Diferenças entre edições de "Dinastia merovíngia"

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[[FicheiroImagem:Franks expansion.gif|thumb|upright=2.0|Expansão dos francos 481-870]]
 
Os '''merovíngios''' foram uma dinastia [[francos sálios|franca]] que governou os francos numa região que correspondente a antiga [[Gália]], onde estão localizados atualmente a França, a Bélgica, uma parte da Alemanha e da Suíça<ref>Asimov, Isaac (1968). «3. Llega la oscuridad». La Alta Edad Media. Alianza. p. 75.</ref>. Governaram da metade do {{séc|V}} à metade do VIII. Seus governantes se envolveram com frequência em guerras civis entre os ramos da família. No último século de domínio merovíngio, a dinastia foi progressivamente empurrada para uma função meramente cerimonial. O domínio merovíngio foi encerrado por um [[golpe de Estado]] em 751 quando [[Pepino o Breve]] formalmente depôs [[Quilderico III]], dando início à [[Dinastia Carolíngia]].
 
Eles eram citados às vezes por seus contemporâneos como os "reis de cabelos longos" (em latim ''reges criniti''), por não cortarem simbolicamente os cabelos (tradicionalmente, os líderes tribais dos [[francos]] exibiam seus longos cabelos como distinção dos cabelos curtos dos romanos e do clero). O termo "merovíngio" deriva do [[latim medieval]] ''Merovingi'' ou ''Merohingi'' ("filhos de [[Meroveu]]"), alteração de uma forma não atestada do baixo franconiano ocidental antigo, relacionada ao nome da dinastia em inglês antigo, ''Merewīowing''<ref>Babcock, Philip (ed). ''Webster's Third New International Dictionary of the English Language, Unabridged''. Springfield, MA: Merriam-Webster, Inc., 1993: 1415</ref>, com o final ''-ing'' sendo um sufixo típico [[patronímico]].
 
== Origens ==
[[Ficheiroimagem:Frankish gold Tremissis imitation of Bizantine Tremissis mid 500s.jpg|thumb|[[Tremisse]] Franca de Ouro, Imitação do tremisse do Império Bizantino, meados do {{séc|VI}}]]
[[Ficheiroimagem:Clothaire II 584 628.jpg|thumb|Moeda de Clotário II, 584-628. [[Museu Britânico]]]]
 
{{História da França}}
 
== História ==
[[Ficheiroimagem:Seal of Childeric I Tournai tomb.jpg|esquerda|thumb|Anel com sinete de [[Quilderico I]]. Monnaie de Paris]]
Os francos eram um povo pagão, entretanto Clóvis se converte ao cristianismo niceno, graças ao bispo Remígio. Com isso, o reino franco foi se cristianizando aos poucos. Quando Clóvis morreu em 511, o reino merovíngio incluía todos os francos e toda a [[Gália]] exceto a [[Borgonha]]. O reino, mesmo quando dividido sob diferentes reis, manteve a unidade e conquistou a Borgonha em 534. Após a queda dos [[ostrogodos]], os francos também conquistaram [[Provença]]. A partir daí, suas fronteiras com a Itália (governada pelos [[lombardos]] desde 568) e com a [[Septimânia]] visigoda permaneceram bastante estáveis.<ref>Archibald R. Lewis, "[http://links.jstor.org/sici?sici=0038-7134%28197607%2951%3A3%3C381%3ATDITRF%3E2.0.CO%3B2-8 The Dukes in the Regnum Francorum, A.D. 550-751.]" ''Speculum'' '''51'''.3 (July 1976, pp. 381-410) p 384.</ref>
 
Internamente, o reino foi dividido entre os filhos de Clóvis. O único filho que sobreviveu foi Clotário I, que governou um grande reino, mas sua sucessão gerou grandes guerras civis. A morte de um rei criava conflitos entre os irmãos sobreviventes e os herdeiros do falecido, com consequências variadas. Depois, os conflitos foram intensificados pelas contendas que tiveram como figura central [[Brunilda da Austrásia]]. No entanto, as guerras constantes muitas vezes não se constituíam em devastação geral e tomavam uma característica quase ritual, com 'regras' e normas estabelecidas.<ref>Guy Halsall, Warfare and Society in the Barbarian West, 450-900 (Routledge, London, 2003)</ref>
 
[[Ficheiroimagem:Dagobert I and Romanos monetaire triens Augaune 629 639 1320mg.jpg|thumb|esquerda|[[Triens]] de [[Dagoberto I]] e Romanos moneyer, Augaune, 629-639, ouro 1.32g. [[Monnaie de Paris]]]]
 
Finalmente, em 613, [[Clotário II]] reuniu todo o reino franco sob um único rei. Divisões posteriores produziram as unidas estáveis da [[Austrásia]], [[Nêustria]], [[Borgonha]] e [[Aquitânia]].
 
== Governo e lei ==
[[Ficheiroimagem:Merovingian dynasty.jpg|thumb|esquerda|Reinos merovíngios]]
[[Ficheiroimagem:Metz Saint Pierre R02.jpg|thumb|Antiga basílica merovíngia em [[Metz]], capital do reino da [[Austrásia]]]]
O rei merovíngio era o senhor dos espólios de guerra, responsável pela redistribuição das riquezas conquistadas entre seus seguidores, apesar de estes poderes não serem absolutos. "Quando ele morria, suas propriedades eram divididas igualmente entre seus herdeiros como se fosse propriedade privada: o reino era uma forma de patrimônio."<ref>Rouche 1987, p. 420</ref> Alguns acadêmicos atribuem isso à falta de senso merovíngia de ''[[res publica]]'', mas outros historiadores criticam este ponto de vista como uma simplificação demasiada.
 
 
== Religião e cultura ==
[[Ficheiroimagem:Frankish gold Tremissis issued by minter Madelinus Dorestad the Netherlands mid 600s.jpg|thumb|Tremisse Franca de Ouro com uma cruz cristã, descoberta por mineradores, [[Dorestad]], [[Países Baixos]], meados do {{séc|VII}}]]
[[Ficheiroimagem:Fibules mérovingiennes 02.JPG|thumb| [[Fíbula|Fíbulas]] Merovíngias. [[Cabinet des Médailles]]]]
[[Ficheiroimagem:Trésor de Gourdon 04.JPG|thumb|Um cálice de ouro do [[Tesouro de Gourdon]]]]
[[Ficheiroimagem:Cover of Merovingian sarcophagus Musee de Saint Germain en Laye.jpg|thumb|Cobertura de um [[sarcófago]] merovíngio com o monograma cristão IX, [[Musée d'Archéologie Nationale]]]]
[[Ficheiroimagem:312 Poitiers baptisterio.JPG|thumb|[[Baptistère Saint-Jean|Batistério de São João]], Poitiers]]
A cultura merovíngia era tão completamente embebida de religião que Ytzhak Hen julgou que poder-se-ia apresentar a cultura popular merovíngia como essencialmente um sinônimo de sua religião, o que ele mostra através de textos escritos.<ref>Yitzhak Hen, ''Culture and Religion in Merovingian Gaul, A.D. 481-751'' (New York: Brill) 1995</ref> A cultura merovíngia certamente testemunhou uma extensa proliferação de santos. A cultura era refletida inclusive no governo, com a presença dos prefeitos dos palácios dispersados pelo reino que partilhavam o poder com rainhas ou mães de reis muito jovens, pelo motivo de que naturalmente a mulher era excluída nas partilhas que ocorriam quando um rei merovíngio morria, deixando as terras apenas para seus filhos, não deixando assim de pertencer à família. tais reivindicações eram invocadas através da [[Lei sálica|Lei Sálica]] como uma justificativa mal concebida de manter o poder na mão dos homens. Se ocasionalmente as esposas e as viúvas assumissem o controle, é porque elas o mantêm e nesse caso a tradição era a de que “o poder pertence àquele que é capaz de exercê-lo.”<ref>{{citar livro|título=Carlos Magno|ultimo=FAVIER|primeiro=Jean|editora=Estação Liberdade|ano=2004|local=São Paulo|páginas=23-24|acessodata=11/01/2018}}</ref>
 
 
== Numismática ==
[[Ficheiroimagem:Theodebert I 534 548 king of Metz.jpg|thumb|Moeda de [[Teodeberto I]], 534–548]]
 
A cunhagem bizantina estava em uso na Frância antes que [[Teodeberto I]] começasse a cunhar seu próprio dinheiro no começo de se reinado. Ele foi o primeiro a lançar uma cunhagem distintamente merovíngia. O soldo e o [[triente]] foram cunhados na Frância entre 534 e 679. O [[denário]] apareceu depois, em nome de [[Quilderico II]] e de vários membros da nobreza não reais por volta de 673-675. Um denário carolíngio substituiu o merovíngio e o ''pfennig'' frisão na Gália de 755 até o {{séc|XI}}.