Diferenças entre edições de "Miguel I de Portugal"

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| nome = Miguel I
| titulo = O Absolutista
| imagem = Infante D. Miguel ofde Bragança (1827), by Johann Nepomuk Ender Portugal(1793-1854).jpgpng
| imgw = 248px
| legenda = <small>Retrato por [[João Nepomuk Ender]], 1827</small>
| legenda =
| sucessão = [[Lista de monarcas de Portugal|Rei de Portugal e dos Algarves]]
| reinado = {{dtlink|11|7|1828}}<br/>a {{dtlink|26|5|1834}}
| predecessor = [[Maria II de Portugal|Maria II]]
| tipo-pre = Predecessora
| sucessor = [[Maria II|Rainha de Portugal e Algarves]]
| tipo-suc = Sucessora
| sucessão1 = [[Duque de Bragança]]
 
== Rei de Portugal ==
[[Imagem:Maria II -Portugal Parques de Sintra1829.pngjpg|thumb|left|175px|D. Maria da Glória.]]
D. Miguel foi [[Lista de monarcas de Portugal|rei de Portugal]] entre 1828 e 1834, período no qual se deu a [[Guerra Civil Portuguesa (1828-1834)|Guerra Civil Portuguesa]] de 1831-1834.
 
D. Miguel era também um admirador do chanceler [[Metternich]] da [[Áustria]], embora afirmasse não ser adepto de uma [[absolutismo|monarquia absoluta]], mas apenas pretender libertar Portugal das influências estrangeiras ― principalmente das ideias da [[Maçonaria]], as quais considerava nefastas.
 
[[File:Miguel - João Baptista Ribeiro (1790 - 1868).jpg|rigth|thumb|upright=1.1|''Miguel I de Portugal''<br><small>[[João Baptista Ribeiro]], 1828. No Museu Nacional de Soares dos Reis</small>]]
[[File:Rei D. Miguel (2.º quartel séc. XIX).png|thumb|rigth|upright=0.7|175px|Retrato de D. Miguel.]]
 
=== Início da actividade pública ===
Para poder voltar a Portugal, D. Miguel aceitou, então, ficar noivo da sua sobrinha, D. Maria da Glória, e para poder ser nomeado [[regente do reino]] na menoridade desta, jurou ainda, perante a corte austríaca, a [[Carta Constitucional de 1826]] com "reserva de todos os seus direitos" e a expressa determinação de esta ser previamente aceite pelos [[três estados do reino]], conforme seu decreto de outorga.<ref>Francisco Pina Manique,'' A Causa de D. Miguel'', Lisboa, Caleidoscópio, 2007, p. 20</ref> À sua chegada a Lisboa, D. Miguel repetiu, nos mesmos termos, o [[juramento de fidelidade]] à constituição e à rainha, sua prometida mulher.<ref>[http://dpedroiv.pt/cronologia/1826/outubro/4/d--miguel-jura-a-carta-constitucional-em-viena--on/85 A notícia do juramento de D. Miguel é dada pelo Suplemento ao nº 255 da Gazeta de Lisboa, 30 de Outubro de 1826, edição de 2ª feira, dpedroiv.pt]</ref> Pouco depois, convocou a reunião dos referidos três estados do reino em cortes, apesar do desagrado do grupo absolutista (facção apostólica do partido absolutista da sua mãe e do [[José António de Oliveira Leite de Barros|Conde de Basto]]<ref>{{Citar web |url=http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |titulo=Regresso às Cortes tradicionais (1828), por José Adelino Maltês, Centro de Estudos do Pensamento Político, ISCSP-UTL |acessodata=16 de novembro de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20161116101427/http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |arquivodata=16 de novembro de 2016 |urlmorta=yes }}</ref>), para decidir a sucessão no trono de Portugal.
 
[[File:Rei D. Miguel (2.º quartel séc.of XIX)Portugal.pngjpg|thumb|rigthleft|upright=0.7|175px|Retrato de D. Miguel.]]
Em [[23 de junho]] de [[1828]], fruto da decisão desse encontro foi estabelecida a sua [[aclamação]] como rei<ref>[https://archive.org/stream/naacclamaodo00cost Na acclamação do magnanimo, e augustissimo senhor Dom Miguel I. Rei de Portugal, por José Daniel Rodrigues da Costa, Lisboa, 1828]</ref> pelas [[Cortes Gerais do Reino]],<ref>{{Citar web |url=http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |titulo=Regresso às Cortes tradicionais (1828), por José Adelino Maltês, Centro de Estudos do Pensamento Político, ISCSP-UTL |acessodata=16 de novembro de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20161116101427/http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/indexfro1.php3?http%3A%2F%2Fwww.iscsp.ulisboa.pt%2F~cepp%2Fregimes_politicos%2Fmiguelismo.htm# |arquivodata=16 de novembro de 2016 |urlmorta=yes }}</ref> que anularam a vigência da Carta Constitucional (a qual ele mesmo havia jurado cumprir) e repuseram as [[Leis constitucionais tradicionais]]. Foi reconhecido pelo [[Papa]], por [[Espanha]] e pelos [[Estados Unidos]], cujo [[Presidente]], [[Andrew Jackson]], seguia o princípio de reconhecer oficialmente todos os soberanos e governantes de facto, ficando as restantes potências na expectativa, mas aceitando porém tratar com o seu governo enquanto entidade que "de facto" exercia o poder político sobre a quase totalidade do território nacional.
 
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