Diferenças entre edições de "Gueorgui Júkov"

Sem alteração do tamanho ,  20h30min de 13 de outubro de 2019
sem resumo de edição
'''Gueorgui Konstantínovitch Júkov''' ({{lang-ru|Георгий Константинович Жуков|IPA=ɡʲɪˈorgʲɪj kənstɐnˈtʲinəvʲɪtɕ ˈʐukəf}}; [[Jukov (cidade russa)|Júkov]], {{dtlink|1|12|1896}} — [[Moscou]], {{dtlink|18|6|1974}}) foi um destacado militar e político [[Império Russo|russo]], e o oficial mais [[Condecoração militar|condecorado]] da história da [[União Soviética]]. Primeiro sargento do [[Exército Imperial Russo]] na [[Primeira Guerra Mundial]], ao longo da [[Guerra Civil Russa]] tornou-se oficial do [[Exército Vermelho]] e membro do [[Partido Comunista da União Soviética|Partido Comunista]]. No [[período entreguerras]] ele cresceu firmemente nos quadros militares, e comandou as forças soviéticas na [[Batalhas de Khalkhin Gol|batalha final de Halhin-Golie]]. Por seu papel na vitória contra o Japão, [[Josef Stalin]] o nomeou [[Estado-Maior|Chefe do Estado-Maior General]], já durante a [[Segunda Guerra Mundial]].
 
As derrotas do verão de 1941, durante a [[Operação Barbarossa|invasão da URSS]] pela [[Alemanha Nazi|Alemanha Nazista]], levaram Stalin a envia-lo às frentes mais sensíveis da guerra, na condição de representante da [[Stavka]]. Júkov assumiu então um papel-chave na [[Frente Oriental (Segunda Guerra Mundial)|Frente da Europa Oriental]], coordenando as tropas de seu país em várias grandes operações militares, primeiro na defesa e em seguida na contra-ofensiva soviéticas. Em particular, ele desempenhou um papel importante no [[Cerco a Leninegrado|cerco a Leningrado]], foi responsável pelo sucesso soviético na [[Batalha de Moscovo|batalha de Moscou]], preparou a [[Batalha de Stalingrado|contra-ofensiva em Stalingrado]], coordenou a parte norte da [[batalha de Kursk]], foi co-responsável pela recuperação da [[Ucrânia]] e controlou a metade sul da [[Operação Bagration]]. Nomeado comandante da principal frente soviética na guerra, Júkov liderou a ação decisiva da [[Ofensiva no Vistula–Oder|ofensiva no Vístula-Oder,]] e na sequência comandou as tropas soviéticas na [[Batalha de Berlim|conquista de Berlim]]. Diante dele, em [[Dia da Vitória na Europa|8 de maio de 1945]] o [[Oberkommando der Wehrmacht|Alto comando das Forças Armadas Alemãs]] assinou o [[Instrumento deda rendiçãoRendição alemãAlemã|instrumento de rendição de seu país]], [[Fim da Segunda Guerra Mundial na Europa#Rendição das forças alemãs por Jodl e Keitel|pondo fim à guerra na Europa]].
 
Feito [[marechal da União Soviética]] em 1943 e gozando de imenso prestígio em seu país, Stalin, desconfiando de sua popularidade, demitiu-o de seus postos em 1946 e ostracizou-o. A morte de Stalin em 1953 permitiu a Júkov retornar à cena política, e ele ajudou a parar a tomada de poder de [[Lavrentiy Beria|Lavrenti Beria]]. Ele tornou-se então vice-ministro (1953-1955) e ministro da Defesa (1955-1957), e membro do [[Politburo]] (1957), apoiando [[Nikita Khrushchov]] durante a [[desestalinização]]. Este, contudo, afastou-o definitivamente de seus cargos em 1957. Inconformado com o papel a que fora relegado na história da Segunda Guerra Mundial difundida pelo governo soviético, a partir de 1963 Júkov passou a escrever suas memórias. Repreendido, ele viu novamente sua sorte mudar com a ascensão de [[Leonid Brejnev]]. Suas memórias, publicadas em abril de 1969, tornaram-se um sucesso imediato e permanecem "o mais influente relato pessoal da Grande Guerra Patriótica". Pai de quatro filhas e casado duas vezes, Júkov faleceu poucos anos depois. Seu funeral com honras militares foi dirigido pessoalmente por Brejnev, e suas cinzas depositadas na [[Necrópole da Muralha do Kremlin]].