Diferenças entre edições de "Música do Brasil"

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(Músicas Típicas Do Brasil)
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[[FicheiroImagem:Il Guarany Score Front Cover.jpg|thumb|310px|Capa da [[partitura]] da [[ópera]] ''[[Il guarany|O Guarani]]'' de [[Carlos Gomes]].]]
{{Cultura do Brasil}}
A '''música do Brasil''' é uma das expressões mais importantes da [[cultura brasileira]]. Formou-se, principalmente, a partir da fusão de elementos [[Brasileiros brancos|europeus]], [[Povos indígenas do Brasil|indígenas]] e [[Afro-brasileiros|africanos]], trazidos por [[Colonização do Brasil|colonizadores portugueses]] e pelos [[Escravidão no Brasil|escravos]].
 
No século XX verificou-se um extraordinário florescimento tanto no campo erudito como no popular, influenciado por uma rápida internacionalização da cultura e pelo desenvolvimento de um contexto interno mais rico e propício ao cultivo das artes. É o período em que a música nacional ganha também em autonomia e identidade própria, embora nunca cessasse — e de fato crescesse — a entrada de novas referências estrangeiras. A produção de [[Villa Lobos]] é o primeiro grande marco do brasilianismo musical erudito, mais tarde desenvolvido por muitos outros compositores, e combatido por outros, que adotam estéticas como o [[dodecafonismo]] e mais tarde a [[música concreta]] e a [[música eletrônica]]. No mesmo período a música popular ganha o respeito das elites e consolida gêneros que se tornaram marcas registradas do Brasil, como o samba e a [[bossa nova]], ao mesmo tempo em que o [[rock]] e o [[jazz]] norte-americanos são recebidos no país com grande sucesso, adquirem feições próprias e conquistam legiões de fãs. Gêneros regionais de origem folclórica como a [[música sertaneja]], o [[baião]], o [[forró]] e vários outros também ganham força e são ouvidos em todo o território nacional.
 
As músicas típicas do Brasil são: Samba, Frevo entre outros.
 
Esse crescimento exponencial em quantidade e qualidade da atividade musical ao longo do século XX, que inclui o surgimento de inúmeras escolas básicas e academias superiores, gravadoras, fábricas de instrumentos, orquestras sinfônicas e conjuntos diversificados, emissoras de rádio e televisão, editoras de partituras, festivais e outras vias de produção e divulgação, tornou a música brasileira conhecida e apreciada internacionalmente, sendo objeto também de intenso estudo especializado no Brasil e no estrangeiro.
=== Primórdios ===
{{AP|Maneirismo no Brasil|Barroco no Brasil}}
[[FicheiroImagem:Francisco da Silva Romão - Santa Cecília.jpg|left|thumb|[[Francisco da Silva Romão]]: ''Santa Cecília'', padroeira dos músicos. [[Museu de Arte da Bahia]].]]
 
O que se conhece dos primeiros tempos da música erudita no Brasil é muito pouco. Não se pode pintar um panorama da música nacional durante os dois primeiros séculos de colonização sem sermos obrigados a deixar amplos espaços em branco. Os primeiros registros de atividade musical consistente provêm da presença dos padres [[jesuíta]]s, estabelecidos aqui desde 1549. Dez anos depois já haviam fundado aldeamentos para os índios (as chamadas [[reduções]]) com alguma estrutura educativa musical. Nestes tempos de desbravamento e fundação de uma nova civilização, as cidades eram poucas e mesmo as mais importantes não passavam de pequenos povoados. É testemunha da importância atribuída à música a contratação, já em 1553, de [[Francisco de Vaccas]] como mestre-de-capela da [[Catedral de Salvador]], o que também indica a existência de uma estrutura mínima para uma prática musical estável apenas quatro anos após a fundação da cidade.<ref>Mariz, Vasco. ''História da Música no Brasil''. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 6ª edição ampliada e atualizada, p. 33</ref><ref>Cardoso, André. ''A Música na Corte de D. João VI''. Martins Fontes, 2008, p. 47</ref>
 
=== A Escola Mineira ===
[[FicheiroImagem:Lobo de Mesquita - Manuscrito da Antífona Salve Regina - 1787.jpg|thumb|Partitura autógrafa da [[antífona]] ''Salve Regina'' de Lobo de Mesquita]]
[[FicheiroImagem:Manuel da Costa Ataíde - Anjos músicos.jpg|thumb|Detalhe de pintura de [[Mestre Ataíde]] mostrando anjos músicos. A iconografia fornece informações sobre o instrumental utilizado na época.]]
 
