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O '''Departamento de Ordem Política e Social''' ('''DOPS'''), criado em 30 de dezembro de 1924, foi um órgão do governo [[brasil]]eiro utilizado principalmente durante o [[Estado Novo (Brasil)|Estado Novo]] e mais tarde na [[Ditadura militar no Brasil (1964–1985)|Ditadura Militar]]. O órgão, que tinha a função de assegurar e disciplinar a ordem militar no país, foi instituído em 17 de abril de 1928 pela lei nº 2304 que tratava de reorganizar a Polícia do Estado.
'''Departamento de Ordem Política e Social''' ('''DOPS'''), é um termo comum para se referir às [[Polícia política|Polícias Políticas]] constituídas no Brasil desde o início o século XX até os anos 1980<ref>{{citar web|url=https://revistas.ufrj.br/index.php/RevistaHistoriaComparada/article/view/89/83|titulo=AS DUAS FACES DA REPRESSÃO: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS DA
POLÍCIA POLÍTICA DURANTE O ESTADO NOVO (1937-1945) E DURANTE
A DITADURA MILITAR (1964-1983)|data=|acessodata=|publicado=Revista de História Comparada|ultimo=Pacheco|primeiro=Thiago}}</ref>. O termo e sigla foi popularizado pela versão paulista do órgão, criada em 30 de dezembro de 1924. Foi um órgão do governo [[brasil]]eiro utilizado principalmente durante o [[Estado Novo (Brasil)|Estado Novo]] e mais tarde na [[Ditadura militar no Brasil (1964–1985)|Ditadura Militar]].
 
== História ==
No passado, subordinados aos Governos Estaduais, os departamentos receberam outras denominações, dependendo da época e do local, como DEOPS (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) e DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social). O órgão originou-se na Polícia Civil do Distrito Federal (então, Rio de Janeiro) em 1900, quando a competência privativa de investigações políticas era atribuída ao Chefe de Polícia. As atividades de Polícia Política foram, ao decorrer dos anos, se organizando administrativamente: em 1907, foi criado Corpo de Investigações e Segurança Pública; em 1920, foi estruturada a Inspetoria de Investigação e Segurança Pública, a qual se subordinavam a Seção de Ordem Social e Segurança Pública. Suas atribuições eram vigiar o movimento anarquista e agilizar a expulsão de estrangeiros.
 
Em São Paulo, na década de 1930, a Delegacia de Ordem Política e Social foi desmembrada em duas: a de Ordem Política e a de Ordem Social.&nbsp;Em 1938, sob a ditadura do Estado Novo, teve seu organograma alterado, passando a ser supervisionada pela [[Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública]]. Era constituído pelo Gabinete do Delegado, pelas delegacias de Ordem Política e Ordem Social, cada uma composta pelas seções de policiamento e investigações: o Cartório, a seção de Expediente – em que estavam vinculados os serviços de Protocolo e Arquivo Geral –, e, ainda, a seção de Contabilidade, o Corpo de Segurança, o Serviço Reservado (mais tarde chamado de Serviço Secreto), Prisões e Portaria. Além das duas primeiras delegacias, o DEOPS também contava com mais duas especializadas: a Delegacia de Fiscalização de Explosivos, Armas e Munições e a Delegacia de Fiscalização de Entrada, Permanência e Saída de Estrangeiros.<ref name=":0">'''Larissa Rosa Corrêa'''. Artigo publicado na edição nº 33 de outubro de 2008 em www.historica.arquivoestado.sp.gov.br</ref>
Em 1933, a Polícia Política torna-se uma delegacia especializada, a Delegacia Especial de Segurança Política e Social. Já em 1944, ela deixa de ser uma delegacia especializada para tornar-se uma divisão da Polícia Civil: a Divisão de Polícia Política e Social, subordinada diretamente ao Departamento Federal de Segurança Pública. Por fim, em 1962, a Polícia Política recebe o ''status'' de Departamento, com o nome de Departamento de Ordem Política e Social.
 
Em São Paulo, na década de 1930, a Delegacia de Ordem Política e Social foi desmembrada em duas: a de Ordem Política e a de Ordem Social.&nbsp;Em 1938, sob a ditadura do Estado Novo, teve seu organograma alterado, passando a ser supervisionada pela [[Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública]]. Era constituído pelo Gabinete do Delegado, pelas delegacias de Ordem Política e Ordem Social, cada uma composta pelas seções de policiamento e investigações: o Cartório, a seção de Expediente – em que estavam vinculados os serviços de Protocolo e Arquivo Geral –, e, ainda, a seção de Contabilidade, o Corpo de Segurança, o Serviço Reservado (mais tarde chamado de Serviço Secreto), Prisões e Portaria. Além das duas primeiras delegacias, o DEOPS também contava com mais duas especializadas: a Delegacia de Fiscalização de Explosivos, Armas e Munições e a Delegacia de Fiscalização de Entrada, Permanência e Saída de Estrangeiros.<ref name=":0">'''Larissa Rosa Corrêa'''. Artigo publicado na edição nº 33 de outubro de 2008 em www.historica.arquivoestado.sp.gov.br</ref>
 
Durante a segunda metade da década de 1940 a 1969, o DEOPS abrigava as Delegacias de Ordem Política, de Ordem Social, de Estrangeiros, de Ordem Econômica, de Armas e Explosivos e, também, o Serviço Secreto. A Delegacia de Ordem Social era responsável por investigar todos os tipos de movimentos sociais, como greves, campanhas contra a carestia, associações de amigos de bairros, bem como fiscalizar a ação dos sindicatos e dos trabalhadores organizados, produzindo inquéritos, relatórios e prontuários de presos e investigar os movimentos nas cidades do interior do estado de São Paulo. As questões políticas ficavam a cargo de uma delegacia especializada. Além de acompanhar comícios e eleições, esse setor ainda fornecia informações sobre a situação política nas cidades do interior, dos partidos políticos, personalidades e cargos. Em seu acervo, encontram-se cortes de jornais agrupados por tema, relatórios e inquéritos que, por sua vez, também possuem duplicatas arquivadas na série prontuários. A partir da década de 1960, com a demanda crescente do aparelho repressivo militar, essa delegacia ampliou suas atribuições, passando a investigar as ações dos movimentos estudantis e das organizações clandestinas.<ref name=":0" />
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