Diferenças entre edições de "Pocahontas"

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===Versão muda===
Em 1924, a versão [[curta-metragem]] [[Filme mudo|muda]] ''Pocahontas and John Smith'' foi produzida pela [[Universal Pictures]], estrelando C. L. Sherwood como John Smith e [[Lola Todd]] como Pocahontas. O filme foi dirigido por Bryan Foy e estreou nos Estados Unidos em 6 de outubro de 1924.<ref>[http://www.imdb.com/title/tt0323661/ Pocahontas and John Smith no IMDB]</ref>
[[File:Pocahontas (27086378070).jpg|thumb|right|Atriz vestida de Pocahontas em um parque Disney.]]
 
===Versões da Disney===
Em 1995, a [[Walt Disney Pictures]] lançou uma versão animada da história, ''[[Pocahontas (Disney)|Pocahontas]]'', na qual a indígena foi dublada por [[Irene Bedard]]. A história foi recontada com muitas licenças poéticas, a começar por Pocahontas ser uma jovem adulta, que se apaixona por John Smith. Rendeu uma continuação lançada em vídeo, ''[[Pocahontas II: Journey to a New World|Pocahontas 2 - Uma jornada para o novo mundo]]'', onde Pocahontas vai para a Inglaterra e tem seu relacionamento com [[John Rolfe]].
Em 1995, Roy Disney decidiu lançar um novo filme de animação sobre a história de uma mulher da tribo Powhatan
. Os descendentes da tribo, através do chefe Roy Cavalo Louco, demonstraram indignação diante das declarações de Walt Disney, que afirmou que o filme era ''responsável, bem apurado e respeitável''.
 
Pocahontas é parte da franquia [[Disney Princesa]], e aparece em outras animações da companhia, como ''[[House of Mouse]]'' e ''[[Ralph Breaks the Internet]]''.
''Nós, da Nação Powhatan, discordamos das afirmações de Disney. O filme apresenta uma visão distorcida que vai muito além da história original. Nossas ofertas para ajudar a Disney em aspectos culturais e históricos foram rejeitadas. Tentamos fazer com que a Disney corrigisse os erros ideológicos e históricos do filme, mas fomos ignorados''.
 
''É triste que essa história, da qual euro-americanos deveriam se envergonhar, se tornou meio de entretenimento, perpetuando um mito irresponsável e falso sobre a nação Powhatan.'' Chefe Roy Cavalo Louco.
 
Ele queria que fosse um épico de grande escala que seria adaptável ao tipo de musical estilo Broadway que a Disney havia recentemente abraçado. ''Era um fim de semana de Ação de Graças e eu estava tentando descobrir o que faria a seguir'', conta Gabriel. ''Eu sabia que queria que fosse uma história de amor e estava pensando que um ''western'' podia ser um pouco diferente. Eu pensei sobre Pecos Bill e alguns outros títulos, mas parecia que todos já haviam sido feitos antes. E então o nome Pocahontas me veio à mente e eu fiquei bastante ansioso em relação a ele. Todos conheciam o conto de ela salvando a vida de John Smith e parecia um modo natural de contar a história sobre dois mundos conflitantes separados tentando entender um ao outro''.
 
Peter Schneider (o então presidente da Walt Disney Feature Animation) e seu time de desenvolvimento consideravam uma versão animada da história de “Romeu e Julieta” por cerca de oito anos e o rascunho de Mike Gabriel da história de Pocahontas tinha muito dos mesmos elementos. Schneider diz que “nós estávamos particularmente interessados em explorar o tema de que se não aprendermos a viver uns com os outros, nos destruiremos".
 
Com seu projeto tendo recebido a aprovação dos executivos (o projeto aprovado mais rapidamente na história do estúdio), Gabriel começou a escrever um rascunho da história e trabalhou com Joe Grant em experimentações visuais preliminares e notas de história.
 
Em 1992, após acabar seu trabalho supervisionando a animação do Gênio de Aladdin, Eric Goldberg se uniu a Mike Gabriel como codiretor de Pocahontas. ''Mike e eu separamos nossas funções'' conta Goldberg. ''Eu fiquei principalmente a cargo da animação e do ''clean-up'' enquanto ele lidava com layout, cenários e modelos de cor''.
 
O grande sucesso de ''A bela e a fera'' (1991) teve grande influência na produção de Pocahontas. O filme ganhou as graças não apenas do público infantil, mas também de uma grande parte do público adulto, culminando em uma indicação ao Oscar de melhor filme, a primeira do tipo para um filme de animação.
 
Com o intuito de produzir um filme animado mais adulto que, finalmente, ganhasse a disputada estatueta, Jeffrey Katzenberg, então responsável pelo departamento de animação, resolveu fazer com que Pocahontas se encaixasse às suas ambições. O filme foi estruturado como uma história séria e madura e grande parte dos momentos cômicos foram excluídos.
 
Nos estágios iniciais de produção, os animais falavam assim como na maioria dos filmes Disney. Quando foi decidido que Pocahontas seria um filme mais sério, os animais perderam suas vozes e foram feitos mudos. Como consequência dessa mudança na produção, um personagem cômico acabou sendo excluído do filme: com a voz do falecido comediante John Candy, Pena Vermelha (''Redfeather'') era um peru que seria o companheiro de Pocahontas.
 
Algumas cenas testes de animação chegaram a ser feitas e até mesmo seu ''design'' foi finalizado. O personagem acabou sendo deixado de lado e substituído por Meeko, o guaxinim, animal que permitiria um humor menos exagerado e cujas expressões seriam mais bem captadas em pantomima.
 
Um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores do filme foi a falta de informação sobre a veracidade de diversos eventos que cercam a história de Pocahontas. Até o maior acontecimento do filme, o de Pocahontas salvando a vida de John Smith, causa alguma controvérsia entre os historiadores que debatem se o fato realmente aconteceu ou não.
 
Segundo o produtor James Pentecost, ''Se os próprios historiadores não conseguem concordar, nós sentimos que tínhamos certa licença do que é conhecido do folclore para criar a história''.
 
O filme da Disney sobre Pocahontas apresenta, em sua trilha sonora, uma canção considerada um dos maiores hinos de preservação ambiental. A canção se chama '''[[Colors of the Wind]]''' ([[As Cores do Vento]]) e foi regravada por cantoras como Vanessa Williams e Vanessa Hudgens. O primeiro filme da [[Disney]] sobre [[Pocahontas (Disney)|Pocahontas]] relata o relacionamento dela com John Smith. Porém, sua continuação [[Pocahontas II: Journey to a New World|Pocahontas 2 - Uma jornada para o novo mundo]], mostra seu relacionamento com [[John Rolfe]].
 
===Versão de Terrence Malick===
[[Terrence Malick]] contou a história de Pocahontas no filme de 2005, ''[[The New World]]'', onde foi interpretada por [[Q’orianka Kilcher]].
 
Já o filme estadunidense de 2005, ''The new world'', foi realizado por Terrence Malick e contava com os atores Collin Farrel, Christopher Plummer, Christian Bale e Q’orianka Kilcher.
 
No filme, em 1607, três embarcações inglesas, financiadas pela London Virgínia Company, partiam ao longo do oceano Atlântico rumo a novos territórios, na esperança de encontrarem lendários tesouros e ouro. Ao desembarcarem no rio James, na Virgínia, estabeleciam a colônia de Jamestown. A maioria dos 103 colonos do grupo original eram aristocratas mal preparados para as condições do Novo Mundo, pelo que as condições de vida na colônia se degradavam ao ritmo que em se desvanecia a esperança de encontrar ouro.