Na segunda metade do século XVIII um grande florescimento musical aconteceu na Capitania das [[Minas Gerais]], especialmente na região de [[Ouro Preto]], [[Mariana]] e [[Diamantina]], onde a extração de grandes quantidades de ouro e diamantes destinados à metrópole portuguesa atraiu uma população considerável que deu origem a uma próspera urbanização. Ali a vida musical, tanto pública como privada, religiosa ou secular, foi muito privilegiada, registrando-se a importação de grandes [[órgão (instrumento musical)|órgão]]s para as igrejas e de partituras europeias pouco tempo após sua publicação em seus países originais. Neste período surgiram as mais antigas orquestras do Brasil ainda em atividade, a [[Lira Sanjoanense]] e a [[Orquestra Ribeiro Bastos]], e os primeiros compositores importantes naturais da terra, muitos deles mulatos. Dignos de nota foram [[Lobo de Mesquita|José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita]], talvez o mais importante deste grupo, [[Manoel Dias de Oliveira]], [[Francisco Gomes da Rocha]], [[Marcos Coelho Neto (pai)]] e [[Marcos Coelho Neto (filho)]], todos muito ativos. Trazem obras suas algumas das mais antigas partituras escritas no Brasil a chegarem até os nossos dias, ainda que a maior parte de sua produção também tenha se perdido. Mas dentre o que restou são exemplos notáveis um ''Magnificat'' de Manuel Dias de Oliveira e a célebre ''Antífona de Nossa Senhora'', de Lobo de Mesquita. Impressionam as estatísticas da época do apogeu mineiro: em Diamantina existiriam dez regentes em atividade, o que implicaria um corpo de músicos profissionais de pelo menos 120 pessoas; em Ouro Preto teriam atuado cerca de 250 músicos, e mais de mil em toda a Capitania, sem contar os diletantes, que deveriam compor uma legião adicional, uma quantidade maior do que a que existia na metrópole portuguesa na mesma época, como informou [[Vasco Mariz]].<ref>Mariz, pp. 35-38</ref>
 
=== O Classicismo ===
[[FicheiroImagem:José Mauricio Nunes Garcia.jpg|thumb|esquerda|Padre José Maurício Nunes Garcia.]]
 
Fator crucial para a transformação da vida musical e dos parâmetros estéticos brasileiros seria a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808. Até então o Rio não se distinguia em nada de outros centros culturais do país, sendo mesmo inferior a Minas e aos centros nordestinos, mas a presença da corte alterou radicalmente a situação, concentrando todas as atenções e servindo como grande estímulo a um outro florescimento artístico, já de molde claramente classicista. [[Dom João VI]] havia trazido consigo a vasta biblioteca musical dos [[Casa de Bragança|Bragança]] - uma das melhores da Europa na época - e rapidamente mandou vir músicos de Lisboa e ''[[castrato|castrati]]'' da Itália, reorganizando a [[Capela Real do Rio de Janeiro|Capela Real]] agora com cerca de 50 cantores e uma centena de instrumentistas, e mandou construir um suntuoso teatro, chamado de [[Real Teatro de São João]]. A música profana contou com a presença de [[Marcos Portugal]], nomeado Compositor da Corte e Mestre de Música dos Infantes, e de [[Sigismund von Neukomm]], que contribuíram com apreciável quantidade de obras próprias e também para divulgar na capital o trabalho de importantes autores europeus, como [[Wolfgang Amadeus Mozart|Mozart]] e [[Haydn]].<ref>Mariz, pp. 51-59</ref>
 
=== Romantismo ===
[[FicheiroImagem:Carlos Gomes (fototipia).jpg|thumb|Carlos Gomes.]]
 
