Diferenças entre edições de "António José de Ávila"

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António José de Ávila nasceu a [[8 de março]] de [[1807]], numa modestíssima habitação da Rua de Santo Elias, da freguesia da [[Matriz (Horta)|Matriz]] da então vila da [[Horta]], [[Ilha do Faial]], [[Açores]], filho de Manuel José de Ávila, de ascendência nobre filho segundo de fidalgos de Lisboa, que perdera tudo e tentara fortuna no arquipélago, e de Prudenciana Joaquina Cândida da Costa, oriunda de famílias da Matriz da Horta.
 
Dos dez filhos do casal, apenas quatro sobreviveram até atingir a idade adulta, o que diz das condições de vida da família. Entre os filhos que atingiram a idade adulta, António José, o futuro duque, era o rapaz mais velho, apenas precedido por sua irmã Joaquina Emerenciana (nascida em 1804). Os outros sobreviventes foram Maria do Carmo (nascida em 1815) e Manuel José, o último filho do casal (nascido em 1817).
 
Com o fim dos ciclo de governos setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista [[Joaquim António de Aguiar]], em [[1841]]), Ávila tornou-se ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de [[António Bernardo da Costa Cabral|Costa Cabral]] e do [[Duque da Terceira]]. Só com a subida ao poder de [[Duque de Saldanha|Saldanha]], abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do [[Duque de Loulé]], voultou a assumir a pasta da Fazenda.
 
Por Alvará de Mercê Nova de D. [[Pedro V de Portugal]] de 9 de Outubro de 1860, concederam-se a António José de Ávila as seguintes [[Brasão|Armas]] de Ávila: esquartelado, o 1.º e o 4.º de ouro, com uma águia estendida de negro, o 2.º e o 3.º de prata, com três faixas de vermelho, acompanhadas de quatro olhos sombreados de azul, alinhados em banda; [[timbre]]: a águia do escudo; coroas: posteriormente de Conde, de Marquês e de Duque.<ref>"Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, p. 69</ref> Antes dessa Mercê, usava um escudo partido: a 1.ª de Ávila e a 2.ª da Costa; [[timbre]]: de Ávila.
 
Quando, em [[4 de janeiro]] de [[1868]], se deu a [[Janeirinha]], que pôs termo ao governo de coligação a que presida Joaquim António de Aguiar, Ávila foi chamado a exercer as funções de presidente do Conselho.
 
Encontravam-se no funeral Fontes e Sampaio, o Duque de Palmela, o Marquês de Ficalho e o Duque de Loulé, seguido por cerca de 500 carruagens, com mais de um milhar de pessoas, que incluíam representantes dos órgãos do Estado, da família real, associações e muitas classes da sociedade. Um criado da Casa Real foi fornecido para conduzir a carruagem funerária, seguido de uma carruagem com o vigário paroquial da Basílica dos Mártires e doze sacerdotes. Este transporte também foi seguido pelo sobrinho [[António José de Ávila Júnior|António José de Ávila]], e outra carruagem com a coroa Ducal sobre uma almofada de veludo preto, seguido pelo [[Regimento de Cavalaria n.º 4]] e banda.
 
== Fontes ==
* Redacção Quidnovi, com coordenação de [[José Hermano Saraiva]]. ''História de Portugal, Dicionário de Personalidades'', Volume XI. Quidnovi Edição e Conteúdos, S. A., 2004.
* SARDICA, José Miguel. «[http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218729135M5mNI9vm9Xp31CX0.pdf Um homem para todas as causas : perfil político do Duque de Ávila e Bolama]» in ''Análise Social, vol. XXXVI (160), 2001, pgs. 639-684.
* SARDICA, José Miguel. ''Duque de Ávila e Bolama : Biografia''. Lisboa : Assembleia da República; Publicações Dom Quixote, 2005.
 
== Bibliografia ==
Uma informação detalhada sobre a vida e a obra do Duque de Ávila e Bolama está disponível em:
* ''Duque de Ávila e Bolama - Biografia'', por José Miguel Sardica; Colecção Parlamento (17), Publicações Assembleia da República/Dom Quixote; Lisboa, 2005; 685 pp.
 
==Ligações externas==
* [http://www.arqnet.pt/dicionario/avila1d.html Biografia completa]
 
{{Referências}}