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A expansão muçulmana no norte da África pode ser datada do [[século VII]], quando chegaram ao [[Egito]] muçulmanos da [[Península Arábica]], a partir da expansão do [[Califado Omíada]].<ref>[https://www.publicmedievalist.com/who-built-africa/ Who Built Africa?]</ref> Estes árabes muçulmanos tiveram que enfrentar resistência dos exércitos [[Império Bizantino|bizantinos]], bem como dos povos [[berberes]]. No [[século X]], a busca por [[ouro]] levou o avanço egípcio à região da [[Líbia]], estendendo a influência islâmica e a cultura árabe para aquelas partes. A expansão da influência muçulmana teve como consequência o surgimento de novos [[califado|califados]]. Em algumas regiões, simultaneamente à adoção da religião islâmica, a presença [[árabes|árabe]] se tornou mais marcante, pois foram adotados igualmente outros aspectos da cultura árabe, como o [[língua árabe|idioma]]. Com o passar do tempo, estas regiões adquiriram exércitos de [[escravidão|escravos]] e fortaleceram seus poderes. Assim, foram se tornando áreas autônomas.
[[FileFicheiro:Traite musulmane medievale.svg|thumb|400px|Comércio de escravos feito por árabes na África durante o [[período medieval]]]]
 
Por volta do século VII, o Egito invadiu a [[Núbia]] - um reino cristão - e, três séculos depois exigiu a conversão do reino ao Islã. O processo de conversão do reino da Núbia foi marcado por enfrentamento militar e diversos conflitos.
Sufismo, que incide sobre os elementos místicos do Islã, tem muitas divergências, bem como seguidores na África Ocidental e no Sudão, e, como outras ordens, se esforça para conhecer a Deus através da meditação e da emoção. Os sufis podem ser sunitas ou xiitas, e suas cerimônias podem envolver cânticos, música, dança e meditação.
 
Muitos sufis na África são sincréticos, praticando crenças folclóricas tradicionais. Salafistas criticam os folcloristas sufis, pois alegam ter incorporado crenças "não-islâmicas" em suas práticas, tais como a celebração dos vários eventos, visitando os santuários de "santos islâmicos", dançando durante a oração (dançarinos dervixes ou "dervixes rodopiantes"rodopiant).
 
A África Ocidental e o Sudão têm várias ordens sufis, considerados com ceticismo pelos mais estritos ramos do Islã no Oriente Médio. A maioria dos ordens sufis na África Ocidental enfatizam o papel de um guia espiritual (marabu) ou a posse de poderes sobrenaturais, considerada como uma africanização do Islã. No Senegal e Gâmbia, o ramo do mouridismo afirma possuir vários milhões de adeptos e tem atraído críticas por sua veneração ao fundador - Amadou Bamba. O Tijani é a ordem Sufi mais popular na África Ocidental, com um grande número de seguidores na Mauritânia, Mali, Níger, Senegal e Gâmbia<ref>Encyclopædia Britannica. Britannica Book of the Year 2003. Enncyclopedia Britannica, (2003) ISBN 978-0-85229-956-2p.306</ref>
 
=== Salafismo ===