Diferenças entre edições de "Partido Comunista do Brasil"

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| internacional = [[Foro de São Paulo]]
| ano_membros = 2019
| membros = {{fmtn|396.201}} filiados <ref>http://www.tse.jus.br/eleitor/estatisticas-de-eleitorado/filiados acesso 15 de Outubro de 2019</ref>
| cores = {{Colorbox|{{Partido Comunista do Brasil/meta/cor}}}} [[Vermelho]]
{{Colorbox|#fff500}} [[Amarelo]]
{{comunismo}}
[[Imagem:Hammer_and_sickle.svg|thumb|esquerda|180px|A [[foice e martelo]], [[símbolo]] da união do [[camponês|campesinato]] com o [[proletariado]] urbano, é o símbolo oficial do PCdoB, bem como do Movimento Comunista Internacional.]]
O nome ''Partido Comunista do Brasil '' havia sido usado primeiramente pelo antigo PCB, fundado em [[25 de março]] de [[1922]]. Posteriormente o PCB alterou seu nome para [[Partido Comunista Brasileiro]]. Quando ocorreu a cisão internacional no movimento comunista, a partir do XX Congresso do [[Partido Comunista da União Soviética]], em [[1956]], no PCB houve também uma ruptura no V Congresso,<ref name="PCB V Congresso"/>, em [[1960]], sendo que esta ruptura atingiu a direção que reconstruíra o Partido dos golpes sofridos pelo [[Estado Novo (Brasil)|Estado Novo]] de Vargas, surgida na Conferência da Mantiqueira, em 1943, contando com Maurício Grabois, Pedro Pomar, [[Diógenes Arruda Câmara]] e [[João Amazonas]], entre outros.<ref name="Grabois FGV">{{citar web|url=http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/grabois-mauricio|titulo=GRABOIS, Maurício|acessodata=055 de setembro de 2019|autor=Fundação Getúlio Vargas}}</ref> Essa cisão levou à criação do PC do B, que adotou o nome primitivo do PCB: Partido Comunista do Brasil. O PC do B, apesar de ser uma dissidência, sempre reivindicou ser a continuidade natural do PCB original, razão pela qual utiliza a data de fundação daquele como sendo sua, e afirma ser o partido mais antigo do Brasil. Seu primeiro congresso, realizado em 1960, foi chamado de 5.º Congresso,<ref name="PCB V Congresso"/>, de forma a continuar a cronologia do partido do qual se originou.<ref name="PCB V Congresso"/>
 
[[File:Joaoamazonas.jpg|thumb|right|[[João Amazonas]], o mais famoso militante do PCdoB e presidente do partido por 40 anos (de [[1962]] até sua morte, em [[2002]])]]
 
=== A diretriz maoista (1962-1969) ===
Enquanto o PCB abandonava definitivamente a figura de Stálin, o PCdoB manteve o ex-líder soviético como uma de suas referências teóricas (ao lado de [[Marx]], [[Engels]] e [[Lênin]]). Na mesma época, a crise entre a União Soviética e a China atingiu o seu auge, quando o líder chinês [[Mao Tse Tung]] criticou o processo de desestalinização em curso na União Soviética,<ref name="Grabois FGV"/>, e acusou Khruschev de desvios "oportunistas" e "reformistas".
 
Como a direção do PCB mantinha-se rigidamente fiel a Moscou, a cisão de Mao com o restante do movimento comunista atraiu a simpatia do PCdoB,<ref name="Grabois FGV"/>, que enviou emissários a [[Beijing]] para formalizar a vinculação ideológica com as novas diretrizes ideológicas do [[Partido Comunista da China]]. Dentre esses emissários, estava o então presidente [[exílio|exilado]] do partido, [[João Amazonas]], que foi recebido pelo próprio Mao Tsé Tung. A partir de então, o partido passou a aproximar-se progressivamente dos postulados [[maoismo|maoistas]], considerando apenas a [[China|China Popular]] e a [[Albânia]] como países comunistas, e que os demais tinham retrocedido a uma diretriz revisionista e não mais revolucionária.<ref name="Grabois FGV"/>
 
Porém, a adesão ao maoismo incluiu uma mudança nas estratégias seguidas pelo PCdoB. Seguindo o princípio da ''Guerra Popular Prolongada'', o PCdoB assumiu o compromisso de transferir seus quadros para o campo, iniciando a formação de um exército camponês.<ref name="Grabois FGV"/> Essa concepção de luta revolucionária contrastava tanto com as táticas tradicionais do PCB (que, fiel ao "caminho pacífico, se opôs à luta armada contra a Ditadura) quanto com o [[foquismo]] de novas forças como a [[Ação Libertadora Nacional]] (ALN) e o [[Movimento Revolucionário Oito de Outubro]] (MR-8), que priorizavam a [[guerrilha urbana]] e o foco como forma de combater o governo militar estabelecido em 1964.
O fracasso da guerrilha camponesa e a [[Quatro modernizações|nova política adotada pela China a partir da morte de Mao, em 1976]], levaram o PCdoB a romper totalmente com o maoismo. Em 1978, o partido acompanhou [[Enver Hoxha]] na sua crítica aos dirigentes chineses e passou a considerar apenas a Albânia como país socialista, na condição de último baluarte do stalinismo.
 
Nesse período, uma cisão interna do PCdoB deu origem ao [[Partido Revolucionário Comunista]] (PRC), liderado por [[José Genoíno]] e [[Tarso Genro]], e que mais tarde se juntaria ao [[Partido dos Trabalhadores]] (PT),<Ref name="Antes do vendaval">{{citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=w4kCPUXI0_MC&pg=PA192&dq=%22Partido+Revolucion%C3%A1rio+Comunista%22%22hist%C3%B3ria%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi6iOOQ-sLkAhUVJ7kGHbnaCvMQ6AEIRjAF#v=onepage&q=%22Partido%20Revolucion%C3%A1rio%20Comunista%22%22hist%C3%B3ria%22&f=false|titulo=Antes do vendaval: um diagnóstico do governo Lula antes da crise política de 2005|acessodata=09/09/2019|autor=Marcia Ribeiro Dias e J. Manuel Santos Pérez |página=192}}</ref>, ao lado da Ala Vermelha.
 
=== O caminho para a legalização partidária (1979-1987) ===
Em 1979, com a [[Abertura política]] e a concessão da [[Anistia]], o PCdoB encontrou um ambiente favorável à sua penetração no sindicalismo e nas organizações estudantis. João Amazonas regressou do exílio em 1979, e [[Diógenes Arruda]] faleceu de [[infarto]] no carro, a caminho de um ato político. A refundação da [[UNE]] (1979), com [[Aldo Rebelo]], marcou o início da hegemonia do partido na entidade universitária (que se mantém desde então, salvo no biênio 1987-1988). Em 1984, o PCdoB fundou a União da Juventude Socialista (UJS), seu braço juvenil.<Ref>{{citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=tp_ypcXb4KMC&pg=PA291&dq=%22Uni%C3%A3o+da+Juventude+Socialista%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiYsIrI-8LkAhVILLkGHRIBCPUQ6AEINzAC#v=onepage&q=%22Uni%C3%A3o%20da%20Juventude%20Socialista%22&f=false|titulo=Gritos silenciados mas evidentes|autor=Hilário Dick|acessodata=09/09/2019|página=291}}</ref>
 
No sindicalismo, o PCdoB adotou inicialmente uma política de aliança com os sindicalistas ligados ao PCB, aderindo em 1983 à [[Central Geral dos Trabalhadores|Conclat]], que incluía também moderados e não marxistas. Dessa forma, o partido se opôs à [[Central Única dos Trabalhadores]] (braço sindical do PT). Em 1984, o PCdoB integrou-se ao movimento das ''[[Diretas Já]]'' (formado por todos os partidos de oposição),<ref name="CPDOC Pc do B">{{citar web|url=http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/partido-comunista-do-brasil-pc-do-b|titulo=Partido Comunista do Brasil|acessodata=09/09/2019|autor=Fundação Getúlio Vargas|publicação=CPDOC}}</ref>, e no ano seguinte, com a derrota da [[emenda Dante de Oliveira]], procurou [[Tancredo Neves]] buscando convencê-lo a lançar-se candidato no [[Colégio Eleitoral]], no que coincidiam com o PCB e o MR8, que consideravam a candidatura decisiva para a [[redemocratização]] e a legalização dos partidos de esquerda, com exceção do PT, já legalizado já em 1980.
 
Nas eleições para a [[Assembleia Nacional Constituinte de 1987]], o PCdoB elegeu seis deputados federais, incluindo Haroldo Lima<ref name="Folha 1987"/> e Aldo Arantes. Destes, três foram originalmente eleitos pela legenda do PMDB, com o qual permanecia aliado, fazendo parte da base de sustentação do [[governo José Sarney]].<ref name="CPDOC Pc do B"/> Na Constituinte, o PC do B foi o único partido a votar contra a menção a [[Deus]] na Constituição.<ref name="Folha 1987">{{Citar web|url=https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/151855/Set%201987%20-%200077.pdf?sequence=3|titulo=Só PC do B vota contra menção a Deus no texto da nova Constituição|data=26 de setembro de 1987|acessodata=09/09/2019|autor= |publicação=Folha de S. Paulo}}</ref>
 
====O IX Congresso====
Aconteceu de 13 a 15 de outubro de 1997 em São Paulo, no apogeu da globalização neoliberal. Os comunistas concentraram-se na construção de uma ampla frente visando a derrotar o neoliberalismo – enfrentar a escalada neoliberal construindo ampla frente oposicionista nacional, democrática e popular – e abrir caminho para o socialismo. Teve início a definição do tipo de partido revolucionário que é preciso construir, de princípios e feição moderna. Do Congresso, saiu o livro "União do povo contra o neoliberalismo: documentos do 9.º Congresso do PCdoB".<ref>{{Citar web|url=http://www.grabois.org.br/cdm/pcdob-documentos/44753/2017-05-15/009-congresso-do-pcdob/9o-congresso-do-pcdob|titulo=Respostas às perguntas mais freqüentes|data=|acessodata=10/09/2019|obra=www.grabois.org.br|publicado=|PUBLICAÇÃO=www.pcdob.org.br|arquivourl= |urlmorta=}}</ref>
 
==== O X Congresso====