspenses eróticos italianos, ou ''[[giallo]]s'', produzidos por diretores como [[Mario Bava]] e [[Dario Argento]] nos anos 1970 também influenciaram o gênero do horror mundialmente. Em anos recentes, as produções italianas tem recebido atenção internacional apenas ocasionalmente com filmes como ''[[A Vida é Bela]]'' dirigida por [[Roberto Benigni]], ''[[Il Postino]]'' com [[Massimo Troisi]] e ''[[A Grande Beleza]]'' dirigida por [[Paolo Sorrentino]].<ref name="Arte"/>
 
O já mencionado estúdio [[Cinecittà]] é hoje a maior instalação de produção de filmes e programas televisivos na Europa Continental e o centro do cinema italiano, onde os filmes com os maiores orçamentos são filmados e uma das maiores comunidades produtoras de filmes no mundo. Nos anos 1950, o número de produções internacional lá feitas levaram Roma a ser apelidada de "''[[Hollywood do Tibre]]''". Das mais de {{formatnum:3000}} produções da Cinecittà, 47 foram galadoardas com pelo menos um [[Óscar|Oscar]] e outras 43 foram nomeadas para esse prêmio, em diversos gêneros e épocas, desde o cinema clássico a filmes mais recentes (''[[Ben-Hur]]'', ''[[Romeu e Julieta (1968)|Romeu e Julieta]]'', ''[[O Paciente Inglês (filme)|O Paciente Inglês]]'', ''[[Gladiador (filme)|Gladiador]]'', ''[[A Paixão de Cristo]]'', e ''[[Gangs of New York]]'').<ref>{{citar livro|título= Italian Cinema: From Neorealism to the Present|url = https://books.google.com/books/about/Italian_cinema.html?id=PiTBFMc7tp4C|publicado= Continuum|data= 2001|isbn = 9780826412478|língua= en|primeiro = Peter E.|último = Bondanella|página= 13}}</ref><ref name="Arte"/>
 
A Itália é o país com mais [[Oscar de melhor filme estrangeiro|oscares de melhor filme estrangeiro]], com 14 prêmios ganhos, 3 premiações no [[Oscar Honorário]] e 31 nomeações. Por volta de 2016, filmes italianos já haviam vencido 12&nbsp;[[Palma de Ouro|Palmas de Ouro]] (o segundo país com mais prêmios), 11&nbsp;[[Leão de Ouro|Leões de Ouro]] e 7&nbsp;[[Urso de Ouro|Ursos de Ouro]].<ref name="Arte"/>
[[Imagem:Festa della republica 2005 con frecce tricolori.jpg|thumb|esquerda|Comemorações da [[Festa della Repubblica Italiana]]]]
 
O [[Santa Luzia (festa)|Dia de Santa Luzia]], que acontece no dia 13 de dezembro, é muito popular entre as crianças de algumas regiões italianas, onde ela desempenha um papel semelhante ao do [[Papai Noel]].<ref name=alio>[http://www.bestofsicily.com/mag/art333.htm Alio, Jacqueline. "Saint Lucy – Sicily's Most Famous Woman", ''Best of Sicily Magazine'', 2009] {{webarchive|url=https://web.archive.org/web/20121015021932/http://bestofsicily.com/mag/art333.htm |date=15/10/2012}}</ref> Além disso, a [[Epifania do Senhor|Epifania]] na Itália é associada à figura folclórica da [[Befana]], uma velha de cabo de vassoura que, na noite entre 5 e 6 de janeiro, traz presentes e doces a bons filhos, mas carvão ou sacos de cinzas para os ruins.<ref>{{citar livro|último1 =Roy|primeiro1 =Christian|título=Traditional Festivals|data=2005|publicado=ABC-CLIO|isbn=9781576070895|página=144|url=https://books.google.com/books?id=IKqOUfqt4cIC&pg=PA144|acessodata=13/1/2015}}</ref> A [[Assunção de Maria]] coincide com o [[Ferragosto]] em 15 de agosto, o período de férias de verão que pode ser um fim de semana prolongado ou a maior parte do mês.<ref>{{citar livro|último = Jonathan Boardman|título= Rome: A Cultural and Literary Companion|url = https://books.google.com/?id=VHAUAQAAIAAJ|formato= Google Books|publicado= Signal Books|local= University of California|isbn = 1902669150|página=219|ano= 2000}}</ref> Cada cidade ou vila celebra também um feriado público por ocasião do festival do santo padroeiro local, por exemplo: Roma em 29 de junho ([[São Pedro]] e [[Paulo de Tarso|São Paulo]]) e Milão em 7 de dezembro ([[Santo Ambrósio]]).<ref>{{citar web|título=Festività nazionali in Italia|url=http://www.governo.it/Presidenza/ufficio_cerimoniale/cerimoniale/giornate.html|publicado=Governo Italiano – Dipartimento per il Cerimoniale dello Stato|acessodata=25/5/2013|língua=Italian|urlmorta= não|wayb=20130522221028}}</ref>
 