A figura central nestes tempos difíceis foi [[Francisco Manuel da Silva]], discípulo do Padre José Maurício e sucessor de seu mestre na Capela. Apesar de ser compositor de escassos recursos, merece crédito por sua importante atividade organizadora, fundando o Conservatório de Música do Rio de Janeiro e sendo o regente do Teatro Lírico Fluminense e depois da Ópera Nacional. Também foi o autor do ''[[Hino Nacional Brasileiro]]''. Sua obra refletiu a transição do gosto musical para o [[Romantismo]], quando o interesse dos compositores nacionais recaiu principalmente sobre a ópera. Neste campo a maior figura foi sem dúvida [[Antônio Carlos Gomes]], que compôs óperas com temas nacionalistas mas com estética europeia, tais como [[Il Guarany]] e [[Lo Schiavo]], que conquistaram sucesso em teatros europeus exigentes como o [[Teatro alla Scala|La Scala]], em [[Milão]].<ref name="Mariz6171"/>
 
=== Nacionalismo ===
[[FicheiroImagem:Heitor Vila-Lobos (c. 1922).jpg|thumb|Villa Lobos.]]
 
Após Carlos Gomes passou-se a prestar mais atenção ao que poderia constituir uma música autenticamente brasileira. Neste sentido o rico [[folclore]] nacional foi a peça-chave, e compositores utilizaram seus temas para elaborações eruditas, embora ainda seguidoras em linhas gerais de escolas estrangeiras. [[Brasílio Itiberê da Cunha]] também foi um dos precursores desta corrente, com sua [[rapsódia]] ''A Sertaneja'', para piano, escrita entre 1866 e 1869. Outros nomes importantes são [[Luciano Gallet]] e Alexandre Levy, de escola europeia, mas que uma forma ou outra buscaram incorporar elementos tipicamente nacionais em sua produção. O caminho estava aberto, e um sabor definitivamente brasileiro pode ser encontrado na obra de [[Antônio Francisco Braga]], e especialmente em [[Alberto Nepomuceno]], a figura dominante do período, que empregou largamente ritmos e melodias do folclore em uma síntese inovadora e efetiva com as estruturas formais de matriz europeia. A atuação de Nepomuceno também foi importante por ter ele sido presidente da primeira associação brasileira dedicada a concertos sinfônicos públicos.<ref>Carvalho, Flávio. [http://www.iar.unicamp.br/rotunda/rotunda02.pdf#page=5 "O nacional em música na obra de Alberto Nepomuceno: pilares cambiantes nas críticas de jornais cariocas"]. In: ''Rotunda'', 2003 (2):5-14</ref>
=== Origens ===
{{AP|Lundu|Modinha|Choro}}
[[FicheiroImagem:Rugendas lundu 1835.jpg|thumb|left|180px|O lundu praticado no século XIX, em gravura de [[Rugendas]].]]
A música popular brasileira é resultado da confluência cultural de três etnias: o índio, o branco e o negro, dos quais herdamos todo o instrumental, o sistema harmônico, os cantos e as danças.<ref name="DINIZ/2006-19p">Diniz, 2006, p.19</ref> Como manifestação cultural expressiva, ela surgiu no início do [[século XIX]], nos principais centros do então [[Brasil Colônia]], notadamente [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]], [[Pernambuco]] e [[Bahia]], entoada por pessoas que cantavam [[modinha]]s e [[lundu]]s ao violão, ao piano ou acompanhadas por bandas instrumentais.<ref name="DINIZ/2006-20p">Diniz, 2006, p.20</ref> Os dois principais gêneros musicais urbanos nos tempos do [[Império Brasileiro|Império]] e do [[Brasil República|início da República]] eram o lundu e a modinha, apreciados tanto em saraus literário-musicais da elite da época e quanto nas ruas, tabernas e lares mais simples. Sozinhos ou em grupo, instrumentistas ao violão saíam à noite pelas ruas e residências entoando músicas românticas e cristalizando, ao final do [[século XIX]], a tradição da [[seresta]].<ref name="DINIZ/2006-22p">Diniz, 2006, p.22</ref><ref name="Edilson">Lima, Edilson Vicente de. [http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista-textos-do-brasil/portugues/revista12-mat6.pdf "A modinha e o lundu no Brasil"] {{Wayback|url=http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista-textos-do-brasil/portugues/revista12-mat6.pdf |date=20150629021945 }}. In: ''Textos do Brasil'', nº 12</ref>
[[Imagem:Joaquimcalado.jpg|thumb|150px|Joaquim Calado.]]
[[FicheiroImagem:Chiquinha 6a.jpg|thumb|150px|Chiquinha Gonzaga.]]
 
Originalmente uma dança africana que chegou ao Brasil, via [[Portugal]], ou diretamente, com os escravos vindos de [[Angola]], o lundu tinha uma natureza sensual e humorística que foi censurada na metrópole, mas no Brasil recuperou este caráter, apesar de ter incorporado algum polimento formal e instrumentos como o [[bandolim]]. Mais tarde o lundu, que de início não era cantado, evoluiu assumindo um caráter de canção urbana e se tornando popular como dança de salão.<ref name="Fluminense">Abreu, Martha. [http://www.historia.uff.br/nupehc/files/martha.pdf "Histórias da Música Popular Brasileira, uma análise da produção sobre o período colonial"]. Núcleo de Pesquisas em História Cultural da Universidade Federal Fluminense</ref><ref name="Portal">[http://www.portaledumusicalcp2.mus.br/Apostilas/PDFs/8ano_06_HM%20Popular%20Brasileira.pdf ''História da Música Popular Brasileira''] {{Wayback|url=http://www.portaledumusicalcp2.mus.br/Apostilas/PDFs/8ano_06_HM%20Popular%20Brasileira.pdf |date=20150630144952 }}. Portal de Educação Musical do Colégio Pedro II</ref> Outra dança muito antiga é o [[cateretê]], de origem indígena e influenciada mais tarde pelos escravos africanos.
=== Primeira metade do século XX ===
{{AP|Teatro de Revista|Bossa Nova}}
[[FicheiroImagem:Carmen Miranda 1941.JPG|thumb|left|150px|Carmen Miranda.]]
[[Imagem:Tom19.jpg|thumb|150px|left|Tom Jobim.]]
 
{{Artigos principais| [[Tropicália]], [[Jovem Guarda]], [[Iê Iê Iê]], [[MPB (gênero musical)]], [[Rock no Brasil]]}}
[[Imagem:Robertocarlosinicioanos70.jpg|thumb|150px|Roberto Carlos no início dos [[anos 1970]].]]
[[FicheiroImagem:Caetano Veloso.jpg|thumb|150px|Caetano Veloso.]]
No entanto, no início dos anos 60, à medida que o movimento da bossa nova evoluía, o esteticismo original dava lugar à introdução de temas políticos, tendência exemplificada em [[Zé Keti]] e [[João do Vale]], fazendo com que ela sofresse uma cisão em duas correntes opostas, abrindo o campo para a polêmica. A politização da música popular ganharia corpo sob a [[Ditadura militar no Brasil|ditadura]] implantada em 1964, aparecendo o gênero da "canção de protesto", como a famosa "[[Pra não Dizer que não Falei das Flores|Caminhando]]", de [[Geraldo Vandré]]. É a época dos grandes festivais musicais na [[TV]], onde surgiu uma geração universitária de compositores e cantores, entre os quais [[Chico Buarque]] e [[Edu Lobo]], que seria idolatrada pela intelectualidade e classificada sob a sigla MPB (Música Popular Brasileira). Era um movimento intimamente ligado ao engajamento político contra a ditadura.<ref name="barquinho"/>
 
 
A transição para a década de 1970 foi marcada pela consolidação da MPB, "incorporando gêneros os mais variados ao seu repertório, não somente de outras origens regionais (como o baião nordestino), mas também estrangeiros (como o [[reggae]] jamaicano). Nesse cenário a Jovem Guarda foi considerada como 'alienada' dos problemas sociais e políticos do país sob ditadura militar", como referiu Ulhôa, e logo o movimento perdeu sua força.<ref name="Ulhôa"/> Nesse contexto se destacam artistas como os Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, [[Gal Costa]], [[Simone]], [[Elis Regina]], [[Rita Lee]] e [[Maria Bethânia]].
[[FicheiroFile:Waldikc soriano.jpg|thumb|left|150px|Waldick Soriano.]]
[[Ficheiro:Reginaldo Rossi na praça Castro Alves.jpg|thumb|left|150px|Reginaldo Rossi.]]
 
O [[samba]] enquanto gênero musical surgiu em princípios do [[século XX]] no [[Rio de Janeiro]], porém o termo já era usado desde pelo menos 1830 para designar manifestações com origem no [[batuque (música)|batuque]] como a [[Coco (dança)|roda de coco]]. Recebeu influências do [[samba de roda]], da [[modinha]], do [[maxixe]] e do [[lundu]]. No início era um tipo de música identificada com as pessoas dos estratos mais humildes e tinha seu principal centro no bairro carioca [[Estácio (bairro)|Estácio de Sá]], mas logo ele sairia das rodas de improvisações e criações conjuntas dos morros cariocas e seria alçado à condição de gênero musical mais "tipicamente" brasileiro. Contribuiu para isso a primeira gravação de um samba, ''[[Pelo Telefone]]'', lançada em 1917, que teve sucesso nacional.<ref name="Sandroni"/><ref name="Paranhos"/>
[[Ficheiro:Cartola por Cynthia Brito.jpg|thumb|150px|Cartola.]]
[[FicheiroFile:Clara Nunes.jpg|thumb|150px|Clara Nunes.]]
 
Em linhas muito gerais, o samba se caracteriza pela melodia sincopada, a grande ênfase rítmica e uso importante da percussão. Contudo, enquanto ia dando origem à bossa nova, o samba carioca recebia influência de muitos outros gêneros urbanos, como o rock e o funk, em sínteses desenvolvidas por artistas como [[Jorge Ben]] e [[Dom Salvador]]. Neste ínterim, já espalhado para todo o Brasil, alguns grupos absorviam elementos da música folclórica, dando origem a correntes de caráter tradicional e regionalista. Hoje a denominação abrange uma grande variedade de linhas distintas, como [[samba de roda]], o [[samba-raiado]], [[samba-corrido]], [[samba-chulado]], [[Partido-alto|samba de partido alto]], [[pagode (música)|pagode]], o [[samba-rap]], [[samba-rock]], [[samba-reggae]] e o [[samba-enredo]] das [[escolas de samba]] de carnaval, entre inúmeros, cada qual incorporando influências diferentes e evoluindo com independência. Durante algum tempo o samba foi uma das formas de resistência contra a penetração da influências estrangeiras, mas com a crescente diversificação do gênero, que absorve hoje muitos elementos internacionais, há grande polêmica a respeito da justeza de apelidar alguns dos subtipos como verdadeiro samba.<ref name="Sandroni">Sandroni, Carlos. [http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista-textos-do-brasil/portugues/revista11-mat10.pdf "Transformações do samba carioca no século XX"] {{Wayback|url=http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista-textos-do-brasil/portugues/revista11-mat10.pdf |date=20150629044623 }}. In: ''Textos do Brasil'', (11):78-83</ref><ref name="Paranhos">Paranhos, Adalberto. [http://www.scielo.br/pdf/his/v22n1/v22n1a04.pdf "A invenção do Brasil como terra do samba: os sambistas e sua afirmação social". In: ''História'', 2003; 22 (1):81-113 ]</ref><ref name="Frota">Frota, Wander Nunes. ''Auxílio luxuoso: Samba símbolo nacional, geração Noel Rosa e indústria cultural''. Annablume, 2003</ref> Diz Adalberto Paranhos:
Nota-se uma substancial predominância das mulheres no campo da interpretação de canções: desde as divas da era do rádio até os dias atuais as mulheres são maioria. Em 2006 mais de 100 discos de intérpretes femininas foram lançadas. No mesmo período, foram lançados apenas 34 discos de intérpretes masculinos.<ref>[http://veja.abril.com.br/110407/p_120.shtml "A nação das cantoras"]. ''Veja''</ref>
 
== A música popular tradicional ou folclórica ==
{{AP|[[Música folclórica]]}}
[[Imagem:Rugendascongada.jpg|thumb|Rugendas: Uma congada no século XIX.]]
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