Diferenças entre edições de "Languedoc"

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Posteriormente, eles foram atacados pelos [[francos]], a pedido da Igreja Católica (os visigodos eram [[Arianismo|arianos]]), sendo derrotados na [[Batalha de Vouillé]]. [[Toulouse]] caiu e só manteve-se a [[Septimânia]] e Languedoque. No ano de 589, na Septimânia, habitavam cinco diferentes povos: romanos, godos, sírios, gregos e judeus, embora os três últimos como comerciantes.
 
As tensões internas dos visigodos os enfraqueceram e, em 672, o conde de [[Nîmes]], [[Hiderico]], estava em conformidade com o Bispo de [[Maguelona]] e os habitantes de Nimes para se rebelar. [[Vamba]], que estava em Toledo, marchou contra os rebeldes e recuperou Narbona, Beziers, Agda, Nimes e pacificou a Septimânia. Esta paz foi interrompida pela invasão muçulmana sob o comando de [[Abdal RamaneAbderramão ibne Abdalá Algafequi]], cujas tropas saquearam Narbona e [[Carcassona]].
 
Na época desta incursão, era, a [[Aquitânia]], com o título de condado hereditário, um verdadeiro reino governado pelos príncipes [[merovíngios]] descendentes de [[Cariberto]]. [[Eudes]] foi confrontado com outro exército sarraceno liderado por [[El-Samh]] e o venceu em uma sangrenta batalha, contudo o outro general sarraceno ([[Ambessa]]) reconquistou o [[Viscondado de Carcassona|Carcassona]], [[Béziers]], Agde, Nimes etc. e morreu em uma batalha contra Eudes. Em Narbona, foi assinado um tratado de paz, pelo qual residiria, ali, um [[uale]] (governador muçulmano), ficando, as demais cidades, administradas pelos condes godos ou gauleses.
 
Em 732, [[Carlos Martel]] salvou a França de uma invasão muçulmana na [[Batalha de Poitiers (732)|Batalha de Poitiers]], matando Abdal RamaneAbderramão. Em 793, o duque Guilherme teve que lutar contra Abdal Malique, que invadiu o condado à frente de um exército muçulmano e tomou Narbona, cujas riquezas serviram para a construção da ponte e da [[mesquita de Córdoba]].
 
Na época de [[Carlos Magno]] e seus sucessores, Languedoque estava tranquila em termos de invasões estrangeiras, desde que a incursão dos [[viquingues|normandos]] não teve grandes resultados, mas houve problemas internos, na época de [[Luís o Piedoso|Luís I]], de [[Carlos II da França]] e de [[Luis II da França|Luis o Gago]].
Não demoraram em se constituir feudos independentes e, a partir do reinado de Carlos III, houve [[condes de Toulouse]] occitanos e [[marqueses de Narbona]] que governaram livremente aquelas cidades ricas e poderosas.
 
Durante a Idade Média Plena, [[Urbano II]] deu, em [[Maguelona]], o sinal da primeira [[cruzada]] e cem mil homens partiram daquela cidade até a [[Terra Santa]] por ordens de [[Raimundo de Saint-Gilles]]. A chamada "[[cruzada albigense|cruzada]]" católica contra os [[albigenses]] trouxe a desolação para aquelas terras e [[Simão IV de MontfortMonforte]] venceu a [[batalha de Muret]] em 1213 contra os aragoneses (quando morreu [[Pedro II de Aragão|Pedro II]]) e garantiu a Languedoque, dando, a [[Felipe Augusto]], em 1216, o [[condado de Toulouse]], o ducado de Narbona e os viscondados de [[Carcassona]] e [[Béziers]], que desta maneira ficaram [[feudo|enfeudados]] à Coroa Francesa.
 
Durante a [[Guerra dos Cem Anos]], a Languedoque foi invadida pelos [[Borgonha|borgonheses]] e ingleses. Foi onde o [[Delfim de França|delfim]] [[Carlos VII da França|Carlos]] se refugiou depois de entregar Paris aos ingleses. Carlos VII entregou seu território ao duque de [[Berry]], que restaurou a área com base em impostos pesados (abolidos por [[Francisco II da França|Francisco II]]).