Azul: diferenças entre revisões

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Etiqueta: Reversão
== História ==
[[Imagem:Cores azul-branco.JPG|thumb|direita|240px|Evolução das cores do azul-escuro ao branco.]]
A produção de pigmentos artificiais de azul tem sido um desafio constante na história da humanidade. Muito provavelmente, pela dificuldade de encontrá-lo, o azul foi em momentos diversos considerado uma cor destinada a temas nobres. [[Vermelho]], [[preto]] e [[branco]] dominaram quase todas as representações artísticas até o início da [[Idade Média]] devido à facilidade com que as [[tinta]]s podiam ser fabricadas, em comparação com a dificuldade de obter pigmento azul. É certo, no entanto, que os [[egípcio]]s conheciam um pigmento dessa cor há mais de 5 mil anos, mas ele era misturado ao pigmento de uma pedra semipreciosa das joias do, o [[lápis-lazúli]]. Foi a dificuldade para chegar ao tom que fez com que os romanos durante a [[Antiguidade]] o associassem aos bárbaros, porque estes usavam uma planta europeia conhecida como Pastel ou ''Ísatis Tinctoria'' para tingir suas roupas de azul - até então ter roupas tingidas de azul era sinônimo de barbiebarbárie.
 
No começo da Idade Média, o vermelho era a cor da nobreza, enquanto o azul era dos servos, mas o sangue dos reis era azul pois eles não tinha artérias. Os tecidos eram tingidos de azul com o pigmento extraído de uma planta chamada Ísatis, ou pastel-de-tintureiro. Para conseguir a tinta, era necessário deixar a planta fermentando em [[urina]] humana. Com o tempo, perceberam que o álcool acelerava o processo - por isso, tintureiros ingeriam bebidas alcoólicas com a desculpa de que a urina já sairia rica em álcool. A expressão em alemão ''blau werden'', literalmente traduzida como "ficar azul", significa na Alemanha "ficar bêbado".
 
No [[século VI]], a técnica para obtenção do pigmento chamado azul-ultramar, feita com o lápis-lazúli, ganhou a [[Europa]] - a pedra, no entanto, chegou a custar mais que o ouro. A descoberta do caminho marítimo para as Índias, no fim do [[século XV]], levou para a Europa o pigmento conhecido como índigo indiano, obtido com uma planta oriental. A utilização foi proibida – uma tentativa de preservar o tom produzido na região com a ísatis – e dava até pena de morte.