Há muitos festivais e festividades no país. Alguns deles incluem a corrida de cavalos [[Palio di Siena]], os ritos da [[Semana Santa]], a [[Justa (desporto)|Justa]] do [[Sarraceno]], o Dia de São Ubaldo em [[Gubbio]], a [[Giostra della Quintana]] em [[Foligno]] e o [[Calcio Fiorentino]]. Em 2013, a [[UNESCO]] incluiu no [[Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade]] alguns festivais e [[andor]]es, como a [[Varia di Palmi]], a [[Macchina di Santa Rosa]] em [[Viterbo]], a Festa dei Gigli em [[Nola]] e a ''faradda di li candareri'' em [[Sassari]].<ref>{{citar web|título=Celebrations of big shoulder-borne processional structures|url=http://www.unesco.org/culture/ich/index.php?lg=en&pg=00011&RL=00721|publicado=UNESCO.org|acessodata=29/11/2014|urlmorta= não|wayb=20141213122708}}</ref>
[[Imagem:Kimi Raikkonen 2017 Catalonia test (27 Feb-2 Mar) Day 4 2.jpg|thumb|esquerda|[[Ferrari SF70H|SF0H]] da [[Scuderia Ferrari|Ferrari]], o mais antigo e bem-sucedido time de {{lknb|Fórmula|1}}.<ref name="Ferrari">{{citar web|url=https://www.formula1.com/content/fom-website/en/championship/teams/Ferrari.html|título=Ferrari|obra=Formula1.com|acessodata=6/2/2016|urlmorta= não|wayb=20160208235628}}</ref>]]
 
A Itália tem uma tradição longa e bem sucedida em esportes individuais também. As [[Competição de ciclismo|competições de ciclismo]] são um esporte muito familiar no país.<ref>{{citar livro|último =Foot|primeiro =John|título=Pedalare! Pedalare! : a history of Italian cycling|publicado=Bloomsbury|local=LondonLondres|isbn=978-1-4088-2219-7|página= 312}}</ref> Os italianos venceram o [[Campeonato Mundial de Ciclismo em Estrada]] mais do que qualquer outro país, exceto a [[Bélgica]]. O [[Giro d'Italia]] é uma corrida de ciclismo realizada todo mês de maio e constitui um dos três [[Grandes Voltas]], juntamente com o [[Tour de France]] e a [[Vuelta a España]], cada um dos quais duram aproximadamente três semanas. O [[esqui alpino]] também é um esporte muito difundido na Itália e o país é um destino popular de esqui internacional, conhecido por suas [[estações de esqui]].<ref>{{citar jornal|último =Hall|primeiro =James|título=Italy is best value skiing country, report finds|url=https://www.telegraph.co.uk/travel/travelnews/9697128/Italy-is-best-value-skiing-country-report-finds.html|acessodata=29/8/2013|jornal=The Daily Telegraph|data=23/11/2012|urlmorta= não|wayb=20131003012827}}</ref> Os esquiadores italianos alcançaram bons resultados nos [[Jogos Olímpicos de Inverno]], na [[Copa do Mundo de Esqui Alpino]] e no [[Campeonato Mundial de Esqui Alpino]]. O [[tênis]] tem um número significativo de seguidores no país, sendo o quarto esporte mais praticado entre os italianos.<ref>{{citar web|título=Il tennis è il quarto sport in Italia per numero di praticanti|url=http://www.federtennis.it/DettaglioNews.asp?IDNews=55672|publicado=Federazione Italiana Tennis|acessodata=29/8/2013|urlmorta= não|wayb=20130927033216}}</ref> Os [[Esporte a motor|esportes motorizados]] também ésão extremamente popular. A Itália venceu, de longe, o maior número de campeonatos mundiais de [[MotoGP]].<ref>{{citar web |url=http://www.motogp.com/en/Results+Statistics |titulo=Results & Statistics |editor=[[MotoGP]] |acessodata=13/6/2018}}</ref> A italiana [[Scuderia Ferrari]] é a mais antiga equipe sobrevivente nas corridas de Grand Prix (desde 1948) e, estatisticamente, é a equipe de {{lknb|Fórmula|1}} de maior sucesso na história, com um recorde de 228 vitórias.<ref name="Ferrari"/>
 
{{referências|col=3}}