Diferenças entre edições de "Filipe, o Árabe"

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{{mais-notas|data=janeiro de 2012}}
{{Info/Monarca
|nome =Filipe, o Árabe
|título = [[Augusto (honorífico)|Augusto]]
|imagem =[[Ficheiro:Bust of emperor Philippus Arabus - Hermitage Museum.jpg|250px280px]]
|legenda =Busto do imperador Filipe, o Árabe. [[Museu Hermitage]]
|reinado =[[244]]—[[249]]
|nome completo =''Marcus Iulius Philippus'' (do nascimento até ascensão ao trono);<br />''Caesar Marcus Iulius Philippus Augustus'' (como imperador)
|nascimento =ca. {{dni|lang=br|||204|si}}
|cidadenatal =[[Shahba]], [[Arábia Pétrea]] (atual [[Síria]])
|morte ={{morte|lang=br|||249|||204}}
|cidademorte =[[VerannaVerona]], [[Império Romano]]
|lugar de enterro=
|antecessor =[[Gordiano III]]
|sucessor =[[Décio]]
|consorte =[[Márcia Otacília Severa]]
|filhos =[[Filipe II de Roma]]<br>Júlia Severa<br>Quinto Filipe Severo
|pai =Júlio Marino
}}
'''Marco Júlio Filipe''' ({{langx|la|''Marcus Iulius Philippus Augustus''}}; {{sqc|MARCVS IVLIVS PHILIPPVS AVGVSTVS}} [[Shahba]], c. [[204]] — [[Verona]], [[249]]), também conhecido como '''Filipe, o Árabe''' {{lang-la|Philippus Arabus}}, e '''Filipe I''' (devido à origem de sua família), foi [[imperador romano]] entre fevereiro de 244 e setembro de 249 da era comum. Nascido em uma cidade da província de [[Arábia Pétrea]], na moderna [[Síria]], foi uma figura proeminente no império, tendo negociado com o [[império sassânida]]. Em seu reinado, a cidade de [[Roma]] celebrou o milênio. Ele também criou as festividades de Actia-Dusaria, em [[Bostra]], simbolizando a união de Roma e os árabes.<ref name=Bowersock>{{Citar livro |nome=Glen W. |sobrenome=Bowersock |título=Roman Arabia |local=Cambridge |editora=Harvard University Press |ano=1998 |página=121-122 |isbn=9780674777569}}</ref>
 
No início da expansão do [[cristianismo]], Filipe tinha a reputação de ser simpático com a fé cristã. Provavelmente por isso alguns diziam que ele tinha se convertido, o que teria feito dele o primeiro imperador cristão. Supostamente, ele teria celebrado a [[Páscoa]] com cristãos de [[Antioquia]], mas o bispo [[Bábilas de Antioquia]], o teria sentado junto aos penitentes.<ref name=Bowersock/>
== Modo de vida ==
Pouco é sabido sobre o modo de vida e a carreira de Filipe. Viveu em [[Shahba]], a 55 milhas ao sul-sudeste de [[Damasco]], na [[província romana|província]] da [[Síria (província romana)|Síria]]. Era filho de Júlio Marino, um [[cidadania romana|cidadão romano]] local, possivelmente de alguma importância. Muitos historiadores acreditam que apesar da ascendência árabe, ganhou cidadania romana, graças ao seu pai, um homem de influência considerável. O nome de sua mãe é desconhecido, mas consta o nome de um irmão, Caio Júlio Prisco. Filipe casou-se com Márcia Octacília Severa e em 238 teve com ela um filho, Marco Júlio Severo Filipe, o futuro Filipe II e, de acordo com a evidência numismática, tiveram uma filha chamada Júlia Severa ou Severina, que as fontes romanas antigas não mencionam. Muitos cidadãos das províncias faziam exames para conseguir cidadania romana; isto trazia dificuldades para quem tinha sangue árabe. Entretanto, documenta-se que Roma usou a tribo dos [[Gassânidas]] de [[Azd]] a [[Iêmem]] como vassalos para manter os árabes do norte longe da verificação. Os oráculos árabes falam de um [[Xeque (título)|xeque]] local, Utaina, que foi relatado por ter levantado das tropas para comandar os exércitos orientais do [[Império Romano]]. Filipe, o árabe pôde ter algum grau de descendência dele.
Filipe foi traído e morto na [[Batalha de Verona (312)|Batalha de Verona]], em setembro de 249, seguida da rebelião de seu sucessor, [[Décio]].<ref name=Bowersock/>
==Biografia==
Pouco es sabe sobre a vida e a carreira política de Filipe. Sabe-se que nasceu em [[Shahba]], a 88km ao sul-sudeste de [[Damasco]], na [[província romana|província]] da [[Síria (província romana)|Síria]]. Era filho de Júlio Marino, um [[cidadania romana|cidadão romano]] local, possivelmente de alguma importância. Muitos historiadores acreditam que apesar da ascendência árabe, ganhou cidadania romana, graças ao seu pai, um homem de influência considerável. O nome de sua mãe é desconhecido, mas consta o nome de um irmão, Caio Júlio Prisco, membro da [[Guarda Pretoriana]] sob Giordano III. Alguns historiadores acreditam que Filipe era de origem árabe.<ref name=Bowersock/>
 
Pouco é sabido sobre o modo de vida e a carreira de Filipe. Viveu em [[Shahba]], a 55 milhas ao sul-sudeste de [[Damasco]], na [[província romana|província]] da [[Síria (província romana)|Síria]]. Era filho de Júlio Marino, um [[cidadania romana|cidadão romano]] local, possivelmente de alguma importância. Muitos historiadores acreditam que apesar da ascendência árabe, ganhou cidadania romana, graças ao seu pai, um homem de influência considerável. O nome de sua mãe é desconhecido, mas consta o nome de um irmão, Caio Júlio Prisco. Filipe casou-se com [[Márcia OctacíliaOtacília Severa]] e em 238 teve com ela um filho, Marco Júlio Severo Filipe, o futuro Filipe II e, de acordo com a evidência numismáticaem moedas, tiveram uma filha chamada Júlia Severa ou Severina, que as fontes romanas antigas não mencionam. Muitos cidadãos das províncias faziam exames para conseguir cidadania romana; isto trazia dificuldades para quem tinha sangue árabe. Entretanto, documenta-se que Roma usou a tribo dos [[Gassânidas]] de [[Azd]] a [[Iêmem]] como vassalos para manter os árabes do norte longe da verificação. Os oráculos árabes falam de um [[Xeque (título)|xeque]] local, Utaina, que foi relatado por ter levantado das tropas para comandar os exércitos orientais do [[Império Romano]]. Filipe, o árabe pôde ter algum grau de descendência dele.<ref name=Bowersock/>
== Carreira política ==
[[Imagem:Otacilia Severa-l4Scythica.jpg|thumb|Moeda de Marcia Otacilia Severa, esposa de Filipe]]
Era descendente de uma aristocrática família de origem árabe. Firmou a paz com o exército persa, mas foi derrotado pelos exércitos das províncias [[Rio Danúbio|danubianas]], sob o comando de [[Décio]], que o sucedeu. Pela tradição, teria sido o primeiro imperador cristão, batizado pelo papa [[papa Fabiano|Fabiano]]. Sobre isto, pode-se conferir no livro história eclesiástica de Euzébio de Cesárea no livro VI, capítulo XXXIV. Durante o seu governo, procedeu-se à celebração do milénio da cidade de Roma ({{DC|247|x}}), e para celebrar essa data realizou jogos seculares (''ludi saeculares'') onde mais de mil [[gladiador]]es e centenas de animais exóticos trazidos da [[África]], tais como [[Leão|leões]], [[girafa]]s, [[leopardo]]s, [[hipopótamo]]s e um [[rinoceronte]], foram mortos diante do público do [[Coliseu]] em {{DC|248|x}}.<ref> name=FURTADO,>{{Citar livro |nome=Peter. ''|sobrenome=FURTADO |título=1001 dias que abalaram o mundo''. trad.|local=Rio de FabianoJaneiro Morais,|editora=Arqueiro Fernanda|ano=2009 Abreu|páginas=960 e Pedro Jorgensen Junior. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.|isbn=978-8599296455}}</ref>
 
Era descendente de uma aristocrática família de origem árabe. Firmou a paz com o exército persa, mas foi derrotado pelos exércitos das províncias [[Rio Danúbio|danubianas]], sob o comando de [[Décio]], que o sucedeu. Pela tradição, teria sido o primeiro imperador cristão, batizado pelo papa [[papa Fabiano|Fabiano]]. Sobre isto, pode-se conferir no livro história eclesiástica de Euzébio de Cesárea no livro VI, capítulo XXXIV. Durante o seu governo, procedeu-se à celebração do milénio da cidade de Roma ({{DC|247|x}}), e para celebrar essa data realizou jogos seculares (''ludi saeculares'') onde mais de mil [[gladiador]]es e centenas de animais exóticos trazidos da [[África]], tais como [[Leão|leões]], [[girafa]]s, [[leopardo]]s, [[hipopótamo]]s e um [[rinoceronte]], foram mortos diante do público do [[Coliseu]] em {{DC|248|x}}.<ref>FURTADO, Peter. ''1001 dias que abalaram o mundo''. trad. de Fabiano Morais, Fernanda Abreu e Pedro Jorgensen Junior. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.</ref>
 
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{{Referências}}
 
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{{Portal3|Biografias|História|Império Romano}}
 
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{{DEFAULTSORT:Filipe, O Arabe}}
[[Categoria:Imperadores romanos]]