Diferenças entre edições de "Éramos Seis"

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Detalhes dos personagens conforme as descrições do livro
(Detalhes dos personagens conforme as descrições do livro)
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'''Isabel Abílio de Lemos''': é a única menina dos quatro irmãos. É a favorita do pai, única que consegue gestos de afeto de Júlio. Extremamente vaidosa, a perda do pai não a faz se aproximar mais da mãe, que não tem a ajuda dela em nenhum momento para vencer as dificuldades que surgem após a morte de Julio. Determinada naquilo que quer, seu sonho era ser professora, conseguindo se formar no final de 1930, mesma época em que conhece Felício. Isabel traz um tema polêmico para a época: o divórcio. Ela se apaixona por um homem casado, mas que vivia separado da esposa a dois anos, com quem tinha um filho pequeno; porém, não existia o divórcio regulamentado por lei (somente em 1977 foi criado o Divórcio no Brasil através da Emenda n°9; antes disso poderia ser pedido o desquite, que interrompia os deveres matrimoniais e terminava com a sociedade conjugal). Apesar do preconceito e da repulsa que sofreu, pois para a família tradicional da época era inconcebível aceitar o divórcio, Isabel a todos enfrenta e leva adiante seu objetivo de se unir a Felício. Essa questão foi responsável pelo afastamento de Isabel de sua família, rompendo os laços por um período de tempo. Isabel se casa com Felício em 1933, e tem dois filhos (um deles chamado Carlos, em homenagem ao tio).
 
Família'''Familiares de Lola:'''
 
'''Mãe de Lola''': mora na cidade de [[Itapetininga]], interior paulista; seu nome não é mencionado, pois ao narrar a história em primeira pessoa, Lola se refere à mãe apenas como "mamãe" (nas telenovelas baseadas no livro a personagem foi nomeada como Dona Maria). É uma doceira viúva, que trabalha fazendo goiabadas em barra e em calda, marmeladas, pessegadas, doces de figos cristalizados, bolos, biscoitos de polvilho, sequilhos, e também sabão, os quais vende em seu próprio domicílio ou por encomendas, inclusive para festinhas; é considerada a melhor doceira de [[Itapetininga]]. A mãe de Lola mora com suas outras duas filhas: as irmãs Clotilde e Olga. Ela morre dois dias após o Natal de 1920 (cinco anos antes de Lola ficar viúva).
'''Tia Candoca''': também reside em [[Itapetininga]], e é dito que ela é a única irmã da mãe de Lola que mora nesta cidade (o que presume-se que a mãe de Lola teria outras irmãs). Assim como a irmã, tia Candoca também é viúva, tem filhos (apenas mencionados vagamente na história, com exceção de '''Mocinha''', a filha casada). Ela se muda para São Paulo em 1923, dois anos e meio após o falecimento da irmã, indo morar em uma casa na Rua Bandeirantes, no bairro da [[Luz (bairro de São Paulo)|Luz]] . Tia Candoca mora acompanhada da cozinheira '''Benedita''', e uma netinha que é filha de Mocinha. A narrativa demonstra que Tia Candoca tem grande afeição por animais de estimação, tendo um cachorro chamado Pirata, uma cabra chamada Esmeralda, e um papagaio chamado Mulata. Enquanto reside em Itapetininga, tia Candoca cuida de uma cunhada que sofre de um desequilíbrio mental; após a mudança para São Paulo, a cunhada não é mais mencionada (possivelmente teria sido internada em uma casa de saúde em São Paulo, conforme foi dito por Clotilde como sendo a intenção da família de tia Candoca).
 
'''Tia Emília''': é a mais velha das irmãs do pai de Lola e mora na cidade de [[São Paulo]]. É a "tia rica" de Lola, e reside em um palacete na Rua Guaianases, no bairro [[Campos Elíseos (bairro de São Paulo)|Campos Elíseos]]. Seu marido foi um homem muito rico e importante, e ela é apaixonada pela história das famílias paulistas, conhecendo a [[árvore genealógica]] de todas. A própria Tia Emília se considera uma "colecionadora da origem dos paulistas", e desde solteira se interessava por árvores genealógicas, tendo uma memória prodigiosa para guardar nomes e datas. Tinha cadernos com as histórias dos fundadores da cidade de São Paulo anotadas, e quando conversava com pessoas interessadas, falava intensamente sobre este assunto. No início do livro, Tia Emília ainda anda de carruagem puxada por dois cavalos, por detestar automóvel; algum tempo mais tarde, ela acaba cedendo e passando a andar de automóvel. Quando a história começa (no final de 1914), tia Emília tem cerca de setenta anos, é viúva há alguns anos, e mora com duas de suas filhas, Justina e Adelaide. Ambas tem mais de cinquenta anos e são as últimas que permanecem vivendo com a mãe, já que, como o livro menciona, Tia Emília teve outros filhos que estão casados, dois filhos solteiros (que ela menciona quando estão viajando para a [[Argentina]]), além de netos e bisnetos. É mencionado que uma outra filha é casada com o diretor de um banco (que emprega Carlos no banco após a morte de Júlio), o mais velho dos filhos é advogado, e o caçula (provavelmente um dos dois filhos ainda solteiros mencionados) aparece na história ao visitar sua prima Lola, levando um cheque da mãe (também após a morte de Júlio). Com isso fica definido que tia Emília tem pelo menos seis filhos: Adelaide, Justina, a filha casada com o diretor de um banco, o filho mais velho que é advogado, e os dois filhos solteiros (incluindo possivelmente o caçula). Uma destas filhas que reside com ela morre no início do livro assim como uma neta se casa também no início do livro sendo Lola e Júllio convidados para a cerimônia.
 
Porém, na primeira visita das sobrinhas que é narrada no livro, Tia Emília encomenda a Lola sapatinhos de tricô para novos netos que estão para nascer; como destes seis filhos mencionados, apenas dois são casados (o filho mais velho que é advogado, e a filha casada com um diretor de banco), fica aparente que Tia Emília tem mais filhos. Morre com cerca de 90 anos, alguns meses após a [[Revolução Constitucionalista de 1932|Revolução de 1932]].
 
Entre os netos de Tia Emília, aparecem apenas duas netas: uma delas se casa, no início do livro, em uma cerimônia no palacete da avó (evento ao qual Lola e Júlio comparecem, mas não é dito qual filho de Tia Emília é o pai ou a mãe desta neta), e uma outra neta que está presente no velório de Justina e, em determinado momento, convida Lola e Tia Elvira para tomar sopa na copa.
 
Tia Emília morre com cerca de 90 anos, alguns meses após a [[Revolução Constitucionalista de 1932|Revolução de 1932]].
 
'''Tia Elvira''': irmã de Tia Emília e do pai de Lola. É casada e tem filhos, morando com a família em [[Santos]]. Diferente da irmã, tia Elvira é pobre, e aparece na história em passagem rápida - Lola a encontra no velório de Justina.
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