Diferenças entre edições de "Grande Hino a Aton"

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[[Ficheiro:GD-EG-Caire-Musée066.JPG|thumb|250px|Aquenáton, Nefertiti e as filhas do casal recebem os raios de Aton. [[Museu Egípcio]] do [[Cairo]]]]
O '''Grande Hino a Aton''' é um texto religioso do [[Antigo Egito]] cuja autoria é atribuída ao [[faraó]] do [[Império Novo]] Amen-hotep IV, mais conhecido pelo nome de [[Aquenáton]], que governou o Egito entre 1351 e 1334 AEC (segundo o [[Egiptologia|egiptólogo]] [[Alemanha|alemão]] [[Jürgen von Beckerath]]).
 
Foi gravado no túmulo de Ai, um alto funcionário do soberano que chegou a ser rei, sucedendo a [[Tutancâmon]]. Este túmulo, situado numa montanha a oriente de [[Amarna]], não foi utilizado por Ai que acabou por ser sepultado em [[Tebas (Egito)|Tebas]] (na [[necrópole]] do [[Vale dos Reis]]). Foi disposto em treze colunas verticais de [[hieróglifo]]s, acompanhado por uma representação de Ai e da sua esposa, Tié. As inscrições encontram-se danificadas devido ao vandalismo exercido sobre estas em [[1890]].
A composição gira em torno de três figuras: Ré-Horakhti na sua manifestação de Aton, Aquenáton e [[Nefertiti]]. Aton é apresentado como o criador dos seres e das coisas, que protege, sendo Aquenáton o único ser humano que tem acesso ao deus.
 
Tem sido apontadas as semelhanças entre o hino e o Salmo 104 da [[Bíblia]], o que para alguns sugere uma relação entre o monoteísmo de Aquenáton e o monoteísmo abraâmico, que surgiu cerca de 1800 AECa.C. Porém, hoje em dia sugere-se que as semelhanças são oriundas do mesmo substrato cultural do [[Médio Oriente]]. Muito mais do que um monoteísmo, as concepções religiosas de Aquenáton seriam um [[henoteísmo]] exacerbado.
 
Para além disso, o hino não é completamente original, dado que alguns elementos presentes já se encontram em composições anteriores, como nos [[Textos dos Sarcófagos]] e num hino a Amon que se encontra no Papiro Bulaq 17. No entanto, o hino é considerado como uma bela manifestação literária deste período.