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Os cientistas de quase todas as áreas tinham propostas para resolver os problemas da gestão da informação, mas para não perder o seu status acadêmico, a nova área foi criada com o nome de Ciência da Informação.
 
O licenciado em Ciência da Informação, designado geralmente por "profissional da informação" ou "gestor de informação" está habilitado a exercer profissionalmente funções de:
 
* Administrador de dados;
O emprego do computador no tratamento e na recuperação da informação de maneira sistemática trouxe novas perceptivas para serviços de bibliotecas e de informação, notadamente, nas indústrias. O computador permite um comportamento mais preciso e racional no tratamento da informação, além de possibilitar a manipulação de grade dados. O trabalho com a recuperação de informações deu subsídio para o desenvolvimento de inúmeras aplicações bem-sucedidas (produtos, sistemas, redes, serviços).<ref>ANDRADE, M. E. A.; OLIVEIRA, M. A. Ciência da Informação no Brasil. In: OLIVEIRA, Marlene de (Coord.). ''Ciência da informação e biblioteconomia'': novos conteúdos e espaço de atuação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005. p. 09-12</ref>
 
== Gênese da ciência da informação ==
 
A Ciência da Informação nasceu para resolver um grande problema, tanto do ponto de vista da documentação quanto da recuperação da informação: o de reunir, organizar e tornar acessível o conhecimento cultural, científico e tecnológico produzindo em todo mundo.
 
Um evento importante para o desenvolvimento da área, foi quando passou por uma acentuada evolução após Segunda Guerra Mundial, ocasionada pelo surgimento da [[Teoria matemática da comunicação|Teoria da Matemática da Informação]], descrita por Shanon e Weaver no final dos anos [[1940]]. Essa teoria, adotada por muitas outras áreas, explica os problemas de transmissão de mensagens através de canais mecânicos de comunicação. O princípio de toda comunicação implica na transmissão de uma mensagens entre uma fonte(emissor) e um destino (receptor) utilizando um canal. O emissor ou fonte pode ser um indivíduo, um grupo ou um empresa. O receptor ou destinatário e quem recebe a mensagem. Esse modelo de comunicação, elaborado por engenheiros para comunicação entre pessoas através de máquinas, não atendeu às necessidades teóricas da Ciência da Informação, mas vez que, ao se que chegam em todos os lados, sendo necessária uma seleção para compreender aquelas que interessam particularmente a um indivíduo.
 
A data de [[1958]] é assinalada como uns dos marcos na formalização da nova disciplina, quando foi fundado, no Reino unido, o ''Institute of Information Scientists (IIS)''. Na industria moderna houve um acrescente demanda de informação para maior desempenho das organizações. Como a atividade se expandiu e se formalizou, houve necessidade de treinamento para aqueles que optavam por essa atividade, o conjunto desse treinamento passou a se chamar “Ciência da Informação”. O uso do termo cientista da informação pode ter tido a intenção de distinguir os cientistas de [[laboratório]], uma vez que o interesse principal daqueles membros era a organização da informação científica e tecnológica. Os membros denominados cientistas da informação eram profissionais de várias disciplinas que se dedicavam às atividades de organizar e suprir de informação científica.
 
== Ciência da informação e Biblioteconomia ==
A Ciência da Informação é originária da [[Biblioteconomia]], inclusive diversos autores destacam a utilização para sua formação os princípios técnicos e científicos biblioteconômicos. Após a sua concepção inicial, a Ciência da Informação passou a absorver outros referenciais teóricos de outras áreas do conhecimento, passou a a ter orientações paradigmáticas diferenciadas com o tempo se expandindo e assim se distanciando de sua origem - a Biblioteconomia, por este motivo o Cientista da Informação não está habilitado para trabalhar em Bibliotecas ou exercer funções como Bibliotecário.
 
A Ciência da Informação passou a ser uma instituição de reflexão da informação<ref>BARRETO, Aldo de Albuquerque. A condição da informação. ''São Paulo em Perspectiva'', São Paulo, Fundação Seade, v. 16, n. 3, p. 04-06, 2002.</ref>, com o um campo que estuda a ação mediadora entre a informação e o conhecimento acontecido no indivíduo. Nesse sentido, a Ciência da Informação difere da Biblioteconomia pelo valor colocado no foco com cada área “reflete” a importância relativa dos fluxos de informação que são internos e os voltados para exterior em um sistema de armazenamento e recuperação da informação. A Biblioteconomia olha, essencialmente, para um fluxo interno o seu sistema, que passa pela seleção, aquisição, catalogação, classificação, indexação, armazenamento, recuperação e disponibilidade para uso de itens de informação.
Elas possuem uma relação local. A ligação entre os dois campos de estudos é diferente entre os países e suas próprias formações no currículo são diferentes.
 
Sua relação institucional é definida pela ligação entre as duas disciplinas nos organismos de ensino, pesquisa e extensão. Algumas universidades, como a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FABICO/UFRGS).<ref>{{citar periódico|ultimo=Freires|primeiro=Thiago|data=Dezembro de 2007|titulo=Relações entre a Ciência da Informação e as Ciências da Comunicação: um estudo dos conceitos de representação documentária, mediação e comunicação científica|jornal=|doi=|url=http://rabci.org/rabci/sites/default/files/TCC-Freires.pdf|acessadoem=03/05/2017}}</ref>
 
Entre elas pode ser estabelecida uma relação comparativa, pelo fato da utilização da literatura científica de uma delas para procurar novas linhas de pensamento para a outra.
 
Tanto a Ciência da Informação como a Comunicação tem o intuito de produzir e transmitir as formas e os conteúdos simbólicos das culturas e sociedades. Além de as duas serem campos de estudos dos significados.<ref>{{citar periódico|ultimo=Januário|primeiro=Sandryne|data=2010|titulo=A RELAÇÃO INTERDISCIPLINAR ENTRE A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E A CIÊNCIA DA COMUNICAÇÃO: O ESTUDO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO NA BIBLIOTECONOMIA E NO JORNALISMO|jornal=|doi=|url=|acessadoem=03/05/2017}}</ref>
 
== Paradigma da ciência da informação ==
 
== Programas de Graduação ==
<ref>{{Citarcitar web|url=http://www.dci.ufscar.br/|titulo=Apresentação — Departamento de Ciência da Informação|acessodata=2017-02-24|obra=www.dci.ufscar.br|lingua=pt-br}}</ref>"Em 1994 na UFSCar foi criado o curso de graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação, majoritário na oferta de disciplinas para o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação".O primeiro curso brasileiro de graduação Bacharelado em Ciências da Informação foi criado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC-MG, em 2000<ref>{{Citar periódico|ultimo=Magalhães|primeiro=Maria Helena Andrade|ultimo2=Moreira|primeiro2=Manoel Palhares|ultimo3=Horta|primeiro3=Eleonora Bastos|ultimo4=Neto|primeiro4=Marques|ultimo5=Torres|primeiro5=Humberto|ultimo6=Cardoso|primeiro6=Ana Maria P.|data=Jun. 2002|titulo=A ciência da informação na ótica da Puc-Minas|url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0103-37862002000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt|jornal=Transinformação|volume=14|numero=1|paginas=63–70|doi=10.1590/S0103-37862002000100008|issn=0103-3786|acessodata=}}</ref>. Esse curso encerrou suas atividades.
A Universidade Federal de Santa Catarina criou o curso no ano de 2015. Com o início das aulas da primeira turma em 14 de março de 2016.
* [[Universidade Federal de Santa Catarina|Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)]] - [http://cin.ced.ufsc.br/ Departamento de Ciência da Informação] - [http://cinfo.paginas.ufsc.br/ Graduação em Ciência da Informação] - 2015
*[[Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro]] ([[UNIRIO]]) - Programa De Pós-Graduação Em Memória Social – Mestrado - 1988. Doutorado - 2005.
* [[Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro]] ([[UNIRIO]]) - Programa De Pós-Graduação Em Museologia e Patrimônio - Mestrado, 2006.
* [[Universidade Federal do Rio Grande do Norte]] ([[UFRN]]) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação - Mestrado Profissional - 2015.<ref>{{citar web|url= http://www.ancib.org.br/pos-graduacoes-em-ci |titulo=Pós-Graduações em CI|autor=|data=|publicado=ancib.org.br|acessodata={{DataExt|17|-6|-2010}}}}</ref>
* Universidade Federal do Pará (UFPA) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação - Mestrado. 2017
*Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI-UFAL) - Mestrado. 2018
 
== Bibliografia ==
<references group="CARDOSO, Ana Maria P. et al. A Ciência da Informação na ótica da PUC-Minas. Transinformação, v. 14, n. 1, p. 63-70, 2002." />Fujisawa, Vivian Eiko. '''[[hdl:10183/22755|Arquivos pessoais: proposta de organização do acervo cartunista Santiago]].''' Porto Alegre: Universidade Federal de Santa Catarina.
 
==Ligações externas==
 
{{Economia do conhecimento}}
{{controle de autoridade}}
 
[[Categoria:Ciência da informação| ]]