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O nome oficial dos camicases originais era '''''Tokubetsu Kōgekitai''''' (Unidade de Ataque Especial), também conhecidos pela abreviação '''''Tokkōtai''''' ou '''''Tokkō'''''. As unidades da marinha eram chamadas de '''''Shinpu Tokubetsu Kõgekitai''''' (Unidade de Ataque Especial Vento Divino), em alusão a tempestades que salvaram o Japão do ataque mongol em duas ocasiões (1247 e 1281), portanto os pilotos suicidas iriam salvar novamente o Japão de novos mongóis: os estadunidenses. O termo "''kamikaze''" já era usado pelos americanos.<ref name="AH"/>
 
Cerca de {{formatnum:2525}} pilotos morreram nesses ataques, causando a morte de {{formatnum:4900}}7 000[[soldado]]s [[Aliados da Segunda Guerra Mundial|aliados]] e deixando mais de 4 mil feridos. O número de navios afundados é controverso. A [[propaganda]] japonesa da época divulgava que os ataques conseguiram afundar 81 navios e danificar outros 195. A [[Força Aérea Americana]] alega que 34 barcos afundaram e 368 ficaram danificados.<ref>{{en}} [http://www.airforcehistory.hq.af.mil/EARS/Hallionpapers/control_of_air.htm Airforcehistory]</ref>
 
== Contexto e surgimento ==
== Recrutamento e voo ==
A maior parte dos kamikazes eram estudantes recrutados de universidades. O governo anunciava que a decisão de se tornar um suicida era voluntária. No entanto, não era isso que ocorria. Durante o treinamento, espancamentos brutais eram feitos frequentemente por qualquer motivo. No dia em que os soldados eram chamados para anunciar se queriam ser voluntários, ouviam um discurso patriótico e a importância de se sacrificar pelo imperador. Em seguida, os que se voluntariavam davam um passo a frente, pouquíssimos desafiavam a pressão das autoridades. Nesses jovens havia a consciência da qual suas mentes desde criança já aprendiam tal ideologia, bem como um sentimento de culpa enquanto seus compatriotas morriam. O historiador William Gordon ([[Universidade Wesleyan]]) afirma que membros do Exército e da Marinha "eram apontados como membros de esquadrões suicidas sem sequer ter a chance de se tornarem voluntários.<ref name="AH"/>
[[FileFicheiro:Kamikaze zero.jpg|thumb|200px|Um kamikaze prestes a se chocar no [[USS Missouri]].]]
Eram dados aos kamikazes instruções para como procederem, sendo os alvos principais os porta-aviões. Durante o momento de mergulhar com o avião não deveriam fechar os olhos, pois poderiam errar o alvo, indo parar na água. No dia do voo fatal, escreviam poesias, ganhavam um brinde de [[saquê]], levavam a bandeira, amarravam a [[hachimaki]] (faixa) e talvez também usavam o [[sennibari]] (cinto). Em época de florada carregavam ramos de cerejeira. Ainda levavam uma espada e uma pistola para o caso de fracassarem e poderem se suicidar. Além do modelo Mitsubishi A6M Zero, outros aviões foram usados. Algumas vezes obtinham ajuda de escoltas regulares, mas geralmente tinham de enfrentar os caças estadunidenses que detectavam seus aviões pelo radar, e tentavam resistir até poder colidir no convés de um navio.<ref name="AH"/>
 
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