Diferenças entre edições de "Hititas"

16 bytes removidos ,  06h50min de 12 de outubro de 2019
Até fins do {{séc|XIX}}, tudo quanto se sabia sobre os hititas provinha de pequenas referências na [[Odisseia]], onde são chamados de ''khetas'', e de algumas passagens do [[Velho Testamento]]. Ainda assim, desconhecia-se que essas referências aludiam a um mesmo povo. A descoberta das primeiras ruínas misteriosas, hoje atribuídas aos hititas, na [[Turquia]], ocorrida em 1839, não sensibilizou a comunidade científica.
 
Quando o arqueólogo, [[Henry Sayce]], afirmou em 1880 que os ''heteus'' do Antigo Testamento eram o mesmo povo que deixou diversos rastros na região da [[Ásia Menor]], a comunidade acadêmica recebeu suas afirmações com descrédito, alcunhando-o de "o inventor dos hititas". A confirmação da teoria de Sayce veio por meio dos esforços de um arqueólogo alemão, [[Hugo Winckler]] {{nwrap||1863|1913}}, cujas escavações em [[Boghazköy]], trouxeram à luz cerca de 10.000 tabletes em [[escrita cuneiforme]], pertencentes aos arquivos dos reis de Hatti.
 
As primeiras informações mais claras sobre a história hitita somente foram disponibilizadas por volta da primeira década do {{séc|XX}} e a decifração dos seus [[hieróglifos]] ocorreu por volta de 1946.
 
Após a morte prematura de Winckler, em 1913, a [[Sociedade Germânica Oriental]] confiou a publicação dos arquivos hititas a um grupo de assiriologistas. Um deles, o Prof. [[Bedrich Hrozný]], foi o autor da primeira gramática hitita e estabeleceu o caráter indo-europeu da estrutura da língua. Coube também a ele traduzir e publicar as duas coletâneas de leis hititas, que tantos esclarecimentos trouxeram sobre a cultura desse povo.
 
== Soberanos